Disney in Hogwarts
3 Capítulo 2: Primeiro Dia na Escola de Magia
Notas iniciais
De certo, o primeiro dia de aulas não deveria ser complicado. Era apenas uma introdução do que veriam pelo restante do ano letivo, mas ninguém se atrevia a faltar ou mesmo chegar atrasado. Os alunos do primeiro ano da Grifinória e da Sonserina compartilhariam uma aula de Poções nos dois primeiros horários, enquanto os alunos do primeiro ano da Corvinal e da Lufa-Lufa iriam para a aula de Defesa Contra as Artes das Trevas. Os alunos do segundo ano das casas do leão e serpente iriam assistir aulas de Transfiguração, enquanto os corvinos e lufanos teriam aula de Feitiços.
Elsa Arendelle saíra com bastante antecedência do Dormitório Feminino da Corvinal e, em conjunto com outros quatro estudantes do segundo ano da casa chamados Tadashi Hamada, GoGo Tomago, Wasabi Wayans e Honey Lemon, deixou também o Salão Comunal, seguindo diretamente para o Grande Salão. Ao chegar lá, seus olhos varreram o lugar, mas ela não pareceu surpresa ao não encontrar sua irmã sentada à mesa da Grifinória, soltando uma baixa risada que abafou com a mão. Anna não tinha o costume de acordar cedo e tudo o que a loira queria era que alguém da casa da ruiva percebesse isso e a acordasse antes que ela perdesse todas as aulas antes do almoço, o que era algo bastante possível.
Elsa, Tadashi, Wasabi, GoGo e Honey então seguiram para a mesa da Corvinal, que já estava relativamente cheia, sentando-se em um lugar mais afastado e servindo-se com o que queriam para o café da manhã. Os olhos azuis glaciais e atentos da Arendelle mais velha imediatamente passaram para o restante da mesa onde estava sentada, concentrando-se nos novatos, os únicos que não conhecia. Havia a morena de olhos castanhos que, se ela se lembrava de ter ouvido bem no dia anterior, tinha um sotaque francês. Havia também uma loira de olhos azuis que, apesar do sorriso animado, parecia sonolenta. E, finalmente, havia um menino de cabelos pretos extremamente desorganizados e olhos castanhos de feições ligeiramente asiáticas que era bastante semelhante a um que estava sentado ao seu lado. Ela sorriu quando Tadashi se levantou e acenou para o menino, que era o irmão mais novo dele, Hiro Hamada.
– Olá, garoto. – Tadashi sorriu e bagunçou os cabelos do mais novo quando ele se aproximou, recebendo um revirar de olhos em resposta, o que fez os amigos do Hamada mais velho rirem. Os olhos de Hiro passaram para os amigos do irmão, enchendo-se de confusão. – Ah, esses são meus amigos. – Explicou. – Wasabi Wayans. – Gesticulou para o mais alto de todos. Era um rapaz robusto, de pele escura e cabelos pretos, também de olhos castanhos. – GoGo Tomago. – Gesticulou para a menina mais baixa do grupo. Ela era magra e de cabelos pretos curtos, na qual uma das mechas da frente era roxa. Seus olhos eram castanhos e ela mascava um chiclete. – Honey Lemon. – Gesticulou para uma garota de cabelos loiros e olhos verdes que trazia um sorriso animado. Ela era mais alta que o próprio Tadashi, tanto quanto Wasabi, e bastante magra. – E, por fim, Elsa Arendelle. – Gesticulou para a própria loira-platina, que estava ao seu lado e sorriu tímida e amigavelmente para o mais jovem. – Pessoal, este é meu irmão, Hiro. – Apresentou-o.
– É bom conhece-los. – O menino mais novo disse de forma um pouco tímida e acenou ligeiramente, ainda não acostumado à presença dos amigos do irmão.
– Igualmente. – Honey respondeu animadamente, puxando o Hamada mais jovem em um abraço apertado, que, tão súbito quanto começara, terminara. – Tadashi fala muito de você. – Prosseguiu, a euforia em sua voz e postura sendo o bastante para que Hiro identificasse o comportamento elétrico da loira.
– Então, maninho, agora é um corvino, certo? – Tadashi colocou uma mão no ombro de Hiro, chamando sua atenção. – Estou orgulhoso. – Sorriu, e o mais jovem revirou os olhos, como se dissesse “Tanto faz”. – Então, bem-vindo à casa dos nerds. – Finalizou. Os amigos do Hamada mais velho não ficaram surpresos, visto que este já havia explicado a opinião do mais jovem a respeito da Corvinal, que havia sido mudada radicalmente, visto que o menino ficara mais que contente ao ser selecionado para lá.
– Bom, fico feliz que esteja na casa. – Elsa se pronunciou pela primeira vez, chamando a atenção do moreno mais jovem para si. Ela se levantou, então. – Mas, infelizmente, temos que ir. – Disse com um sorriso apologético. – Espero que se dê bem na Corvinal e faça alguns amigos, Hiro. – Bagunçou os cabelos dele com uma das mãos enluvadas e lhe lançou um sorriso sereno, logo retribuído com animação pelo Hamada mais novo. – Vamos pessoal, temos aula de Transfiguração. – Ela chamou e, todos tendo terminado o café da manhã, se levantaram da mesa e seguiram para fora do Grande Salão, deixando Hiro observando-os com curiosidade e uma pontada de admiração.
...
Rapunzel Corona acordara relativamente atrasada. Ao olhar para o relógio na cabeceira da cama, percebeu que não tinha muito tempo para se arrumar, logo também percebendo que era a única. As outras quatro que ficavam no Dormitório Feminino do Primeiro Ano estavam vazias. Ela logo começou a se arrumar, sabendo que não era uma boa ideia chegar atrasada ou mesmo perder uma aula.
Depois de vestida com seu uniforme e com sua mochila, saiu correndo do dormitório, quase esbarrando em uma das meninas do primeiro ano que haviam feito sua seleção com ela no dia anterior.
– Ah, me desculpe. – Desculpou-se à menina, finalmente percebendo de quem se tratava. Era uma garota loira de pele cor creme que tinha olhos azuis cheios de alegria e vida. Seu sorriso gentil e amigável parecia inspirar confiança e bondade, de modo que rapidamente Rapunzel percebera que simpatizara com a outra loira.
– Não se incomode. – Ela respondeu sem deixar de sorrir, tomando o mesmo caminho que a outra, para fora do buraco do retrato para que pudessem ir tomar café da manhã no Salão Comunal antes da aula, afinal, ambas eram da mesma casa. – Sou Aurora Perrault. – A menina se apresentou ao olhar para ela, mas também prestando atenção no caminho que seguia.
– Rapunzel Corona. – Ela falou do modo mais educado que conseguia em meio à sua animação por, possivelmente, ter uma nova amiga.
Aurora assentiu e não disse mais nada a respeito. As duas continuaram seu caminho até o Salão Comunal e se dirigiram á mesa da Corvinal, que já se encontrava relativamente cheia, assim como as demais. A maioria dos estudantes estava apressada, em busca de terminar sua refeição antes que chegasse o horário do começo das aulas. Rapunzel logo seguiu o exemplo, tomando café da manhã o mais rápido que conseguia sem parecer mal educada. Aurora, ao seu lado, fazia o mesmo. A Perrault, como ela percebeu durante a refeição, jamais parava de sorrir e falava relativamente bastante, além de passar a impressão de ser uma pessoa doce e ingênua.
Ao término do café da manhã, faltando apenas alguns minutos para que começasse o horário de aula, Rapunzel e Aurora se levantaram e começaram a caminhar para fora do Grande Salão. No caminho, eles encontraram uma corvina do primeiro ano e uma duas sonserinas do segundo, que também já estavam a caminho de sua aula. A Perrault rapidamente as apresentou, sendo aquelas suas amigas de longa data. Eram Belle French, Malévola Moore e Mirana Mills. Malévola tinha cabelos castanhos muito lisos e olhos verdes com um toque de dourado ao fundo. Ela tinha feições duras e angulares e aparentava estar perpetuamente apática, entediada. Mirana, por sua vez, era completamente clara, sem qualquer cor. Os cabelos e a pele da menina eram brancos como neve, enquanto que os olhos eram castanho-chocolate e os lábios eram negros como a noite. Belle era uma francesa, de pele cor creme, e olhos castanho-chocolate e cabelos também castanhos.
Rapunzel gostou bastante de ter novos amigos. Estava começando a pensar que iria aproveitar seus anos na escola mais do que jamais imaginaria, principalmente se encontrasse suas primas que jamais chegara a conhecer, Elsa e Anna, pela escola.
...
Sem tempo para tomar seu café da manhã, Anna, após se arrumar, saíra correndo do Salão Comunal da Grifinória em companhia da outra ruiva com a qual dividia o dormitório, indo diretamente para as Masmorras, ao perceber que, caso contrário, não chegaria a tempo. Por sorte, chegou à sala ao mesmo tempo em que a professora, Regina Mills, que permitiu que ela e a companheira de dormitório passassem.
Ao entrar na sala de aula de Poções, imediatamente seus olhos procuraram por sua mais nova amiga, Ariel Christian, não sendo difícil identificar o cabelo vermelho vibrante e os olhos azuis cor do mar. Ariel a estava esperando e parecia feliz ao vê-la, abrindo um sorriso. Imediatamente a Arendelle mais jovem se despediu da outra ruiva, que descobriu se chamar Merida Dunbroch, e seguiu até Ariel, sentando-se ao seu lado para que pudessem formar uma dupla.
– Está atrasada. – Ariel disse em um tom tão baixo que Anna não teria ouvido se não estivesse tão próxima à ruiva. A Christian sorria com uma sobrancelha arqueada, quase desafiante, e feliz consigo mesma por ter conseguido chegar antes da loira-morango.
– Dormi demais. – Anna respondeu sem graça, percebendo que a outra revirara os olhos e alargou o sorriso em resposta a sua afirmação. Então, as duas se viraram para Regina, que se posicionara a frente da turma para começar a aula, falando algo sobre ter expectativas altas sobre seus alunos naquele ano.
– E, para começar, vou separá-los em duplas que eu irei escolher. – A mulher disse, recebendo protestos e exclamações irritadas de seus alunos, as quais geraram uma pequena risada por parte dela. Pegou um pedaço de pergaminho que aparentemente continha os nomes dos alunos na classe e começou a formar as duplas. – Cheshire Carroll e Tarrant Hightopp. Mulan Fa e Shang Li. Jasmine Agrabah e Aladdin Ababwa. Hércules Olympus e Megara Tartarus. Alice Kingsleigh e Anastásia Mills. Esmeralda Trousdale e Flynn Rider. Gaston LeGume e Adam Beast. Naveen Maldonia e Tiana Rose. Tarzan Burroughs e Merida Dunbroch. – Olhou para as duas garotas restantes e sorriu. – Anna Arendelle e Ariel Christian. – Declarou, virando-se e caminhando para sua mesa logo em seguida.
Anna se perguntou por um curto momento se a professora sabia que ela era irmã de uma das melhores amigas de sua irmã e deu-a um gesto de gentileza ao perceber o quanto ela era amiga de Ariel, mas logo descartou a ideia. Regina Mills não parecia o tipo de pessoa que faria algo do gênero.
...
Belle French tinha o bom hábito de acordar cedo, de modo que, tomando seu café da manhã com bastante calma, ela ainda chegara à classe com tempo de sobra para que esta se iniciasse. Era aula de Defesa Contra as Artes das Trevas com o professor Hades Tartarus. Sentou-se em seu lugar e olhou em volta. A maioria dos alunos da Corvinal já estava ali, enquanto que apenas alguns da Lufa-Lufa haviam chegado e outros estavam adentrando pela porta naquele exato momento.
Hades não demorou muito a adentrar na sala de aula, já com todos os alunos lá dentro, e começou a lecionar sobre feitiços simples de defesa, demonstrando alguns e chamando voluntários para realizar outros sem muita paciência. A morena assistiu alguns alunos se sobressaírem nas atividades, como a loira de olhos azuis corvina, uma loira de cabelos tão grandes que arrastavam no chão que era da Corvinal e uma morena de negros que era da Lufa-Lufa. Ela própria estava se saindo muito bem nos feitiços ensinados por Hades e, ao que parecia, não iria se dar tão mal com as outras três meninas, que ela descobrira se chamar Aurora Perrault, que já conhecia, Rapunzel Corona, que conhecera mais cedo por meio de Aurora, e Snow White, respectivamente. Com novos amigos como ele nunca pensara que iria ter, Belle tinha a grande impressão de que ia aproveitar bastante seus anos na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts.
...
A aula de Poções já estava quase no fim e, como ordenado por Regina, os alunos realizaram a poção do Morto-Vivo. Sendo a primeira aula, ela realmente não esperava nada de surpreendente na turma, mas não podia ter se enganado mais ao ver algumas das poções apresentadas a ela. Sua irmãzinha, Anastásia, parecia ter o talento de Mirana para fazer poções, sendo que a albina era completamente brilhante quando se tratava daquela matéria. Ela sorriu. Parecia que o ano não seria tão ruim, afinal.
– Muito bem, Kingsleigh e Mills, a poção de vocês ficou simplesmente impecável. – A mulher abriu um sorriso em meio à sua avaliação das duas garotas, que então olharam para ela. Anastásia, que havia feito quase todo o trabalho, parecia realmente contente, retribuindo o sorriso de sua irmã mais velha. Alice mostrou-se particularmente nervosa, mas feliz por ter feito um bom trabalho. – Vinte pontos para Sonserina e vinte pontos para Grifinória. – Estava satisfeita por dar pontos merecidos à sua casa, especialmente se absolutamente todas as suas irmãs pertenciam a ela. Claro, ela se orgulhava de ser bastante imparcial, mas gostava de fazer sua família feliz.
Com o fim da aula, os alunos começaram a arrumar suas coisas para se retirar e seguirem para a próxima classe.
...
Depois de todas as aulas, Malévola, Gretel e Mirana, que até então estavam se dirigindo ao Salão Comunal da Sonserina, desviaram-se de seu caminho e se dirigiram em direção a Elsa e Glinda, que estavam se dirigindo às escadarias que as levariam aos seus respectivos Salões Comunais enquanto cada uma tinha um livro aberto na mão que não se encontrava segurando sua varinha, lendo-o distraidamente apesar de estarem andando.
– Olá. – A Mills cumprimentou enquanto, juntamente com a Moore e a Weisen, acompanhava a Arendelle e a Uplands em sua caminhada, apesar de ser completamente fora do caminho que originalmente iriam seguir.
– Meninas. – Elsa as cumprimentou com um pequeno sorriso, sem retirar os olhos do livro que lia, que era de capa preta e empoeirado, deixando quase impossível ler o título. As páginas eram amareladas e antigas. – Como estão os novos alunos? – Questionou com um interesse vago.
– Estão bem, pelo que vi. – Gretel respondeu com sua usual apatia e um dar de ombros indiferente. – Mas realmente não me interessa. Tenho a impressão de que Regina adquiriu para si a responsabilidade de tirar cada segundo do nosso tempo livre. – Bufou e novamente revirou os olhos. Malévola, Glinda e Mirana concordaram silenciosamente. – Ainda está lendo esse livro? – Perguntou sem realmente aparentar muito interesse em saber a resposta.
– Sabe que eu preciso. – A loira dissera e vagarosamente fechou o livro e guarda-lo na mochila. – Mas está em língua de troll e é um pouco difícil de traduzir. – Explicou e decidiu-se por mudar de assunto. – Alguma de vocês viu a minha irmã? – Quis saber, seus olhos correndo pelo ambiente em que estava, procurando Anna por ali, mas sem encontra-la.
– Ela esbarrou em mim duas vezes quando ia para as aulas. Estava com duas ruivas do primeiro ano. – Glinda falou com uma risada baixa, recebendo um mínimo sorriso de Elsa. Foi então que as cinco perceberam que haviam parado de andar ao pé das escadarias.
– Malévola já começou o treino de Quadribol? – Elsa arqueou uma sobrancelha e abriu um sorrisinho irônico, recebendo risadas baixas de Mirana e Glinda e um mínimo sorriso satisfeito de Gretel, enquanto que a própria Moore apenas revirou os olhos.
– Eu não estaria surpresa se ela começasse. – Mirana suspirou, um sorriso emoldurando seus lábios escuros.
– E eu deveria. – Malévola rebateu, cruzando os braços. A morena era a capitã do time de Quadribol da Sonserina, apesar de ainda estar no segundo ano. Ocupava a posição de Apanhadora, sendo que Mirana e Gretel também faziam parte do time, a Mills como Artilheira e a Weisen como Batedora. – Amanhã vou avisar ao Jones, o Barbossa e o Westergaard. Gretel, você diz para o Hansel. Começaremos na semana que vem. – Falou, recebendo um gesto em concordância da outra morena e da albina. Virou-se então para Elsa. – Mas, e então, Rainha do Gelo? O que pretende fazer agora? – Ela questionou com um sorrisinho de escárnio, percebendo que ela a olhara inquisitivamente à menção do apelido, apesar de ele ser frequentemente usado.
– Revisar os conteúdos passados hoje. – Ela respondeu com simplicidade, fazendo com que as outras revirassem os olhos. Elsa, definitivamente, era uma corvina.
– Faça isso. – Glinda concordou. – Depois que Locasta começar os treinos de Quadribol, ela não vai te dar tempo nem para respirar. – Argumentou, não recebendo mais do que uma sobrancelha arqueada por parte da loira ao seu lado.
– E como você sabe? – A loira-platina questionou, recebendo um dar de ombros e uma baixa risada da amiga. – Oscar. – Disse, finalmente compreendendo. Glinda corou fortemente e Malévola, Mirana e Gretel pareceram se divertir bastante com a expressão da grifinória. – Diga a seu namorado para não espalhar para as outras casas o que ele vir quando assistir os treinos da Corvinal. – Pediu.
– Ele não é meu namorado. – Glinda cruzou os braços e desviou o olhar, escutando como suas amigas soltaram risadas baixas em resposta ao seus gestos à menção de Oscar Diggs.
– Claro que não. – Malévola respondeu com a voz simplesmente pingando sarcasmo. – E eu sou uma fada. – Disse com ironia, cruzando os braços e revirando os olhos para Glinda, que arqueou uma sobrancelha para ela, tentando esconder seu constrangimento.
– Vocês não vão para o dormitório? – A Uplands tentou mudar de assunto.
– Não mais. – Foi Mirana quem lhe deu uma resposta ao perceber que Malévola iria fazer um novo comentário sarcástico e recebendo um olhar grato de Glinda. – Drizella e Vanessa já devem estar lá. Quanto mais pudermos evita-las, melhor. – Suspirou.
– Elas são bastante desagradáveis, não são? – Elsa perguntou de cenho franzido, compassiva para com a situação das amigas.
– Bem, elas... – Mirana começou a falar suavemente, aparentemente sem a intenção de quaisquer comentários realmente negativos, quando Malévola a interrompeu.
– Elas são terrivelmente estúpidas e convencidas. – A Moore disse de forma impaciente, cruzando os braços e cerrando os lábios para mostrar seu desagrado.
– Malévola. – Mirana chamou-lhe a atenção com um olhar repreendedor.
– O que? É verdade. – A morena de olhos verde-dourados respondeu, levantando os braços em sinal de rendição por um curto segundo. Voltou-se para a Mills ali presente. – Só porque você é boazinha demais para falar, não significa que outra pessoa não possa. – Recebeu um novo olhar reprovador da albina, fazendo-a revirar os olhos. – Se eu não soubesse o motivo, eu provavelmente estaria louca tentando descobrir o porquê de você estar na Sonserina. – Deu de ombros, descartando o assunto.
– Tudo bem, conversa encerrada. – Gretel interrompeu, pois, apesar de sua postura estoica, temia que Malévola fizesse algo para tirar completamente a paciência e autocontrole de Mirana, o que, definitivamente, não seria bom. – O que vamos fazer agora? – Mudou de assunto, os olhos apáticos alterando a atenção entre cada uma das meninas do grupo.
– É melhor que deixemos nossas coisas nos dormitórios antes de ir para o Grande Salão para o jantar. – Glinda sugeriu, ainda meio incomodada com o clima tenso que se instalara entre elas.
– Glinda tem razão. – Elsa concordou, mexendo-se desconfortável em seu lugar.
– Tudo bem. – Malévola suspirou, parecendo ficar menos impaciente ao fazê-lo. – Mas se aquelas duas me disserem algo, eu não respondo por mim. – Concluiu, gerando risadas nas outras, até mesmo em Gretel, deixando, por fim, o clima entre elas um pouco mais leve.
– Graças a Merlin Mirana e Gretel estão no mesmo dormitório que você, caso contrário, você já teria sido expulsa. – Elsa provocou, ajeitando a mochila precariamente pendurada apenas por uma alça em seu ombro direito.
– Apenas a Mirana, queridinha. – Malévola rebateu, ganhando uma sobrancelha arqueada de Elsa em resposta, demonstrando a confusão da loira-platina. – Gretel não tem um temperamento melhor do que o meu. – Esclareceu com um sorriso sarcástico.
– Isso é verdade. – A Weisen deu de ombros, mas um mínimo sorriso de canto apareceu em seus lábios.
– De qualquer forma, nos vemos depois. – Elsa disse em meio a um suspiro cansado, subitamente aparentando estar totalmente esgotada. – Ainda precisamos terminar aquela conversa de ontem. – Declarou, recebendo gestos afirmativos das outras, que finalmente se espalharam, indo em direção a seus respectivos dormitórios.
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