Dirty Secret
6 Just a normal Saturday
Notas iniciais
Megan Martin POV
Acordo sentindo meu corpo leve. Levanto e faço minha higiene, depois vou para a cozinha a procura de um forte café. Meu desejo é realizado quando Denise coloca na minha frente uma caneca e o cheiro que entra nas minhas narinas me proporciona um prazer inigualável.
– Você chegou ontem tão estranha. Pensei que fosse querer ficar comigo no sofá, comendo besteiras e vendo filmes, mas você foi direto pro quarto... — Denise diz jogando verde. Ela me conhecia muito bem e sabia quando algo estava errado comigo.
– Estava apenas cansada. — digo, e tento mudar de assunto. — Hoje é sábado e não vou trabalhar hoje a noite. Podemos passar o dia inteiro fazendo o que você mais gosta. — digo e ela me olha debochada.
– Fazendo nada, você quer dizer. — Denise diz e nós sorrimos.
– Por mim está ótimo. — digo.
– Infelizmente, temos que ir no supermercado. As coisas aqui de casa estão acabando. — Denise diz e eu lanço uma carreta.
– Fala sério. Hoje é sábado. — digo manhosa.
– Eu sei, mas se não for hoje, tenho que ir segunda feira sozinha. — Denise diz e me empurra em direção ao quarto. — Agora para de corpo mole, e se troca, vamos logo.
Vou para meu quarto e visto um short e uma blusa qualquer, pego minha bolsa e me dirijo para a sala.
Depois eu e Denise seguimos para o supermercado.
O Walmart não ficava muito longe do nosso apartamento. Enquanto Denise olhava algumas coisas para a casa, enquanto eu estava no departamento de bebidas. Eu sei que sou de menor ainda, e não posso comprar bebidas, mas a Denise já tem 21 anos, então não tem problema.
De repente, sinto uma forte mão pesar sobre meu ombro.
– Oi Mike. — digo surpresa por encontrar ele ali. Me amaldiçoou mentalmente por não ter escolhido uma roupa mais decente.
– Oi Megan. Tudo bom? — Mike diz sorrindo e posso sentir que seus olhos percorrem minhas pernas descobertas.
– Tudo sim. E você? — pergunto educada.
– Igualmente. — ele diz e Denise logo chega ao meu lado.
– Olá. — Denise diz me olhando sorrateiramente.
– Denise, esse é Mike, o coordenador de relações publicas da Grey Enterprices Holdings. Mike, essa é Denise, minha colega de apartamento. — digo os apresentando e eles trocam apertos de mão.
– Bom, queria poder ficar conversando com vocês, mas tenho que ir. Foi um prazer conhecê-la Denise, e foi ótimo lhe ver Megan. — Mike diz galanteador.
– Foi um prazer também. — Denise diz e eu apenas sorrio, concordando.
– Ah Megan, acho que amanhã você irá receber uma notícia muito boa. — Mike diz e saí me deixando sozinha com Denise.
– Por que você não me disse que esse tal Mike era um gato? — Denise pergunta sorrindo.
– Por que você não perguntou. — digo como se fosse óbvio.
– Ele disse que você vai receber uma notícia, ou seja, você foi aceita para trabalhar lá. — Denise diz e eu a encaro.
– Você acha mesmo? — pergunto descrente.
– Claro, o que mais seria? — Denise diz e seguimos para o caixa.
Theodore Grey POV
O sábado passou mais rápido do que o desejado, e logo eu e Natalie vamos para a casa dos meus pais.
Desde pequeno, minha relação com meus pais foi boa. Ana e Christian sempre foram muito responsáveis e cuidaram de mim e de minha irmã, Phoebe, muito bem.
Phoebe Grey tinha 20 anos. Ainda morava com meus pais, e cursava faculdade de moda. Sempre foi uma irmã muito carinhosa e ciumenta. Ela e Natalie não são amigas, porém se respeitam por minha causa.
Chegamos e fomos recebidos por meus pais.
– Filho querido. — Ana diz ao se aproximar de mim de braços abertos me dando um abraço apertado.
– Oi mãe. — digo retribuindo o abraço.
– Vamos entrar — meu pai, Christian, diz.
Entramos e vejo Phoebe descendo as escadas. Ela era uma cópia exata de mamãe, porém aos 15 anos, resolveu pintar os cabelos de loiros. Isso era a única diferença entre Ana e Phoebe.
– Maninho. — Phoebe grita e se joga nos meus braços.
– Oi maninha. Tudo bem? — pergunto, lhe dando um beijo rápido na testa.
– Tudo sim. Oi Natalie. — ela diz educada.
– Oi Phoebe. — Natalie responde sorrindo.
– Bom, vocês dois demoraram, então vamos logo jantar. — Mamãe diz e nos dirigimos para a grande mesa.
O jantar foi tranquilo, eu e Christian conversávamos sobre a empresa, enquanto Ana e Natalie falavam sobre vestidos de casamentos.
Do nada, Phoebe levanta da mesa e saí, me deixando intrigado. Corto a conversa e vou atrás de minha irmã.
Abro a porta do seu quarto e vejo ela na cama, já com seus desenhos de moda.
– O que houve baixinha? — pergunto. Esse era seu apelido desde criança.
– Nada. Apenas fiquei sobrando naquele jantar. — ela diz fazendo bico.
– Por que não ficou conversando com mamãe e Natalie? — pergunto.
– Por que aquela sua noivinha não gosta de mim. E nem eu dela. Não gosto do fato de você ser noiva de uma mulher como ela. Fútil, só pensa em ser capa de revista. E agora só vive falando desse casamento. — Phoebe diz e eu sinto a mágoa em sua voz.
– Você sempre foi muito ciumenta. Natalie quer se aproximar de você, mas nada que ela faz você aceita. — digo.
– Eu não gosto dela. E não é por que sou ciumenta. Tem algo nela que não bate comigo. — ela diz e eu a abraço.
– Olha, eu prometo que essa semana nós vamos sair. Nos dois apenas. Vamos fazer um programa de irmãos. — digo e vejo Phoebe sorrir. Ela podia ter 20 anos, mas seu coração e seu jeitinho era de criança.
– Okay. Vou aceitar. — ela diz e me abraça novamente.
– E como anda a faculdade? — pergunto demonstrando interesse.
– Anda ótima. E também tem um carinha na faculdade, que sei lá... — Phoebe diz e eu me levanto rapidamente.
– Pode esquecer. Você é muito nova pra essas coisas Phoebe. — digo enciumado e a mesma caí na gargalhada.
– Se você pode casar, por que eu não posso ter um lance? — ela pergunta ainda sorrindo.
– Você só pode querer brincar com minha cara. Nada de namorados Phoebe Grey. — digo firme e a mesma levanta as mãos em forma de rendição.
– Okay seu chato. Já tenho que aguentar o papai, agora tem você. O que eu fiz senhor? — Phoebe pergunta e eu pulo na cama, fazendo cócegas nela, que gritava.
– O que o senhor fez é? — digo enquanto ela tentava fugir de minhas mãos.
– Paraaaaaa Teddy — Phoebe gritava e eu apenas sorria.
– Te amo maninha. — digo parando. Ela sorri e me abraça.
– Também te amo. Apenas sinto falta do meu irmão.
Fale com o autor