Disenchanted

75 Capítulo 75 - Paranóia


Notas iniciais
Mais um cap. :D
Boa Leitura.

X – x Uma Semana Depois x – X

Gerard passou dois dias inteiros respondendo tudo que eu perguntava ou falava para ele com “Frank é o Imã da Paixão, esqueceu?”, isso me deixou com raiva, ele podia falar com Jessica e eu não podia brincar com Frank?

Mas logo ele pareceu esquecer o assunto.

Meus pais vieram nos visitar, ainda não haviam visto Arthur e Helena.

Meu pai foi – ou pelo menos tentou ser – simpático com Gerard, até conversou com ele, ou seja, um grande avanço foi feito.

Estávamos nós quatro no quarto dos bebês, minha mãe segurava Arthur e meu pai tinha Helena em seus braços.

— São tão lindos – minha mãe disse. – Não são, Richard?

— É claro, eles têm a cara de Layla – meu pai sorriu, perverso.

— Engraçado, eu acho que são parecidos com Gerard – minha mãe corrigiu.

— Hum – meu pai disse apenas.

Gerard e minha mãe ficaram no quarto dos bebês conversando – o que diabos eles conversavam tanto? Fui até a sala com meu pai.

— Eu sabia – ele disse, sentando no sofá.

— O que? – estranhei seu sorriso perverso e animado.

— Não são filhos dele... – ele sorriu mais ainda. – Produção independente?

— Pai! – falei, assustada.

— Tudo bem, filha, pode se abrir comigo – ele disse, tranquilo. – Eu não vou contar para ninguém...

— Você preferia que eu tivesse filhos de produção independente do que do meu marido?

— Não exatamente – ele uniu as sobrancelhas. – Mas ele não parece ser... pai. Tem certeza que ele não é...

— Não, ele não é, pai! – o interrompi.

Nesse momento Gerard e minha mãe vieram do quarto, rindo freneticamente.

— Layla, nunca me disse que Gerard tinha tanto talento para desenho! – minha mãe disse. – Ele fez um desenho perfeito do quarto dos bebês.

— É, eu acho que esqueci – falei simplesmente.

Os dois foram até a cozinha. Meu pai olhou para mim, como se quisesse dizer “depois fala que eu estou errado”.

— Pai, desenhar não tem nada a ver com sexualidade – eu disse, antes mesmo que ele me dissesse algo.

Meu pai deu de ombros, voltando sua atenção para a televisão.

*

Meus pais foram embora logo que anoitecera, era dia de semana e eles não poderiam ficar, mas prometeram – bem, minha mãe prometeu – que viriam nos ver com mais frequência.

Gerard estava no banho quando seu celular começou a tocar. Era número privado, ou seja, sem identificação.

Atendi por curiosidade.

— Alô?

Silêncio, mas eu podia ouvir um barulho que me parecia respiração do outro lado da linha.

— Alô? – repeti.

A pessoa desligou, sem falar sequer uma palavra.

Deve ser alguma fã que descobriu o número dele., pensei. Pelo menos era nisso que eu queria acreditar, não me vinha outra coisa na cabeça.

Gerard entrou no quarto, estava enrolado em uma toalha branca, os cabelos molhados. Ele ficou surpreso ao me ver com seu celular na mão.

— Alguém ligou? – ele perguntou, abrindo a porta do guarda-roupa.

— Sim... Estava esperando alguma ligação? – perguntei.

— Não... Quem era?

— Não sei... Não disse nada – respondi, colocando o celular sobre a cabeceira da cama.

Ele não disse mais nada.

— Gerard, você anda conversando muito com Jessica? – perguntei.

Ele me olhou assustado, não entendi essa reação.

— Não, por quê?

— Por nada... Talvez pudesse ser ela – disse.

— Se fosse ela, teria falado algo – ele riu.

— Teria? Mesmo se fosse eu atendendo? – o encarei.

— Creio que sim, Layla – ele riu novamente. – Por quê?

— Só conferindo – sorri.

Continuei o encarando, sem expressão, enquanto ele se vestia. Gerard parou quando estava completamente vestido, me olhando confuso.

— Algum problema? – ele perguntou.

— Não – voltei a sorrir.

Gerard foi tomar uma xícara de café e depois voltou para o quarto, já pronto para dormir. Fui tomar banho enquanto ele ficava com Arth e Helie no quarto, fazendo-os dormir.

Fiquei pensando enquanto a água morna caía por meu corpo. Gerard não seria capaz de me trair, seria? Muito menos com Jessica, não é?

Sequei-me e fui até o quarto, coloquei meu pijama e deitei na cama, Gerard deitou ao meu lado, abraçando-me de leve.

— Está tudo bem mesmo? – ele perguntou, quando não esbocei reação ao seu abraço.

— Hoje faz quatro dias exatos que você não me dá um beijo – falei a ele.

Ele deu uma risadinha.

— Paranóica – ele disse.

— Não, eu estou contando, e estou certa – falei. – Está acontecendo exatamente o que aconteceu com Diana, você está me esquecendo exatamente como Frank fez com ela.

Ele me soltou, preparando-se para ouvir.

— Isso é sério, Gerard! Você é meu marido, mas não dá mais atenção a mim, eu sou apenas a mãe dos seus filhos agora, não é?

— Layla, eu... – ele tentou falar.

— Era Jessica no telefone? – perguntei, interrompendo-o.

— Eu não sei, Layla, como você mesma disse a pessoa não falou nada, como eu posso saber? – ele ficou em prantos.

— Gerard, eu não peço nada de você, apenas que você seja sincero comigo, okay? – falei lentamente. – Se você resolver que vai me trair, por favor, se separe de mim, mas não me engane, por que isso eu nunca vou perdoar...

— Eu não estou traindo você – ele disse, sério.

— Jura? – perguntei.

— Juro – ele disse, dando-me um beijo leve e abraçando-me novamente.

Respirei fundo, talvez fosse paranóia de minha cabeça mesmo.

— Eu acho que morreria se você me traísse – falei, fechando meus olhos para dormir.

***

Layla’s Dream – On

Eu estava de pé, parada em frente ao espelho de um banheiro completamente branco. Eu estava vestida de branco também, era um vestido largo, que mais parecia uma camisola.

Meus pés estavam descalços no chão branco e frio, meu cabelo estava solto. Eu estava com os olhos vermelhos, como se estivesse chorando há algum tempo.

Fitei minhas mãos, havia uma faca afiada em uma delas, eu a segurava com força, como se me preparasse para fazer algo.

Vi a imagem de Gerard aparecer no espelho, pouco atrás de mim.

— Não – ele sussurrou, olhando-me assustado.

Sem pensar, segurei a faca com mais força e a cravei em minha barriga, logo abaixo do peito, ainda com a esperança de ter acertado alguma artéria do coração. Eu sentia dentro de mim que queria morrer, mais que tudo naquele mundo.

Caí no chão, sentindo meu corpo ficar molhado, sangue vazava e formava uma poça em minha volta, contrastando com o chão branco, e minhas roupas.

Gerard ajoelhou-se ao meu lado, uma lágrima caiu em seu rosto. Logo tudo escureceu. Eu finalmente consegui o que queria... morri.

Layla’s Dream – Off

Acordei um pouco assustada, havia um choro no ar. Olhei para o lado e Gerard já não estava mais ali, devia estar no quarto dos bebês, acalmando Helena – sim, era ela que estava chorando, eu já podia identificar.

Notas finais
#tenso.
Reviews?? Reviews?? Please?? :)
Quem será que era no telefone? O que vai acontecer?? O.O
Beijos'