Diventare

2 Smile Like You Mean It


Notas iniciais
Demorei mas cheguei com o primeiro capitulo digno de inicio de fanfic, realmente me desculpem a demora. Foi fim de semestre da pós, preparação para sair de férias do trabalho, viagem para fazer, meu aniversário, aniversário do meu pai, aniversário do namorado. Agora sigo apenas de férias e plena, pronta para encher vocês com capítulos legais. Por favor, deixem comentários, criticas, sugestões, pedidos, abraços, amor e esse tipo de coisas para mim ♥

— Ei — gritei para o dono do bar, fazendo-o notar que eu estava ali — Vai deixá-lo aqui? Está congelando aqui fora.

— Ele já saiu das minhas mãos moça, já causou problemas demais no meu bar — ele responde ríspido, entrando de volta no bar e batendo à porta com força.

Uma parte da minha cabeça tentou me convencer que aquilo não era problema meu, mas eu não podia fazer isso, não podia deixar o pobre homem caído ali no meio da neve. Ajeitei minha sacola no meu ombro, e me aproximei em passos largos do corpo caído na neve.

— Oi? Você está bem? Onde você está ficando aqui na cidade? — cutuquei o seu corpo, apenas caído imóvel porém respirando profundamente, quase como se estivesse dormindo. Viro o seu corpo com dificuldade para que finalmente consiga ver seu rosto, se for algum dos meus vizinhos próximos talvez fique mais fácil de ajudar — Posso te levar para lá… — paro de falar assim que vejo a pele pálida e o cabelo platinado, simplesmente não era possível.

Respiro fundo tentando assimilar o que eu estou vendo, não era possível que ele estivesse aqui. A Grã Bretanha é grande o bastante para não causar esse tipo de encontro, melhor, o mundo é grande o bastante para isso.

— Malfoy — chamo-o forçando a minha voz a parecer o mais firme possível, ouvindo como seu sobrenome soava estranho na minha voz. Realmente achei que nunca mais teria que ouvir falar desse nome novamente.

Volto a tentar me convencer que isso não é problema meu, eu poderia deixá-lo ali. Talvez alguém desse pela sua falta e viesse procurá-lo. Mas, e se, ninguém desse pela falta dele? Trabalhei todas as possibilidades que eu tinha, desde largá-lo ali até deixá-lo em algum lugar seguro, evitando todo e qualquer contato. Porém, eu lidaria bem com o peso na consciência de não tê-lo ajudado por conta de tudo o que houve em Hogwarts e na guerra? Eu não seria melhor que ele e aquele maldito preconceito.

Sem pensar duas vezes, coloquei a sua enorme mochila de viagem nas minhas costas. E o ergui com dificuldade, segurando em sua cintura e apoiando seu braço nos meus ombros. Sua cabeça pendeu desacordada ficando próxima ao meu rosto, o cheiro de álcool era praticamente insuportável.

Olhei para os lados, não havia ninguém nos olhando, eu havia prometido a mim mesma que não usaria magia ali, também havia prometido não me envolver com nada que remetesse ao mundo bruxo, duas promessas quebradas e só o encontrei a poucos minutos. Agora aqui estava, carregando um Malfoy desacordado com a sua mochila de viagem quando eu podia ter simplesmente deixado para lá e ido para o conforto de casa com os meus livros, tarde demais. Apertei seu corpo contra o meu, e após checar a rua e os arredores mais uma vez, aparatei para casa.

Sou lançada com o seu corpo para cima do sofá assim que chegamos, sua mochila me esmagando com o peso a medida que sou pressionada contra o corpo desacordado de Malfoy, que apesar dos pesares não pareceu ter se abalado com o transporte, e talvez nem com ter sido lançado para fora do bar.

Deixo sua mochila próxima ao seu corpo caído no sofá, e me afasto ao máximo que o pequeno comodo que chamo de sala permite, me mantendo a uma distancia segura do perigo que havia trazido a minha própria paz de espirito longe de todo o mundo bruxo. Tiro minhas botas e todas as camadas de casacos que havia colocado para sair na neve. Infelizmente, a minha queridíssima baguete companheira fiel da sopa que havia feito agora estava quebrada na metade, graças a viagem conturbada feita de volta.

Janto em silencio, olhando pela janela e as vezes para o corpo estirado no meu sofá, buscando soluções, respostas, mais xingamentos para mim mesma por ter tido "um bom coração" e tirado ele da neve.

POV Draco

Aperto os olhos a medida que a claridade passa a se tornar mais insistente e a me incomodar, como eu havia chego no hotel e deitado? Eu realmente não me lembro, mas eu poderia ter pelo menos fechado as cortinas do quarto. Abro os olhos e me sento, demoro alguns segundos para finalmente processar de que não estou no meu quarto de hotel e que sigo com as roupas de ontem no corpo. Encontro minha mochila ao lado do sofá onde estava deitado, encaro a janela para tentar reconhecer algo na paisagem, algo que me garanta pelo menos que ainda estou na mesma cidade.

Qual seria a probabilidade de alguém ter me encontrado e me levado de volta a mansão ou a algo a caminho dela? Levanto e olho melhor pela janela, a mesma paisagem vazia e coberta de neve esta na frente da janela, as montanhas no final de um grande campo de vegetação rasteira e algumas arvores mortas. Pelo que tudo indica ainda estou no mesmo lugar.

— Bom dia Malfoy

Aperto os olhos, massageando as têmporas, sou atingido por uma dor de cabeça aguda que me faz delirar, ouvir a voz de Granger no fundo da minha cabeça como se ela estivesse aqui. Por que isso? Fazem tantos anos já. Viro o meu corpo, tentando evitar diretamente a luz do sol e vejo o seu perfil. Cabelos domados em uma trança caída sobre o ombro, usando um trico vinho e calças pretas. Será que bebidas trouxas eram capazes de alucinações dessa forma?

— Espero que tenha tido uma boa noite de sono — ela continua, descruzando os braços e me entregando uma xícara de café que havia trazido consigo. A xícara é quente e real, então ela também deve ser.

Deixo a xícara cair no chão a medida que o choque vem, Granger esta realmente aqui, esta realmente na minha frente e aparentemente eu acabo de acordar de uma noite no seu sofá. Deixo minhas costas baterem na medida que recuo automaticamente para longe dela.

— Droga — ela exclama, correndo para o pequeno balcão que divide a sala da cozinha provavelmente em busca de um pano.

— Droga, sinto muito — murmuro. Me abaixando no mesmo segundo para recolher alguns dos cacos da antiga xícara, mesmo que essa me queime por continuar quente. — Foi descuido meu

— Tudo bem — ela rapidamente seca o chão e recolhe os cacos que ainda estão no chão, me estendendo a mão para que eu entregue o que recolhi para ela, isso tudo sem me olhar diretamente nos olhos.

POV Hermione

Jogo os restos da xícara no lixo, e encaro o balção da cozinha até respirar fundo e me forçar a olha-lo. Vê-lo acordado me trás mais lembranças sobre a guerra do que eu gostaria de assumir, sinto a cicatriz feita pela sua tia formigar no meu braço.

— Então, é aqui que os grandes heróis de guerra vem tirar umas férias? — ele diz, sem nenhum receio de me olhar nos olhos.

— Se fosse acho que você não estaria aqui não é? — rio sem humor algum no meu tom de voz, partindo automaticamente para a defensiva apenas por conta do hábito.

Ele suspira, voltando a olhar pela janela com o maior interesse do mundo, como se esperasse a brecha para poder ir embora.

— Sabe, seus amigos estão realmente preocupados com você. Seu nome e sua foto chegaram a sair no jornal no mês passado — ele volta a me encarar, sem demonstrar emoção nenhuma em seu rosto e com os cabelos mais desordenados que eu já havia visto nele.

— Acho que é melhor assim, não quero encontrar ninguém — dou de ombros, olhando para a minha própria xícara de chá apoiada no balção.

— Por isso esta nesse fim de mundo e eu estraguei todos os seus planos correto?

— Exatamente — acho que essa sem sombra de qualquer duvida seja a conversa mais decente e mais longa que eu já tive com o Malfoy.

— Bom, não quero continuar atrapalhando. Obrigado pela noite no sofá e se puder não contar a ninguém que me viu eu fico agradecido — me surpreendo visivelmente pela quantidade de palavras educadas que ele usou em poucos minutos de conversa, o que me deixa convencida de que não se trata do Malfoy, é apenas uma pessoa muito parecida que por acaso encontrei na neve.

Ele tentar ergue a mochila com o braço a deixando cair no mesmo instante com um banque no chão, se curvando em direção ao próprio corpo com a mão sobre o ombro direito.

— Você está bem? Quer que eu dê uma olhada? — pergunto instintivamente.

— Não preciso da sua ajuda, Granger — ele bramiu, com aquele velho tom arrogante e cheio de ódio. Por um segundo me convenço de que toda aquela educação não se passou de uma grande epifania na minha cabeça, mas sou puxada para a realidade onde um homem feito esta rangendo os dentes de dor no canto da minha sala.

Notas finais
Beijos de luz e vejo vocês no próximo capitulo
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.