Dinastia 3: A Rainha de Copas
9 Capítulo 9
— Olha só quem está aqui, bebê!
Esme passeava com a bisneta no braço até a sala em que faziam refeições. Ouvia a voz não muito longe de Renesme e William conversando dentro do recinto. Ainda era bastante cedo e a pequena Isabella ainda estava quase dormindo. Coçava os olhinhos provavelmente tentando entender por que tinha sido acordada tão cedo. Mas naquele dia todos estariam de pé antes do usual.
Esme abriu a porta da sala devagar, com a força que tinha por que a maior parte dela estava concentrada em segurar Bebela. A primeira visão que teve quase a fez voltar novamente. Renesme e William trocavam um beijo apaixonado. Era natural, fazia semanas que não se viam. A saudade devia ser tremenda. Ela quase virou-se para deixá-los em paz antes que o restante viessem tomar o seu café da manhã também, mas Isabella deu um gritinho animado ao ver o pai a poucos metros dela.
— Dada!
William e Renesme imediatamente pararam de se beijar e olharam para a filha que agora se agitava nos braços de Esme. Ela percebeu que a neta corava de nervosa, nem queria saber o que deveria estar se passando na cabeça dela naquele momento. Entendia completamente a decisão dela de mudar-se para Brocken Hall. Lembrava que tinha esses mesmos problemas de privacidade com Carlisle quando eram mais jovens. O palácio de Belgravia era terrivelmente público.
William estendeu a mão e pegou a filha no colo.
— Deus você está enorme! Parece outra criança!
Bebela sorria com os beijos carinhosos do pai no seu pescoço e em sua barriga. Renesme apenas observava encantada a interação dos dois. Agora que estava ali, Esme sentou-se e começou a se servir.
— Eu nunca mais farei isso, passar tantos dias longe. Quando volto encontro a minha filha enorme e essa barriga aqui ainda maior. – William falou enquanto estendia a sua mão livre para acariciar o ventre inchado de Renesme.
— Todas duas sentiram muito sua falta. – Esme falou.
— Você não tem idéia do quanto. – Renesme bateu de olho e William sorriu.
— Quero parabenizá-lo, William, tenho acompanhado as notícias e vejo que tudo foi muito bem sucedido com relação a promoção de seu livro. Fiquei muito feliz!
— Obrigado, senhora. Teve alguma coisa outra da mídia querendo tirar o foco, mas o resto foi muito proveitoso. O livro está vendendo bem e eu me sentia renovado em estar em contato com todas aquelas pessoas, jornalistas em início de carreira, me lembrou dos meus velhos tempos.
— Hoje ele vai ter outra experiência com o público. – Renesme comentou.
— Estou um pouco nervoso.
— Relaxe, querido. Tudo vai dar certo. – complementou Esme.
Hoje haveria o tradicional “National Day”, talvez o evento mais importante do país. Milhares de pessoas se juntavam nas ruas de Belgravia para assistirem o desfile militar e obviamente para estarem mais perto da família real, que no final de tudo subia para a varanda do palácio do parlamento para acenar para a multidão e verem juntos a queima de fogos coloridos.
William estava quase dois anos casado com Renesme e nunca tinha sido autorizado a participar do evento ao lado da família real. Como ele não era um “worker Royal” não tinha essa obrigação. No ano anterior, Esme desconfiou que a neta tinha meio que se ressentido com isso. Ela usou a sua licença maternidade para justificar a sua ausência. A rainha sabia que as intenções de Edward eram apenas para proteger a privacidade do relacionamento dos dois, que vez ou outra acabavam saindo nas manchetes sensacionalistas. Mas a princesa queria o pacote completo, tinha orgulho de sua família e queria que todos vissem isso. Esse ano, no entanto, William e Isabella estariam presentes. Renesme vencera no final das contas.
— Confesso que tenho receio de como as pessoas vão reagir ao me ver lá com toda família.
— Não tem o que reagir, você é o meu marido e o pai da princesa deles.
— Eu sei... Eu não costumava me preocupar com isso. Mas eu estou vendo que as pessoas têm sentimentos muito extremos com relação a vocês. Amam muito ou odeiam.
Esme entendia bem tudo isso. Tinha tido essa mesma sensação quando estava no início do relacionamento com Carlisle. Dentro da bolha tudo era muito bom, mas fora dela, era preocupante saber se alguém seria capaz de fazer alguma coisa contra você. Vaias, pedras, tiros, rosas, cartazes, presentes... Quando se estava ao lado de uma pessoa muito amada pelo público a opinião delas importava muito e ditava o rumo das coisas.
— Não se preocupe William. – a rainha falou para o jornalista a fim de tranqüilizá-lo. – Nem sempre a opinião pública é igual ao da mídia.
E disso ela sabia bem.
Esme: Sua Verdadeira História – Capítulo 9: o amor de quem importa.
O ano de 1979 foi marcado pelas bodas de prata do rei Pierino e da rainha Elizabeth, pais de Carlisle. Tudo estava sendo programado para ser algo grande. Mesmo com a grande crise econômica assolando mundo inteiro, especialmente Belgonia, os gastos seriam compensados com o turismo e era bem verdade. Mesmo muitos falando mal da monarquia, que era um sistema ultrapassado, que os monarcas eram arrogantes e esnobes, bastavam uma festividade daquela para que todos comentassem a respeito. Os belgãos amavam essas coisas.
Eu nunca fui muito ligada a isso. Até conhecer Carlisle, para mim, a família real eram pessoas importantes do país e só. Não me ligava no “National Day”, nem mesmo quando me mudei para Belgravia me deixei contagiar pela magia que tinha esse dia para muitas pessoas. Pelo contrário, era o dia perfeito para ficar em casa, pois as ruas com certeza estariam lotadas demais para se locomover normalmente. Os seus pais, entretanto, adoravam ver pela TV e por causa deles sabia dos preparativos para a comemoração das bodas em novembro.
As manchetes já perguntavam se eu seria convidada. Sinceramente, não esperava por isso. Tinha ficado assombrada o suficiente com a teoria de Carlisle a cerca do fato de que a rainha mandava a mídia ir contra ela apenas para tirá-la do jogo. Era nojento demais e também desanimador. Imagina lutar contra a maré? Por isso tinha preferido encontrar menos com o seu namorado. Sentia saudades imensas quando ele estava longe, mas talvez fosse melhor assim.
Mas ele nunca ficava longe. Dava um jeito de ligar todos os dias, mesmo com a agenda lotada, a procurava no campus e sugeria uma escapadinha. Era tão bom beijá-lo às escondidas! E foi dessa forma que descobri que Carl estava tentando a todo custo que eu recebesse as credenciais para participar ao menos da festa que haveria no palácio depois da missa e todos os proclames. Mas a equipe e nem os pais dele queriam de jeito nenhum a minha presença lá pelo fato de eu não ser mais do que uma namorada do príncipe.
— E isso não é motivo suficiente para ela ser convidada? – ele perguntou.
— Sem um anel no dedo direito ou esquerdo não é oficial, você sabe da tradição. – falaram para ele.
Eu entendia completamente o sentimento de Carlisle. Ele queria me assumir não só perante aos jornais, mas para a sua família e para o círculo dele. Era desgastante demais namorar fugindo das pessoas, embora aquilo parecesse divertido para mim em alguns momentos. Mas eu não queria “forçar a barra” e quanto mais ele insistia, mas discussões havia com os pais dele.
Isso partia o meu coração. Eu não queria ter que ser um dos motivos das desavenças dele com a família. Eu queria apenas paz e que eles, de alguma forma, pudessem se entender e viverem em harmonia como eu vivia com a minha família.
— Carl, vamos parar com isso? – pedi enquanto acariciava os seus cabelos aloirados. — Eu não me importo se vou ou não para essa festa. Não vai ser dessa forma que os seus pais vão me aceitar. Se eu entrar para aquela família, quero entrar na paz.
Carlisle colocou a mão na minha nuca e eu imediatamente senti um arrepio. Os olhos dele agora eram penetrantes em mim. Quando acontecia isso, eu perdia todos os meus argumentos.
— Então existe a possibilidade de você entrar para a minha família?
Ele me perguntava como se a escolha fosse minha e isso era até fofo. Eu sabia que ele não iria forçar nada sem eu querer. Mas nós dois sabíamos que era um longo percurso a ser percorrido e nem tínhamos muito tempo de namoro para ficar pensando em algo mais.
— Seria mentira dizer que eu não sonho com o pacote completo junto com você, mas não é algo que tenhamos que fazer agora.
— Eu também quero o pacote completo com você. Na verdade, eu fico tão aliviado em ouvir isso. Tenho tanto medo de você me enxotar em algum momento. Eu sei que não trago perspectivas muito fáceis no futuro.
Não trazia mesmo. Confesso, que como qualquer garota jovem e apaixonada, eu me pegava sonhando em meu dia de Casamento com Carlisle, no momento em que teríamos os nossos filhos. Era inevitável, porém, com esses pensamentos vinha também a preocupação com fato de que eu teria que aprender a ser alguém da realeza. Eu não entendia nada do mundo dele, teria que abdicar de muitas coisas para se adequar a todo o trabalho dentro da “firma”, viveria no encalço da imprensa e meus filhos estariam na linha sucessória ao trono. Eu queria tudo aquilo? Estaria mesmo pronta? Antes eu tinha que ser aceita.
— Confesso que tudo isso me assusta. – falei enquanto me abraçava ao peito dele. – Mas com você, na hora e momento certo, faria qualquer coisa.
E não era mentira. Se daqui uns anos a realidade fosse um tanto diferente de agora e o nosso relacionamento estivesse firme suficiente para eu acreditar que valeria a pena, com certeza eu seria a primeira a não querer abdicar do que tínhamos para avançarmos mais alguns passos.
Dias depois, o convite para as Bodas de Prata Real não chegou à minha caixinha. Eu já esperava que isso viesse acontecer, então não me ressenti em nada. Prometi a Carlisle que acompanharia tudo pela TV e assim foi. O dia 26 de novembro foi quase como um segundo “National Day”. Foi declarado feriado e muitos puderam sair às ruas com as suas bandeirinhas, cestas de comida e bebidas para acompanhar o cortejo que seguiria do Palácio de Belgravia até a Abadia de Northanger, onde teria uma missa em celebração aos 25 anos do casamento de suas majestades.
Pela TV, eu vi o quanto às pessoas estavam eufóricas. Antes mesmo do grande dia vi que o comércio tinha lucrado muito com lembrancinhas que remetiam ao grande momento. A realeza conseguia esses feitos. Meus olhos, entretanto, só viam o meu lindo namorado na carruagem ao lado da irmã e dos pais. Carlisle estava magnífico com o seu uniforme preto da marinha. Eu sabia que ele tinha passado um pouco mais de um ano em alto mar antes de entrar para a universidade de Belgonia. Eu nunca tinha visto daquela forma e fiquei encantada!
Também reparei que ele estava com uma expressão séria durante quase todo o evento na Abadia e até mesmo depois dela. No mínimo queria mostrar a sua insatisfação com a minha ausência. E para a nossa surpresa maior não foi só ele que se incomodou com isso.
No dia seguinte as manchetes de jornal perguntavam onde eu estaria. Qual teria sido o motivo para que eu não tivesse sido convidada nem mesmo para o jantar no palácio. Seria por que eu não tinha nada sério com o príncipe? Carlisle, então, na mesma hora, foi contra os protocolos e ele mesmo lançou uma nota dando satisfação.
"Eu, príncipe Carlisle, declaro que muitas notícias que estão saindo ultimamente na mídia belgã são infundadas. Estou em um relacionamento sério com Esme Platt. Em meu nome e no dela, agradecemos a todos que nos desejaram felicidades. No entanto, pedimos que respeitem o nosso relacionamento e nos dêem privacidade a que temos direito."
A nota pôs fim qualquer dúvida sobre o nosso relacionamento, porém não sabíamos como as pessoas reagiriam aquelas notícias. Tudo que tínhamos era baseado na opinião de tablóides e nada mais. Tive certeza quando pouco depois começaram a chegar presentes na minha casa. Cestas com doces, rosas, ursinhos fofos, tudo acompanhado por cartas de apoio de pessoas comuns como eu. Fiquei surpresa, é claro, não acreditava ser real. Mas as palavras eram muito tocantes. Alguns me diziam que acreditavam no meu amor e no de Carlisle, que se sentiam representadas em mim, ou que seria muito bom uma pessoa como elas tivesse a chance de se tornar alguém da realeza para fazer mudanças reais. Aquilo me emocionou demais. Jamais pensei que existiam pessoas que pudessem gostar realmente de mim.
— Olha pra tudo isso Carlisle! – Mostrei para ele os presentes que não paravam de chegar. – Como isso pode ser real?
— Você não acha que eu não sei o amor que as pessoas sentem pela gente? Eu também recebo muitas cartas de apoio no palácio.
Eu só sabia chorar de alegria, na verdade, as lágrimas se misturavam com sorrisos. Aquilo era surreal demais. Era muito bom receber o apoio das pessoas depois de tanto tempo de ataques. Mais ao mesmo tempo era quase inimaginável que isso poderia estar acontecendo logo comigo.
— Você é especial, meu amor! É uma mulher apaixonante e as pessoas estão começando a ver isso.
E era apenas o começo. Um canal de TV resolveu ir nas ruas e entrar ainda mais na polêmica, perguntando nas ruas o que achavam de mim e do meu relacionamento com Carlisle, após a nota lançada por ele. A maioria das pessoas nos deu o maior apoio e falaram diversas vezes que torciam por nós dois. A partir daquele momento Carlisle e eu ganhamos apoio daqueles que mais importavam, os belgãos.
Comecei a entender uma realidade que não compreendia antes. Tinha criado uma aversão à tamanha a vendagem de jornais e revistas sobre mim e Carl por que achava que aumentava a taxa de ódio gratuito, mas nem me dei conta que as pessoas que compraram os primeiros jornais com as nossas primeiras fotos juntos se interessaram por nós e continuaram comprando por que era o único meio de nos acompanhar numa época onde não havia Instagram ou qualquer outra rede social. Era uma pena que muita notícia de tablóide não é verdadeira e saber que as pessoas estavam com a gente mesmo consumindo tanto ódio, era muito importante.
Já estava satisfeita com o carinho que passei a receber e pensava: “essas pessoas realmente só podem gostar mesmo de mim e de Carlisle para tirarem um pouco de seu tempo e gastarem o seu dinheiro para nos enviar presentes e mensagens de carinho. É real!”. Só que isso era apenas um pouco do que estava realmente acontecendo. De repente, o nosso relacionamento virou símbolo de resistência. Ainda mais quando o palácio continuava querendo me queimar com fotos minhas nos protestos que eu continuei participando mesmo já sendo a namorada oficial de um príncipe que não podia se pronunciar politicamente. Aqueles protestos fazia parte de uma luta que eu tinha muito orgulho de participar, era a minha essência. Carlisle percebendo o jogo todo por trás daquilo passou a participar abertamente e sem os disfarces de antes. Os jornais ficaram em pavorosa e as pessoas também.
— O palácio pensa que vai destruir a gente com isso, mas pelo contrário, além de me motivar a me posicionar em assuntos que eu há tempos quero trabalhar, as pessoas estão ainda mais ao nosso lado.
— Não participo dessas caminhadas por que quero ser um personagem amado pelo público, Carl.
— Eu sei, meu bem, e nem eu. Tanto que eu participava escondido, lembra? Mas assim é melhor. Vai pressionar a minha família a sair do pedestal que eles se colocaram por anos.
No final era aquilo mesmo. Havia no meio de tudo aquilo uma mini guerra entre Carlisle e seus pais que queriam vencer a qualquer custo com seus valores e por outro lado tínhamos um movimento anti- monarquista bastante crescente e apoiado pela crise de recessão que queria mais representatividade e menos gastos com coisas supérfluas que a realeza insistia em manter.
Estava virando algo tão grande que chegou a ser pauta no parlamento. O partido moderado de centro argumentava que a nossa união era benéfica para criar uma nova “monarquia”. Já o republicano alegava que era um sinal que precisavam para discutir uma passagem gradativa para uma república. Os conservadores ficaram calados, dependiam da opinião da família real.
O certo que tudo tinha passado dos limites. Carlisle virou o príncipe que ia contra a sua própria família em favor de seus súditos aliado a uma plebéia que representava todos eles. Eu observava tudo com grande choque. Não esperava que tudo tomasse uma proporção tão grande. Por que além de uma discussão política agora também tínhamos pessoas que escreviam o nosso futuro, falavam de casamento, filhos e o que isso tudo representaria. Estávamos perdendo o controle da situação. Não era apenas um romance e aquilo iria mudar definitivamente os rumos da minha vida por que agora ela pertencia a outras pessoas.
** *
Agora enquanto Esme observava seu filho, o rei, discursando para milhares de pessoas ela pensava em como aquilo começou. Se não fosse aquela grande repercussão que fizeram no passado com relação ao seu relacionamento com Carlisle, eles teriam continuado juntos? Se casado, tido filhos e seria agora a rainha mãe? Era difícil saber. Certo que contribuiu para que eles não se separassem e ficassem mais a vontade de vivenciar aquele namoro mais abertamente, porém, ela não queria nem imaginar se caso tivessem resolvido se separar. A dor não seria apenas só deles, mas de uma multidão inteira. Ainda hoje ficava abismada quando se lembrava de como as coisas se tornaram grandiosas e por isso nunca subestimou o poder que tinha a opinião pública. Ninguém poderia ir jamais ir contra o amor das pessoas por alguém ou contra a aversão. No final, quem sempre decidia quem iria ser admirado ou odiado eram os súditos, independente da opinião da mídia.
A maior prova daquilo foi quando subiram as escadarias do parlamento para finalizarem o evento na varanda. William subiu meio receoso ao lado de Renesme. Era o primeiro contato dele com o público belgão que em sua maioria era apoiadora da monarquia. Esme sabia o que ele estava pensando. Ele que por muito tempo tinha falado mal da realeza e acabou se casando com uma princesa e tendo uma filha com ela. Era claro que esperava a reação do público iria ser negativa e também por tudo que a mídia vinha plantando desde o minuto que ele e Renesme tornaram oficial.
Porém, no minuto em que ele apareceu diante de todos, só se podiam ouvir dois nomes saírem da boca da multidão: “William e Isabella”. Renesme apenas acenava animada com a reação das pessoas enquanto segurava a filha nos braços. A pequena princesa parecia encantada com tudo que via. Tentava acenar e olhava curiosa para a multidão sem demonstrar a timidez do pai no momento. O jornalista apenas se manteve atrás da esposa e concentrado na menina.
Isabella apenas chorou e pediu o colo do pai quando os fogos começaram a aparecer no céu, era natural as crianças pequenas se assustarem com o barulho no início, depois tudo virava magia. William se soltou mais com a filha no braço, se aproximou mais de Renesme e ambos trocaram um sorriso de cumplicidade.
— Eu lhe disse que tudo daria certo no final. – a rainha falou baixinho para William.
— Ainda bem, majestade.
Esme estava alegre em comprovar a sua teoria. Os Belgãos eram um povo que abraçava as pessoas e não as afastava. A rainha estava feliz por elas estarem sendo justas com William da maneira que a imprensa não estava. Acenou ainda mais feliz e se orgulhou por estar ali naquele “National Day” com várias gerações de sua família ali presente e poder estar compartilhando ao lado deles mais aquele momento diante das pessoas que apoiaram ela e Carlisle desde o início. Aquele era o resultado de todo amor que eles sentiam um pelo outro.
Comentem bastante! ;)
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