Diuturno
3 Dia cinco. (sem) Voz.
Notas iniciais
Hinata estava emburrado desde que havia começado o treino, e isso não era difícil de se perceber. O motivo não demorou a aparecer diante dos seus colegas do time de vôlei. O ruivo não havia dito uma sílaba sequer, dado que sua garganta doía da gripe que tinha adquirido na manhã anterior.
— Hinata idiota! Se tivesse ficado um pouco quieto isso já tinha curado. — Kageyama disse aborrecido.
— Ora, vamos. — Sugawara disse, tentando manter um bom clima no time. — Não é como se fosse tão fácil assim se livrar de uma gripe.
— Mas eu me surpreendo que ele tenha ficado assim, pensava que idiotas não ficavam gripados¹. — Tsukishima disse, escondendo uma risadinha com a mão.
Hinata pareceu querer dizer alguma coisa, contudo, foi impedido com algumas tosses.
— Bem, não há muito o que fazer a respeito. — Ukai disse, com uma das mãos bagunçando o cabelo — Hinata está liberado do treino. Nem pense em levantar uma bola para ele hoje, Kageyama.
— Nem precisava dizer, treinador. — Kageyama disse, obediente.
Tsukishima quase riu de novo pela expressão desapontada de Hinata. Entretanto, tratou de levantar a mão para receber a atenção do técnico, desse modo, disse:
— Eu vou acompanhar o Hinata até a casa dele. Essa afobação sem sentido não vai ajudar ninguém.
— Entendo. — Ukai disse em um tom neutro. — Só não demore tanto, precisamos de seus bloqueios.
Tsukishima apenas assentiu. Mesmo que não pudesse ser ouvido, Hinata devia estar prosseguindo em suas reclamações, uma vez que estava agitado em seu lugar. Conduziu o outro primeiranista com uma mão em seu ombro, e logo eles já estavam fora da quadra. No meio do caminho, Tsukishima acabou por levá-lo em suas costas, mesmo achando problemático demais para ele fazer, em razão de Hinata ter piorado sua gripe com a agitação, acabando em uma febre.
— Mamãe, o irmãozinho está desmaiado! — Natsu disse, assim que atendeu a porta.
— Oh, nossa! Eu disse ao nosso Shoyo para que ele ficasse em casa e descansasse, mas ele insistiu. — a mãe de Hinata disse, balançando a cabeça — Agradeço por tê-lo acompanhado.
— Não foi nada. — Tsukishima disse, olhando os arredores. — Desculpe, deve ser a primeira vez que nos encontramos.
— Meu filho me falou sobre você. — a mãe de Hinata disse, com um sorriso. — Sempre que sentir vontade, venha visitá-lo. Shoyo vai ficar contente.
Tsukishima assentiu, e se levantou, lembrando-se de que ainda tinha treino aquele dia.
— Agradeço pelo chá. Então, até.
Tsukishima estava calçando seus sapatos, quando sentiu sua camisa ser puxada um pouco. Era a irmã de Hinata.
— O irmãozinho quer falar com você. — Natsu disse meio tímida. — É urgente.
Tsukishima olhou para a garota por um tempo, antes de voltar a colocar os sapatos, e dizer:
— Diga para que ele não se esforce. Preciso ir agora.
Era melhor não ir vê-lo, já que teria um motivo de falta que Ukai não gostaria de ouvir.
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