Notas iniciais
Mais um capítulo para vocês e espero que gostem! Meus agradecimentos a Cupcakeimperfeito, juaassaid, lelinhacullen, Érica, Aika, Talita Martins e Anna pelos comentários. Vocês são mil! ;) Boa leitura!

Edward segurou a minha mão e caminhamos em direção ao altar, a linda música Ave Maria começou a ser tocada no saxofone. Me arrepiei toda e comecei a querer a chorar novamente. Essa música, além de emocionante, despertava em mim todas as lembranças desses últimos três meses, de tudo que eu tive que vivenciar até chegar na manhã de hoje e ser tornar a esposa de Edward.

Lembrei do dia em que Nick veio até mim com uma agenda preta cheia de marcações. Eu sabia que eram os meus compromissos oficiais. Mas a expressão dele era séria e eu sabia que tinha algo mais ali.

— O que houve Nick?

— Você tem algum problema com a duquesa de Clarence?

— Não. Por que?

— Ela se ofereceu para lhe acompanhar no seu primeiro compromisso oficial. Eu pelo menos fique bastante grato por isso por que a agenda dos outros membros da família está simplesmente lotada. Eu não seria adequado que você iniciasse os seus compromissos sozinha.

— Bom... Se for para ajudar... Eu não tenho nada contra.

— Ótimo! Que tipo de compromisso gostaria de cumprir primeiramente? Festas, jantares beneficentes, visitas a escolas ou museus?

— Bom, eu gostaria de começar pela escola. Por que sempre gostei de lidar com a educação, então acho que vai ser uma boa pedida para mim.

— Certo então! Você e a duquesa de Clarence deverão comparecer a escola pública de Belgravia para uma visitação a partir das nove da manhã daqui a dois dias.

— Combinado!

— Vou enviar para vocês duas a programação certinha para saberem o que vão encontrar por lá. Mas já adiantando, vocês irão conversar com professores, diretora e verão as exposições artísticas que as crianças vão apresentar.

— Certo. Algum discurso?

— Não por enquanto. Vamos começar com calma.

— Ótimo então!

Claro que não pude evitar o meu nervosismo ao pensar que pela primeira vez, eu estaria diante de um grande público como a noiva do príncipe herdeiro no primeiro compromisso oficial. Era desafiador demais e nem que eu quisesse não conseguiria reprimir esse sentimento. Eu queria passar a melhor imagem possível para eles, mas ao mesmo tempo eu tinha medo de ser superficial e forçada demais. Era terrível ter que passar por isso. Mas eu tinha que me acostumar, não é?

Então fiz questão de pesquisar tudo que eu poderia encontrar sobre a escola e sobre os projetos que eles realizavam para assim ter o que falar e também não dizer nenhuma bobagem. Achei muitas coisas interessantes até. Era uma escola muito engajada em projetos disciplinares que desenvolvia as multi inteligências dos alunos. Fiz uma anotação mental para perguntar mais sobre isso. Dei uma olhada também na história do colégio, o nome dos profissionais que trabalhavam lá e fui anotando tudo numa caderneta para não esquecer. Assim que terminei as minhas buscas, respirei fundo e pensei não seria tão ruim assim esse evento.

No dia seguinte, acordei cedo e vesti um dos vestidos que Alice me dera. Consultei o livro de protocolos para saber se havia algum impedimento sobre maquiagem. Pois, eu queria parecer acima de quaisquer críticas. Alice tinha pedido a Esme para contratar uma pessoa que pudesse me ajudar com essas questões estéticas, e minha futura sogra tinha aceitado o pedido prontamente, porém enquanto tudo não fosse protocolado para que a verba e a justificativa dessa contratação não saísse, eu tinha que me virar sozinha. É claro que o livro de protocolos trazia várias regras sobre maquiagem também. Afinal, o que esse livro não impedia a gente de fazer?

Nele dizia claramente que era estritamente proibido o uso de batons com tons avermelhados ou ousados. Qualquer cor que não seja rosa ou um tom claro é inapropriado. As damas reais sempre precisam optar por uma maquiagem natural e apenas refrescar o rosto com um pouco de pó. Porém, o destaque nos olhos estava liberado. Então resolvi destacá-los com um lápis que ressaltasse bem a minha cor dos meus olhos.

O motorista do palácio chegou alguns minutos antes do evento, obviamente. George, o meu segurança, e eu entramos no carro já encontrando Rosalie dentro. Sorri em sua direção e fui retribuída. O meu relacionamento com ela melhorou bastante desde que tivemos aquele episódio do aborto. Eu me esforçava para compreendê-la e ela tentava apagar a primeira impressão errada que tinha de mim, deixando o passado para trás. No fundo, eu estava satisfeita por tê-la ali ao meu lado hoje. Rosalie era bem mais experiente do que eu nesse universo da monarquia e suas obrigações, certamente me daria bons conselhos. Assim, eu esperava.

— Está nervosa Bella?

— Estou um pouco. Não quero passar uma má impressão.

— Devo começar dizendo que achei a sua maneira de vestir bastante adequada.

Agradeci e as minhas bochechas ganharam um pouco de cor. Rosalie nunca tinha me elogiado antes. Sem falsa modéstia, eu até concordava com ela. Eu tentei me vestir de acordo com os protocolos, mas também de uma maneira mais jovial, com anéis nos dedos indicadores e polegares e também a pulseira que ganhei de Edward. A intenção era que os jovens pudessem se reconhecer em mim. Por que uma coisa eu tinha aprendido, a roupa que você usa pode passar muitos significados para a pessoa que te observa.

— Sabe que você está me fazendo lembrar de quando comecei há quase três anos atrás?

— E como foi? Aposto que nem ficou nervosa.

— Pelo contrário. Eu estava uma pilha de nervos também. Meu primeiro compromisso real foi ao lado de Esme em um jantar beneficente.

— Começou bem, ein? Longo ao lado da rainha.

— Para você ver. Mas isso não me preocupava muito. Eu já tinha uma certa amizade com Esme. Mas toda aquela responsabilidade era o que me assustava. Por mais que eu tenha convivido boa parte da minha vida com muitos flashes e pessoas de todo o tipo, nada se compara a esses compromissos oficiais.

— Eu percebi isso. As pessoas esperam tanto de você. É algo diferente.

— E também o fato de que há tantas regras para serem seguidas a risca. Você ter que ser perfeita o tempo inteiro. Eu tento fazer as coisas do meu jeito, afinal o que é ter que enfrentar todo esse desafio se eu não poder ser eu mesma? Mas nem sempre sou bem vista por causa disso. – deu de ombros.

— Você já parou para pensar no propósito de tudo isso? Por que ás vezes eu acho meio inútil. Sei lá, como se não fosse real...

— Sim, quando eu cheguei aqui, eu também achava a monarquia bizarra. Acredito que isso seja natural para nós que crescemos longe disso. Para mim a república e a monarquia basicamente davam no mesmo. Por que ambas têm as mesmas coisas que eu acho ridículo, os jogos de poder, ambição e tudo mais. Porém, a monarquia tem algo diferente que eu não sei explicar. É como se fosse algo natural para essas pessoas.

— Eu também percebi isso. O povo venera tanto vocês, quer dizer, nós, é como se a família real fosse algum parente deles. Que eles conhecessem tão bem que podiam confiar.

— Eu sei como é. Foi um grande impacto para mim quando eu comecei a frequentar os meus compromissos sociais.

— Mas não é gozado? Por que sinceramente, a monarquia pouco contribui para a vida deles, pois governam apenas superficialmente. Seria muito melhor para todos se não tivessem que pagar impostos para manter a família real com tantos luxos, não acha?

Ao dizer isso fiquei com a sensação que eu estava falando algo muito forte e bem socialista, nada condizente com a minha atual posição. Rosalie não se espantou com o meu comentário e sorriu.

— Entendo o seu ponto de vista, Bella, mas precisa conhecer um pouco mais sobre a monarquia aqui em Belgonia. A família real ela tem um impacto muito grande para a população. O trabalho de Carlisle é inovador e muito bem visto. Além disso, a realeza os influencia o tempo inteiro e em qualquer situação. No fundo, essas pessoas só querem alguém para os inspirarem, para fazê-las acreditarem que tudo vai dar certo no final.

— Você tem razão nesse ponto. Mas ainda acho que a família real não precisaria de toda essa pompa para fazer um bom trabalho.

— Sim, é verdade. Acredite, eu tentei fazer algumas alterações que eu podia fazer nessa estrutura que nos rege, mas o ciclo é fechado demais, Bella. Eu percebo hoje que a realeza sobrevive justamente por causa disso, por que ela é diferente de tudo e de todos. Ela se mantém dualmente entre estar em contato com o público e se manter distante dele para que as pessoas sempre os vejam de uma maneira diferenciada e continuem encantando. Então, o melhor que podemos fazer é trabalhar o máximo que pudemos para darmos bons exemplos e trabalhar por causas realmente necessárias de mudança.

— É por isso que se envolve em tantos trabalhos humanitários.

— Sim. Eu sempre achei minha vida de modelo muito superficial. Tinha coisas que eu queria fazer e não podia. Mas como duquesa, e membro da família real, eu passo a atingir um público maior e ter mais influencia para lutar pelo que eu acredito.

— Entendo. Além, do que a mantém entretida. – sorri.

— Com certeza!

O Carro parou em frente à Escola Pública de Belgravia os nossos seguranças abriram as portas do carro para que eu e Rosalie descêssemos. Não era nenhuma novidade que haviam muitos curiosos ali para nos ver e também a imprensa, inclusive a oficial do palácio.

Formos recebidas pela diretora da escola e por duas alunas fardadas que tinham um lindo buquê de flores nas mãos. As quatro fizeram uma reverência e as alunas nos presentearam com as flores. Recebi agradecida e sorri para elas. Cumprimentei a diretora com aperto de mão e seguimos para dentro da escola.

Pelas minhas pesquisas, a Escola Pública de Belgravia é a mais antiga de Belgonia. O funcionamento dela iniciou ainda no primeiro reinado no século XIX e era considerada modelo para todo o país. Eu estava bastante curiosa para conhecer o funcionamento e métodos dela. Ironicamente, antes de pensar em namorar Edward, e ter que abdicar da minha profissão antes mesmo de começá-la, eu tinha muita vontade em trabalhar um dia nessa escola.

— Diretora, sabe que fiquei bastante curiosa para conhecer os métodos de vocês. Eu soube que essa escola é modelo para toda Belgonia.

— Sim, nós podemos nos orgulhar disso. Na verdade há 22 anos a gente vem desenvolvendo um trabalho voltado para uma educação diferenciada e longe dos moldes tradicionais. Trabalhando a interdisciplinaridade e com aulas mais práticas.

— Interessante.

— Vocês costumam envolver temas transversais no currículo das crianças? – Rosalie perguntou e eu fiquei bastante surpresa por ela saber de temas assim tão específicos da educação.

— Sim, trabalhamos muito o meio ambiente aqui na escola, por exemplo. Mas sempre que podemos inserimos outros assuntos.

Rosalie assentiu e seguimos entrando pela escola até a quadra onde o evento estava sendo realizado. Pude observar que a escola trazia em sua estrutura muitas características antigas ainda de sua fundação. Achei bacana! Sempre achei que não precisaria destruir o antigo para dar lugar ao novo na hora de oferecer uma educação de qualidade para as crianças e jovens.

— Que tipo de evento está sendo realizado hoje? – perguntei.

— É um evento tradicional que fazemos no verão. As crianças tem a oportunidade de expor alguma coisa criada por elas e apresentar para o grande público, além de competirem entre si e promover a diversão entre elas.

— Que legal! Tem algum tema especifico para que elas possam trabalhar em cima disso?

— O tema é literatura por toda parte.

— Ótimo! Vocês sempre incentivam as crianças a prática da leitura?

— Com certeza! E você verá que há muitas crianças talentosas aqui hoje.

E tinham mesmo. Rosalie e eu visitamos cada estande divididos por séries e vimos vários alunos expondo poemas, redações, pinturas e tudo feito por eles próprios. Li alguns e fiquei bastante encantada com tudo. Escutei também atentamente o que eles nos tinham a dizer e mais surpresa com a capacidade deles com cada resposta correta que eles nos davam as perguntas minhas e de Rosalie.

Eu estava achando bastante empolgante estar ali e até tinha esquecido o meu nervosismo inicial. É claro que eu estava atenta a tudo que Rosalie fazia para eu tentar seguir e não cometer nenhuma gafe, porém, eu sentia que aquele universo era meu e não tinha como dar errado. Uma pontada de angustia me bateu por eu não poder mais seguir trabalhando na área da educação como eu sonhara antes. Mas com certeza, eu não a tiraria da minha vida.

Em seguida, todos nós sentamos para assistir as apresentações dos alunos. Me encantei ainda mais. Na verdade, eu não sabia de onde essas crianças tiravam tanta criatividade! Houveram danças, músicas, e até um poema dedicado a mim e a Rosalie. Me emocionei toda e até fiz questão de abraçar a criança pela homenagem tão linda!

Fiquei atenta até o final e sai dali bastante feliz. Primeiro por tudo ter saído como planejado e segundo por me sentir tão amada e acolhida por todos que faziam parte da escola. Me fazia me sentir mais importante e com um propósito a ser cumprido. No carro, não havia espaço para guardar tantas lembrancinhas que nos deram. Eu iria guardar todos.

— Têm algum compromisso para agora Bella?

— Não. Só tenho aula de sueco ás duas. – fiz uma careta e Rosalie sorriu.

— Sueco é mesmo terrível!

— Já andei dando uma leve olhada no material de estudos e achei dificílimo!

— E é. Mas você só precisará do básico. Na maior parte dos países que você for visitar, as pessoas vão falar em inglês com você. Aprender sueco é só uma formalidade.

— Assim espero.

— Por que não vamos almoçar juntas?

Olhei para ela e não estranhei o convite. Na verdade, Rosalie estava tentando ser mais amigável comigo e eu estava até gostando que as coisas estivessem caminhando para caminhos mais calmos. Mas eu via em sua expressão que ela procurava desabafar e por algum motivo ela acreditava que eu seria uma boa ouvinte e conselheira.

— Acho que será uma boa ideia.

Ela pediu ao motorista para que nos levasse a um restaurante francês bem famoso aqui de Belgravia que na verdade eu nunca tivera a oportunidade de visitar e nem queria, pois eu tinha uma certa impressão que a comida era pouca e ruim para o meu paladar, mas eu aceitei de bom gosto para agradá-la e também seria uma chance de me refinar.

Ao chegarmos, formos recebidas por alguns paparazzis que nos tinham perseguido desde a escola. Mas isso já era de praxe para mim e já até tinha me acostumado. O restaurante era mesmo chiquérrimo! Tudo parecia tão delicado que dava medo de encostar em alguma coisa e quebrar. Mas me mantive atenta a todos os meus atos e silenciosa. Na hora de pedir o prato foi outra novela. Eu não entendia nada de francês e aquilo era um completo absurdo para alguém que se casaria com um príncipe. Fiquei envergonhada, porém evitei a gafe e pedi o mesmo que Rosalie. Quando o garçom saiu perguntei:

— Rosalie, eu vou fazer uma pergunta, mas não precisa me responder se não achar conveniente. – Ela assentiu e eu continuei. – Os seu forte engajamento nos projetos sociais é uma maneira de se manter longe do palácio?

Ela suspirou um pouco e foi sincera ao responder.

— Não só por isso. Na verdade, os meus compromissos é uma maneira de eu me sentir mais viva e dar mais sentido a minha existência, entende? De uma forma ou de outra, acho que eu ajudo a construir um mundo melhor.

— Isso é bastante nobre!

— Mas confesso que nos últimos tempos, os meus compromissos tem me ajudado bastante a me manter longe de todos os problemas. Me leva para um outro universo.

— Para longe de Emmett...

— Principalmente. Não sabe o quanto é doloroso entrar naquele palácio e conviver com tudo aquilo, ver Emmett se deteriorando e Carlisle e Esme passando a mão na cabeça dele... É sufocante. Eu tenho vontade de gritar. De estalar os dedos e fazer todo mundo pensar direito. Mas eu não posso. O meu grito fica mudo por que eu não posso dizer nada. Tenho que suportar tudo como se nada tivesse acontecendo por que faz parte do jogo.

Eu podia mesmo sentir a tensão sair de dentro de Rosalie no momento em que ela chegou perto de mim. As lágrimas que começavam a descer em seu rosto me diziam que em algum momento ela explodiria. Por que protocolo nenhum poderia tirar os sentimentos das pessoas. Toquei o braço dela, compadecida com o seu sofrimento e entendendo o alívio que ela estava sentindo em poder desabafar.

— Eu compreendo você, Rosalie. Eu acho um absurdo todos esses protocolos estúpidos que nos anulam, que não nos deixam sermos humanos.

— Bella, todos os dias eu penso em desistir e largar tudo. Mas tem uma coisa que me prende e me faz ficar. – Ela respirou fundo e continuou. Eu já podia imaginar o que era antes dela me dizer. – Eu o amo. Eu queria arrancar esse sentimento de mim, mas eu sou masoquista o suficiente para deixá-lo ali. Quando ele está perto de mim, eu tremo. Dá vontade de sacolejá-lo e fazer com que ele volte a ser aquele Emmett de antes, do tempo em que eu o conheci...

— Rosalie e você por caso não pensou em dar uma nova chance para ele? Alice me contou que ele está se esforçando dessa vez. Acho que o que aconteceu deu mais motivação para ele. Eu soube que ele está quase um mês sem beber.

— Bella, eu escuto isso há quase três anos. Dessa vez não dá para levar a sério.

— Será mesmo que agora não é para valer, Rosalie? Se quer a minha opinião, acho que você deveria ouvir o seu coração e dar uma nova chance para ele. Incentivá-lo ainda mais a sair dessa.

— O meu coração quer isso, mas a razão não deixa. Acho que ele precisa é se tocar que se fizer besteira vai me ter longe pra valer. Eu não posso ficar voltando para ele sempre que ele começar o tratamento e desistir.

— Vamos tirar a prova dos nove?

— Como?

— Onde ele está agora?

— Não sei.

— Mas vamos saber.

Rosalie me olhou confusa e eu peguei o celular na minha bolsinha de mão e liguei para Nick. Demorou um pouco, mas ele atendeu.

— Nick, é Bella. Por acaso eu poderia saber o compromisso de agora do Emmett?

— Para que?

— Para fazer uma boa ação.

— Não estou entendendo.

— Me diga onde ele está Nick.

— Ele está na instituição dele, na sede do Sport Time.

— Ótimo! Obrigada.

Rosalie me olhou espantada e fiquei esperançosa. Era um bom sinal saber que ele estava se dedicando a sua fundação e não bebendo. Depois do almoço, eu levaria Rosalie até lá para ver isso de perto e foi exatamente o que fizemos. Depois que comemos, seguimos direto para a fundação. Rosalie estava ansiosa e meio desconfiada. Ela não sabia o que eu pretendia.

Demorou um pouco para chegarmos na sede da fundação Sport Time. Pelo pouco que eu sabia, Emmett tinha criado essa fundação em 2007 quando ele tinha acabado de voltar do exército. Edward me falou que o irmão sempre foi ligado a qualquer tipo de esporte por que isso envolvia o seu lado competitivo também era uma maneira dele poder descarregar as suas energias que ele sempre teve muita. A intenção da fundação era poder ajudar crianças carentes para que elas se envolvessem com esportes e se afastassem de qualquer coisa que pudessem afastá-las de um bom futuro. Quando eu soube disso, fiquei muito tocada, era bonito o que Emmett fazia e também era uma maneira dele afastar essas crianças do mesmo destino que ele teve.

Quando chegamos, pedi uma maior descrição. Eu não queria que Emmett soubesse que nós estávamos lá. Rosalie estava nervosa ao meu lado. Permaneceu calada todo o percurso e eu até pensei que ela poderia ter ficado com raiva de mim, mas eu só estava querendo fazer o bem para esses dois.

Seguimos até a quadra e ouvimos gritos alegres de criança. Era até gostoso de se ouvir tanta alegria. Eu e Rosalie ficamos observando de longe Emmett brincando com uma porção de crianças que poderiam ter mais ou menos entre seis a sete anos. Ele tentava ensinar elas a jogar futebol, mas na verdade elas queriam era se aproveitar do seu tiozão brincalhão. Emmett parecia tão criança quantos as que estavam em torno dele. Ele parecia tão bem perto deles que nem de longe lembrava o Emmett bêbado e causador de problemas.

Rosalie olhava para ele com lágrimas nos olhos. Talvez pensando no futuro que teria com Emmett se ele não tivesse tantos problemas em torno dele. Como ele seria um bom pai para aquele bebê que tinha ido embora. Talvez não tenha sido mesmo uma boa ideia tê-la trazido aqui. Comprovei isso quando Emmett se deu conta que estávamos ali o observando. Ele ficou olhando para nós e não se aproximou, com medo da reação de Rosalie. Naquele momento, não importava a bagunça que as crianças faziam ou a minha presença, era só Emmett e Rosalie se encarando. Mas não foi por muito tempo, ela olhou para mim e implorou com os olhos para que eu a levasse dali.

— Vamos embora Bella, por favor.

Nem discuti. Saímos dali com os olhos de Emmett ainda nos observando. Eu tinha impressão que Rosalie queria evitar o que ela sentia com medo de se decepcionar. Mas, no fundo, eu sabia que isso não duraria muito tempo. Uma hora tudo ia ser resolvido e a paz reinaria entre esses dois. Eu não sabia quando, mas nunca poderíamos perder as esperanças, não é? Eu poderia ver um futuro muito feliz para os dois e eu sentia que um dia iria se concretizar.

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Conheça os segredos e as curiosidades sobre a vida de Rosalie, a duquesa de Clarence lendo a sua biografia aqui. Você vai amar!

Notas finais
E aí o que acharam? Comentem bastante! Não deixem de visitar também o "Curiosidades - Dinastia" para conhecer um pouco mais sobre a Rosalie lendo a sua biografia. Vejo vocês na quinta! Até mais!