Notas iniciais
Depois de décadas, finalmente apareci. Devo acrescentar que a culpa é -em parte- da falta de inspiração que me assolou nesse tempo. Nos poemas a seguir, tentei retratar a mesma mulher - no caso, Arabella - por três pontos de vista: de seu marido, do homem que lhe amava, e o de um amigo próximo. Creio que cada pessoa é diferente na visão de outra pessoa, tem aqueles que veem de mais e aqueles que veem de menos e apartir disso que tive a ideia para esses poemas. Também trato levemente sobre os boatos e como eles podem se distorcer ao passar de boca em boca - fica claro quando o marido afirma que ela cometeu suicidio, e logo em seguida, o homem que a amava tinha em mente que ela fora assassinada.

Arabella estava morta

De bruços no chão de minha cozinha

Sob uma poça de sangue fresco e vermelho

Tão vermelho quanto seu batom

Tão marcante quanto sua presença

Arabella um dia fora a mulher de minha vida

Agora ela era só mais uma mulher

Que poderia ter sido a mulher de outro homem

Mas decidiu não ser

Preferiu por um fim em sua vida

Antes que nosso apartamento se tornasse só meu

Antes que me visse com outra mulher

Esperou eu sair de casa

E com minha arma, se matou

Com um tiro no meio do peito

Em uma tentativa de fazer seu coração aprender

Aprender a como não amar ninguém

Pois quem ama se decepciona

E quem se decepciona se arrepende

Se arrepende de ter se deixado apaixonar

Por uma pessoa que não a merecia

Uma pessoa como eu

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Aquela era Arabella

A mulher mais linda que já conheci

Com lindos olhos castanhos

E belos lábios pintados em vermelho

Chamava a atenção por onde passava

Toda confiante de si mesma

Não se rebaixava por nada nem ninguém

Diziam que era linda só por fora

Mas por mim ela também era por dentro

Só que de uma maneira diferente

Uma maneira que lhe tornava especial, preciosa

Tão preciosa quanto um diamante

Tão rara quanto uma esmeralda

Pena que Arabella já era casada,

Compromissada com alguém que não lhe amava

Com alguém que nunca vira sua preciosidade

Alguém capaz de lhe dar um tiro no meio do peito

Um tiro que tirou sua vida,

Que tirou a minha vida

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Arabella havia morrido

Alguns falavam que fora suicídio

Outros falavam em homicídio

A verdade ninguém sabe ao certo

Nem mesmo a própria saberia

Dupla personalidade? Talvez

Então o que realmente havia acontecido?

Será que ela dera um fim a própria vida?

Ou alguém deu um fim para ela?

Ela não era muito amada,

Porém era idolatrada

Por isso não creio que tenha sido homicídio

Ela era muito ela para deixar alguém a matar

Muito ela para simplesmente ir embora

Muito ela para não se suicidar

Notas finais
Bem, espero que tenham gostado dos poemas. Até a próxima, Natalia.