Distantes

28 Capítulo 26 - Sem Despedidas


Notas iniciais
Bom... para que veio junto com paciencia e perseverança: esta é a conclusão de um trabalho de vários meses. Muitas noites em claro, frustrações e esperanças... e a vocês meu MUITO OBRIGADA pela força, visualizações e comentários. A Lola Knight um agradecimento especial pela atenção dedicada a uma pseudo-escritora muito insegura. Você sempre uma FOFA! MaryFilan, Am4ral, Susannah Grey, por todos os comentários. Eles me ajudaram muito! Peço desculpas pelas falhas nas postagens e demoras... minha vida off andou meio turbulenta, mas agradeço aos fieis leitores qua acompanharam até o fim. Essa História é de Vocês. Acho que é isso e não se esqueçam de dar uma olhadinha nos comentários finais. Boa Leitura!

Era isso.

Procuraram por todos os lados, com todos os conhecidos, mas ela não estava em lugar algum. E logo souberam que seu pai havia chamado a polícia, então era oficial: Victoria estava desaparecida!

Ninguém tinha a visto depois que saíra do colégio. Haviam alguns boatos a respeito de ela ter sido vista conversando com alguém de moto, usando um capacete. Mas eram alguns boatos que também colocaram a policia atrás de Filip. Boatos que a patricinha espalhara antes de desaparecer. E para piorar as coisas, haviam testemunhas da breve discução que tiveram na praia, na sexta-feira anterior.

Durante a 'entrevista' — para não dizer interrogatório, várias vezes Filip tinha de responder as mesmas perguntas, sempre repetidas na intenção de pegá-lo em alguma mentira. Mas a influência jurídica de Mauricio foi muito bem vinda, quando as coisas apertaram, ao chegar a noticia que sua mãe e irmã não foram encontradas, e por ser menor de idade, ele não poderia ser liberado.

Ao chegar na casa dos Bragança, Filip encontra uma mala na sala, e uma mochila jeans. A mala ele nunca tinha visto, mas a mochila sim. Era dele. Ele quase nunca a usava, por isso estava praticamente nova. Ele e a irmã ganharam mochilas iguais quando fizeram treze anos. Foi o ultimo presente que o pai lhes dera antes de desaparecer. Curioso, abriu a mala e viu que eram suas roupas que a ocupavam.

— O que houve? Porque as minhas coisas estão aqui? Onde está Samantha?
O casal troca um olhar desconfortável, depois Michele lhe estende um pequeno bilhete...

— Sinto muito. Enquanto Mauricio resolvia na delegacia, e como sua mãe não atendia o telefone, tomei a liberdade de ir até a sua casa, e infelismente não a encontrei. Na verdade não encontrei ninguém...- o rapaz pega o bilhete ainda muito confuso, mas tenta prestar atenção no que a jovem senhora lhe diz.- A casa estava trancada, e como tive medo de algo ter acontecido, mandei arrombar a porta, mas não se preocupe que já mandei concertar — "Que se foda a droga da porta! E a minha irmã? Cadê ela? O que houve com minha mãe?" mas suas palavras ficaram presas em seus pensamentos, sem ganhar vida em sua voz.

Meio atordoado, ele abriu o bilhete enquanto se sentava no sofá. Com poucas palavras, a mãe dizia que estavam seguindo Icy, que Samantha estava determinada e que ela não confiava na estranha mulher. Que ia junto para proteger a filha e sentia muito...

— Eu procurei pela casa, mas estava tudo vazio. Exceto por algumas peças de roupa jogadas na cama, estava tudo vazio. Documentos, tudo. O quarto de casal estava limpissimo. Só, o que acredito ser o seu quarto, estava intocado. Então juntei suas coisas e trouxe para cá. Você pode ficar com o quarto de hóspedes. É seu agora. E pode contar conosco... — Maurício abraçou a mulher e deu um sorriso encorajador para Filip, apoiando as palavras da esposa.

Mas o jovem não conseguia mais se concentrar no que diziam. Leu o bilhete mais uma vez para ter certeza que não havia deixado nada passar. Amassou o papel com força na mão, enquanto fitava o chão.

Elas o abandonaram.

Agora ele tinha o desaparecimento de Victória pesando em suas costas. O Serviço Social se tornou uma ameaça, com a possibilidade de ir parar num abrigo, ou outra instituição para menores. O que ja seria bastante ruim por si so, mas ele carregava o agravante de ter suas habilidades elementares para dominar. E ainda tinha de lidar com a realidade da raça dos Mons caçando a ele e seus amigos.

A coisa já estava bem feia, mas sua familia, como sempre, conseguiu deixar ainda pior..."Elas me abandonaram... Eu fui abandonado, DE NOVO!!!"

Notas finais
Bem, eu pretendia fazer a história um pouco mais longa, mas meu tempo off não tem permitido, o que me obriga a dividí-la em duas partes. Mas nesse momento preciso me organizar. Imagino que em dezembro devo iniciar as postagens e encerrá-la em janeiro. Chega de meses a fio... rsrs Peço que , se for da vontade de vocês, comentem sobre essa decisão. SE concordarem, farei como o exposto acima. Caso contrário, em dezembro excluo a história. Afinal, quem sabe quando esta autora aqui estiver mais madura... rs. E... eu disse que este seria o ultimo, mas postarei mais um... Um da continuação para ajuda-los a decidir. É isso... até a próxima!