Disenchanted

3 Capítulo 3 - Nova York


Notas iniciais
Oi =)
Desculpem a demora pra postar o capítulo 3, okay? É que tive probleminhas...
Boa Leitura.

Abri os olhos de vagar, era sábado de manhã, meu radio relógio estava ligado e o locutor falava de como estaria o trânsito hoje. Levantei-me e coloquei uma blusa branca de mangas curtas com uma caveira na frente, uma calça jeans skinny preta, uma sapatilha preta e um casaquinho jeans também preto – o dia estava razoavelmente frio.

Penteei meu cabelo delicadamente, deixei-o solto, estava com alguns cachos nas pontas e minha franja estava, milagrosamente, bonita hoje.

Já pronta fui até a sala onde Diana esperava sentada no sofá de couro preto com almofadas vermelhas.

– Vou sentir saudade desse sofá – falei sentando ao seu lado.

– Eu também. Tem certeza que não podemos levá-lo? — perguntou ela, pela nona vez.

– Tenho, no apartamento de sua prima já tem um sofá, lembra? — lembrei-a. – Mas ele vai para a casa de minha mãe, um dia poderemos buscá-lo – a confortei.

– Tem razão – ela sussurrou. – Sentirei sua falta querido, um dia nos veremos de novo – disse Diana abraçando uma das almofadas do sofá.

– Ele também sentira nossa falta – sussurrei, acariciando outra almofada.

– Será que ele vai chorar? — perguntou ela.

– Creio que sim, mas logo ele ficará bem, mamãe e papai irão tratá-lo com amor – a confortei.

Nesse momento olhamos para o corredor que levava até os quartos, Leticia estava parada com cara de assustada olhando para nós.

– Vocês estão bem? — ela perguntou, suas sobrancelhas unidas.

– Sim – respondemos em juntas.

– Bom, se vocês não perceberam estavam quase chorando enquanto se despediam de um sofá – ela franziu a testa.

– Você como ninguém sabe que ele tem sentimentos também – falei, fingindo ter me sentindo ofendida.

– Okay, um ser irracional que sentirá nossa falta – ela concluiu. – Adeus Georg! – ela disse acenando para o sofá.

– Já disse que esse não é o nome dele – disse Diana, fazendo beicinho.

– Eu paguei a maior parte desse sofá, eu tenho o direito de escolher o nome dele – disse Leticia.

– Nós dividimos em partes iguais – lembrou Diana.

– Mas eu paguei dois reis da parte da Layla – falou Leticia.

– Mas eu te paguei depois! – reclamei.

– Mas não foi na hora da compra, então não conta! – ela mostrou a língua pra mim.

– Então devolve os meus dois reais! – xinguei.

– Não, você pagou porque você quis! Eu não cobrei – ela retrucou.

Eu iria responde-la, mas Diana nos interrompeu:

– Vamos mudar essa regra, a pessoa que passa mais tempo com o Billie é que escolhe o nome dele – ela disse.

– Billie? — perguntou Leticia.

– É o nome que eu dei a ele – ela explicou. – Voltando ao assunto... E como eu sou quem fica mais tempo em casa, eu tenho o direito de dizer que o nome dele a partir de agora é Billie!

– Não tem, não! Você sai para ir ao mercado todos os dias, e fica mais ou menos uma hora fora, o que faz com que eu acabe ficando cerca de trinta minutos a mais que você com ele, então eu digo que o nome dele é Brendon! – quase gritei.

– Okay, vocês venceram, que seja Brendon então! – se deu por vencida Leticia. – Mas nós temos que ir garotas, ainda temos que passar na casa dos pais de Layla para dar as chaves do apartamento para eles.

– Tem razão. – concordamos Diana e eu.


*


Passamos na casa de meus pais para deixarmos as chaves do apartamento e também para nos despedirmos, já que eu tinha sido a única que ainda precisava dizer tchau para os pais.

Eu tinha razão quanto à minha mãe, ela chorou. Meu pai apenas desejou boa sorte a mim e às meninas.

Fomos para o aeroporto, chegamos quase atrasadas para o voo. Corremos com nossas malas pelo aeroporto para fazermos o check in, depois levamos nossas malas até a esteira e enfim fomos para o portão de embarque.

Entramos no avião e fomos até nossas poltronas, eram filas de quatro, então sobrou um lugar ao nosso lado. Uma garota sentou lá, ela vestia um vestidinho curto laranja fluorescente, estava com o cabelo amarrado em um rabo-de-cavalo e estava teclando rápido em seu celular, parecia estar mandando uma mensagem de texto ou digitando alguma outra coisa.

Quando o avião começou a decolar ela puxou assunto conosco:

– Por acaso vocês sabem se há alguma banda à bordo? — ela perguntou.

Olhamos umas para as outras.

– Não – respondemos as três juntas.

– Ah, okay. É que me disseram que teria uma banda nesse voo, mas não sei qual banda é. Queria saber quem são, se vale a pena encontrá-los para pedir um autografo ou algo do tipo...

Nesse momento ouvimos um grito histérico vindo do fundo do corredor. Uma comissária de bordo correu para lá para ver o que estava acontecendo.

Quando ela estava voltando resolvi perguntar o que havia acontecido:

– Com licença, o que houve lá atrás? — perguntei.

– Foi apenas uma garota. Ela se assustou ao ver o cantor de uma banda e deu um pequeno grito.

Pequeno? Ela parecia estar morrendo!

– Ah, obrigada – sorri.

– Deve ser ele – disse a garota ao nosso lado.

– Ele quem? — perguntei, já viajando em meus pensamentos.

– Ele, o cantor. Deve ser o vocalista da banda que está à bordo – ela disse frenética.

Ah vá! Você conseguiu chegar nessa conclusão sozinha? Meus parabéns!

– Provavelmente – disse apenas.

Pouco tempo depois nós já estávamos em Nova York, pousamos e logo fomos para o portão de desembarque do aeroporto.

Não vimos mais a maluquinha que estava ao nosso lado, provavelmente devia ter ido atrás da banda em que ela tanto falou.

Pegamos nossas malas na esteira e depois fomos até a saída do aeroporto. Pegamos um táxi vago – o que pareceu um grande milagre – e lhe demos o endereço do apartamento em que moraríamos. Era no centro da cidade.

Logo ficamos parados em um engarrafamento, abri a janela do táxi e fiquei admirando a cidade. Um carro preto, com vidros escuros parou ao nosso lado, pude ver algum movimento no banco de trás desse carro, parecia que a pessoa – quem quer que fosse – teria se aproximado do vidro ou algo do tipo. Fiquei fitando aquela sobra, ela estava imóvel, tentei captar mais detalhes, mas o vidro negro não permitia.

– Deve ser algum cantor famoso – disse o taxista.

– Hum? — falei, saindo de meus pensamentos.

– O carro do lado. Desculpe-me, percebi que a senhorita estava vendo o carro. Eu apenas disse que deve ser algum cantor ou banda famosa, isso é muito comum por aqui – ele explicou.

– Ah, obrigada! – sorri e voltei a olhar para o carro.

A sombra parecia ter saído dali, mas ainda pude ver alguns movimentos de aproximação no vidro. Não sei porque, mas sorri ao ver aquilo, parecia que quem quer que fosse do outro lado do vidro, também estava olhando para mim.

De repente o sinal abriu e começamos a andar, tanto o táxi quanto o carro preto ao nosso lado. Mas chegamos a um cruzamento e acabamos indo em direções diferentes.

Notas finais
Espero que estejam gostando, meus floquinhos de neve com brócolis -qq
Beijos ^^