Disney History

4 Encontros e sonhos


Notas iniciais
Como vão pessoas? Eu estou aqui, novamente, com mais um capítulo pra vocês! Novamente, qualquer coisa escrita em outro idioma estará no glossário ao fim nas notas finais. Espero que vocês gostem da leitura!

Bucky Tremaine

Atentamente ouvindo cada palavra do professor, anotando tudo o que achava importante, era uma jovem de cabelos castanho-avermelhado.

— Ah! Não se esqueçam, Quarta-feira nós vamos a excursão. Vocês devem vir aqui pra Universidade no horário normal, mas nos encontraremos na frente do prédio 1. Não cheguem mais tarde que 8 horas, por que o ônibus sai 8:30 e temos que fazer a chamada para ver se todos estão aqui — O Professor avisou uma última vez antes de dispensar a turma da última aula do dia.

Bucky guardou seu material na bolsa divida entre a animação de ir para o Museu de História Marinha em Kysten e ter uma palestra com A Attina Atlanticis e de ter que ficar toda a viagem grudada em uma pessoa que ela não conhecia.

Realmente, sua mente não parecia ser capaz de escolher um único estado de espírito. E ela tinha só 2 dias para lidar com isso.

Ela soltou um longo suspiro, arrumando a bolsa sobre o ombro. Bucky não estava muito a fim de voltar para a casa onde ficava durante a semana (Afinal, mesmo através de transportes mágicos, Enchancia e Laetus ficavam a 5 horas de viagem, então ela só voltava para o Castelo da tia nos fins de semana) e ainda era muito cedo para ir para a biblioteca do Colégio.

Depois de pensar um pouco, se encaminhou para a biblioteca da Universidade. Ela tinha que pegar o livro pro trabalho da próxima semana de qualquer maneira. Ela poderia ir adiantando.

Andando pensando em tudo mais que ela tinha o que fazer aquela semana, não reparou num certo rapaz que vinha apressado pelo corredor, na direção oposta que ela caminhava.

Ele também não prestava muita atenção, afinal, ele estava com muita pressa.

Resultado?

Bem, eles se esbarraram com força o suficiente para cada um cair direto com a bunda no chão em direções opostas.

— Ah! Foi mal aí! — O garoto falou se levantando e arrumando a bolsa no ombro

— E-está tudo bem… — Bucky respondeu tão baixo que o outro adolescente mal pode ouvir.

— Esperaí eu te ajudo! — Ele falou se ajoelhando para pegar algumas folhas que Bucky deixou cair quando foi derrubada pelo corredor. — Attila Hook — Se apresentou o garoto de cabelos escuros, estendendo as últimas folhas para ela

— Bucky Tremaine… — Respondeu receosamente, pegando as folhas da mão do outro.

— Muito prazer! — Ele sorriu — Ah! Eu tenho que ir! A gente se vê por aí!

E novamente, Attila saiu correndo pelos corredores do prédio, esbarrando de raspão em algumas outras pessoas que passavam por seu caminho. Bucky só encarou o garoto indo embora se perguntando exatamente por que ele estava com tanta pressa. Ignorando seus pensamentos, ela voltou a se dirigir para a biblioteca.

O restante do caminho para lá se seguiu sem mais incidentes, pelo que a jovem agradeceu. Assim que chegou ao seu destino, ela caminhou para o balcão.

— Boa tarde! — Sorriu a fada de grandes cachos arroxeados. — Em que posso ajudar?

Uma Nunca-Fada com talento de Escriba. Elas eram minúsculas, bem como o Diretor da Universidade, Dewey (um Sparrowman do Inverno com Talento de Guardião do Conhecimento), mas tinham um encanto sobre elas que permitia que qualquer um conseguisse ouví-las se elas quisessem, vem como entendê-las.

— Eu preciso do livro “Histoire de l'art de Laetus” de Emí Chaton — Disse Bucky tranquilamente.

Por algum motivo, falar com uma fada era mais fácil que um humano. Especialmente um humano com por volta da sua idade.

Talvez por que elas eram tão pequenas e faziam parte de histórias infantis que ela sempre leu desde pequena…

— Claro! Só um instante! — E com um aceno da pequenina mão da fada, o livro veio voando, brilhando com um pouco de pó de fada, e parou, flutuando na frente de Bucky — Aqui está!

— Obrigada — Bucky deu um pequeno sorriso para a Fada, entregando a carteirinha da Universidade.

A Fada escreveu algo em um papel minúsculo, que foi para os registros da biblioteca, e a carteirinha voltou para a mão de Bucky, que logo em seguida saiu da biblioteca.

Vendo que ainda tinha uma hora até o seu turno na biblioteca do Colégio Fada Madrinha, ela se dirigiu para a lanchonete Dedão Positivo do Papai (Comida aprovada pelo Papai!) e pediu um bolo de Canela e um café para a garçonete.

Então, abriu o livro e começou a ler. Aos poucos ela ia comendo o bolo e bebendo o café, ignorando qualquer coisa que acontecia a sua volta. Em algum momento, ela se sentiu observada.

Inicialmente, ela tentou ignorar a sensação, mas o sentimento de ser observada permaneceu. Então, ela levantou a cabeça e encontrou os olhos escuros do garoto que a observava.

Os mesmos olhos que ela sonhou apenas algumas noites antes.

E aquele era um sonho estranho.

Começou com uma chama azul-claro, no meio de um fundo preto sem fim. As chamas então, brilharam com mais e mais força, até que tudo fosse branco, e então surgiu a imagem de uma rosa. Uma rosa negra no meio de chamas brancas, que se desvanecem como se fossem névoa e dão lugar ao par de olhos que a encarava agora.

Ela acordou depois daquele ponto.

Saindo de seu devaneio, notou que ainda estava encarando garoto. Então, desviou o olhar e voltou a ler o livro, definitivamente incomodada agora.

Depois que terminou de comer e beber seu café, Bucky suspirou e fechou o livro, marcando a página em que estava e se dirige para a saída da lanchonete. Ela notou que o garoto de antes estava sentado, conversando com a irmã mais nova da veterana que a guiou no seu primeiro semestre.

Por um segundo, se perguntou de onde eles se conheciam. Mas depois deixou o pensamento ir. O que isso importava de qualquer forma?

Não levou muito tempo para ela chegar ao Colégio, e então rapidamente foi em direção à biblioteca. Chegando lá, comprimentou a Sra. Bleen, a velha Fada Feiticeira que cuidava da biblioteca do Colégio.

Era um contraste ir da Universidade para o Colégio, realmente.

A Universidade era dirigida por Dewey, um Nunca-Fada (que tinha muitas dificuldades, pois era um Nunca-Fada do inverno, e sua sala é totalmente refrigerada. Tanto que na entrada, para os alunos e outros funcionários, existem casacos que podem ser emprestados), e tinha Nunca-Fadas Escribas para a biblioteca (além de alguns outros tipos de fadas espalhadas pelo campus).

Já o Colégio era dirigido pela Fada Azul, mais conhecida como Fada Madrinha, uma Fada Feiticeira, assim como a maioria dos funcionários da biblioteca e vários do Colégio em si. Essas fadas, ao contrário das Nunca-Fadas, tinham o tamanho de um humano médio e não tinham asas, sendo facilmente confundidas com humanos, se não pelas varinhas mágicas e dons com magias impossíveis de um humano alcançar (dá-se como exemplo os desejos realizados da — hoje — Rainha Ella).

Deixando sua bolsa com seus materiais na parte debaixo de sua mesa, Bucky sentou-se na cadeira e voltou a ler o livro para a sua aula. Ela não tinha certeza de quanto tempo tinha se passado antes de alguém chamar sua atenção.

— Hello Bucky~ — A adolescente de cabelos negros disse se apoiando no balcão

— Como vai Michon? — Bucky responde com um pequeno sorriso tímido.

Mauvais Méchant Fiore, ou simplesmente Michon ou Mal, era uma estudante do 3º ano do Colégio e por algum motivo que Bucky não entendia bem, ela se sentia muito confortável em torno da garota.

— Entediada com as aulas, como sempre — Ela comenta encolhendo os ombros — Mas estou aproveitando como posso. Afinal deu trabalho pra convencer papai a deixar que eu viesse estudar meu último ano aqui no Fada Madrinha, ao invés de só Palas, como meu irmão. Ele pelo menos conseguiu começar a faculdade agora e aqui em Enchancia ao invés de ser obrigado a ficar em Chòra como papai pretendia.

— Muito superprotetor? — Bucky perguntou

— Comigo principalmente, mas ele se preocupa com nós dois — Ela vira de costas para o balcão apoiando os dois cotovelos na superfície

— Vai usar um dos computadores, veio pegar algum livro, ou só veio aqui pra conversar comigo mesmo? — Bucky perguntou com um pequeno sorriso que timidamente se mantinha em seu rosto — Se for o último, você vai ter que disfarçar melhor. A Sra. Bleen não vai ficar muito feliz com isso.

Michon jogou a cabeça para trás, olhando para a garota mais velha com um sorriso travesso.

— Eu poderia te puxar daí e te levar pra fora e então a gente conversava tomando um sorvete

— E então eu era despedida

— Não custava tentar, eu acho — Michon suspirou, então se virou de volta para Bucky — Eu tenho que fazer um trabalho sobre a cultura de Agrabah.

— Vá para a estante F, e olhe os livros da prateleira 5, na seção 12 — Bucky respondeu sistematicamente — Se decidir retirar algum livro ou quiser usar um dos computadores é só voltar aqui.

— Sim, sim… — A garota mais nova se afastou — Obrigada Bubble!

Bucky então olhou a garota entrar na seção dita, e então voltou para seu próprio trabalho. O resto da tarde passou tranquilamente, e Bucky conseguiu passar por metade do livro que lia.

Assim que a Tremaine saia da biblioteca ela encontrou o sorriso travesso que a comprimentara no início da tarde.

— Mochin? Você já não devia estar de volta pra casa? São 18 horas já.

— Nah — A outra respondeu com um gesto descuidado com a mão — Vou deixa o meu irmão ficar louco um pouco, porque essa semana a vovó vai ficar no nosso apartamento aqui em Enchancia. Ele detesta ficar sozinho com ela. Vovó vai ficar falando como ele tem que comer melhor, e menos carne, e mais outras coisas que geralmente se resumem a alguma planta ou que são derivadas delas.

— Acho que eu poderia ter pena dele — Bucky comenta balançando a cabeça negativamente

— Não tenha. Ele é chato pra burro, merece ficar nessa tortura de vez em quando. Especialmente com eu bem longe, assim eu não tenho que ouvir o discurso da minha vó. — Mauvais falou se desencostando da parede em que estava apoiada — Vamos tomar o sorvete que eu falei hoje mais cedo!

— Michon… Eu nem sei se tem alguma sorveteria aberta…

— Olaf Summer fica aberto até as 9 da noite, vamos! — Michon agarra o braço da amiga e a arrasta para fora do Colégio.

Na rua, Bucky suspira resignada antes de seguir calmamente a adolescente animada. Olaf Summer (Abelhas zumbindo, crianças brincando e se divertindo, venha aproveitar o verão!) não ficava a mais de 15 minutos caminhando da entrada do Colégio.

Previsivelmente, dado o horário, não haviam muitas pessoas no recinto. Alguns pequenos homens de neve ajudavam os poucos funcionários do lugar que tinha sido fundado por Anna e Kristoff Arendelle e tinha seu amigo boneco de neve falante como mascote.

Mauvais pediu duas bolas de sorvete de abacaxi, e Bucky ficou com duas bolas de sorvete de mirtilo. Por algum motivo, a mente de Bucky vagou, de volta para o estranho garoto que a encarou no início da tarde.

— O que você está pensando? — Mochin perguntou, claramente muito curiosa

— Nada de mais… — Bucky respondeu, mas só de olhar para a amiga, ela sabia que teria que elaborar a resposta — No início da tarde, eu passei no Dedão Positivo do Papai antes de ir para a biblioteca do Colégio, e lá eu encontrei um garoto, não devia ser muito mais velho que você, mas ele me encarou constantemente por um bom tempo.

— O quê? Um garoto tava te paquerando?

— Quê? Não! Não acho que era isso! — Bucky falou já começando a ficar vermelha

— Claaaaaro que não! — Mochin falou ironicamente — Você nunca percebe quando os garotos ficam te encarando (e garotas também)

— Pfff! Você está exagerando

— Não estou.

— Deixa isso pra lá. Ele não tava me “paquerando”, e nem era por isso que eu falei que era estranho. Não que alguém ficar me encarando não fosse estranho mas-

— Vá ao ponto, por favor — Mauvais interrompeu Bucky

— O que eu estava falando, era que os olhos dele… Eu ando tenho um sonho essa última semana… E nesse sonho, entre outras coisas, eu vi um par de olhos idênticos ao desse garoto.

— Agora você tem sonhos premonitórios? — A garota mais nova olhou a amiga criticamente — Maravilhoso! Ele tava te encarando e vocês estão destinados a ficar juntos!

— O quê?! Por que você insiste nisso, Mochin?! — Bucky estava definitivamente vermelha agora

— Que outra explicação você tem?

— Não sei! Eu só sei que não é isso! — Bucky respondeu nervosa — O sonho não passou essa sensação…

— Você costuma ter sonhos premonitórios? — Perguntou Mauvais

— Às vezes... — Bucky faz uma pausa — Às vezes eu tenho sonhos estranhos, que me passam sensações geralmente, e que estão de alguma forma relacionados com algo que está pra acontecer. Eu nunca sei exatamente o que até acontecer mas…

— Eu não sabia que a família Tremaine tinha dons mágicos naturais — Mauvais olha curiosa para a amiga

— Talvez venha do meu pai — Bucky encolhe os ombros constrangida — Eu sempre tive esses sonhos, mas nem minha irmã, ou ninguém da família tem uma explicação pra isso.

— Agora… me responda — Mauvais perguntou após alguns segundos de silêncio — Se esse sonho estranho dos olhos do garoto que você encontrou hoje não te passa sensação de “romance” no ar, como você sabe qual como seria essa sensação? Você tem algum sonho assim?

— E-eu! Não! — Bucky claramente não estaria falando daquele sonho tão cedo.

Era confortável, quente, e trazia uma sensação de “casa” e “carinho” que ela realmente não se lembra de sentir em nenhum outro momento. Ela não entende bem, mas parece tão… pessoal. Não se sente realmente confortável em dizer sobre esse sonho com ninguém.

— Isso responde a pergunta — Mauvais falou, exibindo um sorriso que muito claramente dizia “eu sei que você está mentindo agora”

Bucky tratou de terminar seu sorvete mais rápido agora, só para poder ir pra casa e “morrer” em sua cama. Era tudo o que ela queria.

Notas finais
Glossário — Histoire de l'art de Laetus - História da arte de Laetus (Francês) *Só lembrando que Laetus é um país que eu inventei, onde se passa a história da Cinderella, baseado na França. O mesmo acontece com Chòra, que é baseado na Grécia antiga, onde se passa o filme Hércules **O livro e o autor dele obviamente são inventados por mim Os tipos de fadas que eu falo no capítulo realmente existem no universo da Disney. Os talentos e as Nunca-Fadas (uma tradução livre de Never-Fairies do original) aparecem nos filmes da Tinkerbell, e o título de Fadas Feiticeiras (Spell-Casting Fairies no original) aparecem nos livros sobre a Tinkerbell. Nos livros existem outros tipos de fadas, mas esse material eu não encontrei em português, então traduzi livremente aqui. Elas são dividias em Never-Fairies (que eu chamei de Nunca-Fadas), e as Mainland Fairies (Ou Fadas Continente) Never-Fairies são as fadas da Terra do Nunca, são divididas por seus talentos, e fazem uso do pó mágico para voar e usar magia. Mainland Fairies são divididas em: Great Wanded Fairies (Fadas-Gigantes) são descritas como fadas que sempre carregam uma varinha e são maiores que um humano adulto normal (e algumas outras características de suas varinhas) Lesser Wanded Fairies (Fadas-anãs) são descritas nos livros pelas Fadas-Gigantes, sendo pequenas e com os corações de suas varinhas pequenos e de mentes medíocres (o que pode ser apenas uma descrição cruel por conta de algum tipo de rivalidade, não sei) Shimmering Fairy (Fadas-Cintilantes) que não tem nenhuma descrição além da de serem um tipo de Fada Continente, mas que eu imagino como as fadas do filme da Bela Adormecida, (Flora, Fauna e Primavera) então na fic elas serão como as três (podem mudar de tamanho, mas não ficam maiores que 1,5m e possuem asas) E por fim, Spell-Casting Fairy (Fadas-Feiticeiras) que assim como as Fadas-Cintilantes não tem nenhuma descrição além de serem um tipo de Fada-Continente, então eu as imaginei como a Fada Madrinha da Cinderela e com a descrição na fic. Acho que é "só" isso e.e' Comentem, viu! Arrivederci! =3