Dinastia 1: O Sonho Real

44 É assim que os contos de fadas são feitos...


Notas iniciais
Chegou o grande dia galera! Hoje vocês vão ver como foi o momento em que Bella deixa de ser a aquela garota normal para ser a duquesa de Richmond e todos os preparativos par o casamento. Meus Agradecimentos a lelinhacullen, Talita Martins, Érica, Clarinha Camela e Anna pelos comentários. Espero que gostem desse capítulo! Até mais!

O sol da manhã adentrava as frestas das grandes janelas do palácio de Belgravia. Era cedo de manhã, mas já dava para sentir os fortes raios solares. A energia dentro de cada cômodo do palácio era eletrizante. Os empregados passavam de lá para cá organizando todos os detalhes antes da cerimônia de amanhã. Eu sabia que um casamento real era mais bem organizado do que qualquer evento do que você poderia imaginar. Cada detalhe era pensado nos mínimos detalhes. Do momento que raiasse o dia até o fim da recepção.

Porém, agora eu estava me dirigindo à outra cerimônia, não a do meu casamento ainda, mas da minha investidura. Hoje eu me tornaria a duquesa de Richmond. Por mim, não fazia tanta diferença, eu acreditava que ninguém se tornava mais importante por causa de um título.

Porém, eu tinha que admitir que era uma grande honra. Eu iria ganhar um título super tradicional na monarquia de Belgonia. Ele tradicionalmente era dado a todas as esposas dos príncipes herdeiros. Eu seria a quarta a herdar esse título que começou a existir desde 1893, quando a princesa Carmen da Itália se tornou a noiva do príncipe Thomas de Belgonia. Pela lei do código real, todos os novos membros da família real deveriam abdicar do seu título de origem e assumir um Belgão e quem não tivesse um deveria adquirir. Carmen deixou de ser princesa do estrangeiro e passou se a ser uma duquesa de Belgonia. Ela pediu que o título fizesse uma alusão a Richmond por que era o seu lugar preferido. Depois dela, a Rainha Mary e a Rainha Esme também herdariam esse mesmo título.

Segui para a sala do trono, onde ocorreria a cerimônia de investidura. Encontrei com os meus pais, Phill e Sue que tinham vindo me assistir virando mais uma nobre da coleção e mais tarde, eles também participariam do ensaio do casamento, o último. Fui até eles e os cumprimentei, me sentindo acolhida pela presença deles.

— Filha, que grande honra! – falou a minha mãe animada.

— Para mim é só um título.

— Acho que estamos perdendo você a cada instante, minha filha.

— Não está, pai, eu prometo!

Acariciei o ombro dele e seguimos em frente. Na sala do trono, estava toda a família real reunida. Seria uma cerimônia de investidura simples, como eu queria. Edward veio até mim e me abraçou e eu retribui com carinho.

— É um pequeno grande passo Bella.

Bati de olho para ele e segui em frente. Carlisle me esperava ao lado dos dois tronos. Em frente a ele tinha uma almofada onde eu deveria me ajoelhar. Segui pelo tapete vermelho e parei diante dele, fiz uma reverência e ele sorriu para mim. Um sacerdote trouxe a Bíblia e eu pus a minha mão direita em cima dela.

— Você jura, diante de todos aqui presentes, servir sempre o seu país, o seu povo, o seu rei e a monarquia de Belgonia?

— Eu juro.

Ele me entregou a Bíblia e eu a beijei. Em seguida, me ajoelhei e Carlisle pegou a espada. Tocou com ela o meus ombros, o direito e o esquerdo, e disse:

— Pelo poder concedido a mim, em nome do meu povo e do meu país, declaro que a partir desse momento, você será Isabella, a duquesa de Richmond.

Onde a espada tocou ficou a sensação de peso em meus ombros. Agora eu sabia que tudo iria começar efetivamente. Fiquei com uma sensação esquisita. Com uma dor no peito incomum. Aumentou ainda mais quando estávamos na Abadia ensaiando todos os passos da cerimônia. Na verdade, eu estava me borrando de medo. Parecia que toda a confiança que eu tinha adquirido nos meses anteriores tinham dissipado no dia em que assinamos o contrato. Estar na Abadia, onde aconteceria tudo, me deu uma ideia de como seria no dia e aquilo me assustou ainda mais. Porém, continuei sorrindo e dizendo coisas agradáveis. Eu não queria que todos pensassem que eu estava triste e eu tinha prometido a mim mesma que seria forte. Não deixaria Edward me ver chorando.

Acho que isso só podia ser o nervosismo da véspera por que meu estômago começou a embrulhar. Mas era normal, não é? Não diziam que todas as noivas ficam nervosas na véspera.

Quando o ensaio terminou, haviam uma multidão lá fora querendo ter algum vislumbre sobre como iria ser o dia de amanhã. Acenamos para todas elas e em seguida Alice veio toda afobada me dizendo que eu estava proibida de ficar com Edward hoje. Não me importei, achei até bom, por que eu não teria que fingir na frente dele. Eu disse apenas que tudo bem, que iria arrumar as minhas malas por que aquela seria a minha última noite em Frogmore Cottage.

Pedi a George, o meu segurança, que me levasse até a casa de meu pai. Ele tocou o meu ombro em tom de brincadeira:

— Esta é a sua última noite de liberdade do resto de sua vida, portanto, aproveite.

Foi como se alguém tivesse enfiado um punhal em meu peito. Preferia que ele tivesse ficado calado. Permaneci em silêncio todo o percurso até a minha antiga casa. Quando chegamos, ele ficou na porta e eu entrei. Encontrei a casa vazia, isso era bom. Subi até o meu antigo quarto e fiquei ali analisando tudo que eu deveria deixar para trás. Eu já tinha me despedido outras vezes de coisas que eram minhas para dar lugar a novas coisas que viriam. Tinha acontecido algo parecido quando eu deixei os Estados Unidos, mas agora era bem pior. Eu não sabia explicar o que estava acontecendo.

Sai tocando todas as minhas coisas e as lágrimas começaram a sair sem parar dos meus olhos. Então, eu estava chorando feito um bebê, colocando toda a dor e tudo que eu vinha guardando dentro de mim nesses últimos meses. Eu precisava ter uma despedida decente e expulsar todo aquele ressentimento dentro de mim.

Levou mais tempo do que eu esperava para aquela dor sair de dentro do meu peito em formato de choro. Nem eu mesma estava entendo aquela minha reação direito, eu nunca fui tão emocional. Então, me lembrei da promessa que eu tinha feito a mim mesma, de ser forte e nunca deixar a minha essência morrer. Isso me deu mais força. Eu nunca estarei sozinha, pensei.

Senti alguém tocando o meu ombro e me virei. Era o meu pai. Tentei sorrir e fingir que eu não tinha derramado um rio de lágrimas e ele sentou ao meu lado na cama.

— Bella, você está arrependida?

— Não pai.

— Por que se estiver à gente pode dar um jeito, mesmo já sendo tarde demais para isso.

— Não estou desistindo. Apenas me despedindo da minha vida de solteira. Cada um se despede de alguma forma. Eu faço isso sendo boba.

— Filha nunca te vi sofrendo tanto.

— Eu estou bem. – falei limpando a voz.

— Se isso te machuca tanto, como é que pode ser a coisa certa pra você?

— Eu sei quem eu não posso viver sem, pai. Por isso estou fazendo isso.

— Mas...

Toquei o braço dele para fazê-lo parar. Não queria que ele ficasse preocupado.

— Eu fiz uma verdadeira bagunça com as coisas, e eu vou ter que viver com isso. Mas eu sei o que eu quero e o que eu preciso... É o que eu vou fazer agora.

— Se você diz... Mas quero que saiba que eu estou muito orgulhoso de você, querida. Ninguém teria tanta força e determinação como você está tendo para encarar essa. Meus parabéns!

— Obrigada pai.

O abracei fortemente e agradeci a mim mesma por ter resolvido passar aqui. Os soluços ficaram livres de novo. O medo do meu pai de descontroles emocionais evitou que ele prolongasse esse momento. Me despedi dele e segui para Frogmore Cottage. Me controlando horrores para não chorar em frente ao George. Porém, assim quando cheguei na minha casa provisória, elas voltaram de novo.

— Bella, meu amor, organizei as suas malas... – mamãe falou, mas interrompeu a sua fala quando viu o meu estado.

Eu nada disse, apenas subi as escadas para o meu quarto. Estava cansada fisicamente e mentalmente. Não tinha mais forças no momento. Tirei a minha roupa, pus a minha camisola e me deitei na cama. Minha mãe nada disse, ela me entendia, como sempre. Senti o outro lado da cama abaixar, era ela se deitando ao meu lado, me abraçando fortemente, como ficávamos quando eu era criança.

— Coloque tudo para fora, querida. Amanhã você vai acordar bem melhor. Vai dar tudo certo. – falou ela ao meu ouvido.

Limpei as lágrimas e adormeci. Sonhei com o meu casamento em várias versões diferentes. Algumas dando certo e outras dando terrivelmente errado. Me virei várias vezes na cama e tive um sono inquieto, até parecia que a minha cabeça não queria desligar, embora o meu corpo tivesse cansado.

Ouvi ao longe o som de vozes. Não era ninguém que eu conhecia, parecia a TV ligada. Ainda com os olhos fechados prestei atenção no que estava sendo dito.

Bom dia Belgonia! Hoje é um dia de festa para todos nós. Ainda são sete da manhã, mas a energia positiva já está em todos os lugares nas ruas de Belgravia. Hoje é o dia do final feliz de um verdadeiro conto de fadas moderno. Dia 17 de setembro, não vamos esquecer esse dia jamais!”

Abri os olhos devagar e os raios da manhã tomaram conta da minha visão. Eu podia imaginar a euforia das pessoas lá fora. Casamentos reais são um verdadeiro espetáculo de amor, alegria, pompa e nacionalismo. Eu podia apostar que era mais importante para os espectadores do que para nós, os noivos.

Me levantei e respirei fundo. Pensei que iria acordar nervosa, mas não, eu estava calma, muito calma. Parece que eu tinha conseguido expulsar toda a ansiedade e o nervosismo na noite de ontem. Minha mãe tinha razão, no dia seguinte tudo seria diferente. Eu estava até mais disposta e animada. Contagiada com o sentimento de prazer que eu podia sentir no ar. Era mesmo um dia especial!

Mamãe entrou no quarto toda feliz, carregando uma bandeja enorme toda recheada de comidas totalmente diferentes. Sentei animada e com muita fome. Até o meu apetite abriu.

— Bom dia, minha princesa! Hoje realmente essa palavra vai ser usada no modo literal.

— Eu sou uma duquesa. Jamais eu serei uma princesa.

— Mas vai ser uma rainha que já é uma grande coisa!

Sorri e ela colocou a bandeja na cama e começamos a comer contentes.

— Sabe que eu sempre sonhei com esse dia, filha. O dia em que você se casaria. É mágico para toda mãe!

— Pensei que já tivesse perdido as esperanças em mim.

— Claro que não! Uma mãe nunca perde as esperanças! E elas foram além das minhas expectativas. Quem diria que você iria se casar com um príncipe numa cerimônia tão grande como essa!

— Pois é, mãe. A vida dá mesmo voltas...

— Só o que dá no noticiário é sobre o casamento. As pessoas estão eufóricas nas ruas até parece que estou tendo um dejavú de 30 anos atrás no casamento do rei e da rainha, só que dessa vez maior.

— Tudo isso para uma garota que vai se casar!

— Não é uma garota qualquer e nem um noivo qualquer.

— Para mim é.

Terminei de comer e segui para o banho. Fiquei pensando no quanto a minha vida mudaria a partir de algumas horas. Eu só queria pensar que eu estaria com Edward todos os dias da minha vida a partir de agora. Teria alguém que me amasse, que iria cuidar de mim e estar lá ao meu lado para tudo. Ele teria a mim e eu faria de tudo para fazê-lo se sentir bem, feliz e amado também.

Quando abri a porta do banheiro, Pierre e sua equipe já estavam a postos esperando por mim.

— Pierre não acha que está um pouco cedo para qualquer arrumação?

— Nada é cedo demais para uma noiva real.

— Eu vou me casar às cinco da tarde e ainda são oito da manhã!

— É mais agora você vai passar por uma transformação total e para isso precisamos de tempo. Além do que a princesa Alice vai estar aqui a qualquer momento e você sabe como ela é. Eu tenho medo de ela me mandar para as masmorras se ainda não começar a trabalhar para deixar você à noiva do século.

— Então comece longo, pois sabe lá o que Alice pode fazer. – falei sorrindo.

Ele deu uma gargalhada gostosa e começou a trabalhar em mim. Eu disse a ele que queria algo discreto, mas bonito, mesmo sabendo que no dia de hoje todos os holofotes vão estar em mim, eu queria manter a simplicidade.

Enquanto, eles trabalhavam nas minhas unhas, sobrancelhas e uma série de outros detalhes, senti a calma invadir novamente e resolvi tirar um cochilo para matar a noite mal dormida. Apaguei que não vi o tempo passar. Despertei com um barulho alto e estranho. Abri os olhos e vi Alice entrando loucamente no quarto.

— O que está acontecendo? – perguntei assustada.

— O que está acontecendo é um bando de paparazzis na porta e um helicóptero sobrevoando em cima da casa e tudo isso para pegar algum detalhe do vestido de noiva. – Alice respondeu ainda tentando se acalmar.

— Meu Deus!

— Bella, não sabe o quanto eu tentei proteger esse vestido para não vazar por aí antes da hora. Coisa de serviço secreto! Despistei de todas as formas, mas agora acho que eles estão desconfiando que foi eu quem fiz, o que é verdade.

— Se acalma Alice! Vamos fechar todas as cortinas e eles não vão poder tirar foto de coisa nenhuma.

— Eu já vou ligar para o papai para ele mandar essa palhaçada acabar!

Sorri ao invés de ficar maluca, e era como eu devia estar por que haviam muitos intrometidos na minha porta que fariam qualquer coisa para ter uma foto do meu vestido. Mas eu estava calma, parecia até que eu estava drogada de tão além que eu estava. Alice saiu falando ao telefone toda histérica e as meninas que trabalhavam com Pierre fecharam as cortinas e acenderam as luzes. Mamãe entrou no quarto abismada também.

— Meu Deus que confusão que está lá fora!

— O que as pessoas não fazem para verem um vestido de noiva. – falei.

— O vestido de qualquer noiva real é talvez a coisa mais importante do casamento, querida. É fascinante ver pela primeira vez o vestido que certamente irá inspirar gerações. – afirmou Pierre.

Dei de ombros e Pierre começou a trabalhar no meu cabelo enquanto engatava numa conversa com a minha mãe sobre casamentos reais, o assunto preferido dela. Pierre resolveu fazer duas tranças grossas entrelaçadas onde suportariam o véu. Elas ficariam em baixo, quase na minha nuca para poder destacar bem a tiara que eu usaria. Alice entrou no quarto novamente ainda ao telefone:

— Vocês não estão entendendo? Tudo tem que ser cronometrado. Já são três e meia. A Abadia deve ser aberta exatamente as quatro para receber os convidados. O noivo, a minha mãe e nós, os padrinhos, só deveremos chegar às quatro e meia. O papai chegará faltando apenas vinte minutos para a cerimônia começar. Ele é o rei e nesse eventos ele chega por último. As daminhas chegam faltando dez minutos para as cinco e a noiva quase em cima da hora. Dá para entender? Faça que tudo saia dessa forma!

— Calma Alice! – pedi. – Tudo vai dar certo.

— São um bando de incompetentes! A gente planeja um casamento por meses e eles ainda não sabem o que fazer. E você está muito calma mocinha!

— Já fiquei bastante nervosa na véspera e agora só quero saber da parte onde eu vou poder beijar o noivo.

— Certa você. Ah Pierre! Você é mesmo fantástico!

— Eu sei Alice, querida, qualquer pessoa que passe pelas minhas mãos vai ficar fantástica!

— Eu sei, meu amor, tem um tempo para ajeitar um pouquinho eu e a Renée aqui.

— Vão se trocar que daremos um jeito.

Minha mãe e Alice seguiram para se ajeitarem e eu fiquei sentindo as mãos macias de Pierre tocando o meu cabelo. Eu só pensava em toda essa loucura. As ruas deviam estar abarrotadas agora. As pessoas querendo algum tipo de magia e romance, algo além do que podiam encontrar em suas vidas reais. Edward e eu éramos os personagens centrais desse espetáculo da vida real. Era difícil de se compreender.

— Pierre, você pode ligar a TV?

— Claro, minha rainha.

E ali estava a multidão aparecendo na tela. Eram pessoas se amontoando em frente à abadia para terem uma melhor visão dos convidados que iriam chegar a qualquer instante. Pensei em Edward e queria desesperadamente estar ao lado dele para ter um pouco de segurança. Eu desejava desesperadamente que tudo desse certo. Eu o amava e queria compartilhar tudo junto com ele e o resto iria enfrentar ao seu lado. Era tudo que eu podia desejar agora.

Alice e minha mãe entraram já todas duas vestidas com os seus vestidos e Pierre e uma das suas ajudantes foram ajeitar o cabelo delas, enquanto a minha maquiagem era feita.

— Ual! Vocês duas estão belíssimas!

— Isso não é nada queridinha. – falou Alice sorrindo. – Você é a estrela da noite!

É disso que os contos de fadas são feitos!” – dizia o cara da TV. “- O casamento que tem um rosto privado, mas com uma importância pública. Deve ser especialmente verdade que nesse casamento no qual se depositam tantas esperanças e que respeita a verdade que ajudamos a moldar o mundo da qual não somos meros expectadores.” Aquilo entrava profundamente em mim e ao ver os primeiros convidados chegando na Abadia, comecei a ver a verdade em tudo isso.

— Hora do vestido! – Alice gritou logo depois que Pierre a declarou pronta.

Ela pulou até uma mala que ela trouxe e tirou de lá algo encapado, abriu o zíper e tirou o meu vestido completamente pronto de dentro. Fiquei deslumbrada mais uma vez ao ver aquela obra de arte feita por ela. Era magnífico!

Alice me fez levantar para que ela pudesse colocar o vestido por cima de meu cabelo e maquiagem. Minha respiração aumentou e comecei a me dar conta que o momento estava chegando. Quando ela abotoou o último botão dos mais de cem na minhas costas, tive medo de me olhar no espelho, medo de que a imagem de mim mesmo em um vestido de noiva me trouxesse todo aquele sentimento ruim que senti ontem.

— Oh Bella! Você está tão perfeita! – Falou a minha mãe emocionada. – É a noiva real mais linda!

— Obrigada mãe.

— Têm razão Renée, Bella está divida! – Concordou Pierre.

— Bella, se olhe no espelho. Quero ver a sua reação antes de eu ir para a Abadia.

— Não sei se consigo Alice.

— Claro que consegue sua boba!

Ela foi ao espelho gigantesco e o colocou diante de mim. A minha imagem refletida logo apareceu e pude ver que eu estava realmente bonita. Quase que as minhas lágrimas começaram a sair, porém me segurei com o máximo de autocontrole possível para não borrar a maquiagem. Mamãe me abraçou, me desejou boa sorte e saiu com Alice para assumir os seus lugares na Abadia. Abracei Pierre e o agradeci por me ajudar a me deixar perfeita para esse dia especial.

— Não precisa me agradecer, minha rainha, é uma honra para mim estar aqui hoje.

Ele foi até a caixa ao lado da penteadeira e a abriu. Lá estava à linda tiara da princesa Juliet de prata e safiras e colocou no centro da minha cabeça. Agora eu estava completa. Me sentei achando que não conseguiria me sustentar em pé e peguei o lindo buquê de rosas que Edward havia me mandado essa manhã. Cheirei as rosas em busca do seu perfume, mas só havia o aroma gostoso delas. Pegeui o cartão e li novamente: “Estou muito orgulhoso de você, e quando vier, estarei lá no altar esperando. Meus olhos ficaram encantados com a sua presença.” Sorri feito uma boba apaixonada e era realmente isso que eu era.

Papai surgiu na porta completamente pronto com o seu smoking elegante. Ele parecia nervoso, mas ao me ver, sua expressão mudou para emocionada. Fui até ele e peguei as suas mãos. Ele acariciou o meu rosto e beijou a minha testa.

— Você está linda Bella!

— Obrigada pai.

George surgiu na porta nos tirando do nosso momento.

— Alice determinou que você saíssem daqui quando faltasse meia hora para o casamento. E bom... Chegou o momento. Vamos encontrar um transito difícil lá fora.

Assenti e papai me deu o braço para que eu pegasse. Me apoiei nele e seguimos para fora, mas não antes que tudo fosse garantido para que nenhum paparazzi inconveniente tirasse uma foto minha antes da hora. Já na porta, respirei fundo e me preparei para o meu grande momento.

Notas finais
Comentem bastante! E deixem dicas do que vocês querem ver e o que mude para a construção dos capítulos finais da história. Aguardo todos você ansiosa!