Disenchanted
53 Capítulo 53 - Compras
Notas iniciais
Boa Leitura..
— Layla – alguém sussurrava em meu ouvido.
Virei-me lentamente para a voz, Gerard deu um beijo rápido em meus lábios.
— Quer sair hoje? – ele perguntou, sorrindo.
— Pode ser – falei, bocejando.
Vesti-me rapidamente, o dia estava razoavelmente frio. Coloquei uma calça jeans preta, skinny; uma blusa de mangas compridas roxa; e calcei meu all star.
— Aonde vamos? – perguntei, enquanto entrávamos no carro.
— Você decide – ele sorriu.
— Podemos ir ao Central Park e depois dar uma volta pela Times Square – sugeri.
— Boa ideia – ele concordou. – Podemos comprar alguma coisa para o bebê!
Fomos até o Central Park, Gerard e eu não íamos lá há algum tempo. Andamos pelo gramado verde, abraçados. Depois de caminharmos, deitamos no gramado.
— Gee... – falei, melosa.
— O que? – ele perguntou, rindo no mesmo tom.
— Quando a gente estiver indo embora, compra um cachorro quente para mim? – pedi.
— Calórico de mais... O médico não deixa – ele disse.
— Mas ele não precisa saber...
— Mas eu vou saber, e vou sentir-me culpado...
— Vai se sentir mais culpado quando nosso bebê nascer com cara de cachorro quente – disse por fim.
Ele revirou os olhos.
— Okay, depois eu compro – ele sorriu. – Mas eu como metade.
— Ah, te amo, te amo, te amo! – disse, deitando em seu ombro.
Ficamos um pouco em silêncio, até que algo me assustou. Um movimento dentro de mim, mais exatamente dentro de minha barriga.
— Gerard! – gritei, histérica.
— O que foi? – ele pulou, devia estar concentrado em algo para ter se assustado assim.
— O bebê... está mexendo! – disse.
— Sério? – ele perguntou, sentando-se rapidamente, animado.
— Aham... – disse, um pouco assustada.
Gerard deitou a cabeça sobre minha barriga.
— Oh Deus! – eu arfei. – Parece muito um Alien!
— É tão... – ele parou, parecia sem palavras.
— Extraterrestre – terminei por ele.
— Não – ele disse. – Emocionante!
— Por que não é dentro dessa sua barriga que ele está mexendo...
— Oi pessoinha... – disse Gerard, falando com o bebê. – Está tudo bem aí dentro?
Nesse momento o bebê mexeu novamente, parecia saber que Gerard falava com ele – se é que isso era possível.
— Ele gosta da sua voz – falei.
— Papai é vocalista – ele riu, ainda falando com o bebê.
Ri também.
— Você quer mesmo aquele cachorro quente ou é a mamãe que está apenas usando a gravidez como desculpa? – ele perguntou.
— Eu quero, papai... – disse, fazendo uma voz de criancinha.
— Não vale, Layla – ele riu.
— Mas ele quer, eu juro – sorri.
O bebê mexeu novamente.
— Viu? Ele quer... – falei.
— Pela minha tradução, ele disse “não” – disse Gerard.
— Não, ele disse “sim”, intuição de mãe, Gerard – contestei.
— Está bem – ele disse, agora para o bebê. – Depois eu dou o cachorro quente.
— Eba! – disse, animada, fazendo novamente a voz de criança.
Gerard riu, ficou ali conversando com o bebê por mais alguns minutos, mas ele não voltou a mexer.
— Agora eu entendo Diana... É muito alienígena isso – disse, enquanto caminhávamos de volta ao carro.
— Não fale assim do bebê – ele riu.
— Gerard... você não está esquecendo de nada? – perguntei enquanto ele entrava no carro, permaneci para em frente à porta.
— Acho que não – ele disse, rindo, ele sabia muito bem do que eu falava.
— O cachorro quente pro bebê! – choraminguei.
— Okay – ele bufou, indo até um carrinho de cachorro quente que havia há alguns metros dali. – Metade é minha – ele disse, entregando-me o sanduíche.
— Obrigada! – disse, animada.
Comi um pouco mais da metade, comeria tudo se Gerard não tivesse o tirado de minhas mãos quando percebeu isso.
— Isso é gordura trans, Layla! – ele deu chilique. – Você vai acabar engordando esses dez quilos limites em apenas um mês! Lembre-se do que o médico disse! Droga, eu não devia ter comprado ele, vai ser culpa minha se o bebê nascer com tendência à obesidade!
— Você é gordinho e é feliz, Gerard! – falei.
Ele fuzilou-me com os olhos.
— Estou falando alguma mentira? – perguntei, assustada.
— A partir de hoje... – ele começou, pronunciando cada palavra com ênfase – Eu não comprarei mais nada desse tipo para você comer, apenas saladas, verduras e comidas saudáveis!
— Tudo bem – dei de ombros.
— E eu não sou gordinho! – ele gritou, assustando-me, depois de alguns segundos em silêncio.
— Está bem! – falei.
Fiquei em silêncio por cerca de um minuto, estava agoniada com aquele cheiro de cachorro quente.
— Gee... deixa eu pelo menos terminar de comer ele... – pedi.
— Não – ele disse, duro.
— Eu vou falar tudo isso para o bebê quando ele crescer! Vou falar que o pai dele, homem que deveria me apoiar e me proteger, ficava regulando comida para mim! – dramatizei.
Ele não respondeu. Fomos para a Times Square.
Comprei algumas roupinhas para bebês, de variadas cores. Gerard achou um vestidinho rosa, com bolinhas pretas, cheio de babadinhos e bordados.
— Olha isso! – ele disse, mostrando-me a peça.
— Gee... não sabemos se é menina – disse, triste.
— Mas não faz mal, se for menino a gente guarda para a filha que ainda vamos ter – ele sorriu, esperançoso.
— Okay – sorri.
Ele parecia uma criança em uma loja de brinquedos, tão animado, tão feliz, tão infantil, acabei sorrindo ao vê-lo vasculhar as prateleiras e cabides atrás de roupinhas e brinquedos para nosso bebê.
- -
Gerard e eu guardamos as coisas em nosso guarda-roupa, era espaçoso, então não nos estorvaria enquanto não comprávamos as coisas para o quarto do bebê.
— Ainda bem que já tem outro quarto – disse a ele enquanto víamos um catálogo de móveis infantis em nossa cama.
— Eu pensei em tudo quando comprei o apartamento – ele riu.
— Você é um gênio, Gerard Way! – falei, rindo.
— Eu sei – ele sorriu.
Gerard tocou seus lábios nos meus, levei minha mão à sua nuca. Ele colocou o catálogo sobre a mesa de cabeceira e envolveu os braços em volta de mim, puxando-me para mais perto de seu corpo.
Notas finais
BEIJOS..
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