Dime que me crees!
8 Cap 7 - Nossa reconciliação -
Notas iniciais
Pov German
A beijei. Não! Ela me beijou. Mas o que interessa afinal?! Nos beijamos e foi algo verdadeiro, não qualquer beijo chato. Foi como voltar aos velhos e bons tempos. Já tinha até esquecido como era gostoso aqueles lábios.
Nos separamos sorrindo e logo vieram Clara e Fitto cheios de terra, correndo pra sala parando a nossa frente, roubando a atenção e nos poupando de uma palestra qualquer que Olga começaria a dar.
–Mamãe! Mamãe! Não vai acreditar no que achamos! -Clarinha falava toda animada. Já vi muitas vezes aquela animação, e não é coisa boa.
–Um túnel subterrânea, que desmoronou sobre você?! Meu deus filha você esta um trapo! -Angeles passava os dedões umedecidos de saliva nas bochechas da menina para tentar tirar a terra que estava ''colada'' lá. De certa forma não pude conter o sorriso de ver aquela cena.
–Não tia, foi um formigueiro enorme! — Fitto contou não tão animado.
–Oque?! Vocês mexeram em um formigueiro? Estão loucos? — Olga estava furiosa.
–Foi ideia dela. — Fitto defendeu-se apontando para minha filha.
–Traidor! — Xingou fuzilando-o com os olhos.
–Maria Clara! Oque vocês queriam fazer com ele? — Perguntou se levantando e cruzando os braços.
–Er... Nada... — Gaguejou, então virou-se e deu presença a Leon e Violetta. E sorriu. — Oi mana... Leon que saudade de vocês,- Os abraçava como se nada tivesse acontecido, essa menininha é danada igual a irmã. -Quanto temp...
–Não fuja do assunto. — Me levantei e copiei o a pose de minha mulher. — Mostre respeito e responda direito sua mãe. — Falei ríspito.
Ela suspirou vencida. Sabia que comigo não era tão fácil, principalmente quando eu falava em respeito.
–Eram as formiguinhas de cabeça vermelha... são muito fortes... arrancam a pele... queria pegar uns ovinhos delas pra mim criar e usa-las quando precisasse — Falava rapidamente, gesticulando e com carinha de apavorada. — Não sabia que o Fitto era alérgico — abaixou a cabeça na hora então todos puseram-se a olhar o menino que mostrava a mão toda vermelha e inchada, horrível.
–Ai meu Deus — Olga fala apavorada quase desmaiando ao ver a mão do filho.
–Desculpa! — Ouso Clara falar baixinho pra ele. Ele assente e olha para sua mãe.
–Calma mãe, ta tudo bem comigo... — Falou dando um sorriso muito falso, sem nem conseguir disfarçar a dor provavelmente insuportável, que esta sentindo. Olhou para mim e Angie e nos deu um olhar sincero. -A culpa foi minha, não briguem com ela.
–Vem meu bebê, vamos pro hospital agora! — Olga estava ainda apavorada e mau esperou ajuda e já levou Fitto da sala, mas não sem antes eu perceber a olhada dele para minha filha... Que papo é esse!! Já tenho que começar a ficar de olho nesses dois...Rum!
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~ Horas Depois...
Finalmente o dia está no final, Fitto já esta melhor, Olga mais calma. Enquanto eu dava uma bronca em Maria Clara, Angeles ia ao hospital pra ver como o garoto estava. Durante a tarde Violetta e Leon se foram e minha esposa disse que o castigo das crianças era não ter a sessão filmes que ela havia prometido a eles.
No momento estou sentado no sofá a toa vendo TV. Olga já foi embora junto a Ramallo e seu filho, Angie pediu para mim, para conversar com nossa filha de um jeito mais pacifico já que Clara estava furiosa pela bronca que havia levado de mim. Angie sempre acalma a Ferinha, devo admitir que é uma mãe incrivel, ela em um senso maternal que jamais vi em outra mulher, não só com Clara mas tambem com Violetta, essa mulher nasceu pra ser mãe.
Sem perceber sorri com meus pensamentos.
–Esta sorrindo feito bobo, enquanto assiste o jornal noticiando a morte de 3 pessoas. Que espirito de psicopata o seu. — Minha dama apareceu de repente e sentou-se no meu colo com um sorriso irresistível.
–Humm... — Segurei forte sua cintura a grudando em meu corpo, sua reação imediata foi abraçar meu pescoço e colocar nossas testas juntas. Alem de se estremecer com meus toques, uma das coisas que mais amo em Angeles é o poder que tenho sobre ela. -Te assustaria se eu fosse um psicopata?! — Sussurrei dando um sorriso malicioso, e dei uma leve mordiscada em seus lábios enquanto passava a mão direita por sua coxa a apertando. Sentia sua respiração pesada sobre meu rosto.
–Não- Respondeu rapidamente e com um movimento agiu, passou uma perna para o outro lado sentando de pernas abertas em meu colo. — Eu adoraria -Sussurrou em meu olvido, mordiscando minha orelha e passando a mão por todo meu peito. Fiquei mais louco ainda com os movimentos que ela fazia sobre meu membro — principalmente na cama... — Foi dando beijos molhados pelo meu pescoço e passando a mão lentamente até chegar ao meu membro que já tava latejando por ela.
–Ta provocando direitinho amor! — Falei em um suspiro, a derrubando no sofá e ficando sobre aquela mulher gostosa. Deitei sobre ela e a beijei intensamente, um beijo de tirar o folego, tirei seu casaco e ela minha camisa enquanto arranhava meu peito, uma dor exitante que fez meu sangue ferver. Vi aqueles enormes olhos verdes cheio de luxuria, os lábios vermelhos e seus cabelos levemente bagunçados de um jeito extremamente sexy. — Tão linda! — Falei a encarando enquanto segurava firme em seus cabelos macios -Eu te amo. -Sussurrei sem voz de tanto tesão que sentia.Vi ela morder aqueles lábios irresistíveis e logo voltei a beija-la de um jeito de gustativo. Procurei pelo zíper do vestido, até que encontrei e fui abrindo, mas ela parou o beijo, se separou e levantou. Fiquei a encarando se entender. Angie soltou uma risadinha enquanto recolhia as duas peças de roupa que estavam nos chão e foi até a escadaria subindo dois degraus, eu a seguia com os olhos. Ela me olhou com um leve sorriso e mordeu os labios novamente.
–Vai ficar ai me encarando como um bobão?! — Sorri.
–Bobão... você vai ver... — Sai correndo até ela que correu até nosso quarto, na porta conseguia a alcançar, agarrei sua cintura a virei para mim e a beijei e assim entramos naquele quarto. E passamos a noite toda em meio acaricias, beijos e ... bem... vocês já sabem.
Hoje pude sentir que ainda havia sim uma chance para sermos felizes, pois o amor não acaba assim de uma vez, ele só se aquieta em um lugarzinho no coração onde não conseguimos encontrar. Mas hoje o reencontrei e descobri que não posso viver sem aquele sorriso, sem aquela felicidade que ela carrega em si, aquele olhar que é capaz de acalmar a todos... Se eu não a te-se junto a mim algo sempre estará faltando em minha casa, na minha cama, ao meu lado... em mim. Fui um idiota por não ter intendido isso nas vezes que a decepcionei com Jade, Esmeralda, quando me passei por Jeremias e a fiz sofrer tanto que foi embora e eu deixei... Tudo que para mim tinha sentido, sem ela, não tinha mais. Naquele tempo e agora, vejo o quão a Amo e não vou deixar de ama-la.
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