Dirty Secret
14 I Got You
Notas iniciais
Theodore Grey POV
Megan estava na minha frente, vestindo um short curto e uma blusa colada ao corpo. Ela estava brava e falava alto. E a única coisa que eu pensava era como ela estava sexy. Meu instinto falou mais alto, e antes que começássemos uma brigar, eu a puxo para meus braços.
Megan se entrega ao meu beijo, e eu agradeço mentalmente por isso. Eu precisava senti-la pela primeira vez. Porém, algo ali me era familiar. Era como se eu já a conhecesse. Como se meu corpo já fosse viciado na droga chamada Megan Martin.
– Isso é errado. — ela sussurra baixo e sem fôlego.
– Não é. — digo e a puxo para outro beijo.
Sinto suas mãos passarem pelas minhas costas, e por minha nuca. Andamos ainda grudados um no outro e pelo que posso perceber, estamos trilhando o caminho até o quarto de Megan.
Entramos e ela tranca a porta. A puxo novamente para meus braços e a jogo em cima da sua cama. Suas mãos trabalhavam em retirar minha camisa social, enquanto eu me ocupava em beijar todo seu pescoço.
Seu cheiro estava me embriagando, me deixando mais alucinado. Eu necessitava dela. Necessitava senti-la.
Megan Martin POV
Eu tinha pressa. Teddy tinha pressa. Era como se nossos corpos estivessem em abstinência, e era exatamente isso que eu sentia. Eu estava com abstinência de Theodore Grey.
Tirei sua camisa e sua calça, o deixando apenas de cueca box preta. Quando me dei conta, ele também já tinha se livrado da minha blusa e agora lutava para tirar meu short.
Me levantei da cama e tirei, jogando no chão do quarto, ao lado das outras peças de roupa.
Abri minha gaveta e tirei de dentro um pacote de camisinha. Não, eu nunca tinha recebido ninguém em especial no meu quarto, mas sim, eu era prevenida.
Me joguei em cima de Teddy, e voltamos a nos beijar loucamente. Sinto seu grande membro roçando em minha calcinha e aquilo é o estopim. Não aguentava mais. Eu o queria. Ali e agora.
Teddy se livra de sua cueca e de minha calcinha, então ele me penetrou.
Um grande gemido saiu dos meus lábios, enquanto Theodore mordia meu pescoço numa tentativa de abafar os seus.
Seu membro entrava e saia de mim com força, me levando a loucura. Teddy era carinhoso, porém, naquele momento, não necessitávamos de carinho, necessitávamos de sexo, duro e forte.
A cada investida eu me sentia nas nuvens. Ele gemia meu nome, e aquilo me proporcionava um prazer indescritível. Theodore desceu os beijos até meus seios, sem nunca parar com os movimentos.
Meu interior começou a apertar, indicando que meu orgasmo estava mais perto do que eu imaginava.
– Te-teddy... — eu digo enquanto chegava em meu ápice, enquanto sentia Theodore também chegar ao dele.
Ele caí em cima de mim, e ficamos ali. Abraçados, tentando recuperar o fôlego.
– Isso foi... incrível. — Teddy diz ainda com falta de ar, e eu sorrio.
– Foi mesmo... pena que não pode voltar a acontecer. — digo e ele se levanta um pouco, me olhando no fundo dos olhos.
– Por que você sempre estraga os momentos legais? — ele pergunta descrente, mais ao mesmo tempo brincalhão.
– Por que eu vivo na realidade, enquanto você vive em um mundo imaginário. — digo e Theodore gargalha.
Como eu amo esse sorriso. Minha consciência diz e eu logo trato de afastar esses pensamentos. Eu não o amo. Sinto um forte desejo, mas não o amo. Não posso amá-lo.
– Viver na realidade é chato demais. — Teddy fala me tirando dos devaneios.
– Acho melhor você se levantar e se arrumar. Minha companheira de apartamento pode chegar a qualquer instante e não seria legal ela te ver aqui. — digo e ele me olha desconfiado.
– Está me expulsando? Quer dizer, eu não sou bom o suficiente para você me apresentar a sua amiga? — Theodore pergunta e eu sorrio sarcástica.
– Pelo contrário, ela conhece o senhor, e não seria legal ela ver você aqui. — digo.
– Por que? — ele pergunta e eu reviro os olhos.
– Ah, deve ser, sei lá, por que ela sabe que você tem noiva, e provavelmente vai pensar que eu sou uma vadia? — falo e Theodore se levanta, irritado.
– Você sempre coloca a Natalie no meio. — ele diz, enquanto vestia suas roupas.
– Claro. Eu já disse, ela está envolvida. E pior, eu estou me sentindo muito culpada pelo que acabou de acontecer. — digo baixo, e recebo um olhar de reprovação.
– Pois eu não estou. — Teddy diz simplesmente, como se fosse a coisa mais natural do mundo.
Terminamos de nos vestir, e saímos do quarto. Vou na frente em direção a sala e percebo os olhares maliciosos de Theodore.
– Você fez isso de propósito. — ele diz e eu o encaro confusa.
– O que? — pergunto.
– Colocar esse vestido curto pra me provocar. — Teddy diz se aproximando.
– Nem começa. Você precisa ir embora. — digo e antes que eu possa continuar meu discurso politicamente quase correto, ele me beija. Não um beijo de tirar o fôlego como antes, e sim, um selinho leve.
Apenas Deus sabe o que se passou no meu coração naquele momento. Momento esse que foi atrapalhado quando uma voz familiar ecoou por todo apartamento.
– Olha quem chegou...– Denise diz e me logo trava, ao ver a cena a sua frente. — Desculpe, eu não queria atrapalhar.
Sinto minhas bochechas queimarem. Droga.
– Prazer, sou Theodore. — ele se apresenta e Denise continua estática, provavelmente se perguntando quando sua amiga virou uma puta que dorme com um cara noivo.
– Sou Denise. — ela diz finalmente.
– Bom, eu vou indo. Até amanhã Meg, e foi um prazer em conhecê-la. — Teddy diz e vai embora do apartamento.
Me viro, e vou para a cozinha, me preparando psicologicamente para o bombardeio.
Me encosto no balcão, e Denise me encara, esperando quem iria falar primeiro.
– Então é ele. — Denise fala e eu a olho confusa.
– Ele o que? — pergunto.
– Então é ele o cara pelo qual você chorou. O cara pelo qual você disse que estava apaixonada. — ela diz e eu apenas escuto. — Meg, eu não sei o que falar.
– Não precisa falar nada ok? Eu sei que isso é errado. E sei que não vou deixar acontecer de novo. — digo.
– Vocês transaram? — Denise pergunta e eu assinto.
– E não foi a primeira vez... — digo baixo e ela me encara, chocada com minha revelação.
– Como assim? — ela pergunta.
– Ele foi na Dirty Club uma vez. A primeira vez aconteceu lá. Como Angel. — digo.
– E ele sabe que era você lá? — Denise pergunta e eu nego.
– De jeito nenhum. Ele não pode nem sonhar com isso. Já estou me sentindo péssima por hoje, imagina se ele soubesse que eu era a prostituta no bordel. — digo e lágrimas se formam nos meus olhos.
– Ei, você não é nenhuma prostituta. Nunca fale isso. — Denise diz e me abraça. Eu desabo em lágrimas.
– O que está acontecendo comigo? — pergunto em meio aos soluções.
– Simples... Você está apaixonada por Theodore Grey. — ela diz.
Fale com o autor