Disfarces
2 Capítulo 2
Bateu o sinal do intervalo. Foram surpreendidos por muitas crianças correndo em direção à quadra de esportes. Eis que surge o diretor trazendo Kou consigo.
“Então, Kou, são seus pais que vieram te encontrar! Não está feliz?”
O menino olhou-os, desconfiado.
“A memória que eu tenho da minha mãe é diferente.”
“O tempo passa, Kou.” Shadam respondeu.
“Tá...você se lembra desta marca?” ele perguntou a Gara e mostrou a marca em seu braço. Tinha a forma de um tigre.
“Claro!...”
“E por que você...”
“Kou, faz muito tempo que não te vemos. Talvez sua mãe nem se lembre direito dessa marca ou do motivo dela...Vamos pra casa--” Shadam cortou sua fala.
“Não, espere. Ele ainda vai ter aulas depois do intervalo.” Hamao disse.
“Eu tenho que avisar a Lin, então. Tô morando com ela.” Kou ficou preocupado.
“Lin?” Gara pensou. Só vinha à mente a imagem da Houou Ranger.
“Sem problemas...” Shadam respondeu. Se insistisse, atrairia a desconfiança dos demais. Mas já pensava em levar Kou à força ao término das aulas. O garoto voltou a brincar com os colegas.
Acabou o recreio e todos voltaram às salas. Os dois Gorma voltaram a caminhar pela escola, enquanto esperavam o fim das aulas. De repente, ouviram barulho de tiros e gritos de crianças. Um atirador invadia as salas e assustava os alunos. Parecia estar em busca de alguém. Shadam e Gara entraram no estabelecimento, à procura do Kiba Ranger. Separaram-se para encontrá-lo mais rápido.
Shadam deparou com o homem misterioso numa sala, que estava a dizer: “Kou, onde você está, Kou? Apareça!”
“Imbecil! Não vai colocar as mãos em Kou! Ele é meu!” Shadam lançou esferas de laser dos olhos. O atirador caiu, mas rapidamente se levantou e acertou três balas nele, na região do estômago. O coronel permaneceu no chão, enquanto se formava uma poça de sangue ao seu lado. O adversário passou por ele, apagou a luz e fechou a porta ao sair.
Kou havia se escondido e transformou-se em Kiba Ranger. Ele enfrentou o atirador, que revelou sua identidade Gorma. O inimigo imobilizou o Ranger com seus tentáculos e o eletrizou.
“Koushinsei Midare Yamabiko!” O herói invocou o barulho de um trânsito caótico, o que atormentou o Gorma. Kou saltou e golpeou-o diversas vezes com a Byakkoshinken.
Escondida, Gara viu uma parte da batalha, quando conseguiu passar despercebida por eles. Procurou por Shadam em várias salas, até ver uma delas fechada, algo estranho para a situação. Abriu a porta, acendeu a luz, e grande foi o choque ao ver o parceiro caído no chão. Gritou seu nome, sem ouvir resposta. Aproximou-se, virou-o, pois estava de costas, e segurou-o em seus braços. Uma mancha de sangue cobria boa parte da camisa. Chorou, e seu desespero aumentava à medida que buscava uma reação dele, sem sucesso. Desapareceu com ele daquele lugar e apareceu na tribo Gorma, com os trajes típicos. Os Cotpotros enfermeiros iniciaram a cirurgia.
Kiba Ranger deu o golpe final no monstro atirador e este explodiu. Akomaru, escondido, observava. Seu plano tinha sido frustrado. Queria sequestrar Kou e levá-lo aos Gorma. Retornou à tribo. Tinha voltado no mesmo momento da correria para operar Shadam.
“O que tá acontecendo? Que confusão é essa?” O menino perguntou.
“Seu pai está gravemente ferido. Se dermos sorte, ele morre hoje.” Tenpou respondeu e riu.
A cirurgia ocorreu com sucesso, não sem um certo trabalho e muita tensão. Apenas no dia seguinte, Gara conseguiu falar com seu parceiro. Entrou no quarto e sentou-se num sofá próximo à cama.
“Está se sentindo melhor?”
“Estou.”
Momento de silêncio.
“Quando eu me recuperar, e não vai demorar muito, vamos voltar àquela escola.”
“Shadam...aquele atirador era um Gorma.”
Ele ficou espantado. Complementou: “E também procurava Kou. Eu o ouvi dizer.”.
“Quem daqui estaria procurando Kou?” Gara perguntou.
Ele pensou e então comentou. “Maldito Akomaru...”
Fale com o autor