Dirty Secrets

Cap II

- Você é uma mala! – Riza gritava com a irmã. – Qual é? Podia muito bem ter me avisado!

- Malz, Riza, mas eu não fazia idéia que você trabalha com meu namorado!

- Tá, tá... Vamos pra lá com eles, vai...

A loura entrou com a irmã na casa, e encontraram a todos lá. Todos, menos três pessoas: AJ, Nathan e Scott – os sobrinhos de Breda e Falman, respectivamente.

- Roy?

- Sim, Riiz?

- Cade a AJ?

- Não sei. –olha pros rapazes- Mais alguém não tá aqui?

- Hm... – Breda pareceu ponderar por alguns instantes. – Nathan e Scott.

- Pronto. – uma voz melodiosa falou. Reconheceram como sendo de Dominique, a filha do meio. – Achou ela.

- Nikki! – Roy reclamou. – Ela é sua irmã!

- Não impede ela de ser vagabunda.

Riza apenas revirou os olhos. Aquilo já era uma cena comum. Dominique sempre chamara a irmã mais nova assim. Logo Alice ia descer e falar que estavam conversando – quando, na verdade, faziam bem mais do que isso.

Todavia, não podia culpá-la. Já havia sido uma garota terrível antes... E prometera a si mesma nunca mais tocar nesse assunto.

Voltando a AJ, ela tinha apenas 11 anos, mas era incontrolável – Riza sabia, elas eram parecidas demais. Era capitã das lideres de torcida, a cheer captain, como era chamada. Ela, Libby Hughes – irmã mais nova de Elysia – e Helenn Jakobs – sobrinha de Maria Ross – eram grandes amigas, e estavam juntas no time. Assim como era com Riza.

Ela tinha Gracia Hitch – agora Hughes –, Maria Ross e... Cassidy Thoms sempre ao seu lado. Mas para ela, aquele assunto tinha virado tabu. Nunca contara a Roy que fora cheerleader.

- Okay, okay. Já deu de discussão. Roy, Nikki, vocês estão me dando dor de cabeça. – a loura suspirou. – Alguém viu o Theo e a Ely?

Havoc chamou a atenção da cunhada. – Eu vi os dois lá fora.

Riza sorriu. – Okay, trupe. Eu to a fim de almoçar fora, então peguem suas coisas que eu vou chamar o casal vinte ali.

Os rapazes se assustaram um pouco com o jeito dela de falar. Não parecia a tenente Hawkeye com que estavam acostumados. Roy dissera que ela era assim fora do quartel, então preferiram ignorar o comportamento – para eles – estranho.

A loura saiu caminhando na frente, de mãos atadas com Roy. Foram até o trapiche, pois precisariam sair da ilha se quisessem um restaurante, visto que aquela era uma ilha particular.

Ainda, de mãos dadas com o marido, Riza levou todos até uma cantina, onde ela e Alessa costumavam almoçar quando saiam as duas com o pai.

Entraram e se sentaram numa mesa no terraço.

Enquanto esperavam o pedido, a loura – alheia a conversa – olhava o mar. Desviou olhar as pessoas na rua, e viu uma mulher de cabelo castanho e pele clara, ao lado de um homem ruivo, com pele ainda mais clara. Ambos conversavam com um homem na rua – um policial.

Riza sabia que aquela mulher era uma detetive, que trabalhava com casos antigos e sem solução. Não sabia nomes. Deu de ombros, a presença deles ali não iria mudar nada para si.

Enfim, os pedidos chegaram, e logo a loura se integrou a conversa, esquecendo completamente da mulher.

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Jean e Alessa estavam deitados em um sofá, Roy e Riza em outro, Breda ficara com o terceiro – e ultimo – para si, e o resto dos rapazes estava espalhado no chão. Dominique havia ido dormir; AJ, Nathan e Scott haviam dito os mesmo, mas sabe-se lá a verdade; e Theo e Ely estavam no quarto também.

Roy nunca podia se impedir de rir com aquilo. Se Maes soubesse o que a filha faz... Suspirou e preferiu deixar o assunto de lado. Tentava se concentrar no filme – o qual não lembrava sequer o titulo – mas com a esposa deitada a sua frente era difícil.

Desistiu da televisão, e voltou sua atenção para o pescoço da loura, distribuindo beijos na pele branca.

- Roy... – ela resmungou – Eu quero ver o filme. Depois a gente conversa, okay?

Ele revirou os olhos. – Certeza que não quer subir comigo? – Sua resposta foi um olhar atravessado da esposa.

Assim que terminaram de ver o filme, a campainha tocou, e Alessa foi atender.

- Sim?

- Com licença, essa é a casa de Riza Hawkeye?

- Sim. Entre. – disse, dando espaço para a moça passar. – RIZAA, VISITA! – gritou, sumindo por entre as paredes.

A loura apareceu pelo mesmo lugar pro onde a irmã tinha ido, junto do esposo. Engoliu em seco, quando viu quem estava parada a sua porta.

- Riza Hawkeye? – a mulher disse.

- Riza Mustang, na verdade. E você é...?

- Detetives Carrie Sweett e Klaus Gibbs. – disse, apontando para si e para o homem atrás de si. – Somos da casos arquivados.

Riza reconheceu-os como o casal que vira do terraço do restaurante. – E o que fazem aqui?

- Precisamos lhe fazer umas perguntas – ele disse – sobre o assassinato de Cheryl Thoms.

N/A: Tá, tá, eu devia estar atualizando outra coisa. Mas precisava postar isso. Bom, esse capítulo ainda tá confuso, mas aos poucos tudo vai se revelando – ou não. Ah, só continuem lendo, okay? E desculpem-me por ser curto demais!

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.