Disenchanted
46 Capítulo 46 - Bebês
Notas iniciais
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Boa Leitura...
Abri meus olhos lentamente, a televisão ainda estava ligada e a luz da sala acesa. Gerard e eu estávamos deitados sobre o tapete da sala, em frente ao sofá, abraçados.
Movimentei-me lentamente para não acordá-lo, infelizmente não tive muito sucesso nisso, ele abriu os olhos e sorriu para mim.
— Bom dia – falei, tocando meus lábios nos dele rapidamente.
— Bom dia – ele respondeu, afagando meu rosto.
— Bem, vou fazer o café da manhã – disse, espreguiçando-me.
— Não – ele choramingou, abraçando-me mais forte. – Fica aqui mais um pouco...
Ficamos ali conversando por alguns minutos, Gerard ligou o celular novamente e ligou para os produtores, disse que havia perdido o celular na noite anterior. Eles acreditaram e marcaram uma breve reunião com ele.
Gerard tomou um banho rápido e saiu sem tomar café, logo depois fui tomar banho também, fiquei alguns minutos debaixo da água morna, sentindo-a escorrer por meus cabelos e depois por meu corpo, era confortável.
Depois do banho coloquei a casa em ordem – um dia eu iria descobrir como que aquele apartamento ficava tão bagunçado se eu o arrumava quase todos os dias – e fui tomar café. Comi um pedaço de pizza fria que havia sobrado da noite anterior e tomei uma xícara de café logo depois, pensei em como meu estômago estaria depois dessa combinação um tanto quanto nojenta.
Não estava passando nenhum programa interessante na televisão, apenas as mesmas coisas de sempre, então resolvi ligar para Diana, saber como estava meu – ou minha – afilhadinho.
— Alô? – ela atendeu.
— Oi Di, aqui é a Layla – falei.
— Olá Lay! – ela disse, animada.
— Liguei para saber como anda a grávida mais linda desse mundinho – disse.
— Bem – ela respondeu. – Ando sentindo algumas cólicas, e ando um pouco ansiosa, e com medo... Falta apenas um pouco mais de um mês e meio para o Alien nascer – disse Diana.
— Acalme-se, não precisa ter medo disso – ri.
— Fala assim por que não é você que vai sentir a sensação de uma melancia saindo de um buraco do tamanho de um limão! – ela dramatizou.
— Vai ser parto normal? – ri mais ainda.
— Sim, o médico disse que é melhor, agora me fala... melhor pra quem? Só se for pra ele que não vai sentir a dor – ela quase gritava. – Mas aceitei, por que a recuperação é mais rápida.
— É, e é mais saudável – completei. – Mas e Frank? Como está com essa data se aproximando?
— Nem me fale dele, quase não dorme a noite, está comprando tudo de bebê que vê pela frente, comprou um carrinho rosa, um bebê-conforto rosa... comprou até um andador! O bebê vai usar isso apenas quando tiver quase um ano, sem falar que o meu Matt não vai usar coisas rosas – ela esbravejou.
— A Alice vai adorar tudo isso – retruquei, rindo.
Pude sentir ela revirar os olhos.
— Você é igual a ele – ela riu. – Dois bobos que acham que meu Matt é Alice. Lembre-se, intuição de mãe não erra – ela lembrou.
— Diana, se eu fosse você pediria reembolso por que a que você tem não funciona – falei.
— O Matt não acha isso – ela disse. – Adivinha, ele está mexendo, chutando, sei lá, fazendo alguma coisa aqui dentro.
— Como é a sensação? – perguntei de repente.
— Do Alien mexendo? – ela questionou.
— Sim – falei.
— Ah, não sei explicar direito – ela respondeu. – No começo é bem estranho, sentir algo dento de você, se mexendo sozinho, mas depois você vai se acostumando – ela explicou.
— Deve ser legal – falei.
— É – ela riu. Mas por que perguntou isso?
— Ah, por nada, nem eu sei – ri. – Apenas curiosidade. Bem, preciso desligar, Gerard deve estar chegando daqui a pouco – falei.
— Okay – ela disse. – Tchau!
— Tchau! – disse, desligando.
Desliguei e fui ver o que podia fazer para o almoço – um pouco atrasado, já eram uma e meia da tarde. Decidi fazer um macarrão com molho de tomate.
Assim que terminei de preparar o almoço Gerard chegou.
— Liguei para Diana hoje – falei, sorrindo enquanto lavava a louça. Gerard estava encostado ao lado da pia.
— E como está o meu afilhado? – ele perguntou.
— A nossa afilhada está muito bem, Diana disse que ela chuta e mexe o tempo todo – ri.
— Pelo menos os enjôos dela já passaram – ele riu.
— É, eu estava quase acreditando que fosse realmente um ET – falei.
— Bem, vamos torcer para quando tivermos os nossos dois times de futebol não ser assim – ele riu, abraçando-me por trás.
— Enlouqueceu, não é? – ri novamente. – Eu não vou passar por enjôos, tonturas e essas coisas tantas vezes assim.
— Ah, podem vir gêmeos, trigêmeos, quadrigêmeos, quíntuplos, sêxtuplos, etc – ele brincou. – Daí você não precisa passar por essas coisas tantas vezes assim.
— Você acha mesmo que eu aguento seis crianças chorando ao mesmo tempo? – encarei-o indignada.
— Eu ajudo a cuidar – ele caiu na gargalhada.
— Vai poder cuidar de todos sozinho se quiser – falei. – Sem falar que vai pagar uma lipoaspiração para mim, por que eu vou ficar horrível... e gorda!
— Gordinha linda – ele riu.
— Você já disse isso, e não é legal – ri.
— Fofinha – ele continuou.
— Pára – eu estava rindo.
— Minha gordinha e fofinha – ele riu, dando-me beliscõezinhos nas costas.
— Besta – falei, jogando-lhe um pouco de água.
Ele se afastou rapidamente, escapando de meu ataque.
— Oh! – ele arfou, fingindo espanto. – Você me agrediu, mocinha!
— Nossa, que medo! – disse, voltando a lavar a louça.
— Isso não é coisa que se faça com um marido dedicado como eu – ele disse, encarando-me como se estivesse ofendido.
— Então este marido dedicado poderia terminar de lavar a louça para mim? – pedi.
— Agora não, estou triste de mais para poder cumprir uma tarefa tão difícil e complicada como esta – ele disse cada palavra com ênfase.
Dei de ombros, terminando de lavar a louça.
— Mas e se for apenas um time de futebol? – ele perguntou de repente.
— O que? – perguntei, já havia esquecido de que falávamos.
— Os nossos filhos, e se tivéssemos apenas um time de futebol? – ele perguntou, sorrindo.
— Faça-me o favor, Gerard – revirei os olhos.
— Ah Layla! – ele fez cara de triste. – Crianças são tão fofinhas...
— Mas elas choram! E mais de uma criança chorando é irritante, imagino isso durante a madrugada, a gente dormindo e de repente duas crianças começam a chorar e chorar e chorar e chorar... – dramatizei. – E você não iria levantar! Eu teria que ir lá!
— Isso é ruim... – ele disse, sua boca formando uma linha reta.
— Sim... muito ruim – falei.
— É, talvez seja melhor ter menos – ele concordou comigo.
— Exatamente – disse, jogando meus braços em volta de seu pescoço e beijando-o rapidamente. – Sem fala que nunca teríamos um tempo só para nós...
Ele sorriu maliciosamente, abraçando-me.
— Então é bom aproveitarmos enquanto há tempo, concorda? – ele perguntou.
— Completamente – falei.
Gerard pegou-me no colo rapidamente e correu comigo até o quarto, ele era um louco, um bobo.
Notas finais
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Beijos Killjoys...
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