Disenchanted
4 Capítulo 4 - Lar, Doce Lar
Notas iniciais
Bem, boa leitura, esse capítulo será importante.
Beijos, "Mama" Lu Lee.
O apartamento era incrível, já estava mobiliado e incrivelmente do nosso gosto. Eu não sabia que Louise também curtia rock e essas coisas.
O sofá era de couro preto, assim como o nosso de Nova Jersey, mas este não tinha as almofadas vermelhas, e sim pretas.
As paredes da sala eram brancas, havia uma janela que tinha vista para a rua, a parede da direita era completamente feita de espelhos, e a esquerda tinha prateleiras – também brancas. Tinha também uma pequena estante preta com uma televisão de plasma enorme, um aparelho de DVD e um Home Teater. Havia um pequeno corredor no lado direito da sala que levava para a cozinha.
No chão da sala havia um tapete de plumas brancas e uma mesinha de centro feita de vidro. No lado esquerdo da sala tinha um corredor, fomos por ele. Havia várias portas brancas e grandes, a primeira era a do banheiro, ele era grande e bonito.
A segunda era de um quarto com uma cama de casal com lençóis roxos, paredes em um tom de cinza claro e cortinas brancas. Havia um guarda roupas branco e grande. Diana quis esse quarto.
A terceira era um quarto também grande – como tudo naquele apartamento. Tinha paredes brancas e uma cama de casal com lençóis amarelos. As cortinas eram de um amarelo clarinho também e o guarda roupas era grande e em cor de marfim.
A última porta era um quarto com paredes brancas, com exceção de uma, que era vermelha. A cama de casal tinha lençóis pretos e a janela tinha cortinas brancas. O guarda roupas era branco e espaçoso. Como sendo a última opção – mas confesso que gostei desse quarto – fiquei com ele. Todos os quartos tinham banheiros próprios e TVs.
— Porque a Louise tinha um apartamento tão grande? — perguntei para Diana.
— Sei lá, ela sempre foi meio espaçosa – ela deu de ombros.
Arrumamos nossas coisas em nossos determinados quartos e depois terminamos de decorá-los, colocando nossas coisas e alguns objetos que trouxemos de nosso apartamento em Nova Jersey.
— Lar, Doce Lar – falei me jogando no sofá assim que acabamos de arrumar todo o apartamento.
— Como será o nome deste? — perguntou Leticia.
— Desde o que? — perguntei confusa.
— Deste sofá, como será o nome dele? — ela repetiu.
— Ah, não sei, vocês podem escolher – suspirei.
— Eu quero Georg – disse Diana.
— Não, vai ser Billie! – gritou Leticia.
— Ele era da minha prima, então eu tenho o direito de escolher o nome dele! – Diana gritou mais alto.
— Droga! Quando que eu vou poder dar um nome a um sofá? — ela fez bico e afundou na poltrona branca ao lado do sofá.
— Quando você casar e tiver seu próprio sofá – falou Diana.
— Credo, parece minha mãe falando – Leticia revirou os olhos.
O dia havia sido cansativo, não estávamos com vontade de fazer comida alguma – e também não havia comida alguma ali, nós teríamos que fazer compras. Então pedimos uma pizza.
Depois de comermos a pizza fomos para a sala, eram sete horas da noite, e não tínhamos absolutamente nada para fazermos.
— Que tal darmos uma volta? — deu a ideia Leticia.
— Por mim tudo bem – concordou Diana.
— Mas para onde vamos? — falei bocejando.
— Andar por aí... Central Park, que tal? Dizem que é lindo! – falou Leticia.
— Tem razão – disse Diana.
— Okay, vai ser bom espairecer, tomar ar fresco – sorri.
Fomos para nossos quartos nos arrumar. A noite estava quente – o clima mudou rápido. Coloquei um vestidinho justo que ia até a metade da coxa, na cor branca e com rendinhas, calcei uma sapatilha estilo Lolita preta com bolinhas brancas. Fiz uma trança lateral no cabelo e deixei minha franja solta. Como maquiagem, passei apenas um rímel preto, um lápis de olhos também preto e um batom clarinho.
Fui até a sala e Leticia e Diana já estavam prontas. Leticia vestia uma saia de rendas florida e uma blusa regata branca, também usava uma sapatilha preta. Seu cabelo estava solto, mostrando seus longos cabelos negros e ondulados.
Diana estava usando um short jeans e uma blusa de mangas curtas da cor amarela, usava uma rasteirinha florida e também deixou seus cabelos castanhos e cacheados, que tinham o comprimento até seu ombro, soltos.
Descemos pelo elevador e fomos em direção ao hall de entrada.
— Por favor – comecei, ao porteiro – poderia nos dizer qual a direção para o Central Park? Somos novas aqui.
— Ah, claro! – ele sorriu gentilmente. – É só seguir pela direita e no próximo cruzamento virem à esquerda. Depois vocês seguem as placas.
— Okay, muito obrigada – sorri.
Caminhamos pelo percurso que o porteiro nos indicou e depois seguimos as placas. Um tempo depois chegamos ao Central Park. Havia muita gente lá, casais de namorados passeando de mãos dadas, colegas de escola fazendo festinhas, famílias passeando juntas com crianças.
Diana cismou que queria comer alguma coisa, então paramos em um carrinho de cachorro-quente. Enquanto ela tentava decidir o que queria em seu sanduíche fiquei admirando a paisagem, até que:
— Layla! – disse Leticia abanando na frente de meu rosto.
— Hum? — pisquei, voltando ao mundo real.
— Olha esse panfleto – ela disse quase esfregando um papel no meu rosto.
— O que é isso? — falei me afastando e pegando o panfleto na mão.
— Vai ser o nosso primeiro programa de diversão em Nova York, um festival de rock! – ela disse toda animada.
— Legal – sorri. – Quais as bandas?
— Slipknot, Escape The Fate, Evanescence, Metallica, entre outras – ela leu no panfleto.
— Hum. Podemos ir! – Sorri.
— Yeah! – ela comemorou.
— O que eu perdi? — disse Diana, vindo com um cachorro-quente enorme na mão.
— Nós vamos a um festival de rock – sorri.
— Ah, legal! – ela sorriu e deu uma mordida em seu lanche monstro.
— Isso não vai te dar indigestão? — perguntou Leticia, com olhos arregalados encarando o cachorro-quente de Diana.
— Não, tenho estômago forte – ela deu de ombros.
— E grande – completei.
— Há Há Há, engraçadinha – ela ironizou.
Caminhamos mais pelo parque, sentamos em um banco e eu fiquei admirando a cidade. Algo me chamou a atenção.
À algumas quadras de distância havia um carro preto, de vidros escuros estacionado. Isso fez eu me lembrar do engarrafamento de hoje mais cedo e do carro, do mesmo modelo que esse que parou ao nosso lado.
Não sei o que ouve comigo, mas levantei-me e apenas percebi quando já estava caminhando em direção ao carro, pude ouvir Leticia e Diana gritando atrás de mim, mas eu não respondi, apenas caminhei.
Notas finais
*Fiquem ligados.
Reviews? :)
Bye.
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