Disenchanted
97 Capítulo 97 - Cativeiro
Notas iniciais
Boa Leitura.
Michele’s P.O.V.
Assim que desliguei o telefone, Malu começou a sorrir, James guardou o revólver na cintura, eles me davam arrepios.
– O que vocês vão fazer? – perguntei.
– Não é da sua conta, garota – James rosnou.
– Não, deixe – Malu sorriu. – Quer mesmo saber? – ela arqueou uma sobrancelha.
– Sim – murmurei.
– Okay – ela suspirou, sentando-se no sofá novamente. – Você e Ana irão para o quarto com os monstrinhos, eu e James teremos uma conversinha com a Lay – ela disse o apelido de Layla com um certo bom humor, como se ironizasse-o.
– Vocês não irão fazer mal a ela, vão? – Ana perguntou, nervosa.
– Não, nós iremos tomar xícaras de chá e comer biscoitinhos, falando sobre o último capítulo da novela – Malu ironizou. – O que você acha, garota? – ela riu. – Não chamei Layla aqui para sermos amigas, eu tenho planos e não irei mudá-los.
– Vocês irão matá-la? – perguntei, temerosa.
– Não interessa – Malu respondeu, virando a cara e entrando em seus pensamentos.
Seus olhos azuis logo ficaram vagos, ela provavelmente estava pensando em algo sério, ou apenas em como seria o melhor modo de matar Layla. Vi um pequeno sorriso se esboçar no canto direito de seus lábios rosados, sim, ela provavelmente estava pensando em como matar Layla, apenas isso a fazia sorrir.
Depois de quase quarenta minutos, os bebês dormiram novamente, Ana parecia uma garota legal, eu tinha pena dela e do que Malu faria depois de seus serviços prestados. Será que ela também seria libertada?
De repente, James levantou-se do sofá bruscamente e foi até a janela.
– Ela está ali – ele disse baixinho, olhando animado para Malu.
– Maravilhoso! – Malu saltitou, levantando-se do sofá e indo ver também. – Okay, ela está na porta agora, Michele, Ana e eu vamos para o quarto, você recebe ela, seja violento se quiser, não me importo, depois você a deixa aqui e vai até o quarto dizendo que vai chamar Michele, aí lá eu lhe passo os próximos passos – ela sorriu.
Ela era psicopata assim como Brendon, acho que eles deviam fazer o casal perfeito. Há quanto tempo ela tinha esse plano em mente?
Malu nos empurrou para o quarto, ele era pequeno e tinha apenas uma cama desarrumada, uma escrivaninha de madeira com cupins, e um guarda-roupa velho. A lâmpada era meio amarelada e iluminava muito pouco.
– Fiquem quietas, entenderam? – Malu disse, séria. – Irei chamá-las quando for preciso.
– Okay – respondemos juntas.
Podíamos ouvir James e Layla falando, mas não entendíamos o que eles diziam. Logo ouvimos James vindo pelo corredor.
– Irei chamá-la – ele disse alto, já entrando no quarto.
Malu o puxou para dentro.
– Ela está lá – ele disse, sorrindo.
– Sozinha? – Malu questionou.
– Completamente – ele sorriu mais.
– Ótimo – Malu ficou feliz. – Agora vá lá e diga que antes de tudo, tem uma pessoa que precisava falar com ela... Eu vou logo atrás de você.
– Okay – ele concordou, saindo do quarto.
Ouvimos ele caminhar.
– Não ousem sair daqui – Malu nos encarou.
Ana parecia assustada, eu queria confortá-la, mas não podia fazer isso enquanto Malu estivesse ali.
– Antes de tudo... – ouvimos James falar na sala, agora mais alto. – Tem uma pessoa que quer falar com você.
– Quem? – Layla perguntou, irritada.
Malu saiu do quarto, indo sorridente até a sala.
– Olá – pudemos ouvir Malu dizer alegremente.
– O que vai acontecer? – Ana me perguntou, parecia tremer um pouco.
– Eu já não sei mais – falei.
Eu não estava mais tão certa que Malu cumprisse o prometido, mas agora não tinha mais volta, eu escolhera o que achei ser o melhor para mim, mesmo sabendo que isso poderia dar errado.
– Como ela achou você? – perguntei.
– Bem, eu fui namorada de Mikey há quatro anos atrás – ela começou. – Terminamos e eu fui morar com minha amiga Lina, nos conhecíamos desde pequenas. Tudo ia bem até que o namorado de Lina começou a dar em cima de mim, isso me irritava e apenas Lina não percebia. Até o dia em que ele chegou no apartamento, eu estava sozinha, Lina trabalhava naquele horário, tentei fazê-lo ir embora, mas ele não queria. O desgraçado tentou abusar de mim, e eu dei uma facada nele.
Eu ouvia a história perplexa.
– Fui julgada e absolvida – ela continuou. – As provas todas jogavam ao meu favor, à que eu havia apenas me defendido. Tudo estava bem nesses últimos anos, até Malu vir atrás de mim em Los Angeles, dizendo que tinha provas que fariam meu caso ser reaberto. Se isso acontecesse, talvez eu não fosse novamente absolvida, e eu também não estou com dinheiro suficiente para pagar um advogado bom, mesmo assim tentei recusar a proposta, mas a maldita me ameaçou com um revólver, fui obrigada a ceder.
– E sua amiga Lina? – perguntei.
– Ela nunca acreditou na minha versão, sempre pensou que eu era culpada e havia matado seu namorado por inveja – ela disse, ficando triste. – Nunca mais nos vimos desde então.
Nesse momento James apareceu no quarto.
– Venham – ele disse. – E tragam os bebês.
O seguimos até a sala, logo pude ver Malu de frente para Layla, que estava próxima à porta. Layla olhou-me com ódio, ela parecia nervosa e assustada, mas mesmo assim conseguia transmitir toda sua raiva.
– Aqui estão eles – Malu disse. — Feliz?
– Já posso levá-los? – Layla questionou, tentando se aproximar.
– Eu disse que tinha outra coisa para falar, lembra-se? – Malu retrucou.
James foi até Layla e se colocou entre ela e os bebês, ela o fuzilou com os olhos.
– Pois bem, fale! – Layla gritou com raiva.
– Lembra-se de Brendon? – Malu perguntou, perdendo o sorriso angelical.
A expressão de Layla mudou milhares de vezes nesse momento, até chegar ao horror pleno.
– Quem é você? – ela rosnou entre dentes.
***
Layla’s P.O.V.
Depois de cerca de um minuto, o homem de pele queimada voltou sorrindo.
– Antes de tudo... – o homem disse, aproximando-se de mim. – Tem uma pessoa que quer falar com você.
– Quem? – rosnei, irritada.
De repente, uma garota mais baixa que eu, de cabelos negros, pele exageradamente clara e olhos extremamente azuis saiu do corredor, sorrindo angelicalmente. Ela usava um jeans preto, uma blusa da mesma cor e uma jaqueta vermelha.
– Olá – a garota disse, sua voz era doce.
– Quem é você? – perguntei.
– Eu sou Malu – ela sorriu. – Você não sabe o quanto esperei por esse momento, Layla.
– Eu não conheço você – rosnei.
– Eu sei, mas eu conheço você – ela respondeu. – Mais até do que você mesma.
– Onde está Michele? Eu quero saber de meus filhos! – me exaltei.
Eu precisava manter a calma.
– Eles estão bem... Por enquanto – ela disse tranquilamente. – James, vá chamá-las – ela disse ao homem, que prontamente voltou ao corredor.
“Chamá-las”? Não era apenas Michele ali?
Logo James voltara, e atrás dele vinham Michele empurrando o carrinho de Helie, e uma outra garota de cabelos e olhos negros e pele cor de avelã.
Fuzilei Michele com meus olhos, mas agora parecia-me que ela não era a real culpada de tudo isso, eu não sabia o por que, mas sabia que era Malu quem planejara tudo aquilo.
– Aqui estão eles – Malu sorriu. — Feliz?
– Já posso levá-los? – perguntei, tentando me aproximar de meus filhos.
– Eu disse que tinha outra coisa para falar, lembra-se? – Malu retrucou-me.
James veio até mim e se colocou em minha frente, impedindo que eu me aproximasse dos bebês, xinguei-o em pensamento.
– Pois bem, fale! – gritei com raiva.
– Lembra-se de Brendon? – Malu perguntou, perdendo o sorriso angelical que continha até agora.
Mil coisas se passaram em minha cabeça naquele momento, o que ela tinha a ver com Brendon?
– Quem é você? – rosnei entre dentes, eu precisava saber de tudo.
– Eu sou a namorada de Brendon, o cara que sempre foi apaixonado por você e que você matou – Malu respondeu, pronunciando cada palavra de vagar, como se tentasse controlar sua própria raiva.
– O que você quer? – perguntei.
– Vingança – ela disse baixinho, assumindo para seus lábios um sorriso psicopata, assim como o de Brendon. – James... – ela disse, olhando para o homem.
Aquilo pareceu-me um sinal, mas antes que eu pudesse reagir, James pegou meus cabelos e me arremessou contra a parede com força.
Bati minha cabeça na madeira e caí no chão, demorei alguns segundos para me situar. Olhei para Malu, que permanecia parada na entrada do corredor, já James, vinha em minha direção com um sorriso enorme.
Tentei chutá-lo, mas ele pegou em meus cabelos novamente e me arrastou pelo chão, me debati tentando me soltar, logo ele me jogou em frente à Malu.
– Vadia – ela disse, sorrindo para mim.
– Vai à merda! – rosnei, tentando chutar sua perna.
Porém, James me segurou pelo pescoço, depois puxou meus cabelos para trás, mantendo meu rosto virado para Malu.
Ela sorriu mais ainda, e logo senti sua mão tocando minha face com força. Ela havia me dado um tapa.
– Isso não é nem o começo do que irei fazer com você – ela disse, abaixando-se para falar em meu ouvido. – E sabe como vou fazer você sofrer agora?
Ela parou, abri meus olhos rapidamente, encarando os grandes olhos azuis de Malu, ela logo olhou para outro ponto, segui seus olhar. Ela olhava para Arthur, esboçando um sorriso maquiavélico.
– Não ouse tocar neles! – gritei.
– E você vai fazer o que para impedir, Layla? – Malu riu, debochada. – Você vai morrer mesmo... O que custa ver primeiro os seus bebezinhos virando anjinhos?
Nesse momento uma raiva enorme me consumiu por dentro, ela não tocaria em um fio de cabelo de meus bebês, eu não permitiria.
Percebi que James não segurava mais meu cabelo, apenas segurava meus ombros, fazendo-me ficar de joelhos em frente à Malu. Aproveitei-me disso sem pensar duas vezes.
Empurrei James para trás, ele cambaleou e acabou tropeçando no sofá, caindo sobre ele, corri até a janela, logo percebi que James vinha até mim, eu tinha pouco tempo. Segurei as cortinas com força e as puxei, arrancando-as rapidamente, depois quebrei o vidro da janela, tentando fazer o maior barulho possível. Aline e Amanda tinham que perceber.
Não tive tempo de ver se elas me viram ou não, logo James me alcançou furioso, puxando-me com força e arremessando-me contra o chão.
– Maldita! – ele me deu um tapa no rosto.
Desgraçado!
– Parem de torturá-la! – Michele gritou, percebi que ela parecia estar sofrendo, assim como a garota ao seu lado.
– Cale a boca, Michele! – Malu gritou. – Ou você morre com ela!
– Pelo amor de Deus, pare! – a garota ao lado de Michele deixou uma lágrima cair.
– Se vocês não ficarem quietas, eu mando vocês para o inferno junto dessa vagabunda! – Malu gritou, ficando extremamente irritada. – Vamos dar um jeito nisso, James!
Nesse momento, vi James mexer atrás de sua jaqueta, e logo pude ver o revólver prateado que ele retirou de lá.
Notas finais
Reviews?
Hey, to me sentindo um pouco abandonada por vcs... U.U ~chora~
Beijos'
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