Notas iniciais
essa é a conversa entre uma lady e um demônio sobre o amor.

Lady:Diga-me, caro demônio

De onde tiraste esta tinta?
vejo que as rosas estão tingidas
Vamos, não minta!



Demônio: É muito simples, my lady,

A tintura das rosas vem de um passado
De uma era que não gostaria de ter conhecido
Vem de uma época em que a coloração saída do interior de inocentes tingia o chão
Tal cor era escarlate e ao se misturar com outros tons,
Cobria a tudo com toda sua vermelhidão.



Lady: Então diga-me, caro demônio,
Por que continuas a tingir as rosas,
se tal época não existe mais?



Demônio: Existe sim, my lady
o vermelho que escorria pela terra agora é diferente
Não só vem de inocentes, vem também de pecadores
Também é extraída de dissabores.



Lady: Sim, eu sei, caro demônio,
Mas há algo que nós pobre mortais temos
Algo que talvez tu, com toda sua magnitude não conheça



Demônio: E o que seria, my lady?



Lady: Amor, é o que estou a dizer, caro demônio
Pois este é um sentimento que extrai toda vermelhidão de dentro de nós
É a cor de nossos corações
Até mesmo de nossas dores,
Pois se pensares bem, verás,
amor e dor são dois lados de uma mesma vertente
É possível sofrer por amor
E amar no sofrimento



Demônio: Tonalidade interessante, my lady



Lady: Tens razão, caro demônio
É por isso que hoje em dia,
nós, pobres mortais, escolhemos o vermelho como a cor do amor
E a flor escolhida para representá-lo, é a rosa



Demônio: Que tem espinhos, my lady



Lady: É verdade, caro demônio,
mas o que não é o amor senão um caminho de espinhos
mas que ao chegar ao seu ápice,
poderemos experimentar o melhor sabor do seu mel?



[o demônio fica sem argumentos e deixa a interlocutora a devanear.]


Notas finais
Espero que tenham gostado, aguardo reviews.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!