Dipping in love
10 Capítulo 7- The Return of Alaric
Notas iniciais
Vamos conferir?
Eu havia trabalhado por oito horas sem parar, minhas pernas e braços não aguentavam mais tanto esforço. Sentei no balcão, por enquanto o restaurante deu uma amenizada e não tinha tanta gente como antes, eu agradeci por isso. Lembrei-me do dia em que fui trabalhar na empresa dos Salvatores, eu sinceramente acho que aqui é bem melhor, as pessoas daqui te tratam com todo carinho e todo o respeito, eu estava realmente feliz por ter arrumado um emprego aqui em Los Angeles. Esther me disse que eu já estava liberada do meu turno e só faria as coisas novamente de manha, mais eu não tinha o que fazer em casa então resolvi ficar até mais tarde ajudando na limpeza. Nesse meio tempo recebi uma mensagem da Caroline, dizendo que ela havia voltado para casa e estava praticamente feliz por estar ali, provavelmente ela não conseguiu arrumar o emprego. Arrumei algumas caixas no porão que havia sobrado e fiz a limpeza do porão.
Damon assombra novamente meus pensamentos, me arrepio com as lembranças de hoje mais cedo, ele havia dormido na minha cama, eu ainda estava tentando processar essa ideia, mais logo tento afastar esse pensamento, Damon... Por que ele foi legal em tentar me ajudar ontem? Por que ele foi legal comigo a ponto de dormir no meu quarto? Talvez ele achasse que eu sou o próximo alvo dele, mais eu não seria. Não queria nada com o Damon Salvatore e nem com o dinheiro dele, por mais que seja pelo meu bem. Me recostei na parede sentando ao caixa do balcão, não havia mais nenhum cliente ali mais eles não queria fechar para não perder clientes, me abaixei para pegar minha bolsa que eu havia deixado no balcão mais cedo pois ainda não disponibilizaram armários.
–Elena Gilbert, e você? –Uma voz conhecida me fez bater a cabeça no balcão e me levantar rapidamente do chão.
–Ah... Damon! Que surpresa ver você aqui há essa hora... –Ajeitei um pouco meu avental e olhei para meus pés, não queria encarar aqueles olhos azuis.
–Eu estava passando aqui e de repente me deu uma fome. –Tive coragem para olha-lo e ele estava mordendo os lábios me olhando atentamente, Droga. E que tipo de fome Damon Salvatore estava sentindo?
–Ah claro Damon, com tantos restaurantes aqui você para bem aqui. –Dei de ombros guardando minha bolsa na cadeira. –Sinto muito mais meu turno acabou a algumas horas, mais se você quiser chamo alguém para atendê-lo.
–Elena, ainda estou magoado por você não ter aceitado meu convite. –Ele revirou os olhos e depois voltou a fitar. –E Curioso saber por que você recusou um trabalho tão favorável e aceitar um emprego desses...
–Boa Noite! Me desculpe pela ignorância da nossa garçonete. –Esther voltou ao balcão cortando a conversa de nos dois. –Ela ainda é nova aqui e não sabe tratar os clientes delicadamente.
–Entendo dia novo no emprego não é como imaginamos. –Ele se reencostou no balcão com um sorriso no rosto. –Mais você deveria ser mais adorável, Elena.
–Damon, antes que eu me esqueça vai para a... –Esther me silenciou antes que eu pudesse tentar terminar de falar, revirei os olhos e me remexi um pouco inquieta.
–Sr Damon, deseja pedir alguma coisa? –Esther pegou rapidamente o cardápio que estava no balcão e estendeu para Damon pegar, e foi isso que ele fez. –Poderia dar uma olhada aqui no caixa Elena?
–Tudo bem Esther eu fico no caixa. –Me dirigi ao balcão sentando do mesmo jeito que eu me encontrava antes. –Mais daqui a pouco tenho que ir embora por que meus amigos daqui a vão chamar o corpo de bombeiros pra vim atrás de mim!
–Certo Elena, é rapidinho eu já volto. –Ela tirou o avental e pegou algum dinheiro no bolso do avental e depois voltou a olhar para o nada. –Obrigado por você ter ficado mais aqui mesmo teu turno ter acabado, me ajudou muito.
Peguei algumas notas do caixa e comecei a ajeitar num saco com cédulas altas e baixas, o restaurante faturou muito hoje, coloquei o saco com o dinheiro em baixo do balcão e voltei a me sentar ao balcão, reparei que Damon estava parado ali do mesmo jeito me observando, senti minhas bochechas quentes, revirei os olhos, nervosa.
–Já decidiu o que você vai pedir Damon? –Ele me devolveu o cardápio e eu peguei rapidamente sem manter contato visual com Damon.
–Na verdade eu só queria experimentar um vinho tinto. –Uou, se eu beber qualquer coisa eu fico mais louca que o normal, sou fraca em relação a bebidas. Mais Damon tomando vinho a essa hora da noite? Talvez ele faça isso com frequência.
–Você pode me ajudar a buscar lá embaixo no porão? –Ele fez que sim com a cabeça e me seguiu em direção ao porão.
–Aqui achei! São tantos vinhos aqui que eu fico perdida... –Me virei para olha-lo e dou de cara com ele perto do meu rosto, se eu quisesse conseguiria toca-lo sem nenhuma dificuldade.
–Você é tão linda... Elena. –Ele acariciou meu cabelo seguido com um sorriso no rosto foi descendo os dedos para meus lábios.
–Ér...Então, preciso ir embora agora. –Me afastei mais que depressa dele, entreguei o vinho para ele e sai mais que depressa dali.
–Querida pode ficar mais um pouco? Eu preciso... –Joguei meu avental e peguei minha bolsa rapidamente tentei sair o mais rápido do restaurante.
Recostei-me a porta do meu carro fitando o nada, o que acabara de acontecer? Damon me chamou de linda, eu fiquei sem reação na hora que ele encostou os dedos em meus lábios, por um momento eu queria agarro ali mesmo, mais eu sabia que não podia fazer isso nem que eu quisesse, eu não queria me machucar no futuro. Uma mão forte pegou meus braços, eu fiquei sem reação, quando eu virei...
–Damon eu... –Quando percebi que não era o Damon, todas as lembranças me vieram à cabeça. –Ty? O que você tá fazendo aqui?
–Eu vim fazer um favorzinho pra você, já que você não deixou fazer em Caroline. –Ele falou bem no meu ouvido apertando cada vez mais meu braço.
–Tyler me solta, por favor! Tá machucado. –Ele me reencostou no carro ainda apertando meu braço, passando outro para minhas costas.
–Você deveria ter pensado antes sua vagabunda, fica calada. –Lagrimas saíram dos meus olhos e eu tentei me soltar da li, mais Tyler era bem mais forte que eu, quanto mais eu tentava sair mais ele apertava meu braço.
–Deixa ela em paz. –Damon estava ao lado de Tyler o batendo bruscamente, ele me puxou para si me aninhando perto dele, afundei meu rosto em seu ombro. –Nunca mais toque nela!
Tyler saiu de lá rapidamente, não sei por que ele tinha tanto medo do Damon, mais tinha. Eu estava tão feliz que o Damon estava ali, meu coração pulava a mil por hora e não acalmava de jeito nenhum, eu ainda estava com o rosto no ombro dele, me sentia tão segura quando ele estava por perto.
–Obrigado por você ter me ajudado, Damon... –Levantei minha cabeça para olha-lo, ele me silenciou com o dedo.
Damon me ajudara muito essas ultimas semanas, me ajudou me dando carona, que por sinal foi onde o conheci me ajudou me tirando daquela festa e agora. Eu estava realmente feliz pelo que ele fez por mim, me ajudando todas as vezes que eu precisava, mais sabia que ele não queria só isso, ele queria uma garota que estava a todas as disposições das necessidades dele que fizesse loucuras entre quatro paredes, mais infelizmente não vou poder suceder aos caprichos dele. O que não se encaixava nessa historia sobre ele é todas as vezes que ele falou comigo não era sobre sexo ou qualquer coisa sexual, parecia queria me proteger e nada, além disso.
–Posso te levar até em casa? –diz ele com a voz calma, quebrando o silencio que havia formado por um tempo.
–Eu estou de carro, e além do mais não quero atrapalhar. –Dei de ombros, fitando a pracinha do outro lado já deserta.
Eu estava assustadamente estranhando a sua obsessão de querer me ajudar em tudo. Acho que ele talvez me ache incapaz de se virar sozinha sem arranjar alguma confusão de brinde.
–Não vai atrapalhar em absolutamente nada, meu motorista vai me buscar depois.
–Ah, se você preferir assim... –Me virei para olhá-lo timidamente. –Eu preferia se formos andando.
–Andando Elena? –Ele arqueou as sobrancelhas, ainda me olhando. –Está falando serio?
–Sim Damon — Olhei para meus pés para não ter que encara-lo. –A noite ta tão linda...
–Você caminha? Isso se explica muita coisa.
–Eu busco meu carro depois. –hesitei, colocando as chaves do carro na minha bolsa, começando a me exercitar.
–O que foi? –Damon não conseguia parar de rir. –Qual é a graça Damon?
–Você se exercitando é hilário. –Sua voz saiu falhada devido ao seu ataque de risada repentino.
–Não acho graça nisso. –Em um movimento involuntário dei um tapa no ombro de Damon, ele fez biquinho fingindo que estava doendo muito.
–Eu mando meu motorista levar seu carro. –Ele passou nervosamente suas mãos no cabelo, e saiu talvez indo falar com o motorista.
Observei atentamente ele andar até sumir de minhas vistas, peguei meu celular mandando uma mensagem para Bon.
‘’00:00 para: Bon
Chegarei em casa mais tarde, não se preocupe! Eu te explico depois.
Elena.’’
Guardei o Celular na minha bolsa, vi pelo canto do olho Damon se aproximando de mim, me virei para olhá-lo. Ele me pediu as chaves do meu carro para entrega-lo ao motorista, dei as chaves para ele, que entregou rapidamente as chaves para o motorista.
–Vamos indo? –Ele estendeu uma das mãos para eu pega-la, hesitei. –Ó mulher teimosa!
–Cuidado para não ficar para trás. –Ameacei de correr mais ele foi rápido, ele já estava bem longe de mim, numa boa distancia.
O que?
–Cuidado para que você não fique! –Ele virou de ombros ainda correndo, dando gargalhadas de mim.
Depois de eu tentar alcançar ele de todas as formas, não consegui. Eu estava sem ar e soando pra caramba, ele corre muito! Sentei-me a calçada limpando a testa de suor.
–Você ta bem Elena? –Ele veio correndo em minha direção, colocando suas mãos em meu ombro, me fazendo estremecer com o contato.
–Claro que estou. –Uma moto veio em direção a Damon, por impulso me joguei em cima dele.
–Damon você esta bem? –Ele me olhou maliciosamente, já percebendo o que ele imaginava sai de cima dele.
–Você em cima de mim... –Ele sorriu de canto, levantou-se ainda me encarando.
Argh. O que eu tinha na cabeça para fazer aquilo?
–Eu não pensei direito, me desculpa.
Não se falamos pelo resto do caminho, eu queria quebrar o silencio entre nós, mais estava com tanta raiva do que fiz que não resolvi dizer nada, chegamos em casa, soados devido a longa caminhada, entrei na ponta dos pés, meus amigos já deviam estar dormindo e não seria eu que iria acordá-los.
–Como vai minha pequena? –Uma figura estava sentada ao sofá. Alaric!
Corri para ele abraçando-o, quanto tempo eu não via ele. Eu tava sentindo tanta a falta dos conselhos dele, de tudo! Era como um pai que eu não tive e agora ele está aqui, na minha casa.
–Ric! Quanto tempo. –Me sentei ao sofá, ele pegou minhas duas mãos a segurando firme, como senti falta disso.
–Quem é o bad boy? –Segui o olhar de ric, vi Damon nos observando atentamente, encostado de braços cruzados na porta da sala.
–Ric esse é o Damon, Damon esse é o Alaric. –Damon se mexeu caminhando, e se sentando ao meu lado.
–Prazer, Damon. –Ric estendeu a mão para Damon, ele segurou-a sorrindo.
–Prazer... Alaric? –Damon soltou a mão de ric.
–Sou Alaric, pai da Elena. –Arregalei os olhos para ric, engasgando. –Não sou nenhum namorado dela não, mais sabia que estou de olho em você.
–Na verdade... –Tentei dizer mais deixei assim mesmo, provavelmente Damon não sabia de meus pais mesmo. –E eu sei me cuidar.
–Ah, com certeza sabe. –Disse num tom sarcástico, pegou o controle, mudando para um canal de esportes.
–Cade a Carol, Bon e Matt? –Meu estomago já revirava por estar no mesmo ambiente que esses dois.
–As duas? Já tão dormindo faz tempo. E Matt foi dormir na namorada. –Ric se remexeu inquieto, prestando atenção no jogo.
–Elena, eu preciso ir. –Ele seguiu em direção a porta, rapidamente me levantei o seguindo. –Então...
–Obrigado por hoje, me divertir bastante. –Ele sorriu de canto, me dando um beijo demorado na bochecha.
–Tchau Elena. –Ele saiu da porta, fechei-a, suspirando.
De algum jeito esse homem mexia comigo, ah se mexia! Parecia que meu corpo inteiro implorava por ele.
–Você gosta dele não é? –Me virei para ric, percebendo sua presença ali na cozinha, me encarando se apoiado no cotovelo.
–Não... Ele só é um conhecido meu nada mais que isso. –Preparei um misto quente e um suco de laranja, coloquei no prato e o suco no copo, me sentando a bancada e comendo o misto.
–Eu sei que você gosta, talvez ame...
Engasguei-me com o pão, por que ele tava dizendo isso? Tomei rapidamente o suco pra tentar me desengasgar, eu amando o Damon? Isso é um absurdo.
–Eu acho que isso é impossível. –Terminei de beber o suco, e encarei-o seria. –Por que veio?
–Você não quer seu pai aqui? –Ele fez um biquinho fingindo estar magoado, não consegui me segurar e ri.
–Claro que eu quero, senti tanto sua falta! –Encarei meu prato, já vazio. –Mais é estranho você vir assim de repente, sem avisar...
–Eu queria fazer uma surpresa para você. –Olhei-o espantada, o ric odiava que fizesse surpresas, por isso não fazia com os outros também.
–Não minta para mim, você não é de fazer surpresas... –Ele reprimiu uma risada, ele estava mesmo mentindo pra mim.
–Por causa de Matt. –murmurou. –Ele vai casar na próxima segunda-feira e essa casa não pode ficar sem um homem.
Foi uma tortura o Ric ter aquilo, só fazia lembrar cada vez mais que o meu amigo partiria. Não estava preparada para ver o Matt casado, por mais que isso fosse o que ele mais queria. Não sabia ao certo se ele conseguiria ser feliz com Lexi, ele estava certo dos seus sentimentos por ela, mais se ainda existisse uma possibilidade de ele amar a Anna? Nem que fosse só um pouquinho? Isso destruiria a Lexi em mil pedaços.
Notas finais
Então é isso, talvez semana que vem não vou ter tempo de postar direito, mais arrumo tempo.
Gostaram de saber que o Alaric vai aparecer?
Beijos.
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