Divagações
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Dessa vez é um spin-off da minha outra one-shot "Uma tarde de jogos" que é uma KenHina (deixarei o link dela nas notas finais), entretanto, vocês não precisarão lê-la para compreender, mas é sempre bom deixar avisado!
Enfim, sem mais delongas, boa leitura!
*
Kuroo caminhava preguiçosamente em direção à sua casa, relembrando a cena — não tão incomum quanto gostaria — que presenciara minutos antes na casa de Kenma. Cena essa que consistia em, nada mais, nada menos, que em um momento de casal entre seu melhor amigo e o chibi da Karasuno.
Quanto a este relacionamento não o pergunte, Kuroo não tinha ideia de como havia começado. Um dia estavam na rodinha de amigos quando o assunto da conversa se tornou “garotas” — sempre se tornava. Conversa vai, conversa vem, e foi quando resolveu questionar Kenma se ele gostava de alguém e para a surpresa de todos, não só respondeu que sim, como disse que já namorava.
Apesar da estupefação inicial de Kuroo — porque a) Kenma não lhe disse que estava gostando de alguém, b) ele já estava namorando essa pessoa e c) esse alguém era ninguém menos que Hinata Shouyo! — este superou rapidamente (o melhor que conseguiu) essa situação, afinal, Kenma não fora o único que caíra nas garras de um dos corvos da Karasuno.
E parando para pensar em sua situação, nem foi tão difícil se apaixonar por certo loirinho arisco!
A parte complicada mesmo veio depois, primeiro para aceitar o fato de que estava apaixonado por um garoto — venhamos e convenhamos, Kuroo era muito hétero —, logo após veio sua declaração e a negligenciação de Tsukishima (Tetsurou tinha arrepios só de lembrar, Tsuki conseguia ser extremamente esquivo quando se propunha) e por último a reciprocidade.
E com ela, vieram as partes mais... interessantes. E não estamos falando da parte carnal! Bom, dela também, mas não apenas isso; as conversas madrugada adentro, os silêncios compartilhados e até mesmo a intimidade de chamarem-se pelo primeiro nome.
Claro, também havia as partes ruins, como a distância, a falta de tempo e os ciúmes, que acabaram acarretando em diversas brigas, mas nada que não conseguissem resolver com diálogo e (quando podiam) uma boa dose de sexo.
Kuroo estava tão absorto em pensamentos que nem tinha percebido que havia chegado. Ao entrar em casa, cumprimentou sua mãe, que havia estranhado o fato de chegar tão cedo, e subiu para o quarto, se jogando na cama em seguida.
Pegou o celular ao ouvir o barulhinho de notificação e abriu a recente mensagem de Kei:
“Você tem vinte minutos pra vir me buscar na estação de Tóquio”
Sorriu.
Era nesses momentos que Tetsurou percebia o quanto o loirinho era importante para si e o quanto tudo valia a pena.
“Estou chegando”
E como valia!
*
Notas finais
Beijos e até a próxima ♥
Link da "Uma tarde de jogos": https://www.spiritfanfiction.com/historia/uma-tarde-de-jogos-8046225
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