Distante
1 Distante
Nós nos conhecemos no dia quinze de julho, um dia após seu aniversário. Um amigo nosso havia nos apresentado.
De início, não gostei muito de você. Tu parecia ser bem... ignorante. Enfim, minutos após conversarmos um pouco, você me chamou no chat e começou a dizer coisas aleatórias. Ri durante dez minutos de conversa contigo mais do que havia rido em no mínimo um mês, e minha opinião sobre você mudou instantaneamente.
Passamos a conversar todos os dias. Você me falava dos seus problemas, e eu lhe falava dos meus. Tínhamos gostos tão parecidos, não acha?
Você me contou sobre uma menina, com quem você havia conversado durante muito tempo. Me disse que fazia de tudo por ela, mas ela te substituiu. Amor, não importa o quanto você negue, eu sei que você já amou ela, está estampado na forma comovocê escreve.
Até então, conversávamos no mínimo 10 horas por dia. Já nos conhecíamos à uns dois meses, e eu comecei a nutrir sentimentos por você.
Terrível amar alguém que não se pode nem olhar, né?
Você é tão lindo. Esse seu jeito meigo, infantil, a forma como fala, empolgado, das coisas que mais gosta. Por mais que discorde, querido, você é a personificação da perfeição.
E então, no dia treze de outubro, eu me declarei para você. Foi totalmente aleatório e sem pensar, que me arrependi no instante em que lhe disse. Falei "Por favor, não deixe que nossa amizade acabe pelo que eu acabei de dizer", mas você não me deu ouvidos. Após algum tempo, explicou que também me amava.
Ok, eu não acreditei de início, e até hoje tenho dúvidas, mas mesmo assim, foi o dia mais feliz da minha vida. Eu poderia triplicar a quantidade de "Eu te amo's" que eu já lhe disse, e nunca chegaria nem perto do tamanho afeto que sinto por você.
Aí, no dia trinta de outubro, você me pediu em namoro. Foi bem engraçado, mas enfim, aceitei. Até hoje, tivemos no mínimo umas cinco discussões. Todas bobas, mas pelo menos duas delas quase resultaram em término. E ah, querido, não adianta se culpar por todas elas, sendo que a culpa é toda minha (e você sabe).
Hoje, fizemos quatro meses de namoro. E então, o que mais nos corrói, é a distância.
Eu lhe pergunto: "Você acha que vamos ficar juntos?"
Você, com a sua divina tranquilidade, responde: "Sim, se isso é certo."
Se nós morássemos, no mínimo, em cidades vizinhas, eu juro que iria aí te ver no mínimo uma vez na semana.
Nosso relacionamento está conturbado ultimamente. Nós confiamos pouco demais.
Planejamos todos os dias nosso futuro juntos. Teremos quatro filhos, não é, amor? E uma casinha branca e azul vintage, num lugar qualquer. Vamos sair do país. Passar madrugadas todas assistindo desenhos animados e falando bobagens enquanto tomamos nosso chá.
Passaremos noites acordados fazendo amor e manhãs dormindo preguiçosamente em algum canto da casa.
Teremos dois cachorros, não é, querido? E alguns gatos também.
É tão divertido fantasiar sobre isso.
Espero que dure.
Ei, venha para perto. Venha realizar tudo isso comigo.
Por quê está tão distante?
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