Distante

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Olá pessoal, como estão? Resolvi fazer uma fic Joumi! *-*
Apesar de gostar mais de Koumi... Mas acho esse casal fofo também! XD
Espero que gostem! *-*

Mais uma vez ela se foi. E mais uma vez deixei a oportunidade passar. Você deve estar se perguntando que oportunidade deixei passar novamente. Na verdade, hoje eu iria conversar com ela. Muito sério. Estou há tempos querendo expressar meus sentimentos, mas falhei de novo. Todas as vezes que ela vem pro Japão, tento falar normalmente com ela, mas algo dentro de mim sempre acaba atrapalhando. O que poderia ser? Medo? Insegurança? Isso tudo eu sempre tive. Eu sou o mais velho da turma, mas sempre entro em desespero antes deles. Isso é vergonhoso. Tentarei vencer por mim mesmo esses problemas que me fazem afundar e, com certeza da próxima vez irei me declarar.

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Já faz um tempo desde que Mimi veio ao Japão. Depois daquele dia, ela não apareceu mais. Tive tempo de crescer, amadurecer e pensar sobre meus sentimentos por ela. Descobri que, a cada dia que passava, o sentimento de querê-la perto de mim só aumentava. Isso foi me dando cada vez mais certeza de que eu a amava. O único problema era a distância e o tempo que ela ficava sem vir ao Japão. Desde a última vez, passaram-se um ano e quatro meses. Sinceramente, essa distância acaba comigo. Queria resolver isso o mais rápido possível, para eu ficar em paz comigo mesmo.

Enquanto eu me perdia em meus pensamentos, recebi um email. Essa mensagem me fez o adolescente mais feliz do mundo naquele dia. Parecia que meus pensamentos chegaram ao destino certo. Mimi estava embarcando para o Japão.

Da hora em que li a mensagem, até a hora de ir ao aeroporto recebê-la, meu coração não sossegou nem um minuto. Estava transbordando de alegria. Finalmente eu poderia expor meus sentimentos sem aquele medo todo do passado.

O avião pousou. Várias pessoas saindo do avião. Ela estava entre essas pessoas. Quando me viu, veio correndo em minha direção e então, ela fez algo que eu realmente não esperava. Ela me abraçou bem apertado. Fiquei surpreso, pois ela sempre me abraçava rápido para poder cumprimentar os outros. Agora que citei... Onde estão os outros?

Sem querer, acabei virando a cabeça um pouco, para ver se eles estavam chegando. Nada. Mimi chamou minha atenção.

- Jou, vamos! Estou louca para chegar ao hotel. – Mimi falou, me entregando suas malas.

- Mas... Os outros podem estar chegando. – Respondi, olhando para os lados.

- Dessa vez, só você está sabendo que eu vim. Só se você espalhou a notícia... – Mimi disse cruzando os braços.

- S-só eu? Como assim? Não quer ver os outros? – Questionei assustado. Por que só eu sabia?

- Estou morrendo de saudade dos outros, mas queria ver você primeiro... Vamos? – Mimi respondeu abaixando a cabeça. Espera... Ela queria me ver primeiro?

- V-vamos... – Resolvi não contrariá-la. Peguei suas malas e a segui até um táxi.

Fomos em silêncio o caminho todo até o hotel. Aquilo me incomodava. Agora eu tinha a oportunidade perfeita para conversar com ela, mas nada saía de minha boca. Isso me deixa frustrado. Será que irei perder mais uma oportunidade?

Chegamos ao hotel. Ela me disse para deixar as malas no quarto, para que pudéssemos conversar em outro lugar. O que está acontecendo? Será que fiz algo errado? Será que ela está brava comigo? Não questionei, apenas fiz o que ela me pediu. Depois, fomos até a cafeteria do hotel. Mimi se sentou e pediu uma água. Eu fiz o mesmo e pediu um café ao garçom. Estava nervoso e precisava tomar algo.

Quando o garçom se afastou, ela ficou me encarando. Pronto, lá vem bomba. E eu nem sei o que fiz.

- E aí Jou, como estão todos? – Mimi começou. Ela queria falar primeiro comigo pra perguntar como os outros estão?

- Estão bem... Sora continua com Yamato, a Hikari com o Takeru, Koushirou continua programando algumas coisas e pesquisando mais sobre o Digital World, Taichi está meio chateado ainda pela Sora ter escolhido ficar com Yamato, mas está indo bem na “recuperação”... – Respondi meio incerto sobre Taichi. O cara estava mal mesmo.

- E você...? – Mimi perguntou.

- Eu... Continuo me esforçando e estudando. Ainda não me decidi que carreira vou trilhar, mas ainda tenho um tempinho para pensar nisso... – Respondi.

- Entendo... Hey, por que não vai ser médico? Você leva jeito pra isso e seu pai ficaria feliz também! Não que ele ficasse triste com alguma outra carreira, mas garanto que você se sairia bem! – Mimi exclamou sorrindo. Ela estava falando a mesma coisa que meu pai.

- Olha, não sei se quero ser médico. É muita responsabilidade. Se eu falhar, posso perder a vida da pessoa que estiver aos meus cuidados. Não sei se suportarei isso. – Falei. Realmente não saberia como lidar com uma situação dessas.

- Oras, é só você continuar se esforçando do jeito que sempre fez! Vai dar tudo certo. Mesmo que você siga outra área, também tenho certeza de que vai se dar bem. Você é bem inteligente e esforçado. – Mimi falou me encorajando.

- Tem razão... Sabe, por isso gosto de você. Sempre tem as palavras certas para me animar... – Deixei escapar tal comentário. Joguei a conversa agradável dentro de um saco e ainda pisei em cima falando isso!

- Ahn... Obrigada...! – Mimi respondeu com um sorriso mais fraco. Estraguei tudo.

Ficamos um tempo em silêncio. Não sabia o que falar para reparar o comentário estúpido que fiz. Tá certo, eu queria me declarar, mas não desse jeito. Queria que fosse com outras palavras. Mais floreado, quem sabe? Quem estou tentando enganar? Eu iria deixar as coisas piores do que já estão. Droga. Não sei lidar com isso ainda. Minha cabeça foi invadida por inúmeros foras que ela poderia me dar. Meu coração palpitava mais que qualquer outra coisa. Estava pra ter um infarto!

- Jou... Você está bem? – Mimi perguntou. Parecia preocupada comigo.

- C-claro que estou! Por quê? – Questionei. Será que estava tão na cara que eu estava em conflito comigo mesmo?

- Você está vermelho desde a hora em que comentou aquilo... – Mimi respondeu. Pronto, terminei de estragar tudo. Sou ótimo nisso.

- É que... Não é nada, sério. Estou bem. – Tentei responder o mais normal que consegui.

- Não parece. Jou, se você não está bem, podemos deixar nosso encontro pra outro dia. – Mimi falou. Espera... Encontro?

- Encontro? – Perguntei meio perdido. Aquilo era um encontro?

- Sim! Por isso falei só pra você que eu chegaria ao Japão hoje... – Mimi respondeu. Parecia um pouco... Corada?

- Ah, entendo... Nossa... É muita adrenalina pra um dia só. – Deixei escapar, colocando a mão no lado esquerdo do meu peito.

- Como assim? Nós só ficamos sentados aqui! – Mimi falou, ameaçando rir.

- Não! Não foi isso que eu quis dizer! Quero dizer... Droga, me enrolei de novo... Acho que nunca vou conseguir falar com você sobre o que sinto. – Falei sem pensar de novo. Estou virando mestre nisso.

- Sobre o que sente? E o que você está sentindo agora? – Mimi perguntou interessada.

- Sei lá... Faz tempo que sinto meu coração bater mais rápido quando estou perto de você... Também sinto ele doer toda vez que te vejo embarcando pra América de novo... Começo a pensar que será mais um ano sem você aqui por perto... – Falei espontaneamente. Mimi tinha esse poder sobre mim.

- Entendo... E o que mais? – Ela questionou. Percebi suas bochechas adquirirem um tom mais forte de vermelho.

- Estou te incomodando com isso, não é? Acho melhor eu ir embora por hoje... – Respondi abaixando a cabeça e me levantando. A essa altura do campeonato, meu café já estava frio.

- Espere! Como pode decidir que está me incomodando e simplesmente ir embora? Não decida os meus sentimentos por mim. Sente-se, você vai ficar aqui comigo até acabar de dizer tudo. – Mimi me repreendeu. E conseguiu me fazer sentar de novo.

- Me desculpe. Eu fico nervoso, tudo sai do controle só porque não tenho coragem de dizer que te amo! Sou um desastrado mesmo. Ainda acha que eu seria um bom médico, se nem me declarar direito eu consigo? – Falei um pouco nervoso.

- Será um bom médico sim, tenho certeza. Não falo isso à toa, já que vi a sua habilidade ao cuidar de Ogremon no Digitam World e... Espera aí... O que foi que disse...? – Mimi perguntou pausadamente. Aquilo me deixou mais nervoso ainda.

- Disse que te amo! Não aguento ficar tão longe de você, não aguento te ver só um mês por ano, não aguento te ver longe daqui! – Respondi sem pensar. Tudo o que queria era expressar meus sentimentos, de um jeito ou de outro.

- Jou... – Mimi falou, olhando pra mim assustada e com as bochechas mais vermelhas ainda. Fiz ela passar vergonha, já que falei em um tom meio alto.

- Me desculpe te fazer passar vergonha... É melhor eu sumir mesmo. – Falei descabelando-me inconscientemente. Adquiri esse hábito quando faço alguma besteira.

- Por favor, se acalme! E outra, eu nem falei o que sinto ainda. – Mimi falou seriamente.

- Você com certeza vai me dar um fora, depois dessa vergonha toda. – Falei abaixando a cabeça, lamentando cada palavra que falei.

- Pare de decidir meus sentimentos, já falei. E outra, decidi voltar ao Japão e morar na casa de uma parenta minha. Gosto dos meus pais, mas quero ficar um tempo aqui também. E sobre os meus sentimentos... Eu te amo também Jou. Gosto do seu jeito de se preocupar com os outros, se preocupar com o próprio futuro. Não são todos os homens que são assim, não é? – Mimi falou, sorrindo e corando um pouco. Eu sou um idiota mesmo.

Não conseguia processar as informações direito. Eram muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo. Quando foi que chegamos nessa conversa mesmo? Comigo comentando que gostava dela, depois ela falando que o que estávamos fazendo era um encontro... E depois? E agora? O que faço? Não consigo pensar em nada. Simplesmente me levantei da cadeira e abracei Mimi. Finalmente estava quebrando a distância que tanto me afligia. Tinha ela em meus braços. Abracei-a tão apertado, que ela reclamou, dizendo que estava sufocando. Mas eu não conseguia largá-la de jeito nenhum. Abraçando-a ainda, depositei um pequeno beijo em seu rosto. Eu a amava demais, então será meio difícil eu soltá-la agora.

No fim, esse dia cheio de adrenalina terminou assim. Demorei um tempo para soltá-la e, depois que o fiz, dei-lhe um selinho e um beijo na ponta de seu pequeno nariz. Ela corou com isso, e eu mais ainda. Mas, finalmente venci a distância que me atormentava desde sempre, afinal, eu tinha meu amor correspondido. Mimi me amava e ainda ficaria um longo tempo no Japão. Dá pra ser mais feliz que isso? No momento não, mas sei que mais alegrias virão a partir de hoje. Afinal, distância não há mais.

Notas finais
E aí, mereço reviews? *-*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!