Notas iniciais
Não diga nas notas do capítulo que ele ficou ruim. Tenha confiança, nunca deprecie o meu trabalho.

Sexta, enfim sexta-feira o dia de tomar decisões quanto ao futuro de Lurdes.

Ela estava sentada em um banco de alvenaria frio e sem vida, como o restante do lugar, sua camisa estava bem passada e seu cabelo se encontrava preso a uma trança que terminava logo acima da sua cintura, a jovem estava ansiosa até que se ouve:

– Lurdes Magnoy!

No mesmo instante ela arruma a saia do colégio que estava amarrotada e se levanta em direção a uma imponente porta com arremates do século 17, ela só havia chegado a esta conclusão após fitar a porta por um longo periodo. Ao entrar Lurdes se deparou com uma sala ampla e muito bem decorada, ela se sentou em uma macia poltrona enquanto observava grandes representações de diversas obras, todas emolduradas sob uma parede, de elevado pé direito, até que a senhora que se encontrava atrás de uma mesa no centro da sala, finalmente conseguiu a atenção da garota.

– Vejo que você gostou desta sala, a maioria dos alunos não apreciam o mesmo tipo de arte.

A dona desta fala tinha a voz mais doce e delicada em que Lurdes já pode ouvir um dia, ela parecia ser mais nova do que realmente era, seu sorriso ela branco e Lurdes não se conteve em retribuir.

– A senhorita deve estar ansiosa, mas não se preocupe, garanto que de minha parte não vai haver nenhum problema com os internos.

– Sim, eu acredito. Lurdes assentiu.

– Até por tanto, que a ultima represalia, foi há meses e desde então todos estão controlados.

Lurdes sentiu o peso destas palavras, era como se duas bigornas e uma escopeta lhe atingisse neste momento, ela preferiu apenas se calar como de costume.

– Pois bem, agora você terá um novo quarto, assim como uma colega de brinde e poderá estudar em uma verdadeira classe, embora você não esteja livre se suas atividades extracurriculares, ao menos você terá uma agenda com novos horários.

...

Com seus novos horários, suas malas e a chave do novo quarto em mãos, Lurdes foi em direção ao prédio que tinha uma enorme placa que sem muitos esforço lia se: Dormitórios Femininos, mais que depressa Lurdes caminhou em direção.

Eram três andares com cerca de 6 quartos, ela era a agraciada do segundo andar (na realidade era o primeiro andar, mas como ela contava o térreo como se fosse um andar), o motivo da empolgação era simples os quartos do térreo recebiam 3 hóspedes, já os outros apenas dois pois, assim evita emboscadas e garotas sendo aremeçadas das janelas, e em comparação com o ultimo andar o lance de escadas era muito menor e a vista era extremamente agradável segundo a afirmação da senhorita Bertolli.

Lurdes se posicionou enfrente a porta numero 07, colocou a chave na fechadura e enquanto girava e abria vagarosamente ela lançava seu pé direito em direção do que estava atrás da porta. A expectativa do que havia após a porta tomou conta da mente da garota.

A porta se abre, e ela encontra duas camas e dois armários um de cada lado, uma janela ao meio junto a uma escrivaninha central, a primeira cama estava forrada com um lençol branco de algodão onde se lia “Refugio Bertolli”, já a parede oposta estava forrada de uma espessa camada de adesivos, tinta em spray e algumas placas de transito.

Notas finais
Espero que tenha gostado, qualquer tipo de sugestão é bem vinda.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.