Notas iniciais
Primeiro capítulo da minha fanfic original sobre o Neville Longbottom! A OC original é interpretada pela Elizabeth Olsen, vulgo, Wanda Maximoff do MCU (Feiticeira Escarlate).

01. ́ ́Alguém está a fim de brincar?"

EM UMA SALA negra e repleta de espelhos perfeitamente limpos, os mesmos espelhos que refletiam a pouca luz da lua que entrava na ampla janela parcialmente destruída do lado direito da sala; um ar misterioso e arrepiante entrava por essas janelas.

Uma garota de cabelos cor de ouro andava pela sala de forma ágil, contudo silenciosa e totalmente alerta à sua volta. Passava por todos os armários negros e extremamente altos, se assemelhando com o notório Big Ben de Londres, deveriam ter no mínimo cinquenta armários com a madeira já gasta e rachada. Suas vestes verdes com o símbolo da cobra em seu peito feito de esmeraldas, chamavam atenção pelo seu brilho ofuscante.

Ao seu lado — exatamente 50 metros de distância — havia um garoto de cabelos platinados e vestes totalmente negras. Embaixo de seus olhos, bolsas arroxeadas e profundas que se destacavam em seu rosto pálido e cansado. Sua postura ereta e impiedosa, demonstrava o contrário de sua mente que parecia covarde e indiscutivelmente confusa.

Tem certeza que todos já foram dormir? A ruiva perguntou com a voz calma e gentil.

Isso certamente enganaria a todos, sua aparência angelical e seu jeito bondoso era totalmente o oposto de seu verdadeiro jeito. A ruiva era feita de armaduras e máscaras de enganação, ambição e falsidade.

Ninguém pode sair pelos corredores à noite, Windsor.

A voz ríspida e grosseira do garoto lhe causou uma risada ao pensar na obviedade da situação. Cá estavam dois alunos da sonserina infringindo regras que não existirão mais ao amanhecer.

Com o passar de alguns segundos, os ouvidos meramente treinados de Elysium Windsor deram uma aguçada ao ouvir um passo rápido mas corajoso no chão polido atrás de si. Um sorriso maluco crescera em seu rosto e seus olhos brilharam de emoção.

Alguém corajoso — e estúpido — o suficiente havia os seguido.

Parece que nem todos gostam de seguir regras, Drakey. A voz ligeiramente baixa e amedrontadores, geraram calafrios na nuca de Draco Malfoy. Acho que alguém está afim de brincar... Ela sussurrou em um fio.

O rosto pálido e passivo de Malfoy se tornou espanto e medo com a simples ideia de mais sangue banhando suas mãos. Ele já teria que matar alguém hoje, não suportaria presenciar outra atrocidade que seria tirar a vida de alguém.

Não tem ninguém aqui, Elysium. Sussurrou o loiro com os olhos arregalados. Ninguém deveria estar ali. Temos ordens e elas não são essas!

Nossas ordens podem não ser bem sucedidas se um intruso estiver aqui... Ela sussurrou com a voz ainda mais baixa, como se não tivesse som algum. Muda. Está tudo bem Draco... Ela murmurou ao tocar no peitoral do loiro e sussurrar em seu ouvido de forma melódica. Tudo o que ele queria fazer era sair dali e levar quem fosse que invadira a sala consigo mesmo, no entanto ele não podia se mexer. Fique aqui e fique quietinho. Ele não podia se mexer e nem mesmo falar.

Elysium se afastou dando um sorriso maníaco que assustara ainda mais o loiro. Ele sabia o que ela ia fazer quando ela sussurrou em seu ouvido e ao ver o rosto impecável de Windsor com aquele sorriso e seu olho direito piscando diversas vezes como um tique nervoso, ele sabia de fato o que aconteceria naquele lugar, naquele exato momento. E ele veria de primeira mão.

A loira caminhou de forma elegante e delicada até o armário mais longínquo do loiro, onde uma aluna com vestes da Corvinal se escondia da garota da Sonserina. Por conta dos diversos espelhos e armários, Elysium deveria demorar a encontrar a garota de cabelos negros, a ilusão de ótica deveria ser um empecilho para a loira e uma vantagem para a corvina.

Mas ela estava se escondendo de uma pessoa que adorava atingir seus próprios empecilhos.

Olá. A Windsor falou com a voz calma e fingidora.

Seus saltos faziam ainda mais barulho no chão polido, denunciando que a qualquer momento ela estaria ali. E lhe pegaria.

A corvina ao notar a proximidade da garota da casa das cobras, se levantou de seu lugar e com o máximo de silêncio que conseguiu começou a passar pelos diversos armários negros e gigantescos, procurando estar cada vez mais e mais longe da garota. Seus soluços e respiração descontrolada, faziam eco pela sala e animavam ainda mais o instinto assassino da loira que herdara isso de sua mãe.

Ao chegar no meio da sala, a menina encontrou o platinado, parado e totalmente imóvel a olhando de forma espantosa. Ele não sabia quem ela era, mas ela iria sofrer.

Por favor, me ajude! A súplica da garota com as bochechas vermelhas devido às suas lágrimas, fizeram o peito de Malfoy arder.

Olá docinho! A voz de Elysium ecoou por todo o local e fizeram o corpo da garota travar. Não te ensinaram que é feio ouvir a conversa dos outros? A garota questionou, exalando superioridade.

A corvina virou lentamente na direção da sonserina, enquanto tentava pegar sua varinha feita de orvalho e cerejeira.

Com apenas um aceno rápido de sua varinha, a loira a derrubou.

Mais sorte da próxima vez. A garota debochou antes de dar uma gargalhada. Agora... Avada Kedavra!

Um lampejo esverdeado saíra da varinha de espinheiro negro e chifre de basilísco de Elysium Gwendolyne Windsor, acertando a garota exatamente em seu peito e fazendo a mesma gritar de dor, até simplesmente cair inerte no chão com suas roupas amassadas e coração morto.

Elysium colocou sua varinha de volta em sua capa esverdeada e caminhou na direção de Draco Malfoy, com um sorriso de satisfação preenchendo todo o seu rosto.

Que o massacre comece, Drakey. Ela sussurrou- lhe dando a ordem de ir até a torre de astronomia.

A mesma torre em que Alvo Percival Wulfrico Brian Dumbledore seria morto.

Notas finais
O que acharam desse primeiro capítulo? ^^
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.