Dirty mind
1 Dirty Mind | day 12 flirting
Notas iniciais
O vilão sentou na banqueta, de frente para o bar, ao lado de outro com cabelos de duas cores.
Katsuki pediu uma dose de uísque e tateou os bolsos até encontrar a carteira de cigarros e o isqueiro. Ele apertou um entre os lábios e acendeu, apreciando o gosto de nicotina na língua, antes de rolar como castacas pela garganta.
De canto, observou a mão alva tocar a borda do copo com a ponta dos dedos, em círculos lentos, umedecendo as digitais com a refrescância do gelo. As veias azuladas transpareciam timidamente sob a pele, alongando-se pelo pulso e desaparecendo nas mangas da camisa social. Bakugou estava imaginando como era o resto da pele escondia sob as roupas, o quanto seria delicioso provar o outro vilão com sua língua.
O garçom deixou o copo na frente do loiro, que foi deslizado na direção do outro, chamando a atenção, quase engolido pela potência dos olhos ímpares. Ele inclinou-se um pouco para frente e abriu os lábios, soprando a fumaça sobre o rosto bonito, ornamentado por uma grande queimadura, deixando-o mais misterioso e belo. Katsuki quase gemeu de excitação, ansiado por deslizar os dedos sobre a cicatriz.
— Garoto bonito, qual o seu nome? — A pergunta soou afiada, uma ordem cantarolada em tons roucos, audível apenas para o bicolor.
— Descubra. — O outro não importou-se com a baforada que ardeu a visão e inflamou as narinas com cheiro de tabaco, se acomodando na bancada, fingindo que não observou o olhar escarlate, esfumado com sombra preta, sobre si.
O loiro deslizou para mais longe a bebida, inclinando-se mais, o peito roçando no bíceps do outro homem.
— Descobrir? Eu não descubro porra nenhuma, as pessoas suplicam pra mim. — Ele esticou o braço e prendeu o vilão na ação, colando mais os corpos, a mão apoiada sobre o copo, mas sem intenção de tirá-la do lugar. — Você vai implorar ou aquela bebida vai ficar mais longe… — Ele aproximou os lábios do mesclado e tragou novamente o cigarro, apenas o calor e o som de papel queimando entre eles. — Muito longe.
— Questionável. — O rapaz estalou a língua no céu da boca e girou a face para encarar Katsuki. — Porém, se for fazer isso, seja mais eficiente.
A risada de Bakugou explodiu entre eles, satisfeito com o desafio e com a arrogância do vilão de duas cores. E já que possuía carta branca para flertar (não que precisasse, é claro), de fato, seria mais “eficiente”.
Com cuidado para não queimar as roupas, Bakugou circulou a cintura, e afastou as pernas para acomodar o homem entre elas. — Diga o seu nome, garoto bonito. — A voz soou arrastada, quase rouca. O corpo do outro estremeceu e o loiro cortou mais a distância, quase enterrando os lábios na curva do pescoço do vilão.
— Shouto. — Ele inclinou o rosto para o lado, oferecendo mais pele para o loiro. — Shouto Todoroki.
— Então, Shouto… — Katsuki fez mais pressão com as pernas, apenas para sentir a fricção do quadril contra a parte interna da coxa. — Que tal brincarmos um pouco?
A mão pressionou o copo com força, disparando pedaços de cacos para a ponta do dedos que sangraram por causa dos pequenos cortes. Ele deixou a bagunça sobre a mesa e guiou a mão até o pescoço de Todoroki, pressionando firme, mas sem machucar. Ainda.
O sangue esquentou a pele e coloriu a gola da camisa branca, complementando o visual dos cabelos.
— O garçom ficará chateado com o copo quebrado. — O bicolor fechou os olhos, convidando o loiro para pressionar mais e mais a mão. O ar escapou pesado pela boca, satisfeito pela atitude sádica e pela coragem de fazer aquilo em público. — Também creio que não a bandaids para esses ferimentos.
— Não precisamos de curativos, se fosse pode apenas lambe-los.
— Oh.
Todoroki relaxou sobre o aperto do homem de mente suja, e deixou que ele aproxima-se mais. O lábios traçaram caminhos quentes sobre a bochecha, a língua tocou a lateral da boca, apenas saboreando os lábios que clamavam por contato. Ele achou que infartaria ali mesmo quando sentiu o sangue deslizar pelo peito e escorregar quente na direção do umbigo.
— Prove, Shouto.
O coração quase parou, quando os dedos pressionaram os lábios, marcando-os de sangue. Ele abriu os olhos com dificuldade e observou que estavam sendo vigiados; o bartender não conseguia disfarçar a excitação, os olhos brilhavam luxúria.
Puta merda, eles estavam fazendo aquilo em público. Era tão bom que Shouto apenas queria mais, mesmo que estivesse queimando de vergonha ou de prazer. Os dois.
— Qual o seu nome? — Ele tentou, mas assim que abriu os lábios, dois dedos penetraram o espaço do boca e como o loiro tinha dito, acabou lambendo os dedos. Com certeza, já estava morto, pois não conseguia diferenciar se todo aquele choque de prazer era realidade ou devaneio.
— Apenas chupe, garoto bonito. — Katsuki empurrou mais fundo e fixou o olhar sobre os heterocromáticos. — Mostre para eles o que você sabe fazer com a língua, diga para eles o quanto vamos foder essa noite.
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