Disenchanted
21 Capítulo 21 - Por Fora Dormindo, Dentro Acordada
Notas iniciais
Teve Natal, meu niver no dia 28, e eu tava sem net...
kkkk'
Mas ta ai o capítulo..
Beijos Killjoys!
Uma luz branca e forte atingiu meus olhos, logo pude ver os rostos de Frank, Mikey, Diana e Leticia olhando para mim.
– Finalmente acordou – disse Mikey. – Pensávamos que eram dois em coma agora.
– Idiota! – disse Leticia.
Era real, não havia sido um sonho. Layla estava mesmo em coma.
– Hey, espera, eu estava só brincando – ele tentou acalmá-la.
– Isso não é brincadeira que se faça, Mikey! Ela pode ficar assim por tempo indeterminado! – ela rosnou.
– Chega – falei.
Os dois ficaram apenas se encarando, mas não falaram mais nada.
– Você deu um susto na gente – disse Diana. Seus olhos ainda estavam vermelhos.
Não respondi, apenas fechei os olhos novamente.
– Vocês podem sair? – perguntou uma voz feminina. – Preciso conversar com ele.
Alguns segundos depois o quarto já era silencioso, apenas o som de minha respiração.
– Você não pode ficar assim, Gerard – disse Leticia.
– Como você quer que eu fique? – perguntei, irônico.
– Eu não sei nem como eu devo ficar, apenas sei que você tem obrigações com muitas outras coisas, não pode se deixar abater – ela disse.
– Minha única obrigação era ter vindo direto para cá, como o combinado, e ter ficado com ela, pra sempre – dei uma pausa. – Mas não, eu fiquei lá, e ela me deixou.
De repente eu senti uma raiva muito grande, de mim e dela também.
– Como ela pôde? – perguntei. – Como ela pôde me deixar aqui? Sozinho? Sem saber quando ela vai acordar novamente! Isso não é justo comigo, Leticia! Layla é minha vida agora, ela sabia disso, ela não pode ir embora, se não... eu morro – falei.
Leticia se aproximou de mim, colocando uma de suas mãos sobre a minha.
– Ela vai acordar – ela sussurrou, parecia confiar realmente em suas palavras.
– Como vou saber? Até o médico disse que não tem certeza disso – quase gritei.
– Eu sei, e é isso que importa. Se nós confiarmos, isso tudo vai passar – ela disse.
Apenas fechei meus olhos novamente, tentando esquecer tudo aquilo.
– — x — -
Gerard’s Dream – On
– Gerard! – aquela linda voz gritava atrás de mim.
Olhei para trás, lá estava ela, sorrindo como sempre fazia ao me ver.
Ela usava a mesma roupa de quando saímos pela primeira vez, e estava linda, como sempre estava, mas parecia ter um brilho diferente.
Andei até ela, que não se moveu nem um centímetro, apenas sorria.
– Layla – sorri, quando cheguei próximo a ela.
– Estava com saudades, você não voltava mais – ela disse, aparentando tristeza.
Como assim? Do que ela estava falando? Voltar de onde?
– O que? – perguntei.
– Eu estou lhe esperando, lembra? Sua viagem para Los Angeles, nosso namoro assumido – ela sorriu.
Eu não estava entendendo, eu sabia que aquilo era um sonho, então não podia ter nada a ver com a realidade – de que Layla dormia profundamente agora. Então por que ela falava de coisas reais?
– Eu vou lhe esperar, Layla – falei.
Já que é pra falar de coisas reais, vamos falar então.
– Me esperar? – ela ficou confusa. – Me esperar por quê?
Antes que eu pudesse falar algo, seus olhos se arregalaram. Tudo começou a escurecer e ela estava ficando mais pálida.
– Layla? – perguntei, tentando tocá-la.
Nesse momento ela desapareceu, parecendo virar uma neblina clara aos meus pés.
Gerard’s Dream – Off
– — x — -
Abri os olhos, eu estava naquele mesmo quarto de hospital, uma mulher vestindo um jaleco branco estava entrando no quarto.
– O senhor já pode ir embora, Senhor Gerard Arthur Way – ela sorriu, lendo meu nome na prancheta.
– Okay – falei.
Antes de ir embora fui novamente até a frente do quarto de Layla, ela estava exatamente como antes, a não ser pela expressão diferente em seu rosto. Antes ela parecia sorrir, como se estivesse sonhando, agora ela parecia ter um leve e fino vindo na testa, parecia preocupação.
Balancei a cabeça, eu estava louco.
– Ela está em coma, Gerard, não muda de expressão – falei para mim mesmo.
Cheguei ao meu apartamento, fechei minha porta e me joguei no sofá. Eu não conseguia mais aguentar as lágrimas que tentavam escapar desde o momento em que Leticia me ligou. Pela primeira vez em anos, chorei como uma criança com medo do escuro.
Layla’s P.O.V.
Abri os olhos, minha cabeça doía. A única coisa que me lembrava era do carro vindo em minha direção. Mas eu estava de pé, e aquilo me assustou, eu abri meus olhos já de pé.
O lugar não me era estranho, parecia o Central Park, e ele estava lá. Pareceu surpreso em me ver e veio rapidamente até mim.
– Layla – sorriu, quando chegou próximo a mim.
– Estava com saudades, você não voltava mais – disse, ficando triste.
Ele pareceu se confundir.
– O que? – perguntou.
– Eu estou lhe esperando, lembra? Sua viagem para Los Angeles, nosso namoro assumido — sorri.
Ele parecia cada vez mais cinfuso.
– Eu vou lhe esperar, Layla – falou.
O que? Eu não entendia.
– Me esperar? – fiquei confusa. – Me esperar por quê?
De repente, tudo ficou escuro, e minha respiração acabou, eu não sentia mais meu corpo, era como se minha alma estivesse saindo dele.
– Layla? – ele perguntou, parecendo tentar me tocar.
Me assustei ao ver meu corpo empalidecendo até desaparecer. Até eu sumir...
De repente, senti meu corpo novamente, mas tudo continuava escuro.
– Tem alguém aí? – perguntei.
Eu estava com medo, não sabia o que estava acontecendo comigo, muito menos onde eu estava.
– Layla – ouvi alguém falar, uma voz masculina.
Olhei em volta, vi uma sombra perto de mim.
– Quem é você? – pedi, eu estava co muito, muito medo.
– Gerard, quem mais? – ele pareceu rir.
A voz era parecida com a de Gerard, mas tinha algo de diferente nele.
Me aproximei rapidamente, queria abraçá-lo, pois não tive oportunidade de fazê-lo antes, mas meu coração quase parou quando pude ver o rosto dele.
Era outro, não Gerard. Ele ria, divertido, e tinha um horror no olhar, me fitava profundamente nos olhos, parecia querer invadir minha mente.
– Onde eu estou? – perguntei, assustada.
– No nada – ele sorriu.
– No nada?
– É o lugar para onde vão as pessoas que não estão vivas, mas também não morreram – ele sorriu.
Lembrei então do acidente, do choque do carro em meu corpo, de minha cabeça batendo fortemente contra asfalto da estrada, e de meu sangue escorrendo rapidamente.
– Eu quero voltar – falei.
– Isso só depende de você – ele respondeu. – Deve achar a saída.
– Como faço isso? – quase gritei, eu chorava agora.
– Talvez eu possa lhe ajudar – ele sorriu. – Pegue minha mão.
Ele estendeu a mão para mim, era pálido, eu podia sentir o frio que sua pele emanava. Fiz menção a pegá-la, mas exitei no último momento. Ele era mau, não poderia me ajudar, ele me levaria para a morte.
– Não – respondi, recolhendo minha mão.
Vi a fúria vir aos seus olhos, mas de repente, ele desapareceu.
Notas finais
Reviews??
Beijos...
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