Notas iniciais
Cheguei com um capítulo fresquinho e bem romântico para vocês se deliciarem. Mas antes vem os meus agradecimentos a ADesconhecidaNut, Cupcakeimperfeito, lelinhacullen, Talita Martins, Jo G Cullen e Aika pelos comentários deixados no capítulo anterior. Espero que gostem desse. Boa Leitura!

Fizemos o sinal da cruz e Edward pegou a minha mão esquerda para pôr a aliança em mim. As mãos dele tremiam de tanto nervosismo.

— Isabella Mary Swan, receba esta aliança, em sinal do meu amor e da minha fidelidade. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. – falou ele repetindo o que o padre dizia.

No fim beijou a minha mão onde estava a aliança. Peguei a mão esquerda dele e com mais entusiasmo e menos nervosismo comecei a pôr a aliança nele.

— Edward Anthony Cullen, receba esta aliança, em sinal do meu amor e da minha fidelidade. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Cruzei as mãos as dele querendo chorar de tanta emoção. Estávamos unidos como nunca agora. Uma só carne, um só amor. Minha memória me levou há outros tempos. A Clarence novamente quando estávamos nós dois lá juntos, tentando nos curar e nos amando como nunca. Eu colocava tanta expectativa naquela viagem. Eu queria poder começar a resolver as coisas com Edward. Eu temia não conseguir e os meus planos de ajudá-lo tomassem outro rumo. Eu pensava nisso numa dessas manhãs em Clarence antes de despertar completamente. Pedi a Deus para que me ajudasse a fazer a coisa certa.

De repente, senti as mãos de Edward passeando pelo meu corpo. Seus beijos molhados sendo distribuídos no meu rosto. Era tão poder acordar assim.

— O que fiz de tão bom para poder ser acordada assim? – perguntei.

— Você existe e isso é tudo para me fazer feliz.

Coloquei os braços ao redor do pescoço dele e o beijei com intensidade. Ele subiu em cima de mim e me sentia agraciada por sentir o seu peso bem vindo. Suas mãos passeavam pelas minhas coxas e eu sentia um calor gostoso. Ele estava tirando a minha calcinha quando formos atrapalhados com o abrir de portas no nosso quarto. Edward depressa saiu de cima de mim e se ajeitou ao meu lado. As empregadas entravam com um carrinho cheio de comida e umas mudas de roupa de cama. Pareceram espantadas ao nos ver ali tão juntos. Edward olhou para mim com uma cara de desagrado.

— Desculpe alteza, eu não sabia que encontraria a sua namorada aqui... – disse uma delas.

— A minha namorada dorme comigo. Eu agradeço a atenção de vocês em deixar a minha comida aqui no quarto, mas na próxima vez eu mesmo descerei para comer lá em baixo.

— Desculpe senhor. – ela disse enquanto fazia uma reverência apressada.

— Por favor avise a cozinheira que prepare uma cesta com comida que eu e a minha namorada passaremos o dia fora e levaremos a comida conosco.

— Sim senhor.

Elas largaram a roupa de cama ali mesmo e saíram apressadas.

— Coitadinhas! Ficaram constrangidas em nos presenciar assim. Deve ter sido uma sensação horrível.

— Elas devem ser novas aqui, pois não sabem que eu nunca tomo café da manhã na cama.

— Elas só queriam agradar, meu amor. – Falei enquanto beijava o seu rosto.

— Mas quebraram totalmente o clima. – Edward falou entre os beijos que me dava com ardor. – Minha intenção era fazer muito amor com você nessa cama.

— Teremos muito tempo para isso, mocinho. – disse o afastando. – E eu estou até agradecida por elas terem trazido a comida. Eu estou faminta!

Levantei e comecei a colocar na bandeja tudo que Edward e eu gostávamos de comer. Na verdade, era tantas coisas caras e apetitosas que eu nem sabia o que colocar na bandeja. Voltei à cama e começamos a comer.

— Então, o nosso programa envolve uma cesta com comida, hum? É um piquenique?

— O piquenique também faz parte do programa. Mas eu queria mostrar o quanto as nossas terras são bonitas em um passeio a cavalo.

— Cavalo? – falei com uma mistura de medo e excitação.

— Já andou a cavalo antes?

— Não. Eu sempre fui uma medrosa. Jake sempre quis que eu aprendesse quando éramos mais novos lá no sítio, mas eu nunca quis.

Ele tocou o meio queixo e deu sorriso maroto. Fiquei até com medo de saber o que ele estava planejando.

— Não tem problema. Eu te levo na garupa.

— Têm certeza que é seguro?

— Eu jamais colocaria a sua vida em risco, meu amor. Você está com o meu coração, esqueceu?

O seu entusiasmo continuou até descermos e irmos aos estábulos. Ele não parava de falar sobre os encantos que o palácio de Clarence e arredores poderiam oferecer. Observei-o e percebi que ele realmente estava mais solto, mas liberto. Era como se Clarence ativasse a tecla de desbloqueio nele, o que era muito bom. Edward pegou a minha mão e me arrastou até um enorme cavalo preto que estava sendo aprontado para o nosso passeio. Olhei para o animal com insegurança. Ele era imensamente alto e o medo de cair percorreu até a minha espinha. Edward percebeu o meu receio e beijou a minha testa.

— Não tenha medo, meu amor, o Husk é mansinho.

— Eu não sei não...

— Toque nele.

Fiz uma careta e Edward riu fazendo ele próprio um carinho no cavalo. O bicho abaixou a cabeça para receber ainda mais aconchego e vi que ele parecia mesmo bem bonzinho apesar de grande. Estendi a mão devagar até tocar no cavalo e ele balançou a cabeça e me assustou. Mas resolvi ser corajosa e toquei-o novamente. Ele tinha um pelo áspero e gostoso. Husk era um bom cavalo, afinal de contas!

— Vamos? – perguntou ele enquanto montava.

Olhei para ele insegura e ele estendeu a mão.

— Vamos.

Segurei a mão dele e um empregado me ajudou a subir na garupa atrás de Edward. Segurei firme nele e encostei a minha cabeça em seu pescoço, sentindo o seu cheiro gostoso. Saímos cavalgando rapidamente pelos campos ao redor do palácio. Os meus cabelos voavam ao vento e o calor que vinha de Edward me aconchegavam e me dava coragem. Era uma sensação tão boa, tão pura!

Realmente, os campos de Clarence eram lindíssimos! Todas aquelas árvores enormes e aquela imensidão de verde me faziam sentir que pertencia a toda aquela natureza. Os bichos se escondiam ou faziam breves aparições enquanto passávamos e o sol brilhava no céu dando uma graça a paisagem.

Depois de um tempo dando voltas, paramos num ponto bem alto e que dava para ver o palácio lá de baixo. Era magnífico! Edward me ajudou a descer do cavalo e eu respirei o ar puro, aspirando um cheiro gostoso de grama fresca e aquilo me deu paz. Pela primeira vez eu me sentia tranquila numa verdadeira plenitude.

Edward estendeu a toalha e nos sentamos em cima dela enquanto apreciarmos a vista e comíamos alguns dos quitutes da cesta. Acariciei os cabelos de Edward e ele beijou a minha mão. Do seu olhar eu via tanto amor e eu me sentia tão entorpecida de romance e não queria me deixar contaminar por nada que não fosse todo aquele sentimento.

— Onde aprendeu a cavalgar tão bem?

— Eu aprendi aqui quando eu era bem pequeno. Acho que eu tinha uns oito anos, mas ou menos.

— Sua mãe deve ter ficado maluca com isso.

— Ela ficou, mas ela confiava no meu pai. Ele e Emmett são exímios cavaleiros.

— É mesmo? Então, cavalgar está mesmo no sangue dos príncipes.

Edward riu e olhou para a paisagem a nossa frente.

— Cavalgar me dá uma sensação boa de liberdade. Assim como a música que me ajuda a expressar a minha emoção. Triste ou alegre eu vinha cavalgar, pois eu tinha sensação que esse contato com a natureza me fazia expulsar tudo que tinha ruim em mim e ficar só com as coisas boas.

— Essa foi à mesma sensação que senti. Como se eu pertencesse a tudo isso aqui. Eu senti uma paz tão grande!

Ele acariciou os meus cabelos e eu fiquei ali apreciando aquela sensação boa de estar com ele, sentindo profundamente um sentimento aconchegante e tão grande dentro de mim que me fazia querer rir, pular, gritar e amar. Eu jamais imaginei que poderia sentir algo tão bom assim em minha vida.

— O que mais gostava de fazer quando estava aqui em Clarence?

Edward pensou um pouco e respondeu:

— Eu gostava de ler, de observar os peixes, de ver as estrelas. Minha mãe sempre dizia que eu era um garoto curioso e sorrateiro por que quando menos eles esperavam, eu estava ali escondido observando.

Tentei imaginar Edward pequenino ali em Clarence no meio daquelas mobílias escondido e timidamente observando tudo ao seu redor com os seus olhos curiosos. Era uma cena bonita em minha cabeça.

— Então, você sempre foi introspectivo?

— Sempre. Eu nunca fui muito de correr, pular e quebrar alguns ossos. Eu era mais acadêmico, se assim posso dizer. Emmett e Alice tinham o dobro da minha energia. Meu avô dizia que eles tinham fogo nas pernas.

De repente, veio a minha cabeça alguma coisa que eu tinha lido sobre o monarca antes de Carlisle. O Rei Pierino, avô de Edward, era conhecido por ser meio linha dura e extremamente conservador. A própria Rainha Esme não tinha lá boas lembranças dele e da sua sogra, a Rainha Elizabeth, e eu não duvidava que ela tinha motivos para tal.

— Era o rei Pierino? – perguntei com curiosidade, querendo saber se realmente ele era aquela pessoa durona como às pessoas diziam.

— Sim, eu não conheci o meus avós maternos. Eles morreram antes de eu nascer.

— Como eles eram? Eu sempre tive curiosidade de saber por que as pessoas não os descrevem de uma maneira tão boa.

— Eu sei. Na verdade, apesar de morar junto com eles, eu não tinha tanto contato assim com os dois. Eles tinham uma visão antiga de que as crianças não deveriam receber tantos mimos e carinho dos pais para não se estragarem e nos mantinham longe, apesar da minha mãe e do meu pai sempre descumprirem essas ordens. Eles nos queriam por perto sempre que podiam estar conosco.

— Nossa! – falei espantada.

— É verdade. Eu tinha mais contato com eles aqui em Clarence até por que eles tinham muitos compromissos. Ele gostava de me pegar no colo e me levar para os jantares com os políticos e os nobres. Me colocava sentado numa cadeira cheia de travesseiros para eu ficar mais alto e dizia que eu parecia um pequeno diplomata.

— E Emmett? Não ficava com ciúmes?

— Ah não. Ele já tinha muita atenção por si só. Tudo que ele fazia era motivo de aplausos, mas o meu avô não tinha muita paciência com ele. Emmett era muito pentelho para o gosto dele. – riu.

— E você era o mini gentleman?

— Por assim dizer, mas eu nunca gostei de muita atenção. Porém, eu gostava de ficar entre os adultos. Ficava prestando atenção na conversa deles e achava interessante como eles se comportavam. No fundo, eu achava que era um deles.

— Então, pelo que eu entendi, seu avô tinha mais apreço por você.

Ele pensou um pouco e suspirou.

— Eu nunca parei para pensar nisso, mas agora que você falou eu acho que tem razão. Não na parte do gostar, mas em relação a preferências com relação à sucessão ao trono. Ele dizia para o meu pai e para quem quer que fosse que queria que Deus tivesse me enviado primeiro e não Emmett. Acho que ele me queria na cadeira grande após o meu pai mesmo.

— Que profético da parte dele. Acho que ele deve estar satisfeito com a troca onde quer que ele esteja agora.

— Pode ser...

— Apesar de eu achar errado privilegiar um a outro, mas acho que tenho que concordar com ele. Edward, você é bem mais capacitado e preparado para governar do que Emmett. Na verdade, eu nem consigo vê-lo administrando nada!

— Emmett é avoado e impulsivo, mas também é bem capaz. Você precisa ver os trabalhos dele na instituição social que ele criou. É uma coisa de outro mundo! Emmett é muito comunicativo e tem uma lábia que é capaz de conquistar a todos, além de ter um coração maior do que o corpo.

Era perceptível o apreço e a admiração que Edward sentia pelo irmão. Apesar de tudo, Emmett ainda era o grande herói dele. Imaginei o quanto a criação desses dois deve ter sido conturbada. Acho que toda essa preferência e diferença de tratamento deve ter influenciado e muito na abdicação de Emmett e na personalidade dos dois.

— Mas independente de tudo, agora a responsabilidade será sua. Acho que não deve mais remoer o que aconteceu. Você é muito inteligente e centrado, Edward. Tenho certeza que será o melhor monarca que Belgonia já viu!

Ele deu um sorriso maroto e estendeu a mão para pôr uma mecha de cabelo atrás da minha orelha. Me arrepiei toda com aquele toque, mas eu não perderia o foco. Continuei olhando para ele severamente.

— Com você comigo, eu serei sempre o melhor.

Fiquei surpreendida com aquele comentário. Era a primeira vez que Edward me colocava na equação como um membro da família real. Aquilo significava que ele tinha intenção de se casar comigo?

— Independente de mim. Você será sempre o melhor!

Ele olhou para mim meio desapontado com o meu comentário. Levantou-se e ficou olhando a paisagem de costas para mim. Será que ele tinha ficado com raiva com o que eu disse? Mas por que? Eu não podia considerar a ideia de um casamento. Eu não estava pronta para isso.

— Acho que tem razão quando diz que não devo mais ficar chorando pelo passado e acredite, eu tenho me esforçado bastante para receber o melhor preparo possível. Eu também quero o melhor para o meu povo.

— Mas falta você se preparar psicologicamente também. Não adianta termos uma carcaça inteira e o conteúdo danificado por dentro. – falei enquanto me levantava e ficava ao lado dele.

— Eu sei...

— Por isso deve procurar o psicólogo para consertar os caquinhos soltos em você.

Ele se virou e começou a recolher as comidas e colocá-las de volta na cesta. Seria duro convencê-lo a se tratar com o psicólogo, mas eu não desistiria.

— Não quero que fique com raiva de mim. Eu quero apenas o seu bem.

— Eu sei meu bem. – ele falou enquanto acariciava o meu queixo. – Eu vou pensar, ok?

Bufei e ele subiu novamente no cavalo, me estendeu a mão e eu a peguei subindo na garupa. Continuamos cavalgando até o outro lado do palácio. Passamos por rios e campos. A paisagem era ainda mais bonita por ali. Quando nos aproximamos novamente do palácio, o céu já estava alaranjado. Os pássaros sobrevoavam em cima das nossas cabeças e um friozinho gostoso já estava pairando no ambiente. Descemos do cavalo e Edward guardou Husk no estábulo. Já estava quase escurecendo quando entramos no palácio.

— Que aventura, ein? – falei após um longo silêncio entre nós.

— Têm um lugar que ainda não te mostrei.

— Qual?

Ele pegou a minha mão e me levou pelos corredores do palácio até chegarmos numa sala onde havia uma piscina.

— Edward, não é hora para tomar banho de piscina.

— Por que não?

— Por que já está quase de noite.

— E qual o problema?

— Eu não sabia que tinha uma piscina aqui e não trouxe meu biquíni.

— Quem disse que precisamos disso? – ele falou enquanto me abraçava com um sorriso sensual no rosto.

— Não...

Ele foi até as portas que davam acesso a sala e as trancou, fechou as cortinas e veio até mim me abraçando por trás. Senti um tremor quando ele começou a beijar o meu pescoço, mas eu temia ser flagrada ali com ele a qualquer momento mesmo com as portas fechadas.

— Eu não vou tomar banhou pelada com você nessa piscina.

— Não?

Edward tirou os braços em torno de mim e ficou na minha frente, tirando a camisa, os sapatos e deixou as calças por último. Eu ficava olhando para ele com uma cara de surpresa e desejo ao mesmo tempo. Depois de tirar a cueca, pulou dentro da piscina esparramando água em mim.

— Eu não acredito que fez isso!

— O que? Ah Bella venha cá! A piscina tem aquecedores térmicos e água está bem morninha.

— Eu não vou.

— Certo. Então fique ai, bobona!

Fiquei mesmo um tempo observando ele se banhar na piscina completamente pelado. Bufei e resolvi deixar de ser teimosa. Na verdade, eu estava louca para estar lá com ele e se já estava no inferno por que não fazer o serviço completo? Comecei a tirar as minhas roupas e entrei na piscina com ele.

— Eu sabia que viria. – falou ele ao meu ouvido.

Nos beijamos ardentemente e ele me empurrou para a parede da piscina, me pressionando contra ela. Um choque percorreu minha espinha ao sentir seus lábios na minha nuca. Fechei os olhos, amolecendo. Meu coração falhou uma batida, para acelerar completamente. Nossos corpos se encaixaram com perfeição, como duas peças perdidas de um todo. Meus braços envolvendo seus ombros, minhas pernas envolvendo sua cintura e o trazendo para mais perto, não querendo que restasse nenhum espaço entre nós. E o sensação de prazer absoluto nos dominou, nos fazendo esquecer de quem éramos e de todos nossos problemas. No momento, nós éramos apenas dois amantes apaixonados como seriamos sempre, até o fim de nossas vidas.

Notas finais
E aí gostaram? Quero muitos comentários!