Dirty Secret
19 I want you
Notas iniciais
Megan Martin POV
Acordo assustada, ouvindo meu celular tocar na cabeceira da cama. Olho para o relógio na parede e lá marca 11:00 horas da manhã. Eu dormi tudo isso?
Pego meu celular e na tela aparece ''Max'', sorrio e atendo a chamada.
– Bom dia bela adormecida.– Max diz sorrindo do outro lado da linha.
– Bom dia.– digo ainda sonolenta.
– Bom, queria saber se você quer almoçar hoje comigo.– ele diz e eu sorrio.
– Claro que eu quero.– respondo alegre.
– Passo ai daqui a pouco então. Beijos.– Max diz e eu assinto.
Levanto da cama as pressas e corro para o banheiro. Tomo um banho e visto um vestido amarelo, curto e soltinho, perfeito para o clima que estava lá fora.
Vou para a cozinha já pronta e Denise assovia ao me ver.
– Nossa, bom dia raio de sol. — ela diz e sorrir.
– Já fui chamada de bela adormecida e agora raio de sol. Muito bom dia. — respondo e Denise sorrir ainda mais.
– Imagino que quem chamou você de bela adormecida foi o príncipe encantado. — ela diz e na mesma hora a campainha toca.
– E parece que ele acabou de chegar. — digo e vou até a porta, abrindo e dando de cara com ele.
Max sorrir ao me ver, e deposita um beijo leve na minha testa.
– Vamos? — ele diz e eu concordo. Saímos do prédio de mãos dadas e depois entramos no carro.
– Onde vamos almoçar? — pergunto curiosa.
– No meu apartamento. — Max diz e eu assinto.
No apartamento dele? Sinto imediatamente minhas mãos gelarem. Íamos estar sozinhos no apartamento dele. Isso é bom, não é?
– Vamos estar sozinhos? — pergunto e me sinto uma idiota. Que pergunta Megan!
– Sim, mas não se preocupe, não vou fazer te matar. — ele diz e eu sorrio.
– Eu sei que não vai. — digo, corando.
Depois de uns 10 minutos chegamos ao luxuoso prédio onde Max morava. Nem se comparava ao meu, que era da classe média.
Tento deixar esses pensamentos de lado, e focar apenas em mim, com o Max.
Almoçamos comida japonesa e depois resolvemos ver um filme qualquer. Estávamos no sofá, abraçados, apenas sentindo a companhia um do outro.
– Seu cheiro me embriaga. — Max sussurra, cheirando de leve a dobra do meu pescoço, me arrepiando por inteira. — Quero muito te fazer minha. Em todos os sentidos. — ele diz e eu me afasto um pouco, para encarar seu rosto.
– Como assim me fazer sua? — pergunto e Max sorrir envergonhado.
– Desculpa, deixa pra lá. — ele diz tímido.
É claro que eu entendi o que ele quis dizer com '' te fazer minha '', e com um surto de adrenalina da minha parte, eu me sento no seu colo, e encaro seus olhos azuis.
– Não peça desculpas, por que eu também quero. — digo, quase sussurrando. E sim, eu queria. Eu praticamente necessitava.
Max pega meu rosto entre suas mãos e beija meus lábios suavemente. Sinto meu corpo relaxar em cima do seu, quando ele desce os beijos pelo meu pescoço.
Me sentia uma adolescente. Uma adolescente em seu primeiro amasso. Sorrio com esse pensamento e mordo de leve o lábio inferior dele.
Sinto as mãos de Max descer da minha cintura até minhas coxas desnudas. Eu estava de vestido, e naquela posição, ele tinha total acesso aquela área.
– Vamos pro quarto. — ele diz, quase gemendo, enquanto agora eu distribuía beijos em seu pescoço.
Max me pega no colo e me leva para seu quarto.
– Nossa que romântico, me pegando no colo. — digo sorrindo.
– Meu sobrenome é romântico pro seu governo. — ele diz também sorrindo e se joga em cima de mim na cama.
Max me beija de uma forma diferente. Mais calma, e ao mesmo tempo quente. Sinto suas mãos trabalhando no fecho do meu vestido, que logo vai para no chão.
– Eu estou em desvantagem. — digo e tiro a camisa de Max, também a jogando no chão.
O corpo de Max era maravilhoso. Mas não se compara com o do Grey. Minha mente grita, e automaticamente eu travo. Por que eu tinha que pensar nele? Justo agora, nesse momento tão bom.
– Tudo bem? — Max pergunta ao me ver tão parada na cama.
– Sim. — digo e o puxo para um beijo.
Não vou deixar meus pensamentos me traírem dessa forma. Eu vou esquecer Theodore.
Quando me dou conta, eu já estava gemendo o nome de Max, enquanto ele se chocava contra meu corpo, e beijava meu pescoço. O sentia por inteiro dentro de mim a cada vez que ele aumentava a velocidade de seus movimentos.
Arranho suas costas e o ouço gemer ainda mais. Sinto meu ventre apertar, e eu suspiro alto.
– Vem comigo Meg. — Max diz e eu me liberto. Nossos corpos tremem quando chegamos ao nosso ápice.
Max cai em cima de mim, enquanto tentamos voltar ao normal.
Foi muito bom, meu subconsciente diz e eu tenho que concordar com ele. Mas não se compara a ele.
E realmente não se comparava. Deitada naquela cama, eu vejo que eu nunca vou me sentir 100% realizada. Nenhum homem será capaz de me levar ao prazer extremo como Theodore faz. Ele possuía um tipo de controle sobre corpo que eu nem mesmo sabia o por que.
Max poderia sim me levar até os 99, mas aquele 1% sempre iria me perseguir e iria me fazer esquecer do resto.
Depois de um banho e mais um orgasmo, Max me leva de volta ao meu apartamento. Era umas 4:00 horas da tarde quando entro em casa. Como sempre eu conto para Denise tudo que aconteceu, e conto como eu me senti. Ela disse que era normal, e que futuramente eu não iria mais pensar nessas bobagens sobre Theodore.
Infelizmente, eu sabia que ela estava errada.
Theodore Grey POV
Era sábado, o relógio já marcava umas 4:00 horas da tarde e eu estava no meu apartamento. Graças a Deus, sozinho. Natalie tinha ido viajar com umas amigas e eu tinha o final de semana livre.
Livre para pensar sobre tudo que estava acontecendo na minha vida.
Ou melhor, pensar sobre ela.
Me senti um lixo depois da festa do meu pai. Eu tinha tratado a Megan muito mal, e infelizmente ela estava certa.
FlashBack On:
''– Será que dá pra você e Phoebe pararem de provocar Natalie? — digo, chegando bem perto de Megan.
– O que? Eu e Phoebe não estamos fazendo nada. Agora eu não tenho culpa se sua noivinha é entojada. -ela diz séria.
– Para que você não é nenhuma santa. — digo e vejo Megan tremer de raiva.
– Para de ser um babaca. — ela diz mais alto e eu amuo. — Eu sei que você veio fazer essa ceninha por que está morrendo de ciúmes.
– Eu? Ciúmes? Por favor Megan. — digo, sorrindo sacana.
– Ah, é verdade, falha minha, até por que não haveria motivos pra você ter ciúmes. — ela diz irônica e eu sinto todo meu corpo em chamas.
– Para de me provocar. — digo sério, e agora vejo Megan recuar. ''
FlashBack Off
Megan estava certa, eu estava sim morrendo de ciúmes. Porra, ela estava toda de chamego com meu amigo Max. E pior, ela estava fazendo de propósito para me irritar, e no final das contas, ela conseguiu.
O mais estranho foi o jeito como Natalie começou a reagir. Ela estava mais doce e paciente comigo, como se quisesse me agradar em absolutamente tudo.
No início fiquei com medo dela ter descoberto tudo, mas depois deixei para lá.
Saio dos meus devaneios quando meu celular começa a tocar.
– Alô — digo ao atender.
– Hey Teddy, é o Max, você está no seu apartamento? — ele pergunta.
– Sim, estou sim. — digo.
– Ótimo, vou passar ai. Preciso falar contigo. — Max diz e desliga o telefone.
Agora mais essa.
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