Disenchanted

66 Capítulo 66 - Últimos Preparativos


Notas iniciais
Mais um capítulo *msm vcs tendo esquecido de mandar review no último q postei.. kkk*
Boa Leitura;;

X – x 5 de Março x – X

Mais uma longa e cansativa consulta ao obstetra, eu estava cada vez mais apreensiva, faltavam apenas um mês para os bebês nascerem.

— O-ou – disse Dr. Thomas, avaliando minha pressão arterial. – Você seguiu as minhas dicas, Layla?

— Sim – respondi.

Eu havia seguido, estava sendo uma paciente exemplar agora, não tinham o que reclamar de mim.

— Você está com a pressão um pouco baixa, isso não é bom – ele disse. – Pode ser sinal de alguma anemia.

— Eu não tenho anemia – franzi a testa.

— Durante a gravidez o seu organismo consome mais nutrientes, você pode estar com carência de ferro – ele explicou. – Tente comer com mais frequência, para que o seu corpo não consuma todas as energias rapidamente.

Fizemos mais um ultra-som, os bebês estavam bem. Cada um tinha cerca de trinta centímetros de comprimento, e o médico estimava que estivessem pesando cerca de quase dois quilos cada um.

Em compensação, as faltas de ar já estavam acabando, apenas me sentia desconfortável durante a noite.

Eu estava começando a sentir algumas contrações indolores, mas que incomodavam um pouco, Dr. Thomas disse que isso era uma preparação do meu corpo.

Por causa da minha pressão e por estar próximo ao parto, Dr. Thomas recomendou-me repouso quase que absoluto, Gerard disse que daria um jeito de ficar mais em casa, nem que a My Chemical Romance pausasse novamente por algumas semanas.

***

— Estou exausta – falei, bocejando, enquanto assistia televisão, minha cabeça deitada sobre o ombro de Gerard.

— Vamos dormir, você precisa descansar para os bebês ficarem mais tranqüilos e não querer sair daí – ele brincou.

Fomos até o quarto, liguei a televisão para me distrair até cochilar, deitei sobre um dos braços de Gerard, ele me abraçava levemente.

Logo adormeci.

*

Layla’s Dream – On

Aquela casa novamente. O que eu estava fazendo lá? Olhei em volta, estava sozinha ali, nada de Brendon e nem a mulher de sorriso psicopata.

Resolvi subir a escada, dei passos lentos até chegar ao topo, minhas pernas caminhavam sozinhas agora, eu parecia não controlá-las. Parei em frente a uma porta – eu conhecia aquela porta. A mesma porta marrom, empoeirada, com maçaneta dourada. Girei a maçaneta lentamente, empurrando a porta até que ela se abrisse por completo.

Deparei-me com aquela cena estranha, bem diferente das que vi nesse quarto.

Havia pessoas ali, vestidas com roupas antigas e pretas, elas choravam. Uma mulher estava encostada no peito de um homem, chorando fervorosamente. Logo reconheci o homem frio que a “acolhia”. Brendon. Ele afagava seu cabelo, mas não demonstrava nenhum sentimento, muito menos a tristeza que os outros demonstravam.

Alguém também chamou minha atenção, um homem, cabelos negros, pele pálida, roupas negras, estava de pé, próximo à janela no fundo do quarto, parecia chorar, mas suas lágrimas eram escondidas e tímidas. Logo o reconheci também.

— Gerard – sussurrei.

Caminhei até ele rapidamente, mas de repente uma mulher entrou em minha frente, pareceu não perceber minha aproximação. Assim que me preparei para o choque de nossos corpos... nada aconteceu. Olhei para ela novamente, já havia passado por mim, nem se quer havia notado que quase nos esbarramos. Havia algo errado.

Ninguém olhava para mim ali, mesmo eu estando girando, confusa, pelo quarto. Talvez fosse por que choravam por algum motivo, mas ainda assim era estranho.

Voltei à caminha até Gerard, chegando ao seu lado rapidamente. Ele secava uma lágrima escondida, fungando logo depois.

— Gee... – chamei baixinho.

Ele me ignorou, não olhou e nem expressou se quer alguma reação.

— Gerard! – chamei novamente, levando minha mão ao seu rosto.

Arfei ao ver que não pude tocá-lo. Não por que alguém ou algo me impedisse, mas por que minha mão passava por ele, sem tocar sua pele. Eu passava como uma névoa, tentei o máximo que pude, mas minha mão não o tocava.

Desesperei-me ao ligar as coisas. O choro, aquela casa, Brendon. Olhei para a mulher que quase se chocara comigo há alguns instantes, corri até ele e tentei empurrá-la, mas nada aconteceu. Passei por seu corpo, atravessando-a sem que ela sentisse nada, como se eu fosse fumaça.

— Oh Deus! – gritei.

De repente, senti um solavanco, tudo escureceu.

Abri meus olhos novamente, estava ainda daquela casa, mas agora eu me encontrava na sala, junto de todos aqueles que ainda choravam.

Eu os via em uma pequena roda, estavam cercando algo ali, então resolvi adentrar em seu pequeno círculo para ver o que eles tanto fitavam. Arrependi-me disso.

Havia um caixão ali, uma madeira brilhante, com molduras douradas. Havia rosas vermelhas espalhadas pelo chão, e o caixão estava cheio de pétalas da flor. Mas não eram essas as únicas coisas ali. Havia uma pessoa deitada dentro daquele confortável caixão.

Aquela figura me deixou assustada e confusa. Aquele rosto pálido, agora tranquilo, cercado por cabelos negros e brilhantes. Aquele corpo branco, realçado por um vestido negro e longo, com um buquê de rosas vermelhas entre as mãos, sobre seu ventre. Aquela mulher... era eu.

Uma mão pálida repousou sobre as “minhas“ mãos – ou melhor, sobre as mãos da... mulher morta no caixão. Olhei rapidamente para cima, saindo de meu transe.

Gerard chorava timidamente, acariciando as mãos da outra Layla, sussurrando algumas palavras que eu não podia ouvir daquela distância. Isso fez-me chorar.

Aproximei-me dele para poder ouvir, colocando uma mão sobre seu ombro – e assim como eu esperava, ele não sentiu.

— Por quê? Eu devia estar aqui, Layla! É minha culpa! Por favor! Espere-me, perdoe-me! Eu não viverei sem você, eu não suportarei... Acho que logo nos encontraremos – ele encerrou.

Ele se mataria por mim... ou melhor, por ela.

— Mas por que você fez isso? Por que se matou? Por que quis me deixar? – ele perguntava baixinho.

— Gerard! Eu não me matei! – disse, querendo que ele me ouvisse mais que tudo. – Foi Brendon, foi ele!

Gerard não ouviu, ele abaixou a cabeça e deu um rápido e leve beijo nos lábios pálidos de meu corpo sem vida, inerte.

Senti uma forte vontade de gritar, chorar, morrer! Mas não consegui, pois antes uma forte escuridão se abateu, meu corpo pareceu cair.

Layla’s Dream – Off

*

— Layla... – Gerard chamava baixinho, me chacoalhando um pouco.

Pisquei algumas vezes, o dia já parecia estar claro pela luz que vinha entre os vãos das cortinas escuras.

— Acho que estava tendo um pesadelo... – sussurrei, sonolenta e confusa.

— Você estava gritando e chorando, Layla, está tudo bem? – ele parecia assustado.

Toquei meu rosto, estava realmente úmido.

— Estou... – respondi.

Gerard me abraçou, estranhamente eu senti como se precisasse daquele ato, abracei-o mais forte.

Eu lembrava vagamente de como havia sido o sonho, mas não conseguia lembrar-me de detalhes, então simplesmente disse a Gerard que não me lembrava.

***

Fomos terminar de comprar as coisas para os bebês, o quarto já estava pronto, faltavam apenas alguns detalhes e algumas roupinhas.

Já havíamos decidido os nomes, mas resolvemos revelá-los apenas quando os bebês nascessem – para que Mikey não se decepcionasse tanto.

— Enfim, tudo pronto – suspirei quando terminei de guardar todas as roupinhas nas gavetas da cômoda branca que ficava ao lado da janela do quarto.

O quarto era grande, tinha paredes brancas, com detalhes nas cores rosa em uma parede, e na cor azul em outra. Havia dois berços ali, brancos, mas assim como os detalhes nas paredes, um deles tinha roupinhas de cama azul, e o outro, rosa.

Os azulejos que cobriam o chão do quarto foram trocados por uma espécie de cobertura emborrachada para o chão, era normal para caminhar, mas podíamos sentir diferença quando algo caía ou quando sentávamos. Era uma medida de segurança para os bebês, quando começassem a engatinhar e andar.

Havia uma prateleira cheia de brinquedos coloridos, ursinhos de pelúcia, carrinhos, bonecas. As cortinas na janela eram brancas e leves, sem falar que Gerard havia colocado grades nas janelas – mesmo os bebês começando a andar apenas daqui um ano ele já se preparava para os futuros perigos. Havia também um guarda-roupas branco, grande, com um espelho na frente, com uma moldura prateada.

As contrações estavam ficando cada vez mais frequentes e doloridas, mas o médico disse que isso era normal nessas últimas semanas. Mesmo assim, Gerard ainda ficava preocupado comigo quando essas contrações vinham, eram cerca de duas por hora, devíamos nos preocupar apenas se passassem de quatro a cada hora.

My Chemical Romance daria uma pausa de duas semanas, o tempo mais ou menos estimado para que os bebês nascessem.

Gerard estava frenético com os últimos preparativos, batia foto de tudo, de todos os meus movimentos, de qualquer coisa que comprássemos para os bebês... tudo.

Notas finais
REVIEWS?? O QUE SERÁ QUE VAI ACONTECER NOS PRÓXIMOS CAPÍTULOS?? O.O
BEIJOS.'