Notas iniciais
Capítulo final, espero que gostem!

Assim que Evan conseguiu abater todos os comparsas de Mateus e se distanciou da cidade, Augusto logo tratou de ir até Alfredo, o soltando de onde estava preso.

— Rápido, peguem esses inumanos que estavam tentando nos matar e prendam nas camas hiperbáricas de onde saíram, precisamos de tempo longe deles até acharmos o antídoto para esse soro. — disse ele.

— Antídoto? Que antídoto? — perguntou seu agente.

— Sim, se existe soro, existe antídoto. E se não existe, o Alfredo vai fazer.

— Eu? — indagou Alfredo.

— Sim, você não fez o soro sem nosso consentimento? Agora vai ter que se redimir fazendo o antídoto, senão vai pra cadeia! — ameaçou Augusto.

— Está bem. — assentiu Alfredo.

Depois que todas as pessoas que Maligno conseguiu infectar com o soro foram colocadas dentro de um camburão, estavam colocando Alfredo dentro de uma das poucas viaturas que ainda funcionavam quando, do nada, ouviram um estrondo de algo caindo no chão.

— Vamos. — disse Augusto, indo até a nuvem de poeira que se formava lá.

Assim que ele chegou, a nuvem de poeira já havia baixado e tinha uma multidão de pessoas ali, olhando algo.

— Licença, polícia. — falou ele.

Quando olhou na direção dos olhares das pessoas, viu Evan, ainda fraco e cansado, sair da cratera amparado por Rebekah e Mikaela, enquanto Isabela ajudava Danielle a carregar o corpo de Mateus. Quando eles saíram, as pessoas começavam a aplaudir o garoto, pois mais uma vez ele havia salvo a cidade, apesar do enorme estrago que havia feito pra isso. Augusto escoltou Evan até o carro de Rebekah, fazendo todos saírem da frente enquanto ele lutava para caminhar.

Quando entraram no carro, Danielle e Isabela soltaram o corpo de Mateus, o deixando sob o comando dos policiais, que iriam levá-lo até o IML, provavelmente. O helicóptero então, pousou alguns metros à frente deles e ela foi até Evan.

— Obrigado pela ajuda. — sorriu ele, com uma voz fraca.

— Disponha. — disse ela.

— Será que um dia poderemos lutar juntos de novo?

— Quem sabe?

Evan estendeu a mão para ela, a mesma hesitou um pouco, mas logo aceitou o cumprimento como uma despedida e ela se virou na direção do helicóptero enquanto a multidão lhe dava espaço, mas Mikaela perguntou:

— Qual é seu nome?

Isabela se virou e a encarou, dando um suspiro longo.

— Me chame de Oclusiva. — ela respondeu e então caminhou a passos largos até o helicóptero, que logo levantou voo de volta para São Paulo.

Em seguida, ouviu-se a voz de Natalie no meio da multidão.

— Danielle, filha! — chamou ela.

— Mãe? — Danielle procurou por ela, a achou e foi até a mesma, lhe dando um forte abraço, seu pai também estava junto.

— Levem-a também. — ordenou Augusto.

— Levar pra onde? — perguntou Natalie, preocupada.

— Iremos colocá-la numa cama hiperbárica para que ela hiberne por um tempo até o Doutor Alfredo, que criou clandestinamente esse soro que o garoto roubou e injetou nela e em todos aqueles prisioneiros que o Diversus nos ajudou a capturar, crie um antídoto. — explicou.

— Epa, peraí. O senhor disse que iríamos colocar nessas camas os inumanos que nos atacaram, mas ela não atacou a gente, ela se defendeu e defendeu a gente depois, até lutou com o Diversus. — protestou Paulo.

— Não importa, ela claramente pegou o Alfredo e o tirou da van, parecia mesmo estar do lado daquele garoto maluco.

— Mesmo assim não tem justificativa, ela não precisa ir com a gente.

— E o que você me sugere? — perguntou Damon.

— Faz o seguinte, mantenham-na naquele mesmo hospício ou na casa de vocês, sei lá, mas um lugar onde ela fique segura e isolada, para que ela não machuque ninguém com esses poderes.

Os três concordaram e a decisão foi tomada. Evan, com sua super audição, ouviu a discussão e riu.

— Vai virar uma segunda Oclusiva. — pensou ele, sorrindo.

Ao chegar em casa, Evan foi pra cama descansar, Rebekah e Mikaela ficaram com ele.

— Quem era aquela garota? — perguntou Mikaela.

— Se chama Isabela. Ela não é daqui, é de Corsário. É que no dia que eu fui ao encontro do Mateus para derrotá-lo, ele quase me matou com uma coisa pontiaguda, mas o All me teletransportou para a cidade dela, onde ela me ajudou a sobreviver, me treinou para ficar mais forte e poderoso. — explicou Evan.

— E ela tem poderes? — quis saber Rebekah.

— Tem, poderes de lançar raios pelos olhos, faíscas pelos cabelos, super velocidade e raciocínio... e sabe lutar também. Pelo que o All me falou, ela ganhou os poderes com dez anos, mas só uma década depois de ficar trancada em casa e ser presa por assumir a culpa de um crime que não cometeu pra proteger a mãe, ficando oclusiva na prisão, é que ela começou a libertar esses poderes.

— Por isso que o nome dela é Oclusiva? — concluiu Mikaela.

— Sim sim.

Ambas se olharam, impressionadas.

— E o que aconteceu com todas aquelas pessoas? Eu não lembrava deles terem poderes. — Evan as encarou.

— Olha, o Mateus gostou demais de se vingar de você. Depois daquele acidente ano passado, quando meu pai morreu, os policiais quiseram que alguém pegasse uma amostra do seu sangue para descobrir o que tinha te dado seus poderes, não acreditavam que uma entidade poderosa te transformou num herói. Mas, o cara que eles deram o soro criou, por algum motivo, um soro que transformava pessoas em heróis. E o Mateus, depois de aparentemente ter te matado, ficou sabendo do ocorrido e roubou o soro para aplicar nos criminosos que você prendeu, pois esse fato dava mais um motivo para se aliarem á ele. — contou Mikaela.

Impressionado com a história, Evan se levantou sozinho e foi ao banheiro, onde tomou um banho e se deitou novamente. Mikaela e Rebekah, que não queriam o perder novamente, se deitaram com ele e os três dormiram juntos ali mesmo.

***

Um mês depois, finalmente o antídoto do soro foi criado. Evan, Mikaela e Rebekah foram todos os dias visitar Danielle no hospício, mas, toda aquela batalha havia sido transmitida pela TV e assim, todos viram o potencial de heroína que ela tinha, por isso, não a tratavam mais do mesmo jeito de antes. Agora, ela estava reclusa num quarto super luxuoso, com uma cama de casal grande e espaçosa, uma TV de 50 polegadas, pendurada na parede, penteadeira, banheira, além de uns cavaletes para que ela pudesse desenhar. Seus desenhos, inclusive, já não eram mais tão sombrios como antes, agora ela desenhava personagens de filmes e desenhos, roupas que ela queria criar, entre outras coisas.

Os policiais aplicaram a injeção com o antídoto em todos os prisioneiros. Ele já havia sido testado e estava aprovado, por isso, não houve nenhum problema na aplicação. Logo, todos os prisioneiros envolvidos naquela confusão se tornaram humanos normais novamente e por fim, voltaram para a prisão. Já Danielle, foi a última a ter o antídoto, que foi aplicado ali mesmo no hospício, depois do horário de visitas.

— Será que depois que ela receber o antídoto vai voltar a ser como antes? — perguntou Damon, preocupado.

— Não sei querido, temos que esperar pra ver. — falou Natalie.

E o que aconteceu foi um pouco diferente disso, Danielle voltou a ser uma humana sim, mas embora tenha ficado um pouco triste, pois no seu curto período de tempo como heroína, ela começou a se recuperar e aparentava estar normal, mentalmente saudável.

— Menos mal. — disse Evan.

— Sim, fico feliz por ela. — disse Rebekah.

— Bem, já que está tudo bem, vamos acalmar os ânimos. — pediu Mikaela.

Todos riram e assentiram.

Quando Danielle recebeu alta do hospício, Evan e Rebekah fizeram questão de buscá-la.

— Oi gente, que bom que vieram. — disse Natalie.

— Claro. — sorriu Evan.

— Que bom mesmo, pois temos uma notícia para dar. — falou Damon.

— Que notícia? — perguntou Rebekah.

— Depois de todo esse tempo, achamos que está na hora de voltarmos para nosso país, não podemos deixar nossas coisas lá em Londres, mas só vamos fazer isso amanhã.

— Ah, que pena... — lamentou Evan.

— Mas, antes de ir... quero aproveitar ao máximo com vocês. Sabe, eu nunca teria me recuperado de todo esse trauma se não fosse por vocês. Então, acho que podemos ter um último momento juntos. — falou Danielle.

— Concordo plenamente. — sorriu Mikaela.

— Eu também. — disse Rebekah.

— Boa ideia. — sorriu Evan.

— Então vamos, levem-nos para um tour pela cidade toda, nunca estivemos no Brasil e estamos curiosos para saber sobre a cidade! — disse Natalie, empolgada.

Todo mundo entrou em seus respectivos carros e estavam dando a um passeio por toda Curitiba. Ao chegar perto do fim da tarde, estavam caminhando por uma praça quando Evan viu a polícia passar com as sirenes ligadas, algo estava errado. Ele olhou para todos.

— É hora do herói! — sorriu Danielle.

Todos sorriram concordando. Ele também sorriu e seus olhos ficaram brancos, logo começando a ir atrás da polícia com seu uniforme, pronto para entrar em ação.

Notas finais
Sim, acabou. Infelizmente, mas... se tudo der certo, essa não será a última vez que vocês verão o nosso querido Diversus aqui na plataforma, só preciso de mais tempo do que levei dessa vez. Espero que me entendam e que tenham gostado, até mais!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!