Dime que me crees!

9 Cap 8 - A Bruxa Má do Oeste


Notas iniciais
Volteii... Vai ser curta as notas pq to muito ocupada todos dias todas as hrs mas encontrei uma pequena brexa(agr) ... bjssss comentemmmm Boa leitura Gente...

Segunda-feira

Angie Pov

Acordei com batidas na porta. German estava me abraçando tanto que quase me sufocava, eu estava de barriga para cima e ele com seu braço direito grande sobre minha barriga, a perna direita sobre minhas pernas e a cabeça no meu ombro. Dormia tão pesadamente que roncava em meus ouvidos e babava um pouco meu ombro. Sorri com uma leve risada ao ver aquela cena. Já me acostumei com aquele ''ogro'' em minha cama, German era um homem espaçoso, mas quando dormíamos após o sexo ele gostava de me ter bem perto, digamos que até demais. Seu ronco era musica para meus ouvidos após 7 anos de casados, e sua baba?! Bem... existem coisas que não ficam mais tão nojentas após se casa e ter filhos. E afinal, eu amo aquele homem de todos jeitos possíveis, com seus defeitos e mais defeitos, ele é meu. Ainda mais depois dessa noite maravilhosa, que pude matar as saudades de te-lo só para mim por inteiro.

Toc toc toc Novamente as batidas.

Fui saindo sorrateiramente dos braços de German para não acorda-lo. Se bem que se eu bem conheço meu marido, ele não vai acordar tão cedo depois da nossa noite (hihi). Fui até a porta, a destranquei e abri em uma fresta só aparecendo minha cabeça para o lado de fora, pois estava apenas vestida de calcinha e uma camisola fina de renda com bojo, o que fazia não necessitar de sutiã e era mais confortavel para dormir.

–Bom dia Senhorita, finalmente ouviu minhas batidas... — Dizia Olga do outro lado sem paciencia.

–Bom dia para você também Olguinha.- Falei sorrindo abobalhada, escorando a cabeça na batente da porta e me sentindo inexplicavelmente feliz esta manhã. Na verdade a explicação do meu dia já ter amanhecido lindamente, está esparramado na cama, roncando e babando no meu travesseiro.

–Ou você teve uma Bela noite ou andou cheirando algo... — Falou olga rindo e piscando para mim. Ri.

–Você tem duas ótimas alternativas. — Sorri e me aproximei sussurrando de brincadeira. — Mas a erva já acabou a um bom tempo... — Disse e soltamos uma risada.

–Que bom, que bom que finalmente se acertou com o Sr. German, vocês merecem ser felizes.

–Espero que essa noite resume o resto de nossas vidas juntos. -Falei agora me encostando totalmente na batente, deixando aparecer meu CORPO(Não tinha vergonha da Olga me ver assim) e olhando para meu parido com um leve sorriso. — Mas... o que queria com tanta urgência Olguinha? -Perguntei me virando para ela.

–O horario Angeles...- Falou se lembrando e me olhando assustada).

–Oque tem?

–Já são 7:15! — Me dei conta que tinha que ir trabalhar, agradeci, fechei a porta e fui me vestir.

Ai meu deus o Pablo ia me matar! Sai correndo, tomei uma ducha, fiz minha higiene matinal, coloquei uma roupa simples um vestido (que era mais rapido de vestir).

Cheguei ao Studio atrasada, mas Pablo quando me viu, toda preocupada e escabelada pedindo desculpas pelo atraso, riu muito.

–O que foi? Por que está rindo? — Perguntei esbaforida pela corrida até o Studio.

–Acho que se esqueceu que hoje você só pega no ultimo periodo... — Parou de rir para se aproximar e me alcançar uma xícara de café. Me senti a maior tonta do mundo.

–Droga!Droga! Eu poderia ter ficado mais com o German na cama. — Choraminguei em vós alta o que eu dizia mais para mim mesma. Não pude deixar de notar a expressão de surpresa do meu amigo e um leve sorriso malicioso escapar dele.

– Hummm... vejo que tão se entendendo. Agora explica muito bem você estar tão desnorteada esta manhã. — Sorri junto.

–As coisas estão melhorando Pablo, muito mesmo ... — Nos sentamos.

–Então sua ideia da apresentação, jantar romântico no sábado e tal... funcionou?!

–Não! — Suspirei olhando para o café. — Na verdade acho que vou tentar deletar o sábado da minha mente. — Fiz uma careta.

–Uau, foi tão ruim?! — Suspirei.

–Você nem imagina... — Olhei para ele. — Pra piorar estou com uma pulga atras da orelha, que mais parece um búfalo! — Me bateu uma tristesa me devastando novamente esses pensamentos.

–O que houve?

–No sábado German chegou de madrugada ... e

–e?

– Isso nem é o pior! — Fiquei mais triste

– O que ele fez Angie!!? — Pablo exclamou, de certa forma ja imaginava o que acontecia.

–Quando acordei, ela estava todo doce e fofo comigo... como se tivesse aprontado, com a consciência pesada... como se tivesse — Falei pausadamente e fui interrompida.

–Angie talvez não tenha sido isso...

–Tambem fiquei em duvida, até ver como a Villu o olhava em reprovação, como se ela mesmo tivesse visto ele cometendo o ato... e ainda deixou no meio da conversa escapar sobre uma Vadia....

–Vadia?!

–É ... foi uma indireta que ela tentou disfarçar, mas tudo faz tanto sentido. — Olhei para meu amigo com os olhos marejados, transbordando de tristeza.

–ÓOOO Anginha não chora — Me abraçou carinhosamente. — Você chegou tão feliz (apesar de tudo). Eu ainda acho que deveria confiar nele... enganos acontecem.

–Não Pablo, não posso ignorar tantos sinais, e ainda ele não queria cancelar a reunião naquele dia de jeito nenhum! Era uma reunião com uma mulher em um restaurante! — Deixei as lagrimas sair.

Suspirei e Pablo me soltou um pouco de seus braços.

–Ja conversou com Violetta? Descubra se é verdade suas suspeitas, ai converse com German sobre...

–Não posso Pablo! Não aguentaria conversar com ele sobre sua am... — Não pude completar a frase,abaixei a cabeça. Ja estava plantado em meu peito uma dor terrivel por isso... tantas duvidas: Será que fora só uma vez? Uma só mulher? Se apaixonou por ela? Mas ele estava tão amoroso comigo? Estaria ele só com pena de mim?

–Acalme-se meu bem... — Pablo estava a terminar a frase quando uma loira irritada entrou quase derrubando a porta da sala, chamando nossas tençoes.

–Aff! Esses moleques não param quietos quase me derrubara! Deveria ser proibido dançar fora da sala de dança! — Despejou Pricila logo quando entrou. A loira de olhos verdes era a mãe de Ludmila, e apesar da filha ter se tornado uma mulher incrível e famosa, a mãe continua ''endiabrada''. Sempre se fingi de minha amiga, eu aceitei sua amizade, porem conheço falsidade, principalmente quando vem de alguém tão sínica quanto essa mulher.

Pablo respirou fundo. Ela havia se tornado uma das administradoras e financiadoras mais importantes do Studio a uns 4 anos. Muito controladora e sinto pena do Pablo por ter que aguenta-la mais do que eu já aguento. Pra piorar ela anda mais grudada em mim ultimamente.

–Pricila este é um lugar onde a arte vive! Ela não se pode trancar em uma sala. — Disse se levantando e pegando algumas pastas, vi ela revirar os olhos.

– Ahh minha Anginha!! Chegou tão cedo! Como você está? — Disse vindo a mim com aquele sorriso meio debochado e me abraçou.

– Bem... — Ouvi a porta batendo (Fechando)... Aquele Filho da mãe me deixou sozinho com a Bruxa má do Oeste !

–Ahh...não minta meu amor, vejo nos seus olhos. São lagrimas! O que houve bebê? — Sentou onde Pablo estava sentado (Antes de ter abandonado a batalha e me deixado a sós com a bruxa).

–Está tudo bem, só é o cansaço! -Me levantei e fui mexer em algumas pastas, tentando juntar elas rapidamente para sair o mais rapido daquele momento de falsidade suprema.

–Hum. Não minta Anginha! É feio! — Disse vindo até mim e entregando o restinho do café que eu havia deixado sobre a mesa. Peguei e dei um leve sorriso quando ela disse. — Não fique triste por quem não merece ''amadinha''! Tome seu café, e vá se alimentar, anda muito pálida ultimamente! — Tomei o resto do café e me despedi. Dei graças a deus que ela não me seguiu, não me convidou para comermos algo como ela geralmente faz e eu, por pura e legitima educação, aceito.

Resolvi dar umas voltas pela praça. Andei um bom pedaço, gostava de ver as crianças brincando, lembrar minha linda menininha que está hora deve estar em sua aula de natação, lembrar de alguns piqueniques que fazíamos em família, comigo, German, Maria Clara, Violetta, Leon, Olga, Ramallo, Fitto... era um enorme piquenique. Sorri ao lembrar da grande bagunça que dava e como era divertido. Tanta saudade desses tempos. Momentos passaram em minha mente tão estranhamente rápido, meu coração passou a bater acelerado demais, me assustei com a forma que aquelas lembranças se tornaram dores fortes em minha cabeça. De repente ja não enxergava mais nada, cambaleei para trás até minhas pernas falharem de vez, eu cair e apagar.

#Fim ... E que eu consiga fazer as emoções começarem kkkk

Notas finais
bjssssss
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.