Disenchanted
48 Capítulo 48 - Gula & Enjôos
Notas iniciais
uahsuahhss...
Boa Leitura...
Duas semanas depois do nascimento de Alice, Gerard e eu fomos visitar Diana e Frank.
— Ela está ainda mais linda – falei, Alice estava no meu colo.
— Você leva jeito com crianças, Layla – disse Frank, rindo. – Já não posso falar o mesmo de Gerard...
— Quem disse que não levo jeito com crianças? – Gerard riu. – Adoro bebês...
— Ah, eu acho que Gerard daria um bom pai – disse Diana, voltando da cozinha.
— Viu? Alguém que reconhece meus valores paternos – disse Gerard para Frank.
Frank revirou os olhos.
— Ela é parecia com você, Frank – falei, e ela era mesmo.
— Eu sei – ele disse, ficando bobo. – Puxou o papai, não é filha? – ele disse, aproximando-se de mim e falando com Alice.
— Quando irão providenciar os de vocês? – sorriu Diana.
— Por que todo mundo que tem filhos quer que os outros tenham também? – perguntei, rindo. – É algum tipo de máfia, uma conspiração?
— Não, apenas acho que como vocês estão casados poderiam querer criancinhas correndo pela casa – ela sorriu.
— Ah, isso me lembra de uma aposta entre nós, lembra-se Diana? – falei.
— Ah, é mesmo – ela ficou envergonhada. – Prometo que futuramente eu cumpro o combinado.
— Okay, vou esperar... – sorri.
— Qual combinado? – perguntou Frank.
— Nada de mais – disse Diana. – Apenas apostamos que se fosse menina eu teria que me casar com você, e se fosse menino, Layla teria que ter filhos com Gerard.
— Oh, então temos que providenciar logo o casamento – riu Frank.
Gerard e eu ficamos algumas horas ali, depois voltamos para casa para deixarmos Diana e Frank descansarem, imaginávamos que eles provavelmente não estavam dormindo direito.
— Quer que eu faça o jantar? – perguntou Gerard.
— Não precisa, tem pizza fria que sobrou do almoço – sorri.
— Pizza fria... uma boa pedida para o jantar – ele sorriu.
Comemos a pizza lentamente, depois fomos assistir televisão.
— Vou comer alguma coisa – falei, levantando-me. – Quer também?
— Não, não estou com fome – ele disse, unindo as sobrancelhas.
— Hum... eu estou morrendo de fome – falei.
Preparei um sanduíche com maionese e tomate, nunca havia comido aquilo, mas o gosto era bom.
— Nunca vi você comer tomate – ele disse, estranhando minha ação.
— E eu nunca comia, mas agora deu vontade – expliquei.
— Hum – ele disse simplesmente.
Assim que terminei o sanduíche fui levar o prato à cozinha.
— Gerard! – chamei da cozinha.
— O que? – ele gritou de volta.
— Você comeu a bolacha recheada de chocolate? – perguntei.
— Acho que sim – ele respondeu.
— Acha? Bem, ela não está aqui, e eu não comi, infelizmente, por que eu quero aquela bolacha! – gritei.
— Credo, Layla! – ele disse. – Você comeu pizza, depois um sanduíche estranho... agora que bolacha?
— Qual é? – falei, indo até a sala e encarando-o. – Vai ficar controlando o que eu como agora?
— Não, só acho estranho, e isso tudo vai lhe causar dor de estômago depois – ele explicou.
Ele voltou o olhar novamente à televisão, fiquei ali, parada.
— Gee... – falei, melosa, aproximando-me dele. – Você faz um favorzinho pra mim?
— Qual? – ele perguntou, sem olhar para mim.
— Compra bolacha pra mim? – pedi, abraçando ele por trás. – Por favor... por favor... por favor...
— Layla... – ele reclamou.
— Não vai fazer isso por mim? Eu quero bolacha, Gee... e foi você quem comeu! – choraminguei.
— Você pode aguentar até amanhã sem bolacha – ele deu de ombros.
— Que droga, Gerard! – esbravejei. – Não posso nem comer uma bolacha recheada? Isso não é justo! – eu chorava agora.
— Layla, não precisa de drama! – ele ficou espantado.
— Não estou fazendo drama! – falei. – Apenas quero a bolacha!
— Não pode ser mais nada com sabor de chocolate? Precisa ser a bolacha? – ele perguntou.
— Sim... – falei.
— Okay, okay – ele disse, levantando-se. – Eu vou. Vou comprar um caminhão de bolachas se é isso que precisa pra você parar de drama.
— Obrigada – falei, enxugando as lágrimas.
Esperei Gerard sair para ir vasculhas a geladeira, comi um pedaço que restava de uma barra de chocolate, um potinho que iogurte, e uma maçã.
Sentei no sofá e fiquei assistindo televisão enquanto esperava Gerard voltar, fiquei beliscando um salgadinho enquanto isso.
— Cheguei – disse Gerard, fechando a porta.
Ele trazia uma sacola de supermercado junto de si, corri até a porta e a arranquei dele.
— Obrigada! – falei, correndo até a cozinha.
— Nem um beijinho? – ele reclamou, não dei atenção.
Havia cinco pacotes de bolacha recheada na sacola, devorei três deles em uma hora.
— Chega de bolacha recheada? – perguntou Gerard quando voltei da cozinha sem nada.
— Uhum – falei. – Podemos ir dormir agora?
— Claro – ele disse, desligando a televisão.
Adormeci em poucos minutos, estava exausta, mesmo não tendo feito nada de tão cansativo naquele dia.
- -
Acordei de repente, sentei na cama. Eu estava com uma dor chata no estômago, fui até a sala para respirar um pouco.
De repente, senti uma forte fisgada na boca do estômago, eu sabia o que isso queria dizer. Corri até o banheiro e fechei a porta. Vomitei.
Depois de alguns minutos, sentei ao lado da pia do banheiro, encostando meu rosto no azulejo da parede, era frio, ajudou a amenizar minha sensação de enjôo.
— Gerard tinha razão – murmurei. – Eu não devia ter comido tudo aquilo...
Logo fui obrigada a vomitar novamente, eu havia misturado coisas de mais.
Devo ter ficado quase uma hora ali no banheiro, depois que percebi que não iria mais vomitar escovei meus dentes durante alguns minutos para tirar o gosto ruim da boca.
Deitei no sofá, estava sem sono. Liguei a televisão e assisti um desenho animado.
— Layla? – Gerard chamou-me, aparecendo na sala, sonolento.
— Oi – falei, surpresa.
— Por que não está na cama? – ele perguntou, sentando-se ao meu lado no sofá.
— Acordei com dor de estômago, precisei vomitar – expliquei. – Acabei perdendo o sono.
— Eu avisei – ele riu.
Deitei a cabeça em seu ombro.
— Gee... você passou algum perfume? – perguntei.
— Não, por quê? – ele ficou confuso.
— Seu cheiro... está... diferente, mais doce – falei. – E, enjoativo...
De repente meu estômago doeu novamente, corri até o banheiro e tranquei a porta. Vomitei novamente, eu definitivamente não devia ter comido tantas bolachas.
— Está bem, Layla? – Gerard perguntou, nervoso do lado de fora do banheiro.
— Sim... quero dizer... não – falei. – Meu estômago dói...
— Deixei-me entrar – ele pediu.
— Não, você não vai querer ver isso, Gerard! – avisei.
— Deixe de ser boba, Layla – ele retrucou. – Quero ajudar...
— Não precisa, eu só estou vomitando tudo que ingeri na semana – ironizei.
— Abra... – ele pediu novamente.
O enjôo ainda não havia passado, mas resolvi abrir, dei descarga primeiro e lavei minha boca, ele não precisava presenciar tudo isso, e quando a ânsia voltasse e o expulsaria do banheiro novamente.
— Está melhor? – ele disse, agachando-se ao meu lado no chão.
— Não muito – sussurrei. – Mas acho que já passou...
— Quer que eu leve-a ao médico? – ele pediu, verificando se eu tinha febre.
— Não – respondi. – Logo passa...
Vomitei mais uma vez naquela madrugada, depois não consegui mais dormir, Gerard ficou acordado comigo, assistindo televisão no quarto.
Notas finais
BEIJOS...
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