Dinastia 1: O Sonho Real

55 O início do para sempre


Notas iniciais
Chegamos a fim dessa história pessoal! Muito muito obrigada por terem acompanhado desde o início e seguirem acompanhando e comentando ao longos dos 55 capítulos! Espero que a minha história tem envolvido e divertido os seus dias. Um grande abraço e até mais!

Clique no link abaixo para conferir a 2ª temporada!

Para acompanhar a continuação da história clique aqui.

A agitação era grande dentro da sala de parto. Enfermeiros e auxiliares todos se movimentando de um lado para o outro. Eu já estava ficando desesperada, pensando em tudo que poderia estar dando de errado, especialmente com a possibilidade do meu bebê está morrendo dentro de mim. Edward veio até mim e eu segurei o seu braço com força.

— Edward, pelo amor de Deus, me conta o que está acontecendo!

Ele ficou meio hesitante e sua expressão ainda mais preocupada. Começou a acariciar a minha testa. Apertei o braço dele com mais força para pressioná-lo a falar.

— O Walter está desconfiando que o nosso bebê não está conseguindo descer normalmente por que ao tentar ficou mal posicionado. Pelo menos foi isso que eu consegui entender. Ele vai fazer um cardiotocografia para saber como está o nosso pequenino.

Mal ele terminou de falar, os enfermeiros começaram a colocar um negócio cheio de fios na minha barriga e o Dr. Water o posicionando direitinho. Depois ele começou a analisar o papel que saia da máquina. Eu estava desesperada! Queria que o meu filho nascesse logo e bem. As dores da contração não pararam mesmo com o bebê tendo dificuldade para descer. Além de cansada e dolorida, eu estava uma pilha de nervos. Edward segurava a minha mão e enquanto esperava o médico dar o seu diagnóstico.

— Louis e Célia preparem os intrumentos, vamos ter uma cesariana urgente. – Anunciou o Dr. Walter.

— O que está acontecendo com o meu filho, doutor? – perguntei desesperada.

— Vou ser sincero com os dois, o exame está comprovando o que eu temia, o bebê pode estar perto de um sofrimento fetal. Toda vez, Bella, que você tem uma contração a pulsação do bebê cai e eu não quero arriscar que ele fique sem oxigênio.

Comecei a ser aprontada para a cirurgia e me deram uma injeção peridural para me anastesiar. Comecei aos poucos a ficar mole e semiconsciente do que estava acontecendo. Edward beijava a minha cabeça e sussurava ao meu ouvido também tentando manter a calma.

— Vai ficar tudo bem, meu amor.

Quando a cirurgia começou, eu estava meio fora de mim. Não sabia muito se estava dormindo ou acordada. Tentei ficar imaginando como seria a cara do meu filho e pedindo para os céus que ele viesse muito saudável. De leve, eu via Edward se reversando entre ficar ao meu lado ou perto do Dr Walter para acompanhar o parto.

Eu não sabia quanto tempo havia passado quando ouvi bem longe um chorinho estridente e gostoso. Tentei me manter acordada para saber como estava o meu bebê e para vê-lo direitinho.

— Veja Edward, é uma menina! – anunciou o Dr. Walter. – É uma menina saudável!

Edward soltou a minha mão e foi até a nossa filha. Era mesmo uma menina! Edward não errara em seu palpite. Pelo que eu conseguia captar, o médico deixou Edward cortar o cordão dela, a pegou nos braços e a ficou vendo com uma expressão bastante emocionada.

— Marquem essa hora. – falou o médico. – A nossa futura rainha nasceu as 18:30 do dia 11 de setembro de 2012. Deus salve a primeira futura rainha de Belgonia!

As lágrimas saiam pelos meus olhos. Edward a levou até mim e a colocou no meu peito. Tentei me ajeitar num modo que eu pudesse vê-la. O seu pequeno peso em cima de mim era agradável, a minha garotinha não só era bastante saudável como também era muito inteligente, pois já foi logo procurando o meu peito, onde certamente iria encontrar comida. Rimos e eu segurei o seu rostinho.

— Você é tão linda, meu amor!

Ela ficava me olhando curiosa e bem quietinha, como se conhecesse a minha voz. Logo depois a enfermeira a levou para limpá-la. A última coisa que eu me lembro daquela noite é de pedir a Edward que ficasse de olho na nossa menina e apaguei.

—-------------------------------------------------------------------

Foram nove meses de muita ansiedade até chegarmos nesse dia histórico para Belgonia. Nasceu agora à noite, a filha do príncipe Edward e de Isabella, a duquesa de Richmond, que será um dia, a primeira monarca do país.

A placa em frente ao palácio anuncia o nascimento do mais novo membro da família real. Aqui se lê:

“Suas majestades reais, o rei Carlisle e a Rainha Esme, com muita felicidade anunciam que hoje, 11 de setembro de 2012, as 18:30 da noite, nasceu a filha de sua alteza real, o príncipe Edward e Isabella, a duquesa de Richmond. A menina veio ao mundo saudável, pesando 3,150 quilos e medindo 51 centimetros. Mãe e bebê passam bem e aguardam alta.”

A menina que já é o bebê mais famoso de Belgonia no momento foi saudada com 24 badaladas dos sinos da Abadia de Northager e o calor de seus súditos, que aguardavam há dias em frente ao St. Claire Hospital pela sua chegada e agora choram de alegra, fazem apostas para o seu nome e esperam ansiosamente para vê-la pela primeira vez.

Edward e Bella são o casal mais famoso e adorado do país e como num final feliz de contos de fadas recebem ao mundo a sua pequena princesa, que mesmo tão pequena já vem com muitas responsabilidades para o seu futuro. Ela já é a segunda na linha sucessória ao trono, atrás apenas de seu pai, e um dia será a primeira mulher a ocupar o cargo máximo da coroa Belgã. – Jornal da VTI

—--------------------------------------------------------------------

Os raios da manhã batiam nos meus olhos fechados. Abri-os devagar para me acostumar com a claridade. Enquanto eu acordava todas as lembranças da noite de ontem vinham na minha cabeça. Toquei a minha barriga e senti um vazio, ela não estava mais ali. Onde ela estava? Levantei a cabeça e vi a minha mãe abrindo a porta do quarto com uma bandeja enorme de comida. Dei um sorriso ao vê-la e fiquei mais aliviada por saber que ela estava ali.

— Mãe!

— Hey! Trouxe o café da manhã dessa mais nova mamãe!

— Mãe que bom que veio!

— Acha que eu ia deixar de conhecer a minha netinha? Assim quando Edward me avisou que você estava em trabalho de parto, peguei o primeiro avião e vim. Lamento não ter chegado a tempo para o nascimento.

— Tudo bem. Estou feliz que esteja aqui.

Me ajeitei na cama e ela colocou a bandeja nas minha pernas. Tinha uma variedade de comida, mas eu só queria saber da minha filha. Olhei para o bercinho de hospital ao lado e ele estava vazio.

— Onde ela está?

— No berçário. Ela passou a noite lá. Segundo o que Edward me contou, parece que todos já vieram vê-la, já é uma pequena celebridade.

— Você a viu?

— Sim, passei lá no berçário quando cheguei essa manhã. Edward estava saindo do hospital quando cheguei. Ela é a coisinha mais linda que eu já vi!

— É, não é? – falei orgulhosa. – Foi tão sofrido trazê-la ao mundo. Achei que o pior aconteceria.

— Eu soube, querida, lamento tanto que tenha sido assim, mas o que importa é que tudo está bem agora.

— Eu quero vê-la. Será que fizeram todos os exames nela?

— Calma! Ela virá em breve, não se preocupe. Afinal de contas você tem o que ela mais precisa.

Peguei nos meus seios discretamente e me bateu um medo de não ter leite para alimentá-la.

— Será que eu vou conseguir amamentar?

— Vai. Não se preocupe. Agora coma um pouco que você precisa estar forte para ter bastante leite para a nossa princesinha.

Olhei para a comida e fiquei meio sem vontade. Eu ainda estava meio enjoada da anestesia e me sentia sem fome, mas fui comendo uma coisa e outra só para não ficar sem comer nada. Assim que terminei, a enfermeira entrou no quarto com um pacotinho rosa. Era minha filhota linda que estava chegando! Fiquei toda boba ao vê-la.

— Essa mocinha já está ficando com fome.

A minha garotinha se contorcia toda dentro da manta já querendo abrir o berreiro. Mamãe a pegou no colo e começou a conversar com ela, porém estava óbvio que ela não estava a fim de papo, queria comer. Mamãe a trouxe para mim e eu fiquei com medo de não saber como alimentá-la ou que ela se engasgasse. A enfermeira, gentilmente desatou a minha roupa de hospital e me ensinou a posicionar o bebê na posição correta no meio seio para que ela pudesse se alimentar corretamente. A minha filha era esperta e não fez cerimônias, já foi logo mamando como se já soubesse fazer isso há muito tempo. Foi bem dolorido no começo, mas me mantive forte, já que a minha pequena dependia disso.

Eu a olhava com adoração enquanto ela sugava o leite com vontade. Fiquei analisando cada detalhe do seu rostinho. Definitivamente, Edward vencera em muitos aspectos, ele estava presente nela no formato de seu rosto, na boca e nos olhos, para mim ela era a cara dele com algumas coisas poucas minhas misturadas pelo seu rostinho delicado. Ela veio exatamente como eu queria. Era tão mágico estar ali segurando algo que era meu, que era parte de mim e do homem que eu amava! Fui mesmo uma boba ao imaginar que a maternidade não era algo especial. Eu estava muito grata por passar por essa experiência. O meu coração era todo daquela garotinha nos meus braços.

Quando ela acabou de comer, a enfermeira me ensinou a pôr para arrotar e vi que o bebê não duraria muito tempo acordado. Ela já se movia lentamente em meus braços, colocando as pequenas mãos em seus olhinhos. Era a coisa mais fofa que existia! Edward chegou bem na hora com um lindo buquê nas mãos. Dei um sorriso enorme ao vê-lo e ele me devolveu outro ao me ver com a nossa filha. Mamãe nos deixou a sós dizendo que precisava descansar um pouco da viagem. Edward colocou as rosas no vaso e veio até mim.

— São lindas! Obrigada, meu amor.

Edward sorriu e beijou a minha testa. O bebê dormia tranquilamente em meus braços. Ficamos algum tempo apenas a observando feito dois bobos. Estávamos fascinados por ela.

— Edward como pudermos fazer algo tão perfeito assim?

Ele sorriu e acariciou os ralos cabelos da nossa filha.

— Definitivamente foi a coisa mais perfeita que já fizemos em toda a nossa vida! Estou muito grato a você por me dar esse presente tão incrível!

— Nos presenteamos multuamente.

— Por falar em presente... Trouxe aqui uma medalhinha de santa Eudóxia para ela.

— É mesmo? Deixa eu ver.

Edward tirou do bolso uma caixinha pequena com uma medalhinha de ouro presa a um grampo. Era linda! Ele a tirou da caixa e colocou pendurada na roupinha da neném.

— Já está benta. É para protegê-la!

— Ela precisará mesmo de muita proteção em toda a sua vida.

— Você sabia que é uma tradição dentro da família real presentear todos os novos membros da realeza com uma medalha da padroeira de Belgonia? Eu ainda tenho a minha de quando eu nasci. –Edward abriu um pouco a blusa e mostrou o cordão com uma medalha já um pouco gasta em seu pescoço. Eu já tinha a visto nele muitas vezes, mas só agora eu entendia bem o seu significado.

— É por isso que eu ganhei uma.

— Sim, é meio que um símbolo da realeza ou algo assim.

Fiquei pensando nisso que ele falou. Minha menina era tão pequena e já tinha tantas responsabilidades nas costas. Era uma criança tão importante para tantas pessoas. Como fazer com que ela não se sentisse pressionada com o futuro que lhe reservava? Como fazer com que ela fosse feliz como qualquer criança?

— Temos quer dar um nome a ela. Não podemos chamá-la de bebê pelo resto da vida, não é?

— Quais as regras para isso?

— Nenhuma que eu saiba. Só sei que deve ser composto e geralmente é escolhido um nome tradicional na família, mas não é nada obrigatório em lei. – ele sorriu.

Fiquei olhando o rostinho da minha filha e pensei que ela vinha para fazer a diferença. Será a primeira menina a estar bem próxima a linha sucesória ao trono. Não podia ter um nome igual ao dos outros. Então uma ideia surgiu na minha cabeça de repente e me agradou bastante.

— Que tal Renesme?

— Rene o que?

— Renesme. Como Renée e Esme, os nomes de nossas mães.

Ele pensou um pouco e respondeu:

— Elas vão ficar muito felizes com essa homenagem.

— Achou estranho?

— Não é um nome comum... Mas é único. É perfeito!

Sorri e beijei a cabecinha da minha pequena que agora seria Renesme.

— Podemos colocar o outro nome dela de Carlie como os nomes dos nossos pais.

— Então assim será! Seja bem-vinda Renesme Carlie!

Os dias passaram e Renesme era a sensação em todo o país. Há todo momento saia algo sobre ela na TV ou na internet. Estavam todos morrendo de ansiedade para vê-la. O hospital estava cercado de pessoas curiosas. Aquilo enchia o meu peito de carinho, mas eles só iriam conhecê-la na hora certa.

Todos da nossa família já tinham passado por aqui para visitá-la. As titias Alice e Rosalie eram presenças constantes, porém as mais emocionantes com certeza foi a dos mais novos avós. Eu soube por Edward que Esme e Carlisle tinham vindo para o hospital logo depois dele. Tinham aguardado ansiosamente na sala de espera pelo nascimento da primeira neta deles e quando ela foi para o berçário, eles puderam vê-la pela primeira vez pelo vidro. Edward a segurava e a apresentava todo orgulhoso para a família. Mas só no dia seguinte ao seu nascimento é que eles puderam vê-la melhor. Os dois ficaram babando nela feito dois bobos ou como um cego vendo a luz pela primeira vez.

— Pai e mãe, ela se chamará Renesme. – anunciou Edward todo contente.

— É mesmo? Mas por quê? – Esme perguntou curiosa.

— Não percebeu Esme? – perguntou Carlisle já associando a combinação dos nomes. – Renée e Esme, entendeu?

— Meu Deus é isso mesmo! Como eu não percebi antes? – ela falou já chorando. – Obrigada meus filhos! Eu não mereço tanto carinho!

Edward abraçou a mãe também emocionado e eu vi a felicidade de volta dentro da família como há muito tempo não acontecia. Renesme tinha vindo ao mundo para curar todas as feridas.

Papai e Sue vieram logo depois para conhecer a minha pequena. Papai tinha medo até de chegar perto dela com receio de machucá-la. Sue ria da reação dele e segurava apertado a minha pequena como se ela fosse sua neta também.

— Venha segurá-la Charlie. Eu prometo que ela não morde! – Sue brincou.

— Claro que eu sei disso. Me dê ela aqui.

Sue passou Renesme com cuidado para os braços do meu pai e esse a pegou meio desajeitado, porém todo cuidadoso. Era nítida a sua emoção ao segurar a sua primeira netinha e também a sua adoração por ela. Renesme olhava para ele com os seus olhos curiosos se perguntando, provavelmente, quem era aquele homem estranho que estava a segurando dessa vez?

— Reneesmi? Mas que nome estranho foi esse, minha filha?

— É uma homenagem pai. A mamãe e Esme, as duas avós dela.

— Eu achei lindo! – anunciou Sue com alegria.

— Eu não sei não...

— Carlie é o segundo nome dela, pai, como Charlie e Carlisle, os avôs dela.

Papai parou por um instante e deu um sorriso de leve. Logo aquela pose de durão caiu e ele ficou todo bobo com a homenagem.

— Ô filha! Eu não sei nem o que dizer...

— Eu te amo pai!

— Eu te amo filha! Muito obrigado!

Ele veio até mim com Renesme ainda nos braços e beijou a minha testa. Sue olhava para nós com orgulho com aquele seu sorriso meigo no rosto.

— Com quem você acha que ela se parece Charlie? – perguntou ela.

Papai analisou Renesme com atenção e disse com sinceridade:

— Ela tem os seus olhos, Bella. – anunciou o meu pai.

— É mesmo? Eu acho que ela é igualzinha a Edward.

— Não, ela é bonita que nem você. A nossa princesinha Swan!

— Sim, a nossa princesinha Swan.

Dois dias depois do nascimento de Renesme, ganhamos alta para irmos para casa. Logo cedo pela manhã tomei a minha injeção imunoglobulina Rh, para que não houvesse nenhum problema nas minhas futuras gestações. Renesme até no tipo sanguíneo tinha puxado o pai, era A+ como ele, e graças a Deus, a pesar do meu problema com o RH dela nada tinha afetado em sua saúde.

Porém, o que todos aguardavam ansiosamente era a primeira aparição pública de Renesme. Éramos obrigados a passar por esse momento logo após o nascimento do bebê, por que na teoria e na prática a família real, eram figuras públicas e como eram sustentados pelo povo tinha que garantir que este soubesse o que era mais importante em suas vidas. Antes de Esme, resolver ter os seus filhos no hospital, os bebês reais eram apresentados em frente ao palácio com no máximo cinco dias após o seu nascimento e ainda teriam que tirar muitas fotos para serem divulgados na imprensa. Atualmente, a apresentação do bebê era mais imediata, bem após a saída do hospital, onde devíamos pousar em família para o público curioso e para os jornalistas de plantão.

É claro que eu estava preocupada com esse momento. Eu que nunca gostei de muita atenção, aparecer diante de todos, principalmente após dar a luz, para mim era invasivo demais. Eu me sentia como se tivesse parindo em frente a eles. Porém, era um rito de passagem que eu tinha que enfrentar e sabia disso desde o início. A saída da maternidade era muito mais do que um evento familiar, era no nosso caso, um assunto de Estado, ainda mais para alguém na importância de Renesme.

Por isso chamei Pierre para dar um trato em mim. Se era algo que eu tinha que me submeter, queria pelo menos estar apresentável. Minha preocupação também era com o fato de que Renesme poderia se assustar com o barulho das pessoas e dos flashes das câmeras. Tadinha da minha filha, tão pequena e já tinha que passar por todo esse assédio. Resolvi amamentá-la enquanto Pierre ajeitava o meu cabelo. Assim, ela estaria adormecida quando tivéssemos que enfrentar as feras.

Edward chegou ao quarto com uma cara de orgulho como nunca eu tinha visto, começou a sorrir quando me viu ali sentada fazendo escova no cabelo e com Renesme mamando. Ele se apressou e tirou uma foto para guardamos de recordação. Revirei os olhos, mas não acabei com animação dele.

Eu sabia o quanto ele estava se sentindo orgulhoso por poder apresentar a todos a sua filha. Era um momento importante para ele também e quando tudo ficou pronto, formos para a saída da maternidade, agradecemos a todos os profissionais que cuidaram tão bem de mim e da minha filha e seguimos para onde as pessoas gritavam eufóricas.

Eu podia ver de longe os vários flashes que já saiam das câmeras dos fotógrafos. Com certeza, Renesme seria o bebê mais fotografado do país e eu não me sentia muito bem com isso. Quando as portas se abriram, os seguranças de Edward e o meu se posicionaram para a nossa proteção e a minha reação foi idêntica ao do casamento quando vi aquele mar de pessoas nos aguardando, surpresa na certa! Eu nunca tinha visto algo assim, as pessoas chorando de alegria e gritando pelo nascimento de um bebê que nem era delas. Era acolhedor também, tinha que admitir, a alegria deles era a minha e a de Edward também, mas era algo incomum com certeza.

Edward segurou a minha mão para me ajudar a descer os batentes até a calçada com o bebê nos meus braços e continuamos de mãos dadas por uns minutos enquanto tiravam a nossa foto. Renesme dormia tranquilamente, Graças a Deus! Mas eu não me sentia bem. Meus pontos da cesariana doíam por que eu não tinha antes passado tanto tempo de pé, mas mesmo assim mantive o sorriso discreto e aguardei o fim de tudo sem reclamar.

O carro do palácio parou em nossa frente e entramos sem mais delongas. Edward colocou Renesme na cadeirinha cuidadosamente e nos sentamos em torno dela só apreciando a nossa cria. Quando chegamos ao palácio, fui surpreendida com toda a família em nosso apartamento com balões rosas espalhados por toda parte e faixas que diziam: “Seja Bem-vinda Renesme!” e “Feliz Aniversário Bella”. Bem coisa de Alice, é claro! Eu nem me lembrava que era meu aniversário.

— Feliz aniversário, meu amor! – desejou Edward enquanto me dava um selinho.

— Que surpresa maravilhosa! É bom ter todos vocês aqui!

Mamãe veio em minha direção com um bolo cheio de velinhas e todos cantaram os parabéns. Fiquei meio boba com o momento e sem saber muito o que dizer ou o que fazer.

— Faça um pedido antes de apagar as velas Bella. – pediu mamãe.

Mas o que mais eu podia querer? Eu já me sentia a mulher mais sortuda e completa do mundo! Eu nunca imaginei que poderia ganhar tanto na minha vida! Eu só tinha a agradecer enquanto apagava as velas que simbolizavam mais um ano de minha vida.

E fui abraçada por todos aqueles que eu amava. Meus pais, a família de Edward, Jake, Leah, Ângela. Era como um sonho! Parei um pouco para observar tudo que estava acontecendo ao meu redor e foi isso mesmo que entendi que era o que se passava na minha vida naquele momento. Eu vivia no meu conto de fadas particular. Eu me sentia feliz e amada como nunca. Como alguém poderia ter uma vida tão perfeita quanto essa?

Fiquei observando Renesme ser passada de braço em braço, sendo paparicada pelos seus familiares afoitos. Eu no momento só queria fazer que o mundo dela fosse mais confortável e melhor. Para ela que continuaria vivendo.

— Não monopolizem a menina! – pediu papai. – Vocês vão deixá-la enjoada desse jeito.

— Me entregue aqui a minha futura afilhada! – pediu Jake enquanto tirava Renesme dos braços de Rosalie.

— Afilhada? – perguntou ela. – Quem vai ser a madrinha?

Tanto Rosalie quanto Alice olharam para mim e Edward. Dei um sorriso sem graça. Tinha caído num beco dem saída. Teria que escolher uma das duas.

— Bom... Não sei se Edward vai concordar com isso. Nós adoramos as duas! Renesme tem muita sorte de ter duas tias muito boas! Mas eu vou ter que escolher Rosalie. Ela foi grande amiga e me ajudou muito quando eu mais precisei. Eu sei que ela adora Renesme também, então se Edward concordar... Você acompanhará Jake na Igreja no dia do batizado.

— Por mim... Sem objeções. – afirmou Edward.

Rosalie bateu palmas comemorando e Alice já foi logo dizendo para eu ter outro filho para ela ser a madrinha. Tadinha de mim! Pela experiência que tive na gravidez de Renesme, não quero outro filho tão cedo!

Após ser muito paparicada, Renesme se cansou e começou a chorar. Edward a trouxe para mim e resolvemos nos recolher no quartinho dela para que eu a pudesse amamentar e pô-la para dormir mais calmamente. Alguns minutos depois, Renesme mamava tranquila e Edward ficava acariciando a sua cabecinha. Olhei para eles dois com tanto carinho, eu amava mais aquelas duas pessoas do que a mim mesma. Jamais na vida poderia viver sem eles. De repente, Edward tomou os meus lábios amorosamente, quebrando totalmente a minha concentração. Eu pressionei minhas mãos ao rosto dele de novo e ele enconstou a testa na minha.

— Sinto que agora o nosso final feliz está começando de vez. – declarou.

— Não quero que seja um final e sim um começo de uma vida longa e feliz. Promete?

— Prometo! Até o dia em que eu fechar os olhos para sempre.

— Isso parece exatamente certo pra mim.

Ele sorriu e beijei a bochecha da nossa pequena e nós continuamos em êxtase no nosso pequeno mundo. Na nossa bolha de amor, no nosso início do para sempre.

—-----------------------------------------------------------------------------

Acompanhe a continuação dessa história aqui:

https://fanfiction.com.br/historia/799059/Dinastia_2_-_A_Princesa_Renesme/

Notas finais
Comentem o que acharam desse final! Estou muito curiosa para saber a opinião de vocês! A temporada terminou, mas continuarei postando pequenas histórias familiares no "Curiosidade - Dinastia" para o deleite de vocês, então, acompanhem a outra finc também! Até breve pessoal! Beijos!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!