Discovery
1 D(e)ad!
Notas iniciais
Como dito no disclaimer, a história foi baseada em fatos reais... Eu não vi nada, apenas me contaram e aqui estou eu usando tal fato de inspiração.
E mais uma vez nada aqui teve rascunho ou foi betada, então me desculpem qualquer coisa.
Enjoy. ~
Hoje eu tenho aula de anatomia humana. Sim, vou meter a mão no formol, puxar o corpo de algum indivíduo que fora doado ao instituto e dissecá-lo. Isso mesmo. Dissecá-lo. Vou passar o bisturi no corpo do cadáver pra conhecer interior do corpo humano.
Essa aula é obrigatória para todos na área da saúde e como curso enfermagem, não seria diferente. Não que eu me importe em mexer com gente morta, mas o cheiro forte do formol me enjoa e faz meus olhos arderem.
Os alunos, incluindo eu, nos dirigimos ao laboratório de anatomia, onde o professor/supervisor nos aguardava para o início da aula. Na sala há 3 mesas grades de alumínio que, creio eu, é onde colocaremos os corpos. Nos dividimos em grupos e cada grupo dirigiu-se à uma das grandes mesas.
— Muito bem. — iniciou o professor. — Hoje, como sabem, vocês terão aula prática de anatomia humana. Não quero bagunça, vocês já são grandinhos o suficiente para isso. Se acha que não vai aguentar ver um ser humano ser aberto ao meio, sinto lhe dizer mas você está cursando a área errada. — ele disse em alto e bom tom. — Certo, todos vocês — voltou a falar. -, coloquem seus respectivos aventais, luvas, máscaras e óculos de proteção e podem iniciar.
Após todos estarem vestidos e as instruções serem passadas, cada grupo, um de cada vez, pegou um corpo e o colocou sobre a mesa. O cheiro forte do formol podia ser sentido de longe, nem mesmo a máscara ajudava muito.
— Ei, Anna, você tá bem? — ouvi uma voz feminina preocupada. — Anna?
Olhei para trás para ver o que estava acontecendo e me deparo com uma garota estática, com os olhos arregalados, as mãos tremendo e pálida, muito pálida. De repente, a menina cai, desmaiada, causando um enorme alvoroço. O professor tinha mesmo que ter se ausentado justo agora?
— Anna! Anna! Acorde! — a amiga a sacudia pelos ombros enquanto a chamava pelo nome. — Anna, por favor!
A garota caída voltou a abrir os olhos lentamente. A pele ainda estava pálida e ela ainda tremia. Ela, do nada, começou a chorar desesperada, gritando altos "nãos" enquanto era abraçada pela amiga.
— Emily. — fungou, mais calma após beber um copo de água com açúcar que lhe fora dado. — E-ele... — apontou para a maca com o cadáver do homem. — É o meu pai! O meu pai que havia desaparecido há cinco anos!
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