Directioners Never Give Up
16 7º day with they
Notas iniciais
eu demorei UM POUCO por culpa da Luísa, briguem com ela u.u
awn, muito obrigada à Bibs pela linda recomendação ♥
'reta final' da fic :(
~~POV Zayn~~
Flashback
Já havia perdido a conta de quantos copos eu tinha bebido, mas ainda sim nem estava bêbado, o que me irritou muito.
Eu sei que tenho que pensar em uma solução e rápido, mas no momento queria apenas apagar e fingir que ela, a menina que eu amo, não está em um encontro com o garoto que eu mais odeio no mundo.
Como eu iria fazer para voltar com a Marcella depois de terminar com a Perrie? Hein? Iria vir para o Brazil de repente, é isso? ARGH! EU SOU MUITO BURRO, ISSO SIM!
E agora estou entre arriscar perder meu amor ou ser um idiota terminando com ela por telefone. E aí? O que farei?
- Zayn, curte um pouco! — Laura me disse animada e tirou o copo da minha mão. — E pare de beber!
- Não quero curtir. — Reclamei.
- Eu sei, falta alguém aqui para te deixar feliz. — Riu sacana. — Mas você prefere deixar esse alguém sendo cuidada por outra pessoa, né?!
- Eu nunca falei isso.
- Mas demonstrou, oras. Vai deixá-la ir embora te, praticamente, odiando? Ok então, eu não posso dizer nada porque ela é minha amiga, mas vai perder uma menina e tanto. Ela não é como essas que querem vocês pela fama ou dinheiro, mas esquece... Continua com essa bebida e essas garotas... — Falou e saiu.
É isso! Vou falar com a Perrie e ir atrás da Marcella. Me desejem boa sorte.
Dei mais um gole na minha bebida forte e suspirei fundo, pegando o celular que me fora emprestado por Paul, já que estraguei o meu no barco, aquele dia.
Ah, se eu pudesse voltar no tempo e jogar aquele iPhone no fogo, eu juro que faria. Ele interrompeu o momento que eu beijaria ela! Que raivinha!
- Alô? — E, ao me dar conta que era a Perrie falando, logo voltei a prestar atenção nela.
- Oi, é o Zayn.
- AAh, bebê, que saudade! — Disse feliz. — Faz uns dois dias que não nos falamos.
- Perrie... Eu preciso conversar seriamente com você... Nós... Precisamos terminar. — Disse.
- Você está brincando, né?
- Não, não estou. Eu achei que te amava, mas descobri que aquilo que eu sentia por você era uma amizade. Eu gosto de ti, mas não te amo, me desculpe. — Falei sincero.
- Zayn... Depois de tudo que passamos?! — Ela falou com uma voz triste, provavelmente iria chorar logo.
- É... Eu não me sinto bem em fazer isso, se é o que você está pensando, mas não quero continuar com essa mentira. Espero que consiga seguir em frente, assim como eu farei.
- Seguir em frente... É claro, como não pensei nisso, você se apaixonou por outra, não é?! — Perguntou meio cínica.
- ... Talvez.
- Não acredito que fui traída... — Ela dizia perplexa.
- Ei, eu não te traí, por isso estou terminando. Eu quer... aliás, preciso, ir atrás dela.
- Quando a Eleanor me contou sobre o término dela, eu bem que pensei que iria acontecer comigo mais cedo ou mais tarde.
- Sinto muito, mas a amo demais.
- Então espero que sejam felizes! — Disse com a voz embargada e soluçando, então desligou antes que eu falasse algo.
Eu me sentia péssimo. Muito péssimo.
- Zaaaaaayn, vamos beber! — Josh disse completamente bêbado.
- Eu não, cara. Preciso ligar para a Marcella.
- Só um pouquinho! — Pediu dançando animadamente.
- Tá, mas dois goles e deu.
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- DJ MALIIIIIIIIIIIIIK está aqui para servir as gatinhas! — Gritei, enquanto batiam palmas e dançavam com uma música muito alta. — Eu amo comer pastel de queijo, é sério, muito bom, recomendo! — Disse e alguns riram. — Já sei o que vai ser "diver". Eu pulo e vocês me seguram. — Falei e em dois segundos "pulei" em suas mãos. — MEU DEUS, PARECE QUE EU ESTOU NO MAR, OH MY JOSH! — Gritei, animado. — PAREM DE APALPAR MINHA BUNDA, SEUS TARADOS!
Quando me "largaram" no chão, eu sentia tudo dando voltas e voltas. Ok, estava muito bêbado, confesso.
- É melhor parar. — Liam falou ao meu lado.
- "Vou não, quero não, posso não, Minha mulher não deixa, não!" — Cantei uma música que tinha ouvido antes, só que em Inglês.
- Logo logo irá desmaiar de b... — Tudo girou mais rápido e rápido e rápido e rápido e rápido e...
Flashback off
~~POV MARCELLA ~~
Acordei com a Duda me cutucando. Abri os olhos e senti um "vazio" enorme em mim. Pensar em ir embora era triste. Muito triste.
- Está na hora. — Ela disse tentando parecer bem, mas sei que não estava.
- Meu Deus, e as malas? — Falei assustada ao lembrar que eu nem havia arrumado.
- Eu fiquei sem sono ontem e guardei tudo, junto com o Liam.
- Ah, muito obrigada, você é o anjo da minha vida. — Ri e me levantei. Depois de ajudá-la a acordar todas, fomos nos arrumar.
Peguei a roupa que estava em cima da minha mala, uma calça jeans, uma camiseta qualquer e um casaco. Tudo básico e confortável para a chata viagem de duas horas e meia.
Todos estavam em um clima deprimente, sabíamos que iríamos nos ver novamente, mas não queríamos dizer "tchau".
Eles, em uma semana e meia, teriam sua turnê mundial, ou seja, iria demorar realmente muito tempo até elas verem seus namorados novamente.
- Agora que estão prontos, vamos indo para a rodoviária. — Paul falou meio chateado. — Pode parecer estranho, mas até eu gostei de vocês. — Riu. — São garotinhas problemáticas e queridas ao mesmo tempo.
- Awn. — Abraçamos ele, todas juntas, como da primeira vez que os vimos.
- Onde está o Zayn? — Olívia, que havia entrado no quarto fazia uns dez minutos apenas, perguntou.
- Ele bebeu demais ontem e acabou "dormindo", está lá no ônibus. — Liam explicou. — Nem adianta terntarmos acordar ele.
- Mas como vamos nos despedir? — Mah perguntou.
- Não sei... Logo nos veremos de novo. — Niall disse, tentando animar a todos.
- Enfim, temos que ir. O Zayn vai entender que não deu para esperarem. — Paul falou, convencendo-nos.
Como assim não iria dar "tchau" para o Zayn? É claro que ele me magoou, mas eu ainda o amo, mesmo que como fã, o amo!
Logo levaram as malas para o ônibus e todos entraram tristes.
- Vou sentir falta do ônibus, da suíte, das praias, do brigadeiro, de você... — Niall dizia baixinho para Mylena que se segurava para não chorar. Ela sempre foi muito sensível, até demais, para dizer a verdade.
Não demorou muito para chegarmos e, foi só sairmos que pude ver centenas de fãs na rodoviária, gritando e pedindo por atenção.
É claro que os meninos tentaram parecer bem, mas as nossas caras estavam muito deprimentes.
- O ônibus sai em meia hora. — Duda alertou e logo começaram os abraços, junto com todo o drama.
Não é tão fácil quanto parece, principalmente para elas que ficariam meses longe deles.
- Hey! — Eu vi que era o Mike falando com ela, que estava ao meu lado.
- Ah, oi. — Disse.
- Queria que nós esquecêssemos tudo que aconteceu e podemos ficar de bem agora?
- Claro. — Deu um meio sorriso.
- Posso te dar um abraço de despedida? — Perguntou.
- Sim. — Riu e o abraçou fortemente.
Depois disso foi uma "sessão" de abraços e choro, porque não eram apenas as namoradas que iriam se despedir, né? Ainda somos fãs e de todos.
- Foi bom te conhecer, eu ainda irei te ligar para sairmos. — Felipe disse sorrindo para Mah. Ao ouvir, Harry passou sua mão pela cintura dela e abraçou de lado, "dando" uma cara nada amigável.
- Claro. — Ela disse, apesar de ter notado o ciúme.
- Não esqueça o que eu te disse, irei te ligar sempre, quero uma mensagem por dia, pelo menos e tudo que eu falei ontem, dona Martina. — Harry falou em seu ouvido.
- Eu ainda vou te fazer muitos e muitos brigadeiros. — Mylena disse.
- Vem comigo para Londres? — Louis perguntou à Laura.
- Se pudesse eu iria para dar vários abraços nas suas irmãs.
- E em mim?
- Beijos, ora. — Riu.
- Parem de ser fofos! — Eu reclamei brincando.
- Não dá, é uma arte natural nossa. — Niall disse.
- É melhor entrarem, faltam cinco minutos. — Paul disse.
- Ok, tchau. — Laura falou entrando no ônibus praticamente em lágrimas.
Dei mais uma olhada em tudo e entrei. Duda vinha atrás de mim, se certificando de que todas haviam entrado já.
- Liam. — Ela falou rapidamente e ele se aproximou da "escadinha" do ônibus. — Eu não tive coragem pra dizer isso a viagem inteira e confesso que estou tremendo agora, mas não suportaria me culpar por não ter dito: eu te amo. Mas não é qualquer amor, como o de fã, que já é muito forte, por sinal. Eu amo como... não sei, namorados? É, isso, eu amo como amor de verdade, sabe?! — Falava nervosa.
- Eu... Não sei o que dizer...
- Você me ama? — Perguntou.
- ... — Ele simplesmente não respondeu nada, apenas olhou para o chão.
- Está tudo bem. — Disse e, sem conseguir aguentar ficar na sua frente, saiu rapidamente. Sentou-se ao lado da Mah e começou a chorar no ombro da amiga.
Eu fui ver se estava tudo bem, mas aquele motorista de TPM não me deixou, então tive que me sentar atrás delas, sozinha, pois a Laura ficou com a Mylena.
Assim que notei que o barulho de choro havia parado, imaginei que ela tinha dormido e acabei me "acalmando".
Logo o ônibus começou a andar e eu vi pelo vidro as pessoas nos abanando. Apoiei minha cabeça na janela e fiquei fitando a paisagem da linda cidade desaparecendo, dando início para a longa e tediosa estrada.
Vários momentos se passaram na minha cabeça.
As lembranças ainda eram muito "fortes" e eu não sabia se isso era bom ou ruim. Provavelmente os dois.
Como eu teria saudade daqueles bestas?!
--
Acordei com o sol no meu rosto. Abri os olhos e senti uma enorme dor de cabeça. Estava na beliche... Como assim? O que aconteceu ontem?
Me levantei e fiquei parado por alguns segundos, olhando o chão, tentando relembrar de tudo.
Perrie... Marcella... MEU DEUS!
Saí correndo para procurar meu celular. Ele estava no bolso da minha calça jeans que agora está jogada em uma cadeira.
Vi as últimas chamadas e era a Perrie... Ou seja, não liguei para a Marcella...
Olhei rapidamente o horário. 10:50. Forcei-me a lembrar quando a Duda tinha falado que elas iriam...
...
...
10:30? MEU DEUS!
Digitei "4" na discagem rápida e logo o celular do Liam estava sendo chamado.
- Oi, Zayn? Melhorou?
- CARA, AS MENINAS JÁ FORAM?
- Sim, sim.
- PORQUE NÃO ME ACORDARAM?
- Você não conseguiria acordar nem com o som no máximo.
- Onde vocês estão?
- No Mc Donald's comprando comida, porque o Niall deprimido... Já viu, né.
- Me passe pro Louis?
- Ok. — Disse e eu pude ouví-lo falando com ele.
- Alô? — O Lou falou.
- Está a fim de me ajudar com uma loucura básica? — Perguntei sorrindo e tenho certeza ABSOLUTA que ele também sorriu.
- Pessoal, peçam a comida rápida. Temos um ônibus para parar! — Falou alto e riu.
~~15 minutos depois~~
- Louis, que carro é esse? — Perguntei ao vê-lo em um veículo que parecia... um carro de guerra?
- É o que deu para arranjar, entra logo porque estamos atrasados.
Em dois segundos eu me sentei ao lado do Louis e do Harry. Não demorou muito e estávamos literalmente à 200 km/h.
(http://25.media.tumblr.com/tumblr_mansi6g8yj1qgu4o5o2_250.gif AWN, AWN)
Eu, no momento, não senti medo algum, mas sim adrenalina.
- Louis, devagar! — Liam repreendia-o de minuto em minuto, mesmo sabendo que ele não faria isso. Era só ver o seu sorriso que notaríamos que ele estava se divertindo demais para parar.
Mais uns vinte minutos e lá estava, no "fim" da estrada o ônibus tão esperado, aliás, eu espero que seja o certo, porque no meio do caminho entramos em um que era de uma retirada para idosos. Confesso, foi engraçado.
- Vamos acelerar? — Ele perguntou rindo.
- Pisa logo nesse acelerador. — Eu respondi feliz por estarmos perto.
--
Eu estava quase pegando no sono quando de repente o motorista deu uma freiada repentina e forte, me forçando a ir para frente. Sorte que eu estava de cinto ou quebraria o nariz, no mínimo.
- Está tudo bem? — Duda perguntou a nós quatro.
- Sim. — Respondemos juntas.
- O que houve? — Uma moça atrás de mim perguntou.
- Será a polícia? - Outra disse.
- Deve ter estragado. — O seu marido comentou com uma voz cansada.
Na verdade, não era nada disso...
Eu simplesmente não acreditava...
Os meninos estavam entrando no ônibus de repente...
COMO ASSIM, PRODUÇÃO?
O Zayn andava pelo "corredor" na frente, sendo seguido por Louis, Niall e Harry, sem o Liam, o que eu estranhei, mas nem deu tempo para falarmos nada, logo ele já havia começado a dizer:
- Me desculpe atrapalhar sua viagem. Sei que muitos querem dormir e outras querem autógrafos, mas eu preciso dizer algo: tem uma garota que eu amo e deixei-a partir. Mas nunca irei cometer esse erro novamente e muito menos perdê-la, por isso, quero cantar uma música para ela, espero que gostem e que você entenda, Marcella. Eu te amo muito.
(http://letras.mus.br/jason-mraz/1408813/traducao.html) Eu o encarava sem dizer nada, perplexa demais para qualquer coisa.
"So I won't hesitate no more, no more (Então eu não vou hesitar, não mais, não mais)
It cannot wait I'm sure (Eu não posso esperar, com certeza)
There's no need to complicate, our time is short (Não há necessidade de complicar, nosso tempo é curto)
This is our fate, I'm yours (Esse é o nosso destino, sou seu)"
"So please don't, please don't, please don't (Então por favor não, por favor não, por favor não)
There's no need to complicated (Não precisa complicar)
Cause our time is short (Porque nosso tempo é curto)
This is, this is, this is our fate, I'm yours! (Esse é, esse é, esse é nosso destino, eu sou seu!)"
Sabe o que é perfeição vezes mil? É o Zayn com o seu sotaque fofo se declarando em meio a um ônibus com essa música perfeita.
O que mais faria uma adolescente com os hormônios à flor da pele? Isso, chorar.
O Niall estava tocando violão de um jeito tão "awn" que eu quis mordê-lo, mas antes disso, começaram a aplaudir.
Zayn se aproximou de mim e eu me levantei, ficando na frente dele naquele minúsculo corredor.
- Eu te amo, me desculpe por chegar meio tarde para te dizer isso... — Ele falou.
- Me desculpe por te deixar chegar tarde. — Ri e ele me beijou.
Pronto, aí sim que começaram a aplaudir mais.
Quando nos separamos, estávamos a dois centímetros, eu o olhei e sorri como uma boba ao ver seu olhar apaixonado. Vimos os outros e ele entrelaçou seus dedos nos meus.
- Então, vamos continua a viagem? — Niall perguntou.
- Como assim? Vão ir com a gente? — Mylena falou animada.
- Sim, passaremos uns tempos em suas casas. — Louis respondeu feliz, já ao lado de Laura, abraçando-a pela cintura.
- Sinto muito todo esse estorvo, não foi minha culpa, tentei evitar, mas tem um garoto muito convincente. - O motorista apareceu na portinha que separava a parte do motorista com os bancos. - Iremos voltar a viajar agora, então sentem-se! - Disse.
- Vocês já pagaram? — Perguntei.
- O Liam deu um jeito em tudo.
- Mas cadê ele?
- Segredo. — Riu e se sentou ao meu lado.
Logo as garotas arranjaram mais lugares para se sentarem ao lado de seus namorados, deixando a Duda sozinha em uma poltrona. Fiquei morrendo de pena, mas ela deveria querer um tempo para si mesma.
- Vão ficar quanto tempo lá? — Perguntei, sorrindo.
- Não sei, vamos planejar assim que chegarmos. Ainda temos uma semana e pouco para irmos à Londres.
- É. — Sorri mais ainda ao pensar que poderíamos ficar tanto tempo juntos e agora como namorados.
O ônibus voltou a andar e umas meninas vieram pedir autógrafos, o que eu achei totalmente normal, afinal, faria a mesma coisa.
Até que a viagem se passou rápido, pois quando vi a Duda veio nos chamar para sairmos. Ela estava realmente desanimada.
Eu havia visto toda aquela cena entre ela e o Liam no final, onde ele a "rejeitou" e confesso, ficaria muito pior do que ela, então sei que está tentando parecer bem para não nos preocupar.
Descemos de mãos dadas e foi só sairmos do ônibus que eu vi minha família me esperando do lado de fora. E digo o mesmo da família das meninas, todos esperando-nos.
Mylena foi direto abraçar seu irmãozinho, Gabriel, que devia ter uns sete anos.
Quando pegamos nossas malas nos aproximamos deles e todos nos abraçaram.
Eram tantas pessoas falando ao mesmo tempo que nem dava para entender.
- FILHA, COMO ASSIM VOCÊS NÃO NOS ATENDERAM NENHUM DOS DIAS? SABE COMO EU FIQUEI PREOCUPADA? - A mãe da Duda gritou.
Eu olhei para as garotas e nós arregalamos os olhos, MEU DEUS, É MESMO! Ninguém havia sequer tirado o celular da mala e se preocupado em ligar avisando que estávamos bem.
- Mããe, desculpa. - Eu falei manhosa, tentando deixá-la menos brava.
- Primeiro expliquem o que eles fazem aqui? - O meu pai perguntou apontando para os garotos que sequer se moviam, amedrontados, ao nosso lado.
- Eles... são nossos namorados. - Martina disse.
- O QUE? — Literalmente TODOS gritaram. Sabe o que é ter várias pessoas encarando a gente como se fôssemos loucos? Pois é.
- Isso, nós estamos namorando. — Laura falou.
- Hmmmmmmm, qual é o seu? — Sua irmã mais velha perguntou, curiosa.
- O Louis. — Falou e entrelaçou seus dedos nos dele, sorrindo.
- Que gatinho. - Sua mãe falou rindo. Pronto, uma família já foi, afinal, depois que conquista a mãe, ela acaba convencendo o pai.
- Eu não sei se permito esse namoro. — O pai da Mylena falou.
- Mas paaaai, olha só esses olhos, ele é mais inocente do que eu. — Ela disse manhosa, sabendo que assim iria conseguir a "permissão" dele.
- Que tal falarmos em Inglês para eles entenderem. — Eu sugeri e todos aceitaram.
- Que idade vocês têm? — O irmão da Martina perguntou. — Aliás, qual é o seu?
- É o Harry. — Apontou para ele, que se aproximou, um tanto nervoso.
- Eu tenho dezoito.
- HAHA, BOA PIADA! — Ele falou. — Você NUNCA vai namorar alguém dessa idade, têm apenas 15 anos.
- Eu sei, mas as meninas também e o Harry é o mais novo.
- É O QUE? Que idade tem o seu?! — Meu pai perguntou bravo.
- Dezenove. — Falei meio baixo.
- NEM PENSAR!
Eu olhei para a minha mãe em busca de ajuda, mas acho que a mesma não queria aceitá-lo. Provavelmente foram as tatuagens... Se vissem o Harry então...
- Olhe, eu posso ter dezoito anos, mas respeito muito sua filha e a amo mais do que imaginava poder amar alguém. Só quero que nos permitam namorar, então farei tudo que o senhor decidir, qualquer norma que mandar, nós obedeceremos. — Harry falou ao pai dela. Ele pensou por uns instantes, mas logo suspirou.
- Tudo bem, mas eu colocarei muitas regras, ouviram? Não será tão fácil assim. — Ele falou, mas o casal sorriu e iria se beijar, até que o Leonardo, irmão dela, pigarreou, fazendo com que se afastassem um pouco.
- Viu, pai, até ele deixou. — Eu fiz manha.
- O Zayn é uma boa pessoa, de verdade. — Mylena falou tentando me ajudar. — E ele sempre irá defendê-la, não se esqueça.
- É, bem melhor do que aquele ex dela. — Laura acrescentou.
- Tem razão. — Ele falou, pensativo. — Ok, namorem, mas sem filhos tão cedo. — Riu e eu corei.
- Paaai! — Disse, repreendendo-o.
- Mas... E você, filha? — A mãe da Duda perguntou. Até agora ela (Duda) não havia pronunciado uma palavra sequer, apenas nos olhava com um sorriso meio triste.
- Eu estou bem. — Fingiu-se de desentedida.
- Acontece que ela já é casada comigo e vocês sabem que eu sou ciumenta, então não deixo ela ficar com ninguém. — Martina falou rapidamente e a abraçou.
- Não, na verdade, o Liam não me quis, mas fazer o que, né. Eu já sabia que isso de namorar com ele nunca aconteceria. — Murmurou sorrindo, mas com aquela voz que parece que em dois segundos a pessoa irá começar a chorar.
- Não diga isso! — Laura falou.
- Ei, já sei o que podemos fazer para animá-las. — O meu pai falou, sorrindo. — Vamos comer em uma pizzaria, todos juntos, assim a gente comemora os namoros, conhece eles melhor e ainda aproveita o tempo antes de começarem as aulas.
- É, em dois dias vão começar. — Minha mãe concordou.
- MAS COMO ASSIM? — Eu gritei. — Hoje é segunda, não era só semana que vem?
- Não, começaram na quarta-feira, não me pergunte o motivo. — Ela respondeu, calma.
- Topam ir na pizzaria ou não? — O pai da Martina perguntou.
- Sim! — Niall acabou falando rapidamente e nós rimos.
- Então vamos para casa, agora é cedo ainda, aproveitem o dia com os namorados e a família, nos vemos de noite. — A mãe da Laura disse.
- Tá. — Cada um se despediu, pegou suas malas e andou para seus carros.
~~POV Duda~~
Entrei no meu carro em silêncio, sem pensar em nada, apenas quieta.
- Ei, como foi? Nos conte. — Minha mãe pediu.
- Pode ser mais tarde?
- Claro. — Falou suspirando. — Sua saúde ficou ruim em algum momento?
- Não. — E, depois de falar isso, não conversamos nada até chegar em casa, onde eu simplesmente deixei minhas malas na sala e corri para o banheiro.
Enquanto tomava o banho, me "permeti" chorar. Eu nunca choro, nunca mesmo, aliás, com essa doença, provavelmente estou mais sensível esse mês, mas odeio chorar. Só deixa os outros preocupados e nervosos, sem saber o que falar para me ajudar então, quando faço isso, é escondido.
Fiquei ali, pensando em tudo que havia acontecido e me perguntei se não estava sendo dramática, afinal, meu sonho de conhecê-los se realizou e agora eu posso conversar livremente com qualquer um da banda. Isso nunca iria me passar pela cabeça em alguns meses e até mesmo dias.
Ouvi meu celular tocar e imaginei que deveria estar no banho por muito tempo, então saí rapidamente. Me sequei e coloquei uma roupa qualquer. Fui ver quem era a tal pessoa. Martina.
- Oi, o que você queria? — Perguntei ao retornar.
- Pode vir aqui em casa almoçar? — Pediu.
- Mas Mah, você sabe, minha família quer que eu fique um tempo com eles.
- Eu já falei com seus pais, eles deixaram, desde que vá depois do almoço para casa.
- Acho melhor não, estou meio desanimada.
- Vem logo ou eu vou te arrastar para cá! — Disse.
- Ok, estou indo. - Murmurei e desliguei.
Notas finais
dó da Duda :((((
enfim, logo tem mais
bjbj :*
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