Dirty
1 Único
Notas iniciais
Era uma noite de quarta-feira. Tudo parecia certo naquela festinha de faculdade, com jovens bebendo, conversando, falando alto, alguns se beijando, outros mais que isso. Todos se divertiam. Lina tinha apenas 17 anos e mentiu para os pais, dizendo que iria dormir na casa de uma amiga. A garota não conhecia ninguém naquela festa, estava isolada e perdida. Outro copo. Mais um. Havia encontrado uma diversão solitária. Só mais um copo.
"Por que eu vim sozinha mesmo?"
Garotos mais velhos, era essa a resposta para a pergunta da garota bonita de longos cabelos loiros e olhos amendoados. Ela gostava. Ela precisava. Não era um gosto, era um vício. Todos pareciam agradavelmente parecidos: vestiam o casaco da atlética da faculdade, sem nada por baixo, deixando seus troncos de atletas à mostra. Em sua maioria, usavam calça jeans e tênis, enquanto alguns poucos já não usavam mais.
— Que comece a festa! — uma voz desconhecida grita, um segundo antes das luzes se apagarem. Alguém passa por Lina e a entrega uma máscara, assim fazendo com todos. As luzes voltam e todos já estão com sua máscara vestida. Com a identidade preservada, os jovens se liberam mais. A festa fica intensa.
"O porco. Eu quero o porco."
O rapaz com a máscara de porco a olhava. Lina não conseguia ver seus olhos por conta da máscara que cobria, mas ela podia sentir que o desejo era recíproco. Sorriu. O porco também o fez. Deu um passo. Chegou nela. "Oi.". Um beijo. Mais muitos beijos. "Vamos para a rua, conheço um lugar mais calmo.", o porco sugeriu. "Eu tenho 17.". O porco sorri de canto. "Não importa, você não vai saber quem sou eu."
***
Perto da casa onde abrigava a festa havia um bosque com um lago. Lina e o porco foram para lá, sentaram no chão e continuaram seus beijos. Uma mão aqui. Sutiã jogado de lado. Outra mão ali. Calça aberta e abaixada até os tornozelos. O porco sabia como fazer e a garota gostava. Seu gosto por rapazes mais velhos tinha um bom fundamento. Lina permanecia sentada, com seu rosto na altura do quadril do rapaz. Ela não era desajeitada como as garotas de sua idade. Os movimentos de sua língua eram seguros e precisos, tinha maestria no ato da felação. O porco não esboçava expressão alguma. Apenas segurava sua cabeça, com os dedos entrelaçando nos cabelos loiros, controlando a velocidade e profundidade com que a garota engolia seu membro.
“Droga.”
Ele não estava mais ereto. Ficou nervoso.
“Droga, droga, droga.”
Lina não sabia o que fazer. Nunca havia passado por isso antes. Sabia que era normal, mas também sabia que homens não se importam que é normal, apenas não aceitam que isso aconteça.
- Desculpe. – ele se abaixou, deixando os dois rostos na mesma altura. Ela quase conseguiu ver os olhos do rapaz com a máscara de porco.
- Tudo bem, acontece. – a garota abriu um sorriso, que logo foi embora ao sentir o frio percorrendo sua espinha.
- Você não entendeu. – o porco tinha uma expressão séria em seus lábios. – Desculpe pelo que eu vou fazer agora.
***
Lina sentiu uma pancada fortíssima em seu rosto. Caiu. Mais uma pancada. Nariz quebrado. Uma terceira e não sentiu mais nada. O porco sorria. Podia sentir o sangue voltando para seu membro. Puxou a garota nua para perto da árvore, encostando-a ali. Abriu sua boca e enfiou sua ereção. “Agora sim.”. Ele gemia enquanto balançava seu quadril de frente para trás, de trás para frente. Sentia que o ápice de seu prazer se aproximava, mas não queria daquele jeito. Parou. Deitou o corpo – talvez sem vida – da garota no chão, de barriga para baixo. Se abaixou, apoiando cada joelho em um lado, deixando a garota no meio de suas pernas. Abriu suas nádegas, examinando minuciosamente o local. Um tapa. A marca vermelha de sua mão era facilmente visível. Mais um sorriso. Mesmo que Lina já não sentisse mais nada, a ideia de causar dor o excitava. Enfiou o polegar no ânus da garota, enquanto buscava um preservativo no bolso de sua calça. Abriu o pacote cinzento, segurou na ponta da camisinha e desenrolou em seu membro, abrigando-o. Novamente, penetrou a garota com seus dedos, mas dessa vez com o médio e o indicador. Realizou movimentos de vai-e-vem com sua mão suja de terra, fazendo o esfíncter anal se dilatar. Forçou seu membro na entrada. A cabeça foi. Entrava aos poucos, com muita dificuldade. Isso não agradou o agradou. Ele não gostava de virgens.
“Vadia.”
Se levantou e caminhou até o rosto de Lina. Um chute.
“Vadia, vadia, vadia.”
O porco voltou a sua posição anterior. Enfiou os dedos anelar e médio na vagina da garota, de uma só vez. Não sentiu barreira alguma e também não era tão apertado quando pensou. Sorriu. Definitivamente, ela não era virgem. Sua ereção doeu. O rapaz sorriu mais ainda quando penetrou o corpo sem vida. Tentou, em vão, abafar seu gemido alto, mordendo seu próprio braço. A cada estocada, pensava nas vezes anteriores da garota e imaginava o quanto já tinham ejaculado dentro dela. Sua ereção doía de novo. Ele gostava. Imaginava o sêmen de tantos outros ali no meio, junto com seu membro. Sua fantasia era suja. Mais algumas estocadas e seu corpo ficava mole. Sentava no chão, observando o líquido branco e viscoso que se acumulou no preservativo. Continuava ereto. Retirou a camisinha, tomando cuidado para guarda-la em seu bolso novamente, e começou uma simulação de sexo sozinho. Passava sua mão direita em seu membro, lubrificado pelo seu próprio sêmen, enquanto lambia o corpo de Lina. Mais movimentos de vai-e-vem. Sentia o ápice se aproximando, mais uma vez. Se afastou. Um gemido. Sua mão estava melada e o porco estava satisfeito.
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