Disgusting

3 Capítulo 3


Notas iniciais
Hello leitores! Ainda aí? Me desculpem, sei que é dificil me desculparem, mas não tive tempo para entrar no pc, e tenho de admitir, tem sido dificil encontrar tempo para escrever, como vim este ano para a Suiça tenho de estudar francês e história e tudo isso que é novo sobre este país >.< Tenham em mente que não vou abandonar, posso demorar um mês ou dois a postar mas vou postar! Nem que seja no ano seguinte, mas vou! Okay, okay, talvez não no ano depois, mas posto, okay? Obrigado a todos os comentários, não esperava que gostassem tanto! E muito obrigada Little Tall! Adorei a recomendação! >.< Este é para si! :3 Bem, leiam, espero que gostem!

Mini “aula” o/

Reparei que alguns leitores não sabiam ao certo o que eram shifters, por isso vou ‘’roubar’’ este espaço do cap para uma mini aula! (quem já está acostumado com shifters e outros seres paranormais, e sente que não precisa da ‘aula’ pode saltar o negrito, a seguir terá logo o cap)

Para começar, o que são shifters?

– Shifters são seres paranormais que têm uma forma animal e outra humana, costumam ter características, quando humanos, que dão pistas quanto ao seu animas ou lugar na “matilha”, por exemplo, lobos costumam ser muito ligados à família, leões, amam brincar, alfas são mais corajosos e sabem liderar, ômegas são mais calmos… Shifters também são conhecidos como metamorfose.

O que é um companheiro?

–Para todos os seres existe alguém que foi feito à sua medida, como se fossem as metades de uma laranja, estão incompletos até se encontrarem. Humanos, shifters, vampiros, íncubos… todos têm um companheiro escolhido pelo destino, e todos procuram por ele durante toda a sua existência, pense, é a mesma coisa que um escritor sem leitores, eles não são nada sem os seus companheiros!

Como funciona uma ligação de companheiros?

– Quando os companheiros se encontram, afirmam a sua ligação através de uma mordida durante o sexo. A partir dessa ligação eles podem comunicar-se mentalmente, e estarão sempre na mente um do outro, partilhando, literalmente a vida um com o outro. Mas continuam sempre a serem seres em separado, eu posso decidir ir a casa dos meus pais mesmo que o meu companheiro não queira, mas ele nunca conseguirá controlar os meus pensamentos. (se eu for um total submisso, é claro que não irei a casa dos meus pais, tenho de deixar o meu dominador feliz, não é? ^^)

Acho que estas eram as perguntas que tinham, se têm mais alguma duvida ou a “aula” foi muito confusa, podem perguntar o que quiserem nos comentários que eu responderei!

~*~

O homem de olhos verdes e cabelos negros, estava sentado numa cadeira enquanto observava o pequeno que dormia na cama do quarto de enfermaria iluminado, esse homem era um íncubos e era amigo e o braço direito de Layton, e, há 2 dias, havia ajudado o companheiro do seu amigo a carregar aquele frágil ser para o quarto quando ele entrou em colapso.

Foi confirmado que era Nathan, o filho perdido que o seu amigo iria ajudar a pedido da mãe do mesmo. A razão de Nathan ter chegado até eles antes do previsto e em tão más condições ainda era desconhecida.

Mas uma coisa ele sabia, era que aquele pequeno era especial, quando encontrou os olhos violetas, que no momento estavam tingidos de dor e medo, sentiu algo vibrar em si, e um sentimento de posse e proteção impediram-no de abandonar o lado de Nathan.

A porta abriu-se e o homem desviou o olhar para quem entrava na sala. Um homem com cerca de 1,87 metros, cabelos negros e olhos azuis violáceos, parou do outro lado da cama.

– Layton. -cumprimentou-o respeitosamente enquanto se levantava e ficava alguns centímetros abaixo do outro, estendendo a mão.

– Dimitri, já comeu nestes 2 dias? – Layton perguntou com preocupação enquanto apertava a mão do seu amigo. – Sabe que eu me preocupo consigo…

– Eu sei Lay, mas o que posso dizer? Não tenho tido nenhum tipo de fome. – murmurou enquanto se encostava numa parede do quarto, dando o seu lugar a Layton, e olhava para Nathan, que se remexia na cama. – Ele deve estar quase a acordar, vai puder conhece-lo. – divagou

– Sim, queria tê-lo conhecido quando ele ainda era pequeno. – Layton sentou-se e tocou com os dedos no rosto do filho enquanto sorria. – Não entendo a razão de ela não me ter contado… — a sua testa enrugou.

– Talvez ela tivesse medo que você lhe tirasse o seu filho… Afinal, costumamos ser muito protetores com as nossas crianças, mas sabe que os lobos são muito mais… — Dimitri divagava.

Layton estava prestes a responder uma batida suou na porta do quarto e os seus olhos desviaram-se para o médico que acabava de entrar no quarto.

– Senhor Layton. – o íncubos tinha uma expressão sombria. – Poderíamos falar lá fora? Temo ter descoberto a razão por trás do incidente do menino… — os olhos do médico estavam sérios e as suas emoções comprovavam que ocorrera algo sério.

Layton assentiu e saiu do quarto com o médio, deixando para trás um Dimitri preocupado com o pequeno Nathan que se remexia na cama.

Na cama, Nathan gemia levemente, a escuridão estava a começar a perder o seu domínio sobre ele, e o pequeno shifter começava a ter controlo sobre si mesmo. A dor no seu ventre havia-se tornado uma dor surda, facilmente ignorada, mas a sua cabeça parecia a ser o alvo mais perfurado de um campo de tiro. Algumas memórias passavam na sua mente, mostrando-lhe um estranho filme da sua vida e, ironicamente, percebeu que a vida que há muito decidira aceitar era uma vida que não desejava a ninguém. Continuava a sentir uma agonizante angustia pela morte da sua mãe, mas uma parte de si entrava em rejubilo sempre se lembrava da carne de Oswald nas suas mandibuas e que aquele monstro estava morto. Não gostava, mas uma parte de si começava a aceitar o facto da sua mãe ter morrido, se tal não acontecesse Oswald ainda estaria vivo, mas… as sua mãe também o estaria…

Sentia-se confuso… No meio da sua contradição e perda estava o medo originado pelas suspeitas da razão do seu estado, mas era impossível, ele era um lobo, ele era um homem, aquela possibilidade era nula!

Os seus sentidos começaram a voltar, e infelizmente, as suas dores também pareciam querer tornar-se mais fortes, mas um doce aroma chegou até ele, impregnando a sua mente com uma estranha calmaria. Aquele perfume pareceu aplacar a sua mente e dor, sentiu-se relaxar e um estranho sentimento de segurança afundou no seu corpo, junto com um desejo que nunca sentira.

Nathan abriu os olhos e olhou desorientado em volta, fixando imediatamente o olhar sobre o portador daquele aroma.

Dimitri perdeu-se momentaneamente quando aquelas ametistas encontraram o seu olhar, e sentiu o ar abandonar brevemente os seus pulmões quando a força dos sentimentos confusos daquele pequeno ser chegaram até si.

–Nathan… — murmurou o nome do pequeno que inclinou a cabeça, sem saber como o outro tinha conhecimento do seu nome. – Sou Dimitri, amigo de Layton. – falou enquanto se aproximava.

Nathan estremeceu levemente quando a presença do outro se tornou mais forte, junto com a sua proximidade. Tentou falar, mas quando olhou para dentro daqueles olhos verdes carregados de preocupação, sentiu-se perder, e as palavras que estavam para deixar a sua boca desvaneceram-se.

– Ah… — foi o único som que consegui deixar a sua boca, quando a porta se abriu e Layton entrou.

Assim como o médico que antes entrara, Layton tinha uma expressão sombria e carregada de culpa. Quando viu que o seu filho estava acordado, a sua culpa tornou-se tão sufocante, que Dimitri sentia a sua respiração prender e o seu coração pesar em desespero. O que acontecera para Layton ter aquela reação? Ele sempre fora um líder nato, e poucas coisas o atingiam verdadeiramente, até agora, só tinha percebido sentimentos tão fortes e negativos do amigo quando o seu companheiro estava em perigo…

– Lay… — murmurou preocupado.

Layton mudou o olhar para Dimitri quando ouviu o apelido que o outro lhe dera há anos atrás. Um sorriso triste levantou fracamente os seus lábios e dirigiu-se a Nathan, poisando a mão nos cabelos do pequeno e afagando-os levemente.

– Você está acordado… — suspirou com alivio e afeto genuíno na voz grossa de culpa. – Me desculpe pelo que o fiz passar…

Nathan olhou para as profundezas violáceas do novo integrante da sala e a mão que afagava os seus cabelos passava-lhe o mesmo conforto que sentia quando a sua mãe o abraçava depois de um pesadelo ou de mais um abuso de Oswald. Sentiu os seus olhos ficarem húmidos quando percebeu quem era aquele homem que o olhava com tanto afeto.

–Pai… — choramingou, enquanto se inclinava para aquele que era o seu verdadeiro pai, a sua última esperança de receber carinho e aceitação. – Ela… Ela disse-me para vir aqui… Eu tinha medo… Tenho medo, não quero ser um peso… Mas não me mande embora, por favor! – as palavras começaram a abandonar a sua boca sem que a sua mente o notasse.

– Shh, tenha calma. – Layton abraçou o pequeno que começava a tremer. – Não tenha medo, agora está aqui, nada lhe vai fazer mal. Eu nunca o mandaria medo, é meu filho, sangue do meu sangue, não o abandonarei. – disse firmemente, como numa promessa de proteger o filho e afastar todo o mal que tentasse macular o pequeno desamparado nos seus braços.

Nathan sacudiu a cabeça em confirmação, fungando, e deixando-se abraçar pelo pai. Ficaram um tempo abraçados até que o médio limpou a garganta.

– Me desculpem estragar o grande momento de reunião familiar, mas acho que temos algumas coisas mais importantes a tratar. – anunciou com a voz lisa de emoções e ignorando o olhar zangado que recebeu de Dimitri por estragar o momento de pai e filho. – Jovem, temo que não saiba que o seu pai é um íncubos, estou certo? – perguntou, recebendo um olhar de dúvida de Nathan. – O que um menino como você faz a ter relações sexuais sem camisinha na sua idade, sendo meio íncubos? – questionou casualmente, como se comentasse sobre a meteorologia da manhã.

Dimitri olhou para o médico, arregalando os olhos com o significado por trás das palavras dele, e uma súbita onda de ciúme cobriu a sua mente.

Layton estreitou os olhos, era culpa sua e de Madeline que o seu filho não sabia das suas origens, se soubesse, aquilo não teria acontecido.

– Acalme-se, não é culpa sua, tenha calma, seja forte por ele. – Scott falou na sua ligação, fazendo com que Layton fechasse os olhos e se tentasse acalmar, tinha de ajudar o seu filho. Filho… continuava sem acreditar que era pai, tinha que admitir, apesar de tudo estava feliz com isso, a única coisa que valeu a pena no meio daquilo tudo.

Nathan olhou para o médio com a cabeça inclinada, sem conseguir ou querer compreender o que o outro queria dizer. Uma voz irritante ria na sua cabeça e orgulhava-se do que avia feito, essa voz era estupidamente parecida com a de Oswald. O pequeno encolheu-se, era verdade, aquele monstro nunca se preocupara com nada, utilizava Nathan como a sua bonequinha de foda com olhos preciosos e descartava-o, voltando mais tarde para se aliviar novamente. Nada de carinho, nada de cuidado, nada de camisinha, nada de nada, só dor.

Nathan negou com a cabeça. Era impossível, impossível, ele era um homem, um shifter lobo, ele não podia… Mas… O seu verdadeiro pai era um íncubos… Íncubos eram os seres dos sentimentos e do sexo… Todos os indivíduos da espécie, machos ou femeas eram positivos… Todos podiam gerar…Nathan, o shifter lobo, a putinha de Oswald, era na verdade, uma mestiço, meio shifter lobo, meio íncubos, o que o tornava positivo…

–N-não… Não pode ser, eu nunca quis, eu não quero… Foi ele… É tudo ele! Porquê? Por que é que tem que ser assim… Não bastava o que ele nos fazia? – Nathan encolheu-se na cama, ignorando os outros, não, não podia, ele não podia ter um filho daquele monstro, era impossível, o que faria? Não seria capaz de o matar, mesmo que fosse do mesmo sangue que Oswald…

“… Não sei o que fazer…”

– Sim rapaz, é verdade… — o médico confirmou enquanto Nathan o olhava com ametistas desesperadas – Mas, assim como uma cria de íncubos precisa de energia sexual e emoções para se formar, o mesmo pode matá-la, quando forçado. Me diga rapaz… Você sabia? Você concordava? Você gostava? Amava? Ou até mesmo suportava? – o médico questionou.

Nathan negou, com os olhos cheios de lágrimas. Ele nunca quis, era doloroso, era sujo, era inaceitável, era nojento… Ele odiava cada segundo daquilo e de Oswald, mas sentia-se incapaz de atentar contra um bebe inocente.

Dimitri sentiu o seu sangue ferver, isso significava que aquele pequeno fora forçado. Para os íncubos isso era imperdoável, muito mais para alguém tao novo e tão frágil como Nathan a raiva tomou-o, quem foi o filho duma cadela que fizera aquilo com o seu Nathan?

– Pois rapaz, isso que criou a criança também a matou. – o médico anunciou com as feições pesadas.

Nathan sentiu os seus olhos dobrarem o tamanho e lágrimas escorrerem pelas suas faces, enquanto o seu sangue gelava. “É Oswald, você conseguiu…” Aquela abominação da criação conseguira acabar não só com a sua vida e a da sua mãe… Também conseguira acabar com a vida do inocente fruto daquele pecado. Conseguiu consumir a sua alma e devastar o seu corpo. Deixou dor, tristeza e ressentimento. Nem as migalhas sobravam, nada para juntar e arranjar. Nathan sentia-se aquela maldita boneca de olhos ametista. Aquela maldita boneca estragada, quebrada além do reparo…

Sentia a o seu corpo tremer e ser seguro por braços fortes e protetores, também ouvia as risadas e palavras afetadas de Oswald ecoar na sua mente, ele sempre tivera razão… Quando ele perdesse o interesse em si, Nathan não seria capaz de pertencer a mais ninguém nem de ser nada…

Então… porque é que sentia que poderia ser reparado pelas grandes mãos, do dono de olhos esmeralda, que o seguravam?

Notas finais
Gostaram? Espero que tenham gostado! Não tenho certeza se consegui fazer bem a "reuniao familiar", espero que sim >.< Digam o que acharam, por favor! Comentem, nem que seja para dizer que me matam se voltar a demorar! Vou tentar demorar menos! Se tiver erros, por favor, me avisem >.< Até ao próximo!~ Bey!~