Dinastia 1: O Sonho Real

13 A Família Real de Belgonia


Notas iniciais
Vocês não sabem o quão honrada e alegre venho para esse capítulo, pois nesse fim de semana recebi duas maravilhosas recomendações da Cupcakeimperfeito e da Nessie Masen. Me senti muito honrada diante das palavras delas e para mostrar a minha gratidão dedico esse capítulo a vocês duas! Também agradeço a ADesconhecidaNut, lahcanedo, Super Batatinha e Anna pelos comentários perfeitos! Espero que gostem do capítulo e Boa leitura!

— Para tudo há um tempo, mas quem ama faz a hora acontecer, constrói a vida e faz dela uma escola para o aprendizado cotidiano do amor. Agora, Edward e Isabella diante de Deus e da comunidade, celebram o amor e o selam com a graça e o sinal da fé. Caros noivos, Edward e Isabella, aqui viestes para que, na presença do sacerdote e da comunidade cristã, o vosso amor seja marcado por Cristo com um sinal sagrado. Deus abençoa com generosidade o vosso amor. Já vos tendo consagrado pelo batismo, Jesus vai enriquecer-vos e fortalecer-vos agora com o sacramento do matrimônio, para que sejais fiéis um ao outro e possais assumir vossos deveres.

Estávamos no meio da cerimônia em uma das partes mais importantes do rito do casamento. Porém, o meu nervosismo ainda me abalava. Eu queria que tudo terminasse logo, mas ao mesmo tempo tinha medo do que viria.

O padre pegou a minha mão trêmula e a de Edward e colocaram unidas em cima da Bíblia. Era bom ter o calor do corpo dele em contato com o meu, me dava mais segurança.

De relance dei uma olhada para a família de Edward, minha família agora, eles pareciam tão felizes e concentrados. Sorri ao lembrar de quando eu os conheci pela primeira vez. Tinha uma visão tão abrangente deles, tão diferente do que tenho agora.

Lembro que estava tão nervosa naquele dia! Cada vez que passávamos pelas ruas de Belgravia em direção ao palácio, eu sentia um tremor dentro de mim. Eu tinha passado tantas vezes por esse caminho, já tinha visto o palácio tantas vezes, mas jamais poderia imaginar que estaria nessa posição que estou agora. É tudo mesmo um grande sonho!

— Alteza? – falou o nosso fiel motorista, John.

— Sim?

— Há alguns fotógrafos nos seguindo. O que devo fazer?

— Nada. Eu quero que eles saibam mesmo que estou acompanhado da mulher mais linda do mundo.

Ele me deu um beijo na minha orelha e eu corei envergonhada pelos galanteios de Edward na frente de John. Mas pelo menos ele tinha conseguido quebrar um pouco o gelo que estava em mim. Quando chegamos ao palácio, eu estava um pouco mais calma.

John estacionou em frente à porta principal para descermos e percebi que havia alguns flashs nas nossas costas. Não me importei. Não queria me irritar no dia de hoje. Olhei para o alto para avistar melhor aquele imenso prédio branco na minha frente. Eu já tinha avistado o palácio de Belgravia antes, mas nunca tinha reparado nos detalhes. Era um prédio muito bonito e enorme! Tinha traços do século XVIII na sua fachada que tinha diversas janelas largas que certamente iluminavam bem o seu interior. Aquele lugar devia haver centenas de cômodos. Imaginei como devia ser viver dentro do palácio. Será que alguém conseguiria viver com tanto espaço sem se perder no seu interior? Sorri desse bobo pensamento e Edward pegou a minha mão e entrou junto comigo.

Ao adentrarmos vi um saguão de entrada enorme com várias pinturas lindas no teto que dava uma impressão que o cômodo era ainda maior. Nele haviam alguns empregados nos esperamos e formos recebido primeiramente pelo mordomo.

— Seja Bem-Vinda senhorita!

— Obrigada.

Ele me saldou e fez uma reverencia a Edward.

— Alteza, a sua família lhe espera na sala de visitas.

— Ok, obrigado Carter.

Seguimos o percurso e percebi que os funcionários ao passarem por ele faziam uma reverência. Percebi que o gesto era diferenciado para homens e para as mulheres. Tentei prestar bastante atenção no das mulheres para tentar fazer o mesmo quando estivesse na frente dos pais dele. Não queria parecer uma tonta.

Levamos algum tempo para chegar ao cômodo seguinte que era infinitamente maior do que o anterior. Parecia um grande salão. Era largo, claro e cheio de quadros. Prestei atenção aos detalhes e me encantei com cada pintura. Era tudo tão grande que eu me sentia pequenina diante de tudo isso.

— Que lugar é esse Edward?

— Esse é o salão de baile.

— É fantástico!

— Sim, ele é um dos espaços mais antigos do palácio também. Tem-se estimativa que ele foi construído no fim do século XVIII pela família real sueca quando Belgonia ainda pertencia a eles.

— Magnífico! Parece que eu estou voltando no tempo.

— É verdade. Tenho essa mesma impressão e é que eu moro aqui desde que nasci.

Me aproximei dos quadros e toquei num deles. Parecia veludo de tão macio. Alguns retratavam cenas do cotidiano que certamente não eram o nosso, pois tinham mulheres andando a cavalos, bailes, homens caçando e pareciam ser muito antigos. Havia quadros também de belas paisagens. Algumas delas, eu até poderia reconhecer, mas a maioria não.

— A maioria desses quadros foram trazidos da Suécia quando o prédio foi construído. Alguns deles têm trezentos anos.

— Ual! Isso é tão perfeito. Eu passaria dias observando todas essas obras.

Como uma menininha curiosa segui para o outro lado do salão e avistei um quadro grande com moldura dourada que parecia ouro. Nele estava uma mulher de cabelos negros, olhos vivos e que parecia ter uma altivez admirável. Ela era linda!

— Quem é essa mulher?

— Minha bisavó, a rainha Mary. Acho que esse é um dos quadros mais bonitos que temos por aqui. Ela é muito querida por todos.

Eu sabia que era. A Rainha Mary era quase uma lenda viva em Belgonia. Ela era uma princesa espanhola prometida desde a infância para o príncipe herdeiro daqui. Ela não queria se casar de jeito nenhum, pois tinha diversos valores feministas, que eram considerados audaciosos para o início do século XX. Mas ela acabou se apaixonando pelo príncipe e ao se tornar esposa dele mudou diversas coisas para melhor em Belgonia. Era conhecida como a “Rainha do Povo” por que ela ajudou muito os pobres e pela sua simplicidade. Ela morreu com o seu marido, o rei Vicent, num ataque ao trem que os transportava durante a Segunda Guerra. Imaginei como ela se sentia vivendo aqui nesse mesmo lugar, estando tão longe de sua família e de seu país de origem...

— Eu acho a história de vida dela fascinante. Eu sempre ouvi falar muito dela quando eu vinha para Belgonia até que me interessei em ler a seu respeito. Eu tinha visto algumas fotos dela, mas nada comparado a esse quadro.

— Ele é realmente um pouco deslumbrante demais e bastante idealizado pelo meu avô. O quadro foi encomendado por ele no décimo aniversário de morte dela.

— Parece que ela ainda está viva e olhando para nós.

— Essa era a intenção. Prometo que quando formos a Clarence peço ao Paul que te mostre os diários originais dela.

— É mesmo? – meus olhos brilharam feito cristais.

— Sim, agora vamos. Não queremos deixar os meus pais esperando muito, não é?

O segui meio receosa. Agora era a hora garota! Respirei fundo e o acompanhei a uma porta que ficava bem próxima dali.

— Pronta?

— Não. Quer dizer... sim...

— Relaxe Bella. Sem formalidades aqui. Encare como se os conhecessem há muito tempo. Aja naturalmente.

Ele acariciou as minhas costas me passando segurança e abriu a porta. Logo de cara vi o rei e a rainha de pé e o príncipe Emmett e sua esposa sentados num sofá mais a fundo do cômodo. Ao nos verem o rei se aproximou e a rainha o seguiu logo atrás.

— Pessoal essa é a Isabella, minha namorada.

— É um prazer em conhecê-la, Isabella. – falou o rei estendendo a mão para mim.

— O prazer é meu, majestade.

Apertei a mão dele enquanto fazia uma reverência desajeitada. Ele deu um doce sorriso e disse:

— Sem formalidades Isabella. Por favor me chame de Carlisle.

— Carlisle, certo! Então me chamem de Bella.

Carlisle era realmente um homem bonito como falara a minha mãe. Tinha os cabelos castanhos em tons bem claros, um pouco mais baixo que Edward e Emmett e aparentava estar na casa dos cinquenta anos. Ele passava a impressão de ser bastante sério e circunscrito. Diferente de sua esposa que parecia ser mais simpática. Esme tinha um doce e acalentador sorriso no rosto, parecia realmente estar gostando de minha presença ali. Ela aproximou-se mais e abraçou o marido com uma mão e com a outra a estendeu para mim.

— Eu sou Esme. A mãe desses dois rapagões aqui.

— É um prazer Esme.

— Nós também temos outra filha, mas ela está estudando nos Estados Unidos no momento. – disse Carlisle com um certo orgulho.

— Gostaria de poder conhecê-la também.

— Você terá. – respondeu Esme. – Nós a esperamos reencontrá-la em Julho durante as férias de verão.

Assenti e olhei ao redor. Todos pareciam bem à vontade, usavam roupas casuais que contrastavam com o interior do cômodo. Quem os visse agora não diriam que eram da realeza, mas apesar da simplicidade, eles se vestiam bem. Esme estava muito bonita com uma comprida saia preta e uma blusa lilás que dava um realce aos seus belos cabelos castanhos e até a deixava mais alta do que realmente era. Ela trazia uma doçura em seus modos que eram bastante encantadores. Eu podia dizer com certeza que era bastante agradável estar na sua presença. Parecia bastante sincera em seus sentimentos. Agora eu entendia o que as pessoas sentiam por ela.

Emmett e Rosalie permaneciam sentados ao fundo só esperando a hora de serem apresentados. Porém Emmett, sem se preocupar muito com as formalidades, levantou-se e me deu abraço apertado. O que me surpreendeu sem dúvidas. Jamais esperaria um gesto assim. Rosalie levantou-se também, mas permaneceu em seu lugar revirando os olhos para o marido.

— Prazer cunhadinha! Eu sou Emmett. O membro mais bonito dessa família! – disse ele olhando para o pai com uma cara de quem se desculpava. – Desculpa Pai!

Carlisle riu e Esme desculpou-se meio sem graça. Eles realmente queriam parecer bastante formais, ou esses modos já estavam bastante enraizados dentro deles, mas Emmett queria o oposto, certamente gostava de mais improvisos e sentimentos calorosos do que regras engessadas. Ele era tão bonito quanto Edward e da mesma altura. Era loiro e tinha os mesmos olhos azuis do irmão. Porém, seus gestos eram descontraídos e engraçados, o completo oposto do que eu via em Edward. Emmett me conduziu até a Esposa para que eu a conhecesse.

— Bella, essa mulher linda aqui é a minha esposa, Rosie.

Rosalie não falou comigo e nem estendeu a mão. Apenas acenou com a cabeça e eu fiz o mesmo. Alguma coisa me dizia que ela não estava assim tão feliz em me conhecer. O motivo eu nem poderia sonhar qual fosse.

— Vamos nos sentar. – pediu Esme.

Edward pegou a minha mão e me levou para sentar ao lado dele.

— Bella, você não sabe o quanto eu estava com vontade de conhecê-la. – iniciou Esme. – Edward nos fala muito de você.

— É mesmo?- olhei para ele meio sem jeito. – Eu também queria muito conhecê-los.

— Eu disse à mamãe que não se preocupasse. Edward, apesar de tudo, tem um bom gosto.

— Obrigada Emmett. – respondi, mas não gostando do modo como ele dirigia-se a Edward. Era como se o diminuísse mesmo em forma de uma brincadeira. – Esme e Carlisle, tenho que lhes dizer que vocês têm um filho magnífico! É Difícil encontrar um homem tão maravilhoso quanto ele!

Edward beijou os meus cabelos em agradecimento e senti que Esme parecia encantada ao nos ver assim tão românticos.

— Bella, Edward nos contou que a conheceu na universidade. – iniciou Carlisle. – Que curso está cursando?

— Literatura inglesa.

— Que encantador! Acho a literatura uma arte fantástica que tão poucos têm um dom para tal.

— Concordo. Deve ser realmente difícil por no papel uma história e ainda mais criá-la.

— E que a levou cursar literatura inglesa? – Perguntou Esme.

— Eu sempre gostei muito de ler e isso despertou em mim o desejo de descobrir como dá o processo de criação das obras literárias. Poder entender as entrelinhas dos autores e claro poder exercer o cargo de professora também.

— Bella também escreve bastante bem. – comentou Edward me deixando bastante lisonjeada. – E também tem um dom bastante interessante de ler as pessoas de uma maneira impressionante.

— Verdade Bella? Que interessante! – admirou-se Esme.

— Edward exagera um pouco.

— Não seja tão modesta, meu amor.

Apertei a mão dele com mais força e ele acariciou o meu rosto. Eu tinha certeza que estava agora tão vermelha quanto um tomate.

— Vejo que tem muitas coisas em comum com o meu Edward. – falou Esme com orgulho. – Ele desde pequeno sempre foi apaixonado por livros.

— Sim, eu soube. – falei enquanto olhava para ele. – Acho que nos descobrimos em vários interesses em comum.

— Então Bella? Está gostando de Belgonia? – perguntou Emmett. – Eu soube que você morava nos Estados Unidos deve ser bem diferente de morar aqui.

— É com certeza. Eu morava no Arizona e lá era bastante ensolarado, então tive que me acostumar com o clima ameno daqui, mas eu realmente gosto de Belgonia. É muito pacato e eu gosto de viver na tranquilidade.

— Rosalie é americana, apesar termos nos conhecido aqui. Acho que os Cullen gostam de mulheres estrangeiras.

— Eu não. – disse Carlisle enquanto beijava a testa da esposa. — Me casei com uma Belgan e com muito orgulho!

Percebi que Edward tinha herdado o romantismo do pai.

— Apesar de ter morado muitos anos nos Estados Unidos, eu nasci aqui em Belgonia.

— É mesmo? – perguntou Emmett curioso.

— Sim. Meus pais se separaram quando eu ainda era um bebê e minha mãe me levou para morar com ela nos Estados Unidos.

— Deve ter sido difícil para o seu pai ter de se separar de você também. – disse Carlisle.

— Acredito que tenha sido sim. Mas ele ia sempre me visitar.

— Seu pai trabalha em que? – perguntou Esme.

— Meu pai é chefe de polícia daqui de Belgravia.

— Verdade? – perguntou Carlisle. – Como é o nome dele?

— Charlie Swan. Por lá todos o conhecem como Chefe Swan.

— Bom saber! Prezo muito os profissionais da segurança.

— Ele também valoriza muito vocês! Inclusive ele é só elogios a você, Carlisle.

— Isso me deixa lisonjeado.

— E Bella. – falou Rosalie se referindo a mim pela primeira vez. – Como é o seu relacionamento com o seu padrasto? Soube que sua mãe se casou de novo...

— Sinto, que essa não seja uma pergunta agradável Rosalie. – recriminou Edward.

— Não Edward, eu não tenho problemas em falar de Phil. Na verdade Rosalie, nós nos damos muito bem. Phil me trata como uma enteada e me respeita bastante.

— Bella – começou Carlisle, após lançar um olhar recriminador a Rosalie. – quero que saiba que nós abominamos essa história que saiu na mídia. Temos estado fazendo tudo que pudemos para puni-los.

— Eu tinha dito a Bella, pai, que já tinha acionado os meus advogados.

— Eu até lhe peço desculpas Bella por você ter sofrido tantas agressões desses paparazzis. Acredite que nós queríamos que nada disso acontecesse, porém as coisas às vezes fogem do nosso controle.

— Eu entendo Carlisle. Eu não os culpo.

Um clima difícil tinha pairado no ambiente graças ao comentário de Rosalie. Inclusive, ela continuaria me ignorando e não falando comigo o almoço inteiro. O que me deixava incomodada e curiosa para saber o que ela tinha contra mim. Algum motivo deveria haver, mas tudo parecia uma incógnita muito grande para eu desvendar sem ao menos conhecê-la bem. Ela parecia altiva o bastante, com a personalidade tão forte quanto uma rocha, além da incrível beleza. Eu não entendia mesmo o que poderia eu afetá-la.

O restante do almoço ocorreu muito bem. Graças aos céus, eu não tinha cometido nada que me envergonhasse depois. Até me sentia mais segura e mais a vontade diante deles. Esme e Carlisle continuaram me fazendo diversas perguntas sobre mim e Emmett quebrava o clima ruim cada vez que ele pairava com histórias engraçadas da sua vida e dos momentos com a família. Era bastante agradável estar na sua presença e agora tão perto dele, eu era até capaz de compreender as suas ações por trás de sua abdicação no passado. Emmett parecia querer contrariar qualquer regra apenas pelo prazer de contrariá-las.

Após o almoço, Esme nos conduziu a sala de música que ficava bem próximo do cômodo onde estávamos anteriormente. Era uma sala bem menor, mas tão bem decorada quanto às outras em que eu havia estado. As paredes eram bem claras e revestidas de salmão, o que a deixava bem mais iluminada. Nela continha alguns instrumentos musicais, mas o que mais me chamou atenção foi um lindo piano de calda branco, que parecia bem antigo, exposto nos fundos. Sem controlar os meus impulsos, fui diante dele e o observei bem de perto. Em cima dele haviam algumas fotos que logo me chamaram a minha atenção. Eram de Edward em vários estágios de sua vida e também haviam outras de sua família.

Esme percebeu o meu interesse e veio até mim. Pegou um porta-retrato e me mostrou.

— Aqui são algumas fotos especiais para Edward.

— Por que só para Edward?

— Digamos que esse é um cômodo bastante especial para ele.

Olhei para Edward que se se aproximava de nós e o questionei com os olhos. Me abraçou e pôs- se a olhar os retratos também.

— Aqui é o meu esconderijo particular. Onde eu me expresso através da música e entro num mundo diferente.

— Edward lhe disse que é músico?

— Sim, ele me disse.

— Então, Edward nos dê o prazer de ouvi-lo ao piano.

— Toque Edward por favor.

Edward sentou-se ao piano e tocou uma canção tão encantadora que me arrepiava. Ele tocava com tanta destreza que realmente parecia entrar em outro universo. Estava entretido e não desafinava em nenhum momento. Realmente parecia que ele se libertava e encontrava seu verdadeiro eu através da música. Eu o observava com uma admiração infinita. Edward era mesmo homem único.

Ao fim da música, ele me olhou como se pedisse num olhar silencioso a minha aprovação.

— Que música linda!

— Gostou mesmo?

— Claro! Como não haveria de gostar de tão bela canção.

— Que bom, pois você me inspirou para a criação dela.

— É mesmo? Não acredito que você é compositor também.

— Apenas de algumas bobagens...

— Não fale assim da minha música!

Ele deu sorriso e eu o beijei sem nem me importar que a família dele pudesse estar ali vendo. Ao terminarmos o nosso ato de carinho, percebi que a família dele já não estava mais ali. Com certeza tinham nos deixado sozinhos para nos dar mais privacidade. Aproveitei a oportunidade para perguntar a Edward sobre Rosalie.

— Edward, há algo errado com Rosalie?

Ele bufou e me olhou com serenidade.

— Rosalie pode parecer bem difícil às vezes. Mas não se preocupe com ela. Logo essa bobagem irá passar.

— Eu não entendo o que eu possa ter feito para desagradá-la.

Ele revirou os olhos e pegou um dos portas-retratos que estavam em cima do piano e me mostrou. Na foto havia Edward bem mais jovem ao lado de uma bela moça loira que parecia ter a mesma idade que ele. Havia também uma dedicatória escrita com uma caligrafia bem bonita que dizia: “Para Edward de sua adorável e eterna fã, Tanya Denali”. De repente, um pouco de ciúme me bateu e eu me perguntei quem poderia ser essa jovem.

— Eu tenho uma pequena desconfiança que Tanya pode estar por trás dessa atitude agressiva de Rosalie.

— Por que?

Edward olhou para mim desconfiado e devolveu o porta-retrato ao piano. Eu desconfiava que poderia haver muito mais nessa história. O ciúme começou a ferver dentro de mim.

— Tanya desde que éramos adolescentes apresentava certo... Interesse por mim. Eu nunca dei muita atenção às investidas dela. Eu gosto de sua companhia, mas apenas como amigo e não como potencial interesse romântico...

— E Tanya nunca entendeu isso?

— Acho que não... Não sei. Eu jamais me interessaria por uma prima!

Prima! Tanya era prima dele! Meu Deus! Olhei para ela e percebi que havia mesmo alguns traços em comum com o restante da família e era tão bonita quanto todos eles. Um bolo se formou na minha garganta. Eu não era nada diante dela!

— E o que Rosalie tem haver com isso?

— Rosalie é a melhor amiga de Tanya. Então, eu acho que ela deve ter confidenciado o interesse dela por mim e Rosie deve estar com raiva por ser você a estar comigo e não a querida amiga dela.

— Quanto dessa história pode ser verdadeiro?

— Eu realmente não sei Bella. Mas desconfio que esta possa ser a razão. Rosalie no início tentava me juntar com Tanya, era algo realmente desconcertante...

Coloquei a mão no rosto angustiada. Já não bastasse toda essa história da mídia contra nós ainda havia uma potencial concorrente ao amor de Edward que nem mesmo eu a conhecia!

— Não se preocupe com essa bobagem Bella! Foi você quem eu escolhi! Eu amo você!

Fiz um biquinho e Edward colou os lábios no meu, me beijando com ardor. Ele já estava quase me convencendo de seu amor por mim quando o meu telefone tocou na minha bolsa nos interrompendo. Era Jacob chamando. Ao atender me perguntei o que teria acontecido.

— Bella... – falou ele numa voz desesperada. – Aconteceu uma tragédia!

De repente meu coração gelou ao tentar imaginar o que poderia ter acontecido.

Notas finais
Gostaram? Comentem bastante e coloquem o que vocês acham que vai acontecer a seguir. A opinião de vocês importa bastante.