Disenchanted

94 Capítulo 94 - Descobrindo o Plano


Notas iniciais
O.O Mais um cap.
Boa Leitura.

Layla’s P.O.V.

Michele insistiu muito para que eu fosse provar aquela blusa, achei muito estranho, mas acabei indo. Amanda e Aline estavam ali, nada iria acontecer, certo?

Eu havia provado a blusa, até que ficara bonita. Eu estava terminando de colocar minha blusa – que eu tirara para provar a outra – quando Aline apareceu ali, um tanto nervosa.

— Layla, acho que Michele não está bem – ela falou rapidamente.

— Como assim? – fiquei preocupada.

— Ela parece estar passando mal, me mandou vir aqui lhe chamar.

Ora, o que estava acontecendo?

Fomos rapidamente até o hall da loja, onde Michele estava – ou melhor, deveria estar.

Assim que chegamos lá pudemos ver apenas Amanda com um copo plástico em uma das mãos, parecendo confusa.

— Onde está Michele? – perguntei.

— Eu não sei – Amanda ficou nervosa. – Ela me mandou buscar um copo de água para ela e quando voltei, havia sumido.

Michele sumira... com os meus bebês.

— Cadê meus filhos? – perguntei.

Não havia sinal de nenhum dos dois carrinhos ali.

Chamei a gerente da loja rapidamente, perguntei se ela vira quando Michele saíra dali, e ela me respondeu a última coisa que eu queria ouvir.

— Eu a vi saindo com os bebês e, se não me engano, ela entrou em um carro prata – ela respondeu tranquilamente.

— Ela não parecia estar passando mal? – Amanda perguntou.

— Não, eu diria que ela estava até muito bem – a mulher sorriu.

Respirei fundo, tentando organizar a minha cabeça.

— Ela fugiu com os meus filhos... – falei por fim.

Amanda e Aline puderam ver o desespero que vinha à minha face.

— Acalme-se, Layla – Aline pediu.

— Ela roubou os meus filhos! – eu quase gritei, começando a chorar. – Aquela desgraçada roubou os meus filhos!

— Amanda, chame um táxi – Aline pediu.

Amanda foi rapidamente para o lado de fora da loja, tentar parar algum táxi.

— Obrigada pelas informações – Aline agradeceu à gerente. – Escute, Layla. Você precisa se acalmar! – ela pediu para mim, guiando-me até a saída da loja.

Não respondi, eu estava ocupada demais pensando em como mataria Michele quando a encontrasse.

Amanda conseguiu um táxi e entramos nele, eu fiquei em silêncio o caminho todo até meu prédio.

— Acho que ela está em estado de choque – ouvi Amanda dizer à Aline.

Assim que o táxi parou eu saí rapidamente, sentando-me no meio-fio à frente de meu prédio.

— Levante, Layla – Amanda pediu, estendendo-me a mão.

— Eu... eu... não sei como vou dizer isso a Gerard – sussurrei.

As duas se entreolharam.

— Vamos subir – Aline disse, abaixando-se e me ajudando a levantar.

Caminhamos pela portaria, fomos até o elevador. Cerca de dois minutos se passaram até chegarmos em frente à porta de meu apartamento.

Parei bruscamente, como eu encararia Gerard? Como eu diria a ele que perdera nossos filhos? Lágrimas voltaram a cair em meu rosto, agora com mais desespero, com mais dor, com mais... medo.

— Nós ajudamos você – Aline disse baixinho para mim.

Olhei para ela, tentei dar um sorriso, mas não consegui. Abri a porta do apartamento, a sala estava vazia.

Esperei Aline e Amanda entrarem e depois fechei a porta, caminhando lentamente até o centro da sala. De repente, Gerard apareceu ali, vindo da cozinha. Ele surpreendeu-se ao me ver ali.

— Oh, já chegaram? – ele sorriu.

Parece que só então, depois de olhar para nós três com mais cuidado, ele percebeu que eu estava chorando.

— O que aconteceu? – ele ficou preocupado, não se moveu nem um centímetro.

Deixei meu corpo cair, ficando de joelhos ao lado do sofá, chorando como nunca chorara em toda a minha vida.

— O que aconteceu? – Gerard voltou a perguntar, agora mais nervoso.

— Desculpa – eu murmurei, entre lágrimas e gemidos.

Ele olhou para Aline e Amanda, que pareciam querer chorar também. Só então ele pareceu perceber a falta de algo ali conosco.

— Onde... Onde estão os bebês? – Gerard perguntou, ficando visivelmente nervoso.

— Gerard... – Aline iria dizer algo, mas parou.

— Layla! – Gerard quase gritou, vindo até meu lado e se ajoelhando também. – Pelo amor de Deus, o que aconteceu? – ele pronunciou as palavras lentamente.

Funguei, secando minhas lágrimas.

— Michele... – parei, tentando conseguir forças suficientes para dizer isso. – Ela sumiu com os bebês... – assim que terminei de falar isso, voltei a chorar novamente, eu quase ficava sem ar de tantas lágrimas.

Não quis ver o rosto de Gerard ao receber essa notícia, eu estava com medo de encará-lo, mas eu o vi sentar no chão, encostando-se no sofá e depois apoiando a cabeça com as mãos, como se pensasse em algo.

Gerard soltou um suspiro profundo, levantando o rosto novamente.

— Como isso aconteceu? – sua voz estava fria, pareceu-me que ele não falava exatamente comigo agora.

— Michele se aproveitou que Layla estava provando uma blusa e conseguiu despistar a gente, fingindo que estava passando mal – Aline explicou.

— Eu não tive culpa, Gerard – murmurei, desesperada. – Eu juro! Por favor, me perdoa!

Eu estava com medo de Gerard ficar com raiva de mim, me culpar por ter deixado que Michele levasse nossos filhos.

Gerard não respondeu, apenas levantou do chão e foi em direção aos quartos. Logo depois pudemos ouvir uma porta batendo com força e algo quebrando.

Aline e Amanda vieram até mim, ajoelhando-se ao meu lado.

— Acalme-se, Layla – Amanda pediu mais uma vez.

— Ele está com raiva de mim – falei.

— Não, ele está com raiva de Michele – Aline corrigiu.

— Eu preciso encontrar os meus bebês – murmurei. – Gerard vai me culpar por isso se eu não fizer alguma coisa!

— Ninguém pode fazer nada, tente entender isso – Amanda tentou me consolar. – Não foi culpa de ninguém, Gerard sabe disso.

— A única coisa que podemos fazer agora é chamar a polícia – lembrou Aline.

— Eu faço isso – disse Gerard, aparecendo na sala novamente, sua voz estava fria como antes.

Ele estava com o rosto vermelho, com certeza estava chorando no quarto.

Abaixei minha cabeça novamente, voltando a chorar.

Gerard ligou para a polícia, depois ligou para Frank, Leticia e para Mikey. Fui até o quarto dos bebês e fiquei por alguns minutos sentada entre os berços, queria ficar sozinha, tentar organizar a minha cabeça. Aline e Amanda se ofereceram para me fazer companhia, mas preferi ficar sozinha, então elas ficaram na sala com Gerard, esperando Frank, Diana, Mikey e Leticia.

Cerca de meia-hora depois a porta do quarto se abriu, eram Diana e Leticia. Desabei em lágrimas novamente quando as vi, elas se ajoelharam ao meu lado.

— Não fique assim, Lay – pediu Leticia, abraçando-me.

— Vai tudo ficar bem – Diana tentou me consolar.

— Eu estou com um pressentimento ruim – comentei, secando minhas lágrimas. – Michele fez isso de propósito, ela estava planejando isso, eu sei!

— Ray já sabe? – Diana perguntou.

— Não – respondi.

Oh Deus, como contaríamos isso a Ray? Todos nós, principalmente ele, sempre achamos que Michele era uma boa garota, que iria ficar ao seu lado para o resto de suas vidas. Ele suportaria essa notícia?

Deitei minha cabeça no ombro de Diana, elas me falavam coisas para tentar me acalmar, tentar me fazer pensar que tudo daria certo. Mas eu não estava muito confiante, sempre fui de pensar no melhor, mas agora, apenas as coisas ruins vinham à minha cabeça.

***

Michele’s P.O.V.

James dirigia rapidamente, ele queria chegar rápido ao lugar de encontro com Malu.

— O que ela irá fazer com os bebês? – perguntei, preocupada.

— Não sei, você sabe que ela decide as coisas em cima da hora e sempre muda de ideia – ele respondeu, divertido.

— Como você consegue ter sangue frio quando estamos fazendo mal a duas crianças indefesas? – fiquei chocada.

— Você aprende a ser assim depois de um tempo – ele disse, perdendo o ânimo e ficando sério.

— Por que ela escolheu você? – fiquei curiosa.

— Eu era um conhecido de Brendon – ele respondeu. – Quando ele morreu, ela veio atrás de mim... Sabe, assim como você, eu não sou a pessoa mais santa do mundo, cometi uns erros há alguns anos e fugi, ela me ameaçou, como faz com todos, e eu aceitei ajudá-la.

— E aí você virou o braço direito dela – completei.

Ele apenas concordou com a cabeça.

Alguns minutos depois, saímos da estrada asfaltada e tomamos um caminho que eu nunca soubera que existira, era uma estrada esburacada, que depois dava lugar a uma estrada de terra rodeada por matos e terrenos baldios.

— Eu não sabia que existiam lugares assim em Nova York – comentei.

— Estamos quase em Nova Jersey aqui – ele corrigiu.

— Por que tão longe? – perguntei.

— Ela não quer que aja possibilidade de alguém ouvir alguma coisa – ele respondeu.

— Como assim? – assustei-me.

Ele apenas me olhou sem expressão, logo depois voltando sua atenção à estrada novamente.

Ouvir alguma coisa? O que ela faria que alguém poderia ouvir se estivesse perto? Eu estava temendo pelos bebês agora, e por mim também. Estava com medo de ela não cumprir o prometido e não me deixar partir.

Notas finais
O.O O.O
Reviews??
-x-x-x-
Heey, a Ana me falou uma coisa que eu achei engraçado... kkkk' A maioria das minhas leitoras têm nomes que começam com "A"... kkkk' Ana, Amanda, Aline, enfim... Isso é louquinho... =S
-x-x-x-
Próximo capítulo promete MUITAS emoções... brigas... talvez... mortes... O.O #misterio vai saber oq vai passar na cabeça da Luana, néh? kk'
Posto ele ainda hoje.
-x-x-x-
Beijos'