Disenchanted
25 Capítulo 25 - Voltando Para Casa
Notas iniciais
Boa Leitura... esse cap. ficou até divertido auhsuahs
Não esqueçam das Reviews...
Bye!
— Preparada? – perguntou Gerard, pegando a minha pequenina mala.
— Sim – sorri.
— Diana e Leticia estão lhe esperando no apartamento, acho que querem preparar alguma surpresa – ele sorriu.
— Estou cheia de surpresas – suspirei.
E passei uma semana na UTI e mais uma semana no quarto em observação, agora estava indo para casa.
— Espero não ter que vê-la novamente aqui – disse Dr. Hill, que passou rapidamente para assinar minha alta.
— Também espero não precisar mais vir aqui – sorri.
Gerard e eu caminhamos até o estacionamento subterrâneo do hospital, ele mantinha um dos braços em volta de minha cintura, parecia querer me proteger de tudo.
Ele abriu a porta do carro para mim e depois entrou também, eu estava com um braço fraturado, então eu o tinha enfaixado e imobilizado em uma tipóia.
— Isso é desconfortável – reclamei mostrando-lhe o braço.
— É temporário, apenas mais uma semana – ele sorriu.
— Como se toma banho com isso? Será quem tem que tirar? – perguntei.
— Você não devia ter perguntado isso para o médico? – ele riu.
— Eu esqueci – expliquei.
— Acho que deve tirar – ele disse após pensar por alguns instantes.
— Eu procuro no Google – dei de ombros.
— Não, liga para o médico – ele disse.
— Eu procuro no Google, não há nada que não possa se aprender lá – falei.
Gerard revirou os olhos.
— Tenho que comprar gaze também – lembrei.
— Okay, quer que eu passe na farmácia? – ele perguntou.
— Pode ser – falei.
Gerard estacionou em frente à uma farmácia e saiu do carro, fiquei ali de olhos fechados, pensando, ouvi a musica baixa que vinha do rádio, até que uma batida leve no vidro me tirou dos devaneios.
Olhei rapidamente para o vidro e me surpreendi com quem vi ali.
— Brendon? – sorri, espantada.
Abri a porta do carro e desci.
— Olá Layla! – ele sorriu também.
— Quando tempo! – falei, o abraçando.
— Realmente, alguém disse que me ligaria, mas não o fez – ele riu.
— Oh, me desculpe – sorri.
— Tudo bem – ele riu novamente. – Fiquei sabendo do acidente, queria ter ido vê-la, mas estava em Washington e depois tive que ir à Los Angeles e à Nova Jersey – ele se desculpou.
— Ah, sim, eu entendo – respondi.
— Como está tudo? – ele perguntou.
— Bem, as coisas estão voltando ao normal agora – falei.
— Fico feliz, deve ter sido difícil tudo isso.
Concordei com a cabeça. Foi então que percebi a presença de mais alguém ali. Gerard estava parado, encostado na escada que ligava a porta da farmácia e a calçada, há uns cinco metros de distância de Brendon e eu.
— Gerard?! – falei, surpresa.
Ele sorriu – falso.
— Ora, ora, Gerard Way! – disse Brendon, fingindo surpresa. – A quando tempo não nos vemos. Desde Phoenix há uns cinco anos atrás?
— Não, desde o festival há três meses e meio – Gerard o corrigiu, sem emoção na voz.
— Ah, é verdade! – Brendon estava sendo irônico. – Layla – disse ele, se virando para mim – já lhe disse que estou namorando?
— Oh, não, não disse. Isso é muito bom – sorri.
— Sim, é – ele sorriu também. – O nome dela é Nikki, nos conhecemos há dois meses.
— Isso é realmente muito empolgante – disse Gerard, eu podia sentir a ironia e o tédio em sua voz.
Brendon simplesmente o ignorou, se virando novamente em minha direção.
— Talvez marquemos algo... Em casais – ele disse isso se virando para Gerard que o fuzilava com os olhos.
— Nós não curtimos swing – disse Gerard.
Arregalei os olhos, e o estrangulei por pensamento, o que ele estava falando?
Brendon também não respondeu, apenas sorriu educadamente para Gerard.
— Seria um grande prazer – falei, tentando amenizar as coisas.
— Bem, tenho que ir – ele disse. – Nos falamos qualquer dia desses.
— Com toda a certeza.
— É, com toda a certeza – disse Gerard, novamente irônico.
O matei mentalmente.
Brendon me deu um abraço, pude ver Gerard revirar os olhos e bufar.
— Até mais! – falei.
— Até! – ele sorriu.
Fiquei em silêncio até Brendon virar a esquina, depois virei-me para Gerard que ainda estava na mesma posição.
— Precisava ter feito isso? – perguntei.
— Isso o que? – ele se fez de inocente.
— Não se faça de bobo, você foi rude com Brendon! – reclamei.
— Rude? Eu? Imagina Layla! – ele foi irônico novamente.
— Pare de falar assim! – adverti.
— Assim como? – ele estava me tirando do sério.
— Isso está me deixando irritada, Gerard!
— Isso o que?
— Argh! – bufei. – Esquece! Agora deixa que eu vou sozinha para casa.
Comecei a caminhar.
— Hey, hey, hey! – ouvi ele falar atrás de mim. – Espera!
Não respondi.
— Ta! Desculpa, okay? – ele disse.
Parei e olhei para ele.
— Desculpa pelo o que? – perguntei, usando o mesmo tom que ele usava.
— Isso é mais legal quando eu uso – ele sorriu.
— Estou esperando...
— Okay – ele bufou. – Desculpe-me por ser rude com o seu amiguinho.
Sorri, ele tentou imitar a minha voz quando disse “amiguinho”, e ficou engraçado, pois ele fez uma careta também.
— Agora entra no carro e me leva pra casa – falei caminhando até o Audi.
Ele sorriu e abriu a porta para mim.
— Pega – ele disse me entregando a pequena sacola da farmácia.
— Obrigada – falei pegando a sacola.
— Comprei alguns analgésicos também.
— É mesmo, eu havia me esquecido que precisaria deles.
Alguns instantes de silêncio.
— Mas é sério – começou Gerard – eu tenho certeza que aquele cara estava afim de swing.
— Cala a boca Gerard! – falei, segurando o riso.
— Estou falando sério, você viu a cara dele? E ele nem negou!
— Dirige e fica quieto – encerrei o assunto.
Passamos o resto do caminho em silêncio, logo chegamos ao prédio, ainda havia alguns vestígios de neve ali, mas nada comparado com a quantidade que tinha na última vez que estive aqui.
Gerard não estacionou em frente o prédio como de costume, ele dirigiu até o estacionamento subterrâneo.
— Frank e Mikey estão lá também? – perguntei enquanto saíamos do elevador e nos encaminhávamos até o apartamento.
— Sim – ele sorriu.
Gerard abriu a porta – ele tinha a chave agora? – e a entrou, depois a manteve aberta para mim, estava tudo como antes, as coisas nos mesmos lugares, a não ser pelos balões coloridos que estavam jogados pelo chão.
— Lay! – Leticia gritou.
— Seja bem vinda! – disse Diana.
Elas me abraçaram forte.
— Hey, vocês me viram ontem à tarde – falei. – Não devem estar com tanta saudade assim.
— Mas agora é diferente, você está de volta! – respondeu Leticia.
Apenas sorri. Frank e Mikey também vieram me abraçar, estavam todos felizes com a minha volta.
Ficamos todos ali na sala, assistimos televisão e comemos pizza que Diana havia pedido, o dia foi passando rapidamente, quando me dei conta já eram sete e meia da noite, Frank e Mikey dormiriam aqui.
Fui para meu quarto, Gerard veio comigo.
— Preciso tomar um banho – falei.
— Já procurou no Google se você deve tirar a tipóia? – Gerard riu.
— Não, mas acho que me lembro de Dr. Hill ter falado algo sobre isso, e sim, eu devo tirá-la – respondi. – Mas esse não é o maior problema, o que mais incomoda é a dorzinha chata que dá quando eu tiro ela, e também acho que esse braço vai atrapalhar bastante.
— Quer ajuda no banho? – ele perguntou, dando um sorriso malicioso.
— Há Há Há, Engraçadinho – revirei os olhos.
Tomei um banho quente, o braço atrapalhou realmente, mas consegui me virar. Coloquei um moletom quente – estava frio.
— Dorme aqui hoje? – perguntei a Gerard, saindo do banheiro.
— Se você quiser, eu durmo – ele sorriu.
Sentei ao seu lado na cama e abracei-o, apoiando minha cabeça em seu peito.
— Então dorme – sussurrei.
Gerard deu um beijo no alto de minha cabeça e me abraçou também.
— Você precisa dormir – disse ele.
— Eu já dormi de mais, Gerard – falei, eu queria estar com ele agora.
— Eu sei – ele riu. – Mas isso não quer dizer que você não precise descansar.
— Você como ninguém deveria me querer acordada agora.
— E eu quero, mas as pessoas têm que dormir.
— Você está insistindo de mais, Senhor Gerard. Por um acaso o senhor não quer que eu durma para poder fugir, não é? – brinquei.
— Não, Senhora Layla – ele riu. – Apenas estou querendo que descanse.
— Okay – falei, me espreguiçando e deitando na cama.
Gerard deitou ao meu lado, me abraçando logo depois.
— Durma bem – ele sussurrou.
Apenas me aconcheguei perto de seu corpo e poucos minutos depois, dormi.
Notas finais
Olha, pra quem ainda não sabe o que é Swing que o Gerard fala nesse cap., ta aí um artigo na Wiki que explica tudo direitinho>> http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=swing&source=web&cd=1&ved=0CDwQFjAA&url=http%3A%2F%2Fpt.wikipedia.org%2Fwiki%2FSwing_(sexo)&ei=LDICT5DjBsSMgwflytS-CQ&usg=AFQjCNFOmQuQe6TKN8vUzu-O9Kp5Ovui0g <
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