Disenchanted
62 Capítulo 62 - Meus Bebês
Notas iniciais
Desculpem não ter postado ontem, tive alguns probleiminhas familiares...
Boa Leitura Killjoys!..
X – x 5 de Janeiro x – X
Enfim chegara o dia, Gerard e eu estávamos ansiosos para saber os sexos dos nossos bebês. Estávamos sentados na sala de espera do consultório de Dr. Thomas, eu estava enjoada de tão nervosa, Gerard pegara um copo de água para mim.
— Senhor e Senhora Way? – chamou a secretária de Dr. Thomas.
Seguimos ela até a sala onde o médico se encontrava, ele já estava preparando tudo para o ultra-som.
— Nervosos? – ele perguntou sorrindo, enquanto eu deitava na maca.
— Um pouco – Gerard riu, sentando em uma cadeira ao meu lado.
— Bem, vamos ver primeiro como andam os batimentos deles, sua pressão, o tamanho dos fetos, e depois veremos os sexos – explicou Dr. Thomas.
Ele mediu minha pressão, disse que eu devia cuidar mais, pois minha pressão estava baixa e isso podia influenciar alguns desmaios e enjôos.
Ouvimos os coraçõezinhos dos bebês, eram rápidos e altos, quase formando um único som.
— Parece estar tudo bem com os bebês e com você, aparentemente você está no início de vinte e cinco semanas. É normal, em gravidez de gêmeos, que os bebês nasçam alguns dias ou semanas antes do tempo. Pelas contas, eles poderão nascer por volta do dia dez até o dia vinte e cinco de abril – explicou o médico.
— Agora podemos saber os sexos? – perguntou Gerard, animado.
— Claro – riu Dr. Thomas... — Bem, vamos fazer assim... – ele começou. – Vou fazer um ultra-som morfológico, mas complexo, vai ser possível ver os rostinhos dos bebês, seus movimentos mais pequenos, enfim...
— Qual a diferença? – perguntei.
— Como você já está no início de vinte e cinco semanas, podemos escolher... Você pode optar pelo externo, feito igual ao normal; ou o interno... – ele finalizou.
— Interno? Como assim? – Gerard perguntou de repente, sério.
— Eu introduzo uma pequena câmera na... Layla – Dr. Thomas escolheu a última palavra, segurando um risinho por causa da reação de Gerard.
— Você quer dizer que vai colocar uma câmera dentro dela... Por onde? – Gerard semicerrou os olhos.
— Gerard... – chamei.
— O que foi? Estou apenas curioso... – ele falou, irônico.
— Bem, vamos fazer do modo tradicional, externo – encerrou Dr. Thomas.
Gerard sentou-se novamente, xinguei ele baixinho, ele apenas revirou os olhos.
Dr. Thomas passou um gel sobre minha barriga e logo começou a ultra-som. Olhei para o monitor, já podia ver as formas dos pequenos bracinhos dos meus bebês. Era tão real, como se estivessem em 3D.
— Olha ali, Gee...! – disse, animada, apontando para a tela.
Gerard se colocou ao meu lado, olhando fascinado para o monitor.
Podíamos ver claramente os bracinhos, perninhas, os corpinhos todos de nossos bebês.
- Esse é o primeiro, que está na frente – disse Dr. Thomas. – Aparentemente ele está com vinte centímetros de comprimento.
Podemos ver o rostinho dele, parecia franzia a testa, os olhinhos fechados. Ele mexia os dedinhos das mãos... era gracioso.
— Querem saber o sexo dele ou preferem ver primeiro o outro? – Dr. Thomas perguntou.
— Esperamos de mais para saber o sexo dele... Diga agora, por favor – Gerard pediu.
— Okay...
Dr. Thomas diminuiu o zoom, podendo ver o corpinho inteiro do bebê – pequeno e fofinho. Ele avaliou a imagem por alguns instantes, falando logo depois:
— Esse aqui é um garotão – ele sorriu.
Gerard sorriu de orelha à orelha, iríamos ter um menino!
— Isso é maravilhoso! – sorri.
— Vamos ver o outro... – seguiu o médico.
Ele focalizou o outro bebê, tão gracioso quanto o primeiro, mas parecia ter uma expressão tranquila.
— Este tem cerca de dezenove ou vinte centímetros também – disse ele.
O bebê estava abraçando seus joelhinhos. De repente pudemos ver ele abrir levemente os olhinhos, mas logo fechou-os.
— Parece que ele sabe que está sendo filmado – riu Dr. Thomas.
— Isso é normal? – perguntei, assustada.
— Sim, agora eles estão desenvolvendo essa e outras capacidades, será cada vez mais comum você ver isso nos próximos ultra-sons – explicou ele.
Ele ampliou a imagem, visualizando o bebê por alguns segundos.
— Parabéns, terão um lindo casal – ele disse por fim. – Esta é uma menina.
Sorri, feliz! Gerard estava com os olhos úmidos, sorrindo também. Iríamos ter um casal de filhos... Um mini Gerard e uma mini Layla como ele sempre disse.
— Estão saudáveis e se desenvolvendo bem – finalizou Dr. Thomas. – Daqui cinco dias poderão buscar o exame detalhado, e o vídeo gravado se quiserem.
Felicidade era pouco para descrever o que eu sentia nesse momento. Meus pequenos brigões eram um casalzinho. Meus pequenos bebês.
— Doutor... – chamou Gerard, um tom mais sério. – Eu tenho uma pergunta.
— Pode falar – disse o médico.
— Hipoteticamente falando, se um do casal, mais especificamente o pai, usou drogas ou bebidas em excesso uma vez... isso pode afetar os bebês?
O que ele estava querendo dizer?, pensei. Eu sabia que ele havia tido alguns problemas com bebidas, mas drogas...?
— Bem, tudo depende de há quanto tempo isso foi e quanto eram as doses e a frequência que eram usadas – disse Dr. Thomas.
— Há mais ou menos uns sete anos e eram... constantes – ele pensou antes de falar a última palavra.
— Bem, acredito que isso não vá influenciar em nada, já que não há mais nenhuma substância em seu organismo – explicou o médico.
— Estamos falando de um caso hipotético – lembrou Gerard.
— É claro – sorriu Dr. Thomas.
Perguntaria sobre esse assunto a Gerard quando chegássemos em casa. Ele nunca me dissera que usara drogas algum dia. Não que isso fosse mudar algo, nunca, mas eu gostaria de saber sobre o passado dele, assim como ele sabe o meu.
***
Passamos o resto da tarde ligando para todos, informando a novidade, fazendo planos para nossos pequenos.
— Nomes... Precisamos de nomes... – Gerard disse, pensativo. Estávamos deitados em nossa cama, já era por volta das nove da noite.
— Podemos pedir ajuda a Mikey para isso – brinquei.
— Não, apenas se quisermos transformar nossos filhos em personagens de My Little Pony – riu Gerard.
Assistimos um pouco de televisão, eu estava esgotada, o médico havia dito que a partir desta semana eu sentiria isso com mais frequência, além de falta de ar, dores nas costas, e algumas contrações irregulares.
Lembrei então que precisava perguntar algo a Gerard.
— Gee... – chamei.
— Sim? – ele voltou sua atenção a mim.
— Por que você perguntou aquilo para o médico? – perguntei.
— Aquilo o que? – ele ficou confuso.
— Sobre... drogas.
— Ah – ele uniu as sobrancelhas. – É que... há alguns anos, eu estava em um momento ruim, as coisas estavam ruins, ou pelo menos pareciam estar, e eu acabei fazendo algumas... besteiras – ele disse lentamente.
— Por que nunca me disse?
— Não é algo que eu me orgulhe de ter feito e queira falar para a minha mulher – ele explicou. – E fiquei preocupado com sua reação, pensei que talvez...
— Eu fosse deixar você? – perguntei quando ele não continuou.
— Sim... – ele disse, sem graça.
— Nunca faria isso, Gee – sorri, pegando sua mão. – Isso tudo foi antes de nos conhecermos, não muda nada entre nós.
Ele me abraçou, puxando-me para seu peito.
— Você é... muito especial para mim, Layla – ele disse baixinho, beijando o alto de minha cabeça.
— E você é o melhor marido do mundo – respondi.
Eu não podia ver, mas sabia que ele sorria agora.
Notas finais
REVIEWS??
PLEASE?
REVIEWS?? kk'
-x-x-x-
Bem, ainda hoje posto o próximo se tiver reviews, okay?
-x-x-x-
Beijos.
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