Distâncias
4 Esforço
- Você tem certeza do que com a minha irmã? Com essa cara assustadora... — riu, debochada. — Vai me perseguir agora? Se for você, acho que eu deixo. — mordeu o lábio inferior, o olhando de um jeito malicioso. — Parece que ela já esqueceu de você. Afinal... — Tsuna a interrompeu, saiu andando em sua frente, a ignorando.
- Eu quero ver a Haru pessoalmente, para ter certeza de seus sentimentos. — fez uma expressão séria. — F-Foi por isso que vim... Até aqui!
- Tsuna-san, você já sabe, não é mesmo? Que a minha irmã tem um namorado agora.
- Eu sei. Mas, mesmo assim... Eu quero perguntar apropriadamente. — cerrou os punhos, logo, entristecendo. — Se for realmente verdade, eu... Irei desistir! Mas, se não for isso... Ainda tenho uma dúvida. E eu quero ajudá-la.
A menina ruiva correu até ele, com sua pasta em mãos, logo, parando em sua frente e arfando, pela pequena corrida que realizou até tal ponto. Estava parada em sua frente, como se quisesse proteger algo.
- Eu não posso deixar que você vá. Tsuna-san, eu pensei que você fosse do tipo mais passivo. — disse, sorrindo. — Mas parece que não é assim. Você quer ver as lágrimas da minha irmã? Ou então, derrubar as suas próprias pela rejeição? — sorriu novamente, sarcástica. Tsuna a parou, segurou com força um dos braços dela.
- E-Eu... Só quero saber o que ela sente de verdade!
- Então, eu irei dar o recado. — O Sawada apenas a viu passar correndo por um portão e entrar em casa, batendo a porta com uma certa força, que fez um barulho não tão baixo. Tsuna suspirou, por que aquela garota chata tinha que persegui-lo? Já não aguentava mais aquela voz irritante em seus ouvidos. Aproximou-se lentamente da casa à sua frente, de um ângulo que fosse possível enxergar dentro da janela. Nesse momento, viu Haru o encarando por detrás da cortina, com uma expressão preocupada, triste.
- Haru... — olhou para ela curioso, esperava que ela abrisse a janela, mas, nem falou com ele. Apenas a viu sorrir levemente e fechar a cortina. Sorriu nostálgico, uma enxurrada de memórias vieram à sua cabeça.
FLASHBACK
- Eu me chamo Miura Haru, vim de Tokyo, prazer em conhecê-los! — uma morena disse sorridente, vestia um leve casaco com uma blusa da cor azulada, um par de botas da cor marrom e uma bermuda jeans.
- Venha, entre. — a mãe de Tsuna disse, referindo-se à ela.- Tokyo pode estar melhor, mas aqui ainda está frio. — Nana sorriu, gentilmente. — Aqui. — disse, estendendo-lhe duas pantufas rosadas. Iria retirar uma de suas botas, mas, arregalou os olhos ao ver um garoto que aparentava ter mais ou menos a sua idade à sua frente.
FLASHBACK OFF
"Naquele dia, Miura Haru apareceu repentinamente em minha casa. Eu nunca havia a encontrado e nem mesmo falado com ela. Uma completa estranha."
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FLASHBACK
Agora, Haru já estava sentada ao kotatsu* junto à mãe de Tsuna. A sala do lugar não era luxuosa e nem cheia de frescuras, tinha uma TV em seu canto, uma lata de lixo, o kotatsu* no meio e uma mesinha.
- Ah, que legal! Tem uma flor embaixo do kotatsu! — Haru sorriu, enquanto levantava a toalha e enxergava uma pequena planta esverdada abaixo dali. — Também tem um gatinho! — olhou para o pequeno ao seu lado, ele era malhado, alternando em branco e bege. A morena, instantaneamente começou a acariciá-lo, achava-o tão fofo.
- O nome dele é Dora.
- Ehh? Dora-chan? — sorriu para o bichinho, que se aproximava da mão dela à medida que ia fazendo carinho. — Prazer em conhecê-lo!
Tsuna aproximou-se da cena, com uma cara certamente, emburrada. "Por que temos que morar juntos!?" — pensou.
- Seu pai está bem? — Nana perguntou, enquanto servia os chás.
- Sim.
- Seu pai e meu marido são amigos bem antigos. — viu Haru sentar-se de forma adequada, começando a tomar seu chá. Reparava que os olhos de Nana tinham um certo brilho quando falava de seu marido. Tsuna logo sentou-se também, pegando mais um chá na bandeja.
- Eu também ouvi isso. - o moreno pronunciou-se, já havia ouvido falar da família Miura, seu pai, Iemitsu, sempre falava deles.
- Antigamente, aqui era a terra natal dele. — disse, referindo-se ao seu pai, enquanto pegava uma tangerina na bandeja. — Ah! Tsuna-san, você tem a mesma idade que a Haru, certo? Vamos para a mesma sala no colegial? — perguntou, sorridente.
- B-Bem... Acho que vamos à mesma escola.
- Ah, é mesmo.... Se você tem tempo livre, Tsu-kun, por que não mostra a escola à Haru-chan?
- Será ótimo!
Tsuna sorriu, sem graça. Era a última coisa que lhe faltava. Ter que levar aquela esquisita para a escola e ainda causar um mau entendido com Kyoko, se praguejava profundamente por não ter feito objeção alguma ao pedido de sua mãe.
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- Incrível, como é rápido! — Haru exclamou, os dois estavam em cima da bicicleta, a morena segurava na camisa dele, para não cair. O tempo estava levemente agradável, algumas nuvens no céu, mas, podia-se ver o brilhante Sol bem lá no alto.
"Por que eu tenho que ir mesmo sem motivo nenhum à escola? Mesmo que ela não seja nem uma parente..."
- O ar está tão fresco... — sorria, e seus cabelos castanhos esvoaçavam-se ao vento.
"Além disso, eu ainda tenho que levar essa gorda de bicicleta, já estou ficando cansado."
- O céu está lindo. — Haru olhou para cima, vendo um céu totalmente azul e limpo, somente com algumas poucas nuvens no céu.
Tsuna parou a bicicleta ao avistar Kyoko, não muito longe dali, ele corou instantaneamente quando a viu.
- Desculpe, achei que... O-O pneu estivesse furado! — o moreno disse, abaixando-se ao lado da bicicleta e mexendo no pneu, distraído.
- Será que é por que a Haru estava sentada atrás?
- N-Não... Isso acontece.
- Ei, aquela garota não é uma amiga sua? — disse, enquanto via Kyoko ali perto. — Aquela garota de cabelo curto.
- Tsuna-kun? — Kyoko passou a olhar para o lugar onde estavam, só o deixando mais nervoso.
- A Haru vai se apresentar. — ao ouvir isso, Tsuna praticamente se desesperou. Não queria causar mau-entendido algum com Kyoko, de jeito nenhum. Apenas viu Haru correndo até a ruiva, aproximando-se.
- Boa tarde!
- Er... Boa tarde. — a ruiva respondeu, um pouco sem graça.
- Eu vou morar com o Tsuna-san a partir de hoje, me chamo Miura Haru. — à medida que ela ia falando, Tsuna corria até onde ela estava, não podia deixar Kyoko entender isso errado.
- Hã? Juntos? — Kyoko perguntou, curiosa.
- E-Ei! Não fale coisas estranhas! Ah... E-Essa garota é uma conhecida do meu pai... E vai se mudar pra nossa escola na primavera. — falou, todo vermelho e conçando a nuca, sem graça.
- Foi estranho? — Haru arregalou os olhos, como assim estranho?
- Ah, eu sou Sasagawa Kyoko. Então, conto com você na primavera, Haru-chan.
- A Haru também conta com você, Kyoko-chan.
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Um pouco de tempo depois de terem falado com Kyoko, estavam andando, pois, Tsuna estava cansado de tanto pedalar na bicicleta, então, os dois foram andando mesmo e ele carregando a bicicleta consigo.
- Kyoko-chan é muito bonita, não? Não acha, Tsuna-san? Por que ficou tão bravo de repente?
- N-Não diga essas coisas estranhas! — Tsuna a repreendeu, desviando o olhar para disfarçar o leve rubor em suas bochechas.
- Ah, tudo faz sentido agora! A Haru já entendeu. O Tsuna-san... Gosta da Kyoko-chan! — disse sorrindo, o que o fez a olhar assustado. — Sem resposta? Ah, entendo... — saiu andando, ainda a sorrir. — O que foi? — perguntou, ao ver que ele a encarava do lugar onde tinha ficado parado.
- Não... N-Nada. — logo, ele passou por ela com sua bicicleta em mãos. — Por que você veio até aqui?
- Hã?
- Por que veio de Tokyo para o interior? — a olhou com um tom de desprezo, queria ficar sozinho, não gostava daquela menina, uma completa estranha.
- Antes... A Haru veio uma vez, se divertir nessa cidade. E teve algo que gostei muito naquela época.
- Só por um motivo assim?
- Sim. Vamos deixar apenas por isso. — uma brisa fresca se fez presente, levando consigo pétalas de cerejeira e folhas de algumas árvores.
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O Sol estava a se por, já era a noite em Namimori. Estavam no quintal da casa de Tsuna, enquanto Haru brincava distraidamente com os peixes presentes em uma pequena lagoa ali.
- Ei, logo vai ser a hora do jantar. — Tsuna avisou, vendo que ela não lhe dava a mínima atenção.
- Incrível, ter um lago no quintal... — apenas o viu bufar e desviou o olhar de volta para os peixes.
- Venha logo. — virou às costas, mas, logo, ouviu um grito e o barulho de algo caindo sobre a água.
- E-Eu... Escorreguei. — Haru sorria, enquanto estava toda ensopada, já que tinha escorregado e caído no lago.
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Após tal acontecimento, a morena dirigiu-se ao banheiro, afinal, estava toda ensopada, não podia ficar assim.
- Ei, eu vou deixar uma toalha aqui. — Tsuna disse, enquanto depositava uma toalha branca de algodão em cima de uma cestinha. O vidro do box, era composto de um vidro leve, com alguns quadrados na frente, assemelhavam-se com tijolos, impossibilitava que quem estivesse dentro visse o que acontecia do lado de fora. Ele ficou um tempo observando aquilo, se surpreendia vendo o quanto as curvas da morena eram lindas... Aquelas coxas grossas e... Praguejou-se internamente por pensar nela dessa forma e corou. Era apenas uma esquisita, nada mais.
- Ué, você não se trocou? — perguntou, vendo que ela descia as escadas com a mesma roupa de antes.
- Eu... Enviei minhas roupas, mas, elas não chegaram ainda. Tsuna-san... A Haru tem um pedido.
- Eh?
- P-Pode... Me levar até aquela loja de conveniências?
- Por que? — Tsuna a perguntou, sem entender.
- A Haru quer comprar.
- Comprar o que?
- P-Por que quer saber...? N-Não é nada demais! — a morena corou, instantaneamente.
- Não podemos ir a essa hora pra comprar algo inútil.
- N-Não é inútil!
- Então, o que é? — Tsuna a questionava, o que diabos aquela menina tanto queria?
- Calcinhas. — Haru aproximou-se do ouvido dele, totalmente vermelha, ao ouvir, ele logo ficou vermelho também.
- Ehh? — Já era mais do que suficiente para ele ficar igual a um pimentão, avermelhado.
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Tsuna acabara concordando de levá-la à loja de conveniências, afinal, quem era ele para discutir com ela sobre isso? Estavam em cima da bicicleta, o ar estava mais frio. O Sawada olhava para trás todo o momento, reparando em como aquele vestido listrado marcava as coxas da morena, tão grossas... Praguejava-se novamente por pensar nela dessa forma tão pervertida, ele não era assim.
- Ei, Sawada! Me apresente! — Ryohei dizia, enquanto o via com uma garota na garupa da bicicleta, isso era a rotina do grisalho, costumava correr no fim de tarde.
- Ah! Ryohei... Sasagawa Ryohei. — bufou, a intromissão daquele pervertido era a última coisa que ele queria agora.
- Essa garota que é a conhecida do seu pai!? — perguntou, vendo a menina sorrir de volta. — Eu sou Sasagawa Ryohei.
- Me chamo Miura Haru, prazer em conhecê-lo.
- Ei, vá na frente. — o moreno disse, interrompendo a conversa dos dois. Sentia-se incomodado ao ver que ele não tirava os olhos dela, a olhando de cima a baixo.
- Por que, Sawada!?
- Que seja, vai logo!
- Então, até mais tarde. — Ryohei despediu-se voltando ao seu treino. Tsuna logo bufou, não entendia o por que, aqueles olhares dele para cima dela o causaram uma certa irritação.
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Já estavam à frente da pequena lojinha, Tsuna a esperava do lado e fora, junto de Ryohei, que, coincidentemente, havia ido parar no mesmo lugar.
- E você vai morar junto com aquela garota linda? — perguntou, enquanto sorria.
- I-Isso é um problema... E também vai trazer gastos.
- Você vai se acostumar logo com isso.
- Voltei! — Haru apareceu, saindo da porta da loja com uma sacolinha plástica na mão.
Tsuna sentiu o mesmo incômodo de antes ao ver que Ryohei ia aproximando-se dela, pegou sua bicicleta correndo e a parou bruscamente, impedindo que ele se aproximasse.
- E-Então, onii-san... Nos vemos na escola. V-Vamos logo, Haru. — disse, vermelho.
- C-Certo. — o encarou um pouco sem entender. — Tsuna-san não quer ser visto comigo pelos seus amigos, certo?
- S-Seria um problema se eles vissem.
- Entendo... — ela comentou, um pouco triste. — As estrelas estão lindas. — mirou seu olhar para o céu, que realmente estava lindo, mas, na verdade, queria apenas mudar de assunto.
- S-Sim.
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Mais um dia amanheceu, fazia um tempo agradável nesta manhã em Namimori, o Sol brilhava lindamente no céu, não havia nuvem alguma. Tsuna pedalava em sua bicicleta, como de costume, com Haru na garupa, era seu primeiro dia de aula.
- Vamos nos atrasar para a cerimônia de entrada! — a morena resmungou, preocupada.
- F-Fique quieta! — parou a bicicleta, no estacionamento da loja de conveniências, não ficava muito longe da escola.
- Por que temos que ir correndo da loja de conveniências!?
- Se nos virem chegar juntos, isso vai ser um problema!
- M-Mas, Tsuna-san! Sendo assim tão longe, é impossível ir andando! — comentava, enquanto os dois corriam.
- S-Só não diga a ninguém que vai vir embora comigo!
- C-Certo!
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- Ei, não marca qual é a classe, é aqui mesmo? — Haru perguntou, vendo que a placa só tinha um número "um".
- S-Sim... Não tem mais o por que separar as classes, já que tem pouca gente. Além disso, a maioria daqui se conhece do fundamental. Como eu e o Onii-san.
- Mesmo? É bem diferente, não ter várias classes.
- Acha mesmo? É bem mais simples assim.
- Fala, Sawada. — Ryohei dizia, enquanto caminhava ali, no corredor.
- Então, essa é a garota de Tokyo que veio morar com o Dame-Tsuna? — Hana se fez presente, sorrindo.
- Me chamo Miura Haru, prazer em conhecê-la.
- Me chamo Kurokawa Hana, estudo com esse idiota desde o primário.
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Pétalas de cerejeira caíam sobre o asfalto, era primavera em Namimori, Tsuna corria feito um louco, até a loja de conveniências.
- Francamente, o que ela tá fazendo!? — questionou-se, com raiva. — Eu pedi pra ela esperar na loja de conveniências. — arfava, cansado, com as mãos sobre seus joelhos. Parou ao ver que a porta da loja se abria, e, dali saía Kyoko.
- Tsuna-kun? Vai comprar algo também? — perguntou, o vendo corar.
- K-Kyoko-chan!? G-Gomen por ter te assustado antes... Ela foi meio mal educada.
- Ah, Haru-chan? Ela parece ser uma pessoa brilhante, e muito legal.
- M-Mesmo? Ah, hoje foi a minha cerimônia de entrada!
- A minha também, mas...
- A-Ah... E-Er... — se xingava totalmente por dentro, que droga ele estava dizendo? Se estudavam na mesma escola, óbvio que a cerimônia dos dois foi no mesmo dia. — V-Você está indo pra casa agora?
- Sim. — Kyoko disse, passando direto por ele. — É a primeira vez, não é?
- E-Eh?
- Que eu e o Tsuna-kun estamos tendo esse tipo de conversa. Mesmo estando juntos por três anos no fundamental.
- Mesmo?
- Tsuna-kun, sempre que nossos olhares se encontravam, você olhava para o lado. Pensei que talvez me odiasse. Mas, parece que pudemos entrar no colegial juntos. Vamos nos dar melhor a partir de agora, certo? — disse, sorrindo.
- C-Claro. — um grito vindo ao longe quebrou totalmente o clima ali presente. — H-Haru!?
- U-Um inseto! — a menina se sacudia cada vez mais, tentando afastar o bicho de si. — Tira! Tira isso logo! N-Não... — debatia-se cada vez mais. Tsuna correu até ela, retirando uma pequena mariposa que estava pousada em suas costas.
- Eu já tirei. O que estava fazendo, Haru? Em baixo da árvore de cerejeiras.
- A Haru estava esperando pelo Tsuna-san, mas, então a Kyoko-chan veio... E o Tsuna-san também... Pensei que seria ruim se a Kyoko-chan me visse.
- Haru-chan, você está bem? — Kyoko aproximou-se dos dois.
- A-Ah... Sim.
- Que bom. Ah, até amanhã, Tsuna-kun.
- Ah, Kyoko-chan! — correu até ela. — Tem um lugar que a Haru queria ir Será que a Kyoko-chan pode ir comigo? Lá. — apontou para um outdoor que estava perto deles, escrito : "Fontes termais, Gaijin"
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O local era bem arrumado, e, pela sorte delas, vazio no tal dia em que foram.
- Olhe, Kyoko-chan, não tem ninguém! Que piscina gigante!
- Então você gosta mesmo de piscinas...
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Após aproveitarem as fontes termais, Tsuna já estava vestido com uma calça jeans desbotada e uma camisa de mangas compridas, branca. Encontrava-se ao lado de fora do lugar, sentado numa almofada no chão, de frente para tal aparelho. Com seu rosto à frente do ventilador, só sentindo aquele vento em seu rosto... Tão bom. Seus cabelos castanhos que desafiavam a realidade esvoaçavam-se com o vento.
- Então, você também faz esse tipo de coisa, Tsuna-kun. — Kyoko disse, rindo.
- Ehh? A-Ah, não... — virou o ventilador para o outro lado, sem graça. — E a Haru?
- Ela disse que ia ficar mais um pouco. — sentou-se à frente do ventilador, só sentindo-o refrescá-la.
- Ela é realmente egoísta.
- O que foi?
- Ah, g-gomen... Por hoje. Parece que ela acabou te atrasando.
- Não... Eu também queria vir aqui. Além disso, ficar com a Haru-chan é divertido. Ah, será que devo comprar algo para beber? Talvez tenha coquetel de frutas.
- Ah, eu também gosto disso.
- Então, eu vou comprar. — Kyoko levantou-se, pegando suas pantufas e indo em direção ao balcão.
"Sinto que falei mais que o normal com a Kyoko-chan hoje." — Tsuna pensava, feliz.
- Tsuna-kun! — viu a ruiva o chamar, enquanto corria. — Parece que a Haru-chan ficou tempo demais e desmaiou!
- Hã? Que droga ela fez? — Tsuna indagou, sem acreditar nisso.
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Já estavam na volta para casa, como o habitual, Tsuna a levando de bicicleta.
- Como está quente... A Haru ainda se sente um pouco tonta.
- Eu nunca vi ninguém desmaiar por ficar tanto tempo no banho! C-Como você fez isso?
- A Haru também deu o melhor dela, sabia?
- M-Mas... Por que é necessário dar o seu melhor no banho?
- Afinal...
- Ehh?
- Apenas pensei que podia deixar o tempo passar... Desse jeito, o Tsuna-san e a Kyoko-chan conversaram bastante, não é?
FLASHBACK OFF
"De forma indulgente, a Haru sempre olhava pela felicidade dos outros. Mesmo que fosse machucando seus próprios sentimentos. Por conhecer esse seu lado... Eu... Vim até aqui." — pensava, olhando para aquela janela, onde apenas podia-se ver a cortina avermelhada, fechada. Por onde a vira alguns segundos atrás.
Continua...
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