– L!

– Oi garoto! – Mello estava pronto para lhe dar um abraço, mas se lembrou de que não deveria fazer isso. – O que foi? – Perguntou L, percebendo a hesitação de Mello.

– Você sumiu – respondeu secamente.

– Estava muito ocupado.

– Hum.

– Então, o que aconteceu nesses últimos 7 anos? – L sentou-se ao lado de Mello, imitando o movimento com as penas. Mello ficou em silêncio.

– Você sumiu – repetiu.

– E eu já disse o porquê.

– E não me convenceu.

– Como está Near?

– Não mude de assunto, L! – Mello alterou seu tom de voz, mas logo se recompôs. – Se quer tanto saber sobre Near, vá falar com ele – e assim Mello se retirou da varanda.

“Onde fica o quarto de Matt...?” Pensou e teve uma sugestão. Seguiu para a porta no fim do corredor e a abriu.

– Matt?! – Chamou.

– Na sua frente.

Mello olhou para o chão e viu que Matt estava ali, sentado.

– O que está fazendo?

– Consertando meu controle.

Mello suspirou e sentou-se ao lado de Matt.

– L está aqui.

– L? Ah, sei. O vi conversando com as crianças há uns anos. Mas não é tarde para ele vir aqui?

– Como assim?

– É noite...

– Ele sempre vem à noite – interrompe Near.

Mello dá um grito de susto e cai sobre Matt.

– O que você está fazendo? – Mello se levanta.

– Te seguindo.

– Por que...?

– Tchau – Near interrompe a pergunta de Mello.

– O que esse garoto tem...?

– Quer dormir no meu quarto hoje? – Matt já estava concentrado em seu jogo.

– Pode ser.

*Na manhã do dia seguinte*

– Matt, cadê meu chocolate?

– Sabe que cê tá no meu quarto, né? – Matt dizia enquanto comia biscoitos.

– Cara, é verdade.

Mello foi até seu quarto, mas não encontrava seu chocolate. Então decidiu ir até a cozinha onde estava L.

– Parece preocupado – disse L.

– Desesperado!

– Near estava com um monte de barras de chocolate.

– Near... Claro!

Mello foi correndo ao quarto de Near. Quando abriu a porta, Near estava dormindo.

Flashback ON

– Near?

– Está dormindo – respondeu L.

O pequeno Near havia adormecido no colo de Mello, que o levou para a cama. “Near parece um anjinho enquanto dorme” pensou Mello.

Flashback OFF

“Near continua parecendo um anjinho.”

– Mello? – Near havia acordado.

– N-Near... – Mello balançou a cabeça. – Devolva!

– Devolver? Como assim?

– V-você sabe! Os meus chocolates!

– Ah – e Near saiu do quarto.

Mello, já irritado, puxou Near pela mão. Primeiramente o louro percebeu que o albino respirava mais rápido e corava.

– Não estão aqui.

– Então onde estão?! – Mello começara a gritar.

– Eu os comi.

– V-v-você... Os... C-comeu...?

– Sim.

– COM O QUE CARALHOS VOCÊ ESTAVA NA CABEÇA?

– Mello? – Chamou Matt. – Ah, aí está você. Que gritaria é essa?

– Ele se alterou porque comi seus chocolates.

Mello deu um grito e ia para cima de Near, porém Matt o segurou e estava arrastando-o para seu quarto.

– Mello, o que foi isso?

Mello ofegava e quase rasgava o travesseiro de Matt.

– Quando eu comi seus chocolates a situação não foi essa.

– O Near já passou dos limites – dito isso, Mello saiu do quarto batendo a porta.

Chegando ao jardim, Mello foi para as árvores.

Flashback ON

– Quero subir também, Mello! – Near insistia que queria subir nas árvores junto de Mello.

– Está bem.

Mello desceu, botou Near nas costas e subiu novamente.

– Aqui é tão alto! – Exclamou.

– Está com medo?

– Nem pensar! Estou adorando!

Flashback OFF

Mello estava sentado no mesmo galho daquele dia. Mal sabia ele que Near estava ali, sentado logo abaixo da árvore.