Disenchanted
71 Capítulo 71 - Back To Me
Notas iniciais
Boa Leitura.
Gerard’s P.O.V.
Tentei me aproximar de Layla, eu precisava tocá-la, eu precisava fazer alguma coisa para que ela voltasse, mas uma enfermeira se colocou à minha frente.
– Desculpe, não pode se aproximar – ela disse, colocando as mãos em meu peito para me impedir de prosseguir.
Pude ouvir um barulho estranho vindo de entre as enfermeiras em volta de Layla, logo depois ouvi um... choque?
Sim, era um choque. Estavam usando o desfibrilador... então a situação era crítica.
– Layla... – disse, em meio às lágrimas.
– É melhor você sair – disse a enfermeira.
– Não! Eu quero tocar nela! – rosnei, tentando passar por ela.
– Senhor Way, não vai poder fazer nada... O mais sensato é sair, chamaremos o senhor assim que tudo terminar – ela disse.
Pense rapidamente e desisti, saí, ainda um pouco contrariado. A enfermeira fechou a porta, deixando-me do lado de fora da sala de cirurgia.
Arranquei a máscara, encostando-me na parede.
Eu estava chorando, algo dentro de mim dizia que agora seria diferente. Deixei meu corpo escorregar lentamente, acabando sentado, encostado na parede ao lado da porta da sala de cirurgia. Encostei minha cabeça na parede, olhando para o teto, tentando clarear minha mente.
Diana, Frank, Leticia, Mikey, Michele e Ray deviam estar ali, esperando notícias de Layla e dos bebês. Resolvi sair dali, procurá-los enquanto minha presença não era necessária.
Caminhei até a sala de espera da maternidade, logo pude vê-los lá.
– Gerard! – disse Mikey, animado.
– Bem Vindo ao mundo dos pais – disse Frank, levantando-se e dando-me um abraço rápido.
Correspondi o abraço um pouco desajeitado, não estava conseguindo pensar direito.
– Como está Layla? – Michele perguntou.
Era tudo que eu não queria responder agora.
Sentei em uma das poltronas ali, jogando minha cabeça para trás, apertando meus olhos, tentando pensar.
– Eu não sei... – respondi por fim.
– Como assim? – Diana perguntou.
– Ela estava meio tonta durante a cirurgia... – respondi, segurando as lágrimas. – E depois... apagou.
– Mas ela... está bem? – Mikey perguntou, tenso.
– Ela está sem batimentos, Mikey – respondi. – Estão tentando reanimá-la, mas eu sinceramente não sei o que vai acontecer...
Desatei a chorar novamente, parecia ser um sonho, nada daquilo parecia real.
– Calma – disse Ray, batendo em meu ombro. – Ela vai ficar bem, cara.
Não respondi, eu realmente não sabia o que dizer, não sabia em que acreditar.
– Senhor Gerard Arthur Way? – uma enfermeira apareceu ali.
– Eu... – falei, enxugando minhas lágrimas.
– Poderia me acompanhar? – ela estava pálida, a reconheci, era a mesma que me dissera para sair da sala.
Acompanhei ela até o corredor onde ficava a sala de cirurgia, ela não falou mais nada e eu não quis perguntar, estava com medo de saber sobre Layla.
Ela parou em frente à sala, olhando para mim.
– Fique aqui – ela estava assustada... Mas eu não sabia o porquê. – Vou chamar Dr. Thomas.
Ela entrou na sala, instantes depois Dr. Thomas saiu, fechando a porta antes que eu pudesse tentar ver Layla.
– Vamos ver os seus filhos? – ele sorriu fraco, mas parecia espantado.
– Como ela está? – perguntei.
– Era o Dr. Hill quem atendia sua esposa antes de ela ficar grávida, certo? – ele perguntou.
– Sim – disse sem emoção.
– Eu preciso falar com ele – ele disse.
Caminhamos até o final daquele corredor, parando em frente a um grande vidro que dava visão ao berçário.
– Você pode entrar para ver seus bebês, enquanto isso eu vou falar com Dr. Hill – disse Dr. Thomas, já saindo.
Por que ninguém me dizia como ela estava?
Entrei no berçário, uma enfermeira me recebeu.
– Quais o nome de sua esposa? – ela perguntou, pegando uma fixa com nomes das mães de todos os bebês dali.
– Layla Lee Phillips Way – falei.
Ela procurou rapidamente na lista, sorrindo para mim logo depois.
– Venha comigo – ela disse, seguindo em direção ao outro lado do berçário.
Ela me levou onde estavam os meus filhos, estavam um ao lado do outro, Arthur dormia, Helena parecia acordada.
A enfermeira me deixou sozinho com eles, abaixei-me no meio dos dois, acariciando suas bochechinhas.
– Vocês acham que a mamãe está bem? – perguntei a eles. – Papai está preocupado.
Helena abriu os olhinhos, olhando-me rapidamente, fui obrigado a sorrir para ela, por mais preocupado com Layla que eu estivesse, eu ainda não era capaz de não achar o sorriso de um bebê a coisa mais encantadora do mundo. Principalmente se esse bebê é a minha filha.
– Gerard? – chamou Dr. Thomas na porta. – Acompanhe-me, por favor.
– Tchau bebês – falei, dando um beijo na testa de Arthur e Helena.
Acompanhei ele até pararmos em frente à sala de cirurgia de novo.
– Como ela está? – perguntei, nervoso.
– Haviam falado-me, ainda antes de eu assumir Layla como minha paciente, que ela já havia surpreendido Dr. Hill duas vezes, voltando a vida – ele disse.
– Exatamente – falei.
– Mas eu não imaginava o quão impressionante isso era – ele arfou.
– O que está querendo dizer? – estava confuso.
– Você viu que ela havia parado de respirar, você viu que ela estava completamente sem batimentos, não viu? – ele estava atordoado.
– Sim.
– Depois que você saiu... Oh Deus... Depois que você saiu, ficamos por três minutos tentando reanimá-la, fizemos tudo o que era possível, Gerard... Mas ela não voltava – ele estava frenético, parecia nervoso.
Então... Ora, eu não estava entendendo nada o que ele dizia.
Ele voltou a falar antes que eu pudesse responder algo.
– Depois de todas as tentativas, depois de fazermos tudo que era possível para que o coração de Layla voltasse a bater... Bem, desistimos depois de não termos visto resultado algum. Mandei então a enfermeira lhe chamar para lhe dar a notícia de que... Layla havia morrido – ele disse, encarando-me.
O chão sumiu de meus pés. Ela estava morta! O amor da minha vida havia ido e me deixado aqui, com nossos pequenos bebês.
– Mas... – Le começou novamente, antes que eu pudesse começar a chorar ou tentar invadir a sala para vê-la uma última vez. – Quando ela saiu do quarto... Oh Deus! Eu estava prestes a desconectar os aparelhos dela, quando o marcador de batimentos voltou a apitar, ela voltou a respirar, e seus olhos... se abriram rapidamente. Eu juro que me assustei, nunca havia visto isso... Ela estava assustada...
– Espera aí... – falei, secando minhas lágrimas e interrompendo-o. – Ela... está viva?
– Sim! Ela está viva! E eu quase morri do coração... – ele riu.
– Eu... quero vê-la – disse, pasmo, boquiaberto.
Eu iria enfartar se Layla não parasse de me dar esses sustos, não parasse de morrer.
Notas finais
Mas... AVISO: Alguém morreu no capítulo anterior, flw? Vcs irão saber quem foi...
Beijos, meus linduxos e quase assassinos de Luana.! kkk'
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