Disenchanted
42 Capítulo 42 - Segunda Chance
Notas iniciais
Agradeço as recomendações da fic... sz ... AMEI AMEI AMEI AMEI... (264²³x)
X – x No Dia Seguinte x – X
Fui vê-la. Entrei na UTI acompanhado de Dr. Hill, os outros ficaram na recepção, já que apenas uma pessoa poderia entrar.
— Vou deixá-lo à sós – disse Dr. Hill, saindo do quarto.
Olhei para ela, estava pálida, mas mesmo assim ainda era a minha linda. Toquei seu rosto frio, queria uma reação dela, apenas que acusasse que ela continuava ali.
— Layla – disse. – Desculpe-me, por favor – agora eu chorava. – Eu prometi lhe proteger, nunca mais lhe deixar sozinha, mas não cumpri.
Os batimentos de Layla eram poucos, ela não tinha nenhum ferimento à mostra, a não ser por alguns hematomas originados pela briga.
— Eu juro que eu mataria aquele desgraçado se você tivesse dito-me o que ele fazia... que ele lhe perseguia – rosnei. – Mas não posso culpa, não é mesmo? Você devia estar com medo, e eu sempre fui um pouco ciumento e irritado – dei uma leve risada. – Provavelmente pensou que eu não entenderia.
Ela estava repleta de aparelhos e fios novamente, aquilo causava uma dor interna muito forte em mim, ainda mais por saber que nas duas vezes que ela mais precisou de mim, eu não estava.
Eles a manteriam o dia inteiro dopada, queriam evitar que ela gastasse energias antes da hora necessária, apenas depois veriam os progressos – ou não – que ela teria.
Quando cheguei à recepção, Diana estava pálida e Frank a abanava com um guardanapo.
— O que aconteceu? – perguntei.
— Ela está passando mal, achamos que seja uma queda de pressão ou algo do tipo – explicou ele.
— Bem, vocês estão cercados de médicos e enfermeiras... – mostrei.
— Eu sei, Gerard, uma enfermeira foi buscar um comprimido para pressão – ironizou Frank.
— Eu vou para casa, tenho que buscar coisas para Layla, caso ela acorde – disse.
Eles apenas concordaram com a cabeça.
Dirigi até o prédio, não sabia o que encontraria em meu apartamento. A portaria estava sendo limpa, Sr. Heller estava contando com a ajuda de um garoto, provavelmente um novo funcionário. Subi pelas escadas – não queria pisar naquele elevador – até o quinto andar e logo que cheguei à minha porta vi machas avermelhadas no chão.
A polícia já havia limpado o apartamento, mas mesmo assim ainda havia manchas de sangue próximas ao sofá e no corredor que levava até a cozinha.
Liguei a televisão, não se falava em outra coisa, não só nos canais de músicas, mas também nos noticiários. A esposa com cantor Gerard Way foi ferida em uma briga com o cantor Brendon Urie em seu apartamento, o cantor foi encontrado morto na cozinha e ela foi encontrada desacordada no elevador do prédio.
Fui até o nosso quarto, o celular dela estava caído próximo à cama, peguei algumas roupas para mim e também para Layla e coloquei em uma pequena mala.
Fui até a cozinha, estava tudo limpo, mas eu ainda podia sentir aquele cheiro de ferrugem que o sangue tinha, misturado a desinfetantes.
Pensei em comer algo, mas não conseguiria, não ali onde tudo havia acontecido.
Fui novamente até a sala, estava em um noticiário e uma foto de Layla estava na tela enquanto o jornalista falava sobre o acontecido da noite anterior.
— A jovem Layla Lee Phillips Way é casada há menos de um mês com o vocalista da banda My Chemical Romance, Gerard Way. Ontem, por volta das oito horas da noite, Brendon Urie, vocalista da banda Panic! At The Disco teria entrado em seu apartamento à força, pelos laudos da polícia de Nova York teria havido luta corporal entre vítima e agressor. Ela teria corrido para a cozinha, provavelmente para despistá-lo e tentar fugir como diz a polícia, mas ele teria pego uma faca, sem opção ela fez o mesmo, mas acabou sendo ferida por Brendon. Mas mesmo assim teve forças de feri-lo também.
Agora imagens do prédio na noite anterior eram exibidas, em uma delas podia-se ver a portaria suja de sangue.
— Nenhum amigo ou familiar da vítima quis falar sobre o caso, ela se encontra agora na UTI, sendo mantida dopada pelos médicos para que poupe energias, seu estado é crítico, já que ela teria perdido muito sangue...
Desliguei a televisão rapidamente, não queria mais ouvir aquilo.
Fui até o hospital novamente, estavam apenas Leticia e Mikey lá.
— Onde estão Diana e Frank? – perguntei.
— Foram para a casa de Frank, ela não estava melhorando, por causa do estresse, Dr. Hill aconselhou-os a ir – explicou Leticia.
— Entendo... Tudo isso é de mais para ela, precisa cuidar do bebê – disse.
— Gerard! – chamou Dr. Hill, aparecendo rapidamente ali. – Estava lhe procurando, ligamos para seu celular, mas não atendeu.
— Oh, desculpe, nem o ouvi tocar – falei. – Mas o que houve?
— Layla... – ele disse, parecia ter corrido uma maratona, estava ofegante.
Não respondi...
- -
Layla’s P.O.V.
Abri os olhos, estava naquela casa novamente, caída no chão da sala.
Levantei-me lentamente, havia uma forte dor em minha barriga. Caminhei pelo cômodo, estava vazio e razoavelmente escuro como sempre.
— Layla – ouvi alguém sussurrar.
Olhei para trás, era ela.
— Obrigada – disse a mulher, desta vez sem o olhar psicopata.
— Pelo que? – não entendi.
— Você cumpriu a promessa dela – ela disse, olhando pela janela a cova recém tampada, com a terra ainda fresca. – A sua promessa...
— E agora? O que irá acontecer? – perguntei, ainda assustada.
— Provavelmente continuarão reencarnando, mas não irão mais se encontrar, não há mais propósitos para isso – ela explicou. – Agora o espírito de Layla poderá descansar...
— Isso quer dizer que... – sussurrei.
— É sua hora, Layla, não posso fazer nada – ela lamentou.
— Mas eu... amo Gerard – disse. – Eu preciso voltar...
— Lamento – ela disse, de repente desapareceu.
Fiquei ali, sozinha, encarando o silêncio. Eu deveria sentir algo, não é? A morte chegando... ou eu já estaria morta? Olhei para minha barriga, não havia mais ferimento algum ali, isso seria um sinal de que eu era um espírito agora?
De repente, senti uma vontade compulsiva de correr, mas não sabia para onde... Apenas deixei meus pés me levarem, eu andava com uma facilidade muito estranha com aquele vestido volumoso e longo, facilidade que eu não sabia onde adquirira, já que em meu casamento eu não a tinha.
Parei de repente, encarando o lugar onde eu havia ido. Estava em frente à cova de Layla – era estranho falar de mim assim, na terceira pessoa. Ajoelhei-me ao lado da terra molhada, o dia estava chuvoso, uma grande e densa névoa cobria o arredor da casa que agora, olhando de fora, parecia-me abandonada.
Toquei a terra, apertando-a entre meus dedos.
— Isso foi por você – disse. – Ele pagou, Layla... Descanse em paz...
— Obrigada – ouvi alguém sussurrar atrás de mim.
Olhei rapidamente, não havia ninguém. A voz mais nada falou, mas eu sabia de quem era... era minha voz... era Layla.
De repente o dia escureceu por completo, senti minha cabeça pesar... seria a morte finalmente me buscando?
Meu corpo começou a cair em um buraco invisível e sem fundo que se abriu sobre mim, eu não parava de cair...
Eu já conhecia aquela sensação, já havia sentido-a...
— O meu jeito de lhe agradecer – disse a voz de Layla novamente.
Agora eu tinha certeza do que iria acontecer.
Notas finais
PLEASE?
REVIEWS??
- - sz - - sz - - sz - -
Beijos Amooures... sz
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