Disney High (SENDO REESCRITA)
9 Capítulo Especial - Dia dos Namorados
Notas iniciais
Pra comemorar a data de hoje, fiz um capítulo especial com a primeira vez que a Giselle se encontrou com Edward, seu príncipe encantado :) Espero que gostem!
Giselle
Era uma vez uma garota que morava em um apartamento muuuuuito velho e caindo aos pedaços. Seus pais haviam morrido quando era mais nova e os tios mandavam dinheiro pra ela se sustentar e pagar o aluguel, mas o sorriso nunca deixava o rosto da garota.
Ela cantarolava toda hora e fazia amizade com os bichinhos do parque em frente ao seu apartamento. Era uma ótima dona de casa, cozinhava muito bem e limpava tudo.
Só o que faltava era alguém pra dividir sua vida.
Como toda garota, Giselle sonhava em encontrar seu amor verdadeiro, sua alma gêmea. Acreditava nos contos de fada e acreditava que o amor sempre triunfaria. Era sonhadora e até mesmo seus amigos animais notavam o quão absurdo era pra uma adolescente ter sonhos como esse hoje em dia.
“Ah! Pip! Você comeu todo o pão que eu comprei ontem?” Ela perguntou pro esquilo que tentava esconder as bochechas cheias de migalhas de pão. Giselle suspirou, agora teria que ir comprar mais pão e era quase oito da noite. Ela detestava ter que sair andando pela cidade a essa hora mas não havia café da manhã sem pão e ela acordava mais cedo do que a padaria abria.
“Squeak squeak squeeeeak” Pip guinchou.
“Não Pip, a bagunça já foi feita. Agora eu vou indo pra padaria antes que ela feche” Giselle trocou os chinelos por uma sapatilha e deu uma escovada no cabelo e foi andando até a padaria. O apartamento onde ela morava podia ser velho e detonado, mas pelo menos era bem localizado. Todo um mercadinho ficava a menos de cinco quadras o que era muito bom pra Giselle que não tinha carro nem bicicleta.
Chegando na padaria, pediu quatro pães e sorriu para a senhora dos bolos. Queria um pedaço mas tinha que economizar ou iria faltar dinheiro pro aluguel. Vendo a hesitação de sua melhor cliente, a senhora deu um pedaço do bolo de Floresta Negra de graça para a menina com um sorriso.
“Aaah, muito obrigada tia Mel!” Giselle sorriu de orelha a orelha e sentou-se em uma das mesinhas de café para comer. A padaria já estava fechando então ela terminou o pedaço rapidamente, pagou pelos pães e foi andando rápido pra casa.
Estava quase em casa quando teve a impressão de que tinha alguém a seguindo. Pegou um semáforo fechado para ter a oportunidade de ver se estava mesmo e viu um homem enorme, mais de dois metros de altura, com as mãos nos bolsos olhando pra ela. Virou a cabeça rápido e assim que o semáforo ficou verde, cruzou a rua quase correndo.
Tentando despistá-lo, entrou no parque que ficava na frente do apartamento. Estava respirando mal e acabaria tendo um ataque de asma como quando era pequena se continuasse desse jeito. Pelo canto do olho viu que o homem ainda estava atrás dela então subiu uma árvore e se pendurou em um dos galhos mais altos.
“Garotinha, desce daí! Não quero te fazer mal, só quero um pouquinho de diversão” Ele sorriu maligno e Giselle choramingou o mais baixo que pode pra não chamar atenção. “Vamos ruivinha. Se quiser, eu até te pago” O homem falou e começou a escalar a árvore atrás de Giselle.
“Vai embora, pelo amor de Deus!” Choramingou “Se quer alguém pra passar a noite procura uma prostituta!” Ela se segurou no galho com força e lágrimas de desespero caíram de seus olhos, mas nada parecia afetar o homem.
“Ah, mas aí não tem graça. Elas não são bonitas nem jovens. E você, queridinha? É virgem ainda? Acho que não, garotas virgens é uma coisa tão rara hoje em dia” Ele riu como se achasse isso engraçado. Giselle não respondeu, estava ocupada rezando pra Deus que ele a salvasse. “Hoho, acho que é virgem. Isso é um bônus com certeza” Ele gargalhou e subiu em um galho mais alto, fazendo a árvore balançar com seu peso.
“SOCORRO!! ALGUÉM ME AJUDE PELO AMOR DE DEUS!!” Giselle gritou com todo o poder de suas cordas vocais, seu desespero ficando maior a cada segundo.
“Aah, que pena amorzinho. A essa hora, duvido que tenha alguém aqui. Você está gritando pra ninguém ouvir” O sorriso macabro estava cada vez mais perto. Giselle olhou pra árvore do lado e se desesperou ainda mais, ela estava longe demais pra que a menina pudesse pular em segurança.
Começou a soluçar desesperada, não queria que sua inocência fosse tirada desse jeito horrível. Era pra ter sido depois do casamento com seu príncipe encantado, na sua lua-de-mel em alguma ilha linda com praias de areia branca e mar azul.
“Alto aí, seu brutamontes insensível!” Giselle ouviu uma voz masculina gritar. Abriu os olhos para ver um garoto alto e bonito, da sua idade provavelmente, com um taco de baseball apontado para o homem.
“Quem é você pirralho?” O homem perguntou rabugento.
“Sou o homem que vai salvar essa pobre garota de um tarado sem-vergonha!” Ele disse sem se alterar. Giselle se deixou ter a esperança de que seu príncipe encantado havia vindo para salvá-la.
“HAHAHAHA” O homem gargalhou alto “Acha que vai conseguir me bater com um taco de baseball? Patético!” Ele disse e pulou da árvore caindo de pé no chão e fazendo a árvore tremer com a súbita falta de peso. O garoto estava com o taco de baseball em posição ofensiva mas sorria seguro de si mesmo.
“Ah, claro que não. É por isso mesmo que eu chamei a polícia antes de falar com você” Ao dizer isso, Giselle ouviu sirenes longe. Não só ela, mas o homem também que entrou em pânico e tentou correr mas o garoto girou o taco e o acertou nas costelas, fazendo-o cair e cuspir um pouco de sangue.
Quando a polícia chegou, Giselle desceu da árvore. Eles haviam prendido o homem e o garoto conversava animadamente com um policial. Giselle foi até ele e o cutucou de leve no ombro.
“O-oi, er, brigada por me salvar” Ela disse tímida. “Se ele tivesse me pegado, acho que nunca mais sairia de casa de vergonha de mim mesma”
“Você não teria nada do que se envergonhar” Ele sorriu gentil “Não seria sua culpa, você é uma garota indefesa e ele é um covarde que queria se aproveitar disso.” Giselle sorriu aliviada
“Obrigada!” Ela abraçou o garoto com força e depois soltou meio envergonhada. “Er, meu nome é Giselle”
“O meu é Edward” Ele disse com um sorriso galante que fez os joelhos da ruiva bambos e ela quase caiu mas Edward a pegou antes que atingisse o chão. “Opa! Caindo de madura?” Ela riu da piada sem graça mas não saiu do abraço do garoto.
“Pois é... Acho que tô meio assustada ainda” Disse tentando encobrir sua vergonha.
“Ah, que pena. Queria te levar pra tomar um sorvete pra você se acalmar”
“B-bem... A-a gente poderia ir outro dia... Eu estou de férias então não tenho nada pra fazer” Ele sorriu e ela quase caía de novo.
“Sábado às duas?” Ela concordou com a cabeça, não confiando na voz que provavelmente sairia gaguejando. Ele sorriu ainda mais e beijou sua mão “Está marcado então, minha princesa. Boa noite e bons sonhos” Ele disse e foi embora, deixando uma ruiva encantada e acreditando que seu príncipe havia finalmente a achado.
Quando sábado chegou, o encontro foi ótimo e Edward surpreendeu Giselle com um anel e o pedido de namoro, que ela aceitou na hora. Eles conversaram bastante e foram se conhecendo, se apaixonando e fazendo promessas de amor.
E foram felizes para sempre.
Notas finais
Deixem comentários, fiquei triste com o número pequeno de comentários no último capítulo! Não sejam fantasminhas, quando eu sei que vocês estão gostando da história me deixam mais motivada pra escrever!!
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