Notas iniciais
Mais uma recomendação? OI? DA JESS? *OOOOOOOOOOO* mano, eu leio ITCO, tipo, receber uma recomendação da Jess é uma honra! SURTEEEEEEEEEEEEEEEEI! (jess sua linda! ♥ ♥) Surtei e parti pra escrever, of course, pq gente... vocês estão comentando tanto,e dando tanto carinho pra fic que vocês merecem *-*
tenho algo a dize: esse é o penúltimo capítulo. Pf, não odeiem tanto a Rachel tá? e parem de cobiçar meu Finn HAUAHAUAHUAH o próximo capítulo deve demorar pra sair pq vai ser gigantesco. Mas eu espero que vocês comentem bastante, já que a fic tá chegando ao fim ):
enfim, espero que gostem do capítulo!

Quinn Fabray alisou mais uma vez a saia plisada de seu vestido de baile. Sua mãe havia ido busca-lo na loja da Mrs. Pittssilver somente algumas horas antes e desde então ela não conseguia tirar os olhos – e muito menos as mãos – dele. Tirou a peça delicada de dentro da proteção plástica e a colocou em frente ao seu corpo, sorrindo satisfeita para a imagem formada no espelho. O vestido realçava os seus olhos, a cor de sua pele, fazia o seu corte de cabelo mais caro... A Sra. Fabray havia ficado tão maravilhada com a aparência da filha que passara a falar animadamente sobre como fora o seu próprio baile, onde ela fora coroada rainha e o Sr. Fabray rei. Era ótimo que a mãe ficasse tão empolgada com o baile, pois seria a noite em que seus pais conheceriam Jake. Ela não esperava grandes problemas, já que os Puckerman tinham uma grande rede de oficinas mecânicas em Ohio e Jake sabia ser extremamente galanteador quando queria, mas qualquer coisa que distraísse a sua mãe do fato do novo namorado da filha ser mais velho e dirigir uma moto, seria muito bem vinda.

Ouviu algumas batidas na porta e gritou para que a pessoa entrasse. A cabeça de Lola, a filha da empregada dos Fabray, apareceu em um vão da porta. Quinn sorriu abertamente para a garota, que lhe dirigiu um sorriso tímido.

- Srta. Fabray, a Srta. Rachel gostaria de falar com você.

- Mande-a subir! – o sorriso de Quinn se alargou ainda mais. Mal podia esperar para contar para Rachel que Jake aceitara ser apresentado aos seus pais como seu namorado. Mas assim que Rachel abriu a porta de seu quarto, o sorriso de Quinn desapareceu. Levantou-se rapidamente da cama, deixando o belo vestido jogado sob o travesseiro, e correu até a amiga que chorava – e aparentava estar chorando por um bom tempo.Abraçou-a, sentindo-a gelada, e a dirigiu até sua cama. Não precisava ser nenhum gênio para entender o que tinha acontecido.

- Você falou com o Finn, não foi¿ — perguntou Quinn, assim que a amiga se acalmou o suficiente. Rachel assentiu, a simples menção do nome de Finn deixando o seu coração apertado.

- Me conte o que aconteceu.

“- Finn... Eu estou namorando. – disse Rachel, evitando que seu olhar recaísse sobre o rosto dele, amedrontada com a possibilidade de que sua decisão ficasse ainda mais abalada.

Rachel sabia que sentia algo por Finn. Mas escolhera Jesse de qualquer forma: Finn a fazia se assustar com a intensidade de seus sentimentos, de seu desejo. Bastava um toque do garoto e a Rachel no controle de suas ações ia por água abaixo. Quem surgia em seu lugar era um tipo de garota que ela nem sabia que existia dentro de si mesma. Uma garota que se deixava guiar por seus instintos e emoções, ignorando qualquer consequência. Uma garota que beijava de um modo que ela antes pensava ser tão repugnante, que não via mais problema algum em expor sua nudez para um (quase) completo estranho, que até mesmo tinha se esquecido de quem estivera ao seu lado por tanto tempo. Que cantava o mais alto que podia músicas sobre drogas e cigarros, que bradava os seus sonhos de vencer um prêmio Pullitzer um dia, que até mesmo tinha passado a repugnar o modo de vida de seus pais e de seus amigos. E tudo por causa de um garoto.

Jesse nunca faria o seu coração bater tão forte quanto Finn fazia. Não a deixaria de pernas bambas com somente um beijo. Não faria com que Rachel se desviasse de seus planos iniciais, como Finn havia feito quando passara a falar de seus sonhos, mostrando a ela um leque gigantesco de caminhos que ela nunca havia considerado antes. Jesse nunca tocaria a sua alma tão fundo. Nunca seguraria o coração de Rachel nas mãos, como Finn fazia. E era exatamente por isso que Jesse era a escolha óbvia.

Ela já havia visto garotas demais se perderem no caminho por causa de amores como aqueles. Amores tão arrebatadores que só poderiam existir dentro da eternidade dos dezoito anos, quando se é sonhador o bastante para se entregar completamente a algo tão utópico. E Rachel via como elas ficavam depois: chorosas e vulneráveis, se esquecendo de seguir em frente com todas as áreas de suas vidas. Sabendo que um pedaço delas tinha partido para sempre na companhia de um garoto.

E, ao olhar para o espelho da alma, Rachel tinha se visto tão absurdamente entregue à Finn. Tão perigosamente dependente. E era hora de cortar o vício. Retomar o controle sobre sua vida. Se afastar de Finn, por mais que doesse tanto, sabendo que quanto mais prolongassem aquela união, mais forte o elo se tornaria e mais vazia ela ficaria quando Finn decidisse que havia cansado de brincar de casinha e voltasse para a velha vida de superlativos: garotas demais, bebidas demais, erros demais. Ela não queria e não podia deixar aquele sentimento contamina-la dessa forma irreversível.

Então cortou o elo.

- Quem é o garoto¿ — perguntou Finn, após alguns segundos em um constrangedor silêncio.

- Jesse St. James. Estuda no Carmel. – respondeu, colocando uma mecha de cabelo atrás da orelha. Cautelosamente, levantou o seu olhar até o rosto de Finn. Viu a expressão desolada se transformando em algo mais e o calor nos olhos cor de whisky sumirem pouco a pouco. E então ele riu, sua gargalhada sarcástica ecoando por todos os cantos da cabana, fazendo com que Rachel se encolhesse um pouco dentro dela mesma.

- Eu achei que você fosse diferente das garotas da sua laia. Mais inteligente. Então eu pensei que você não deixaria que os seus pais e os seus amigos controlassem a sua vida, mas vejo que me enganei. Eu devia saber, Rachel, que por ser mais inteligente você seria mais perigosa também. – ele se levantou da frente dela, se afastando do sofá, nervoso. Virou-se de costas para a garota, passando as mãos nos cabelos. Rachel mordia os lábios, as palavras de Finn a perfurando por dentro. Pegou a bolsa, pronta para sair. Nesse momento, Finn virou em sua direção novamente. – Você NÃO vai sair daqui! Vai me escutar! – a voz dele, sempre tão suave, se transformou em algo mais assustador. Ela voltou a soltar a bolsa, sabendo que ir embora naquele momento seria pior. – Resolveu escolher o caminho mais fácil, não é princesa¿ O garoto de ouro de Lima traria bem menos dor de cabeça do que um cara pobre e sem pai. – Ela não se deu ao trabalho de argumentar, abaixando a cabeça, envergonhada. – Você se vendeu. Deixou que eles escolhessem por você. – depois, suavizando a voz, Finn se aproximou novamente. – Uma vez uma garota me disse que um dia não vai mais importar o que fomos ou deixamos de ser durante o ensino médio. Mas o que nós deixamos de fazer, Rach... Isso vai ecoar pra sempre dentro de você. – Ele encostou uma das mãos no rosto dela, abaixando-se de modo que ficassem próximos. E então, ele a beijou. Carinhosamente, explorou a boca dela com a sua, beijando-a com uma intensidade que só os últimos beijos têm. Com a outra mão, a puxou para mais perto, colando os seus corpos. Embora Rachel houvesse tomado sua decisão, não pode evitar corresponder ao beijo. Sentia o gosto de Finn, a sensação de estar três metros acima do céu (N.A: Título do ma-ra-vi-lho-so livro de Federico Moccia, cuja escrita me cativa de forma inexplicável) que somente ele lhe proporcionava e que ela já sentia uma saudade absurda. Tão de repente quanto começou, Finn finalizou o beijo, mas não se afastou. A manteve em seus braços, seus corpos ainda colados, seus olhos ainda fechados.

- Você sabe que me ama, Rachel Berry. Não tente negar, eu senti o seu coração bater descontroladamente contra o meu. – Finn se afastou dela, deixando-a perdida. Rachel abriu os olhos a tempo de vê-lo pegar o violão e se dirigir para a porta da cabana. Ele fez menção de abrir a porta, mas então se deteve, de costas para ela. – Hoje eu dirigi até aqui pra dizer que eu te amava. Eu sabia que havia uma chance de você me dizer que não sentia o mesmo, mas não imaginei que fosse sair daqui tão destroçado quanto eu estou. E, apesar disso, eu não me arrependo nem por um segundo das palavras que eu te disse, porque cada uma delas é verdadeira. Eu sei que eu vou passar os próximos dias tentando esquecer do seu rosto e sei que isso vai ser difícil. Mas eu me sinto leve, Rachel, porque eu deixei você saber o que eu sentia. Eu corri atrás daquilo que eu queria. E quanto a você... Se você partisse amanhã, teria feito tudo o que queria ou ainda teriam muitos “e se” na sua mente¿ — Rachel ouviu as palavras em silêncio, sentindo os olhos marejarem. Finn ficou mais um pouco parado, ainda sem olha-la, sabendo que seria insuportável dizer as palavras seguintes se estivesse olhando aquele rosto que fazia o seu coração se derreter tão facilmente. – Você sabe que me perdeu, não sabe¿ — E então ele saiu pela porta já aberta, se permitindo uma última olhada para trás antes de bater a porta do local onde tudo havia começado e terminado.

Rachel ainda ficou mais um pouco parada no sofá, atônita demais para mover qualquer músculo. E foi aí que o choro descontrolado veio. A lembrança do olhar devastado de Finn a fazendo soluçar. Um tapa na cara não teria doído mais.”

Quinn abraçou a amiga novamente no momento em que o monólogo terminou e as lágrimas voltaram a cair, o choro menos intenso dessa vez.

- Rachel... – começou, escolhendo com cuidado que palavras dizer, porque a verdade é que ela própria não sabia como agir diante da situação na qual a morena havia se colocado. – Você sabe que ainda há tempo pra tomar outra decisão...

- Não. – disse Rachel, se desvencilhando do abraço de Quinn e enxugando as últimas lágrimas teimosas que insistiam em cair. – Eu não posso voltar atrás, Q.

- Tudo bem. – Quinn levantou os dois braços, como se estivesse se rendendo. Rachel era mesmo teimosa como uma mula. – Então se ocupe com Jesse. Com o Baile. Com a escola. Se você escolheu continuar com o Jesse é porque em alguma parte de você, você percebeu que teria alguma chance de dar certo. Então faça o que pode para honrar sua decisão.

Rachel assentiu, endireitando-se na cama e respirando fundo. Havia colocado um ponto final prematuro na sua história com Finn para tomar o controle de sua vida novamente. Então era exatamente isso o que faria.

Não havia mais tempo para lágrimas.

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- O que é isso, filho¿ — indagou Carole Hudson no momento em que Finn adentrou a cozinha, onde ela cortava biscoitos, e colocou um papel sobre a mesa.

- Mãe, eu tomei uma decisão...

Carole pegou o papel nas mãos, após tirar o excesso de trigo que esbranquiçava seus dedos, e leu as primeiras palavras acima de um questionário que tomava a folha toda. “Universidade de Nova York — Inscrição”. Olhou para Finn, a boca aberta em surpresa. Seus olhos brilharam com uma chama de esperança...

- Jhonn disse que me ajudaria com a mensalidade. Ele tem muito dinheiro guardado e eu decidi aceitar a ajuda. Eu acho que eu tenho capacidade...

Carole riu, correndo até o filho e tomando-o nos braços, antes que ele tivesse tempo de concluir a frase. Finn não pode evitar sorrir ante a animação da mãe, também. Fazia tanto tempo que os dois não se aproximavam daquela forma: Ele vinha tomando todo o tipo de decisão errada e isso havia afetado a relação dos dois, que sempre havia sido tão boa e próxima. Mas agora estava na hora de começar a ajeitar a bagunça que havia feito.

Enquanto esteve trabalhando na fazendo do avô, ele havia oferecido ajuda financeira para Finn continuar seus estudos. A verdade é que, desde que ele e Rachel – até pensar nela era doloroso – tinham se aproximado, ele vinha pensando em ir para a Universidade. Mas não estava pensando em se afastar tanto: a verdade é que havia se apegado tanto à garota que não conseguia se imaginar dando as costas à ela. Finn pretendia iniciar as aulas na Faculdade Comunitária, onde poderia vê-la sempre que quisesse e ainda assim seguir em frente com seus estudos.

Mas Rachel havia tomado as rédeas da situação por ele.

Agora, tudo o que Finn queria, era se afastar o máximo que pudesse de Ohio, de Lima, da cabana, e de qualquer coisa que o lembrasse da pequena de riso fácil que tinha colocado tudo de cabeça para baixo. E a ficha de inscrição da Universidade de Nova York, que Carmel havia disponibilizado para todos os alunos, veio mesmo a calhar nesse momento.

- Venha, venha, vamos começar a preencher esses dados! – disse Carole, puxando o filho pela mão até a mesa de madeira, a massa dos biscoitos esquecida ao seu lado. Finn riu, entregando uma caneta para a mão e sentando-se ao lado dela.

O seu peito ainda doía e ele achava que não deixaria de doer de uma hora para outra. Mas estava na hora de recomeçar. E da forma certa, dessa vez.

Notas finais
E aí? Querem me matar já? HAUAHUAHA